A CNN Brasil anunciou Maria Carolina Abe como a nova editora-chefe do CNN Brasil Business, plataforma com foco na cobertura do mercado de investimentos e finanças pessoais. Ela trabalhou por nove anos no UOL, inicialmente como redatora, depois promovida a editora assistente e editora do UOL Economia.
O CNN Brasil Business também aborda áreas de macroeconomia, negócios e economia 4.0 com vídeos, textos, redes sociais próprias, conteúdo gerado pela CNN Internacional. O programa venceu no início da semana a categoria Vídeo dos +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2020, do Jornalistas&Cia.
A desinformação associada a motivos religiosos pode ser uma barreira para a aceitação da vacina contra a Covid-19 na América Latina. Um estudo da First Draft, organização britânica que se dedica a combater a desinformação no mundo, verificou que a principal narrativa de fake news que vem sendo utilizada com esse tema na região é a de que o sangue de Cristo é a única vacina contra a doença.
Na análise de mais de 14 milhões de postagens online publicadas em três idiomas, em 41 países, verificou-se que as fake news com motivos religiosos em espanhol equivalem ao dobro das encontradas no idioma francês e ao triplo do inglês. As postagens com temas religiosos responderam por 7% de toda a desinformação antivacina catalogada no idioma espanhol. Os pesquisadores encontraram conteúdo que confunde os limites entre religião e ciência, com narrativas de que a intervenção sobrenatural é necessária para a solução da pandemia.
Para a organização, isso demonstra que a fé ainda se sobrepõe à ciência nos países de língua espanhola. Saiba mais em mediatalks.com.br.
Fernando Caetano é um dos profissionais que deixam a emissora (Crédito: Reprodução/Fox Sports)
A Disney anunciou nesta quinta-feira (3/12) a demissão dos repórteres André Cavalcante, Fernando Caetano, Bruna Carvalho, Álvaro Loureiro, Flávio Winick e Diego Bertozi, todos da Fox Sports. De acordo com Flavio Ricco (R7), “os cortes, em diversos setores do mesmo canal, segundo o roteiro estabelecido, devem continuar avançando e agora atingindo muito mais os profissionais de vídeo”.
Entretanto, a Disney renovou com Gustavo Berton, Vinícius Nicoletti, William Tavares, Fernando Nardini e Felippe Facincani. Segundo o UOL Esportes, o grupo está analisando 50 contratos que se encerram no final do ano. Nas próximas semanas, outros apresentadores, comentaristas e ex-jogadores devem ser comunicados se continuam ou não na empresa.
No começo da semana, a Disney já havia anunciado as saídas de Márcio Moron, vice-presidente de Jornalismo, Paula Young, diretora artística, e Luiz Santos, vice-presidente de Engenharia.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou os finalistas da 4ª edição do Prêmio CICV de Cobertura Humanitária, que visa a valorizar trabalhos sobre temas humanitários na imprensa brasileira. Além da categoria CICV de Reportagens e Documentários, a edição deste ano conta com a categoria especial ACNUR 70 anos, em homenagem ao aniversário Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
A cerimônia de premiação será na próxima terça-feira (8/12), com transmissão pela internet. No evento, os finalistas participarão de uma roda de conversa sobre a produção dos trabalhos.
• Invisíveis no banco da frente − Allan Rabelo, André Marques, Daniel Ferreira, Manoela Alcântara, Michael Melo, Gabriel Foster, Gui Prímola, Igo Estrela, Lilian Tahan, Moisés Amaral, Olívia Meireles, Otto Valle, Priscilla Borges, Rafaela Felicciano, Saulo Marques e Viviane Novais (Metrópoles)
• Povos Isolados − Ailton SoaresCavalheiro, Daniel Salvia, Evaristo Costa, Flávia Moraes, Gabriela Pimentel, Guilherme Zwetsch, Lucas Mioni, Marcus Vinícius Oliveira, Nadhine Farah, Pablo Soares e Rafael Gomide (CNN Brasil)
• imigrantes de sp − Bruno Santos, Flávia Mantovani e Thiago Almeida (Folha de S.Paulo)
• ‘Saí para salvar minha vida’ − Amanda Paes, Antonio Alves Filho, Dennis Barbosa, Fabio Tito, Guilherme Gomes, Lucas Corrales Vidigal de Oliveira, Oscar Veroneze Junior, Rodrigo Cunha de Paula e Savio Ladeira (G1)
A campanha Dia de Doar, promovida por 18 organizações jornalísticas de todo o Brasil, visa a incentivar as pessoas a doar e apoiar o jornalismo e a democracia. O objetivo é ajudar esses veículos a continuarem trabalhando, informando, e combatendo a desinformação.
Pela hashtag#diadedoar, a campanha vai até esta sexta-feira (4/12) nas redes sociais, com posts sobre a importância de apoiar e valorizar o jornalismo brasileiro, principalmente em meio à pandemia de coronavírus.
A expressão “enxugar gelo” cai como luva para ilustrar as tentativas de estancar desinformação e discurso de ódio nas mídias sociais e na web. Assim como o coronavírus, ambos resistem firmes.
As plataformas digitais intensificaram mecanismos para identificar e remover conteúdo nocivo − ainda que aquém do que muitas entidades e governos desejassem. Agências de fact-checking aprimoraram ferramentas tecnológicas e integração global.
Mas o inimigo é ardiloso. No Reino Unido, que sofre com as investidas dos que contestam o distanciamento social e as vacinas contra a Covid-19, a novidade agora é um falso “jornal de verdade”, que pode não ser o único do gênero pelo mundo.
O The Guardian publicou em 27/11 uma matéria sobre o Light, criado em Manchester pelo dono de uma loja de camisetas com mensagens renegando vacinas e questionando o atentado de 11 de setembro, sugestivamente denominada Conspiracy Shirts. O currículo do editor não deixa dúvidas sobre a linha editorial.
Verificadores de fatos chegaram ao “veículo” na caçada à origem de uma reportagem informando que uma agência governamental americana teria declarado a inexistência da Covid-19. A foto da matéria viralizou em vários países.
O Guardian classificou o jornal de falso porque só foram publicadas três edições desde o lançamento, em setembro. Seu site não exibe notícias. Tem os exemplares em pdf para download, produtos à venda e banners para compartilhar.
O objetivo parece claro: é um instrumento para gerar fake news com aparência de matérias jornalísticas, cujo alcance aumenta com a distribuição via redes sociais. Por se assemelharem a notícias de verdade, tornam-se mais críveis. Isso foi confirmado pelo editor, que disse ao Guardian ter criado o Light para fugir da censura das plataformas.
Uma ideia antiga, de cara nova
Jornais apócrifos para difamar adversários fazem parte do repertório político brasileiro. Mas o Light é outra coisa, pois de anônimo e artesanal como os panfletos de antigamente ele não tem nada.
A equipe é identificada no expediente. Várias matérias são assinadas. Com cerca de 20 páginas, é dividido em editorias (política, economia, internacional, saúde). Tem entrevistas, anúncios e até palavras-cruzadas. Ao final, sinaliza a que veio: oferece pôsteres com mensagens contrárias às medidas de isolamento.
O Light também não pode ser comparado a um jornal partidário, que defende uma causa, pois o conteúdo vai além da opinião. Ele apresenta matérias supostamente factuais, só que inteiramente baseadas em falsidades que beiram o grotesco.
Impressionante como gente em um país de alta escolaridade propaga matérias como uma que abre dizendo: “O Departamento de Defesa e a Fundação Bill e Melinda Gates associaram-se a uma companhia do Vale do Silício, a Profusa, para implementar uma tecnologia capaz de controlar nossas mentes. O que pode parecer ficção científica está acontecendo agora”.
Os leitores são aliciados para distribuírem o Light por um grupo privado com 5 mil membros no Facebook. Dá certo. O Guardian encontrou exemplares no comércio de várias cidades, incluindo cafeterias em Londres.
O Light é um exemplo de como as redes sociais que banem teóricos da conspiração continuam sendo usadas para propagar desinformação por meio de artifícios criativos, demonstrando que ainda têm muito a fazer para curar a doença.
Enquanto isso, a web também continua dando guarida aos excluídos e aos que fogem da moderação das redes. O caso mais eloquente é o da rede americana Parler, que abriga pessoas e grupos banidos pelas plataformas globais. E também aqueles que ainda estão nelas e aproveitam seu alcance para levar seguidores a um novo território livre e sem controle.
Os números ainda são pequenos se comparados aos de Twitter e Facebook. Mas, segundo o Washington Post, após as eleições americanas ela chegou a alcançar a liderança em downloads na Apple Store. E já ultrapassa 10 milhões de usuários.
Vem aí mais gelo para enxugar.
Leia em MediaTalks: o que é a Parler, rede social que cresce abrigando discursos de ódio e preconceitos banidos de Facebook e Twitter.
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A Associação Nacional de Jornais (ANJ) concedeu para o Jornalismo em geral o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa de 2020. Diferentemente das edições anteriores, atribuídas a pessoas ou instituições, a premiação homenageou neste ano a própria atividade jornalística como um todo. Criado em 2008, o prêmio homenageia pessoas ou entidades que se destacaram na defesa da liberdade de imprensa.
Para a entidade, o jornalismo tornou-se ainda mais necessário e essencial durante a pandemia de Covid-19, com diversas fake news, desinformação e ataques ao trabalho da imprensa. Marcelo Rech, presidente da ANJ, declarou que “as condições adversas da pandemia atingiram em cheio o exercício diário do jornalismo, assim como atingiram tantas outras atividades. Mesmo trabalhando em casa, longe do ambiente rico das redações, editores e repórteres prosseguiram cumprindo sua missão. Todo o restante da indústria também se adaptou e levou as informações à sociedade, no impresso e no digital”.
A plataformaUniversa, do UOL, lançou em 25/11, Dia internacional do combate à violência contra a mulher, o Manual Universa para Jornalistas: Boas Práticas na Cobertura da Violência Contra a Mulher, com objetivo de ajudar profissionais de imprensa que trabalham com o tema.
O texto visa a tirar dúvidas sobre como abordar as vítimas e familiares, como tratar da violência sem fazer com que a mulher reviva o fato, como evitar estereótipos machistas, e ainda apresentar normas e leis que podem contribuir para uma cobertura mais justa e com empatia. A obra é dividida em três grandes temas: a conduta do jornalista e o cuidado com a pauta; dados e informações sobre os principais crimes cometidos contra mulheres; e uma compilação de leis, fontes sobre violência contra a mulher, além de formas de denunciar os crimes.
Cid Moreira, cuja voz é tão conhecida, volta ao rádio, onde começou a carreira, aos 17 anos. Agora, aos 93, a veiculação é online. Desde 1º/12 está no ar a Rádio Conhecer, com programação 24 horas, 7 dias na semana. A emissora tem sua base nos estúdios da Radioficina, em São Paulo.
A pauta é eclética: história, arte, música, literatura, ciência, tecnologia e empreendedorismo. Um tema em que Moreira se destacou nos últimos anos, em gravações, como as reflexões sobre a vida e os mistérios do mundo, terão seu espaço. O slogan é Inspirando pessoas a transformar atitudes. Além de diretor-geral da rádio, Moreira estará à frente dos programas Crônicas e poemas imortais e Mensagens da Bíblia em áudio.
Com ele, nessa empreitada, estão os comunicadores Sérgio Azevedo, diretor comercial,e Cyro César, na direção artística. Azevedo também vai apresentar os programas: Empreender com sucesso e Momento da engenharia. César vai comandar Programa de entrevistas – Conversa com famosos, Mídia training e Aera do rádio.
A mulher de Cid, Fátima Moreira – que o conheceu durante uma entrevista para a revista Caras –, fará a coordenação das mídias sociais, com apoio de Thay Manfredini. César Abreu está na produção de vídeos e Dulcinéa Abreu,na produção de conteúdo. Completam a equipe a produtora musical Glauci Melo – flash back nacional e internacional, com espaço para o gospel –,o locutor Anderson Nilo, a sonoplasta Vivian Lanza e, na administração, Bianca Souza. Um grupo de colaboradores especializados em diferentes temas terá participação eventual.
Silvia Sayão e Luís Fernando Silva Pinto estão entre os que deixaram a emissora (Crédito: Reprodução/TV Globo)
O Grupo Globo anunciou nesta terça-feira (1º/12) a demissão de Cristina Piasentini, que há 12 anos era diretora de Jornalismo da emissora em São Paulo. Ana Escalada assumirá o cargo. No Globo Repórter, saem a experiente Silvia Sayão, a chefe de Redação Meg Cunha, e Maria Thereza Pinheiro e Teresa Cavalleiro, que comandavam a área de Projetos Especiais.
Também deixaram a emissora Luís Fernando Silva Pinto, correspondente da Globo em Washington desde 1986, e Marco Antonio Rodrigues, que era coordenador das afiliadas de rede e participava de programas como Bem, Amigos.
Segundo o Notícias da TV (UOL), as saídas são consequência da aposentadoria de Silvia Faria, número dois da hierarquia do Jornalismo da Globo, que deixará a emissora no final do ano. Ricardo Villela, atualmente diretor-executivo de Jornalismo, será seu substituto.