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sexta-feira, agosto 29, 2025

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Polícia investiga ameaça de morte contra Pedro Zambarda, do DCM

Pedro Zambarda

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar a ameaça de morte contra Pedro Zambarda, colaborador do site Diário do Centro do Mundo (DCM). Em 2/10, ele denunciou ter recebido mensagem no celular na qual estava escrito que a próxima reportagem de Zambarda seria sobre quantos tiros ele tinha levado.

Em 27/09, ele publicou uma reportagem sobre ondas de ódio na internet e a violência de postagens de militantes. Dois dias depois, recebeu a mensagem, assinada como “Corona”. Com ajuda externa, descobriu que o número do telefone que enviou a mensagem pertence ao ex-assessor parlamentar Leonardo Antonio Corona Ramos, citado na reportagem.

O repórter do DCM declarou que “uma ameaça de morte por tiros escrita no meu WhatsApp ultrapassa qualquer limite do aceitável. É uma violência contra mim, o DCM, a imprensa brasileira e todos os repórteres que cobrem criticamente o governo federal”.

A Abraji tentou entrar em contato com Leonardo Corona, mas não obteve resposta.

Abraji denuncia assédio judicial contra a imprensa

Crédito: Luiz Carlos Fernandes

O Diário do Grande ABC acusou Orlando Morando Júnior (PSDB), prefeito de São Bernardo do Campo, de impetrar sistematicamente ações judiciais contra o jornal e seus profissionais. Só neste ano, foram três processos.

Em uma das ações, Morando pede que o jornal seja condenado a pagar R$ 10 mil e a publicar um pedido de retratação sobre reportagem, editorial e charge que abordaram supostas irregularidades ambientais em um leilão público de um terreno.

Em outro processo, o prefeito acusa o repórter Raphael Rocha de crime de difamação por causa de uma matéria sobre supostas irregularidades no trecho sul do Rodoanel, anel rodoviário que circunda a Grande São Paulo.

Marcelo Träsel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), declarou que “lançar mão de um recurso garantido por lei − recorrer à Justiça quando para proteger a própria honra e imagem − é um direito de qualquer cidadão. No entanto, figuras públicas, como um prefeito, estão sujeitas a maior escrutínio público e têm obrigação de prestar contas à sociedade. Além disso, têm acesso facilitado à própria mídia para explicar suas posições quando o desejam. (…) A judicialização constante da cobertura noticiosa pode configurar intimidação contra jornalistas e violar a liberdade de imprensa”.

A Abraji monitora ações judiciais movidas contra profissionais de imprensa na plataforma Ctrl-X. Desde 2014, foram 3.001 ações movidas por políticos. Letícia Kleim, assessora jurídica da entidade, afirma que “o caso do jornal paulista (Diário do Grande ABC) pode refletir uma tendência na imprensa brasileira nos últimos anos, o assédio judicial”.

Covid-19 de Donald Trump gerou onda de fake news

Ao ver Donald Trump internado em um hospital militar com a Covid-19, brasileiros mais velhos ou que gostam de história não podem deixar de recordar o caso de Tancredo Neves, presidente eleito internado na véspera da posse, em 1985. E que morreria sem nunca assumir o cargo.

A enfermidade de governantes coloca dilemas universais diante da imprensa e dos que administram sua comunicação com a sociedade. Qual a fronteira entre público e privado? Como ser transparente sem causar pânico na população e afetar os mercados financeiros ou a democracia?

A doença do presidente Trump, líder da nação mais poderosa do planeta, às vésperas de uma disputada reeleição, testou ao extremo o riscos advindos da condução equivocada da informação à sociedade. O que resultou em um oceano de desinformação, alimentou ainda mais as teorias conspiratórias e exigiu ação das plataformas digitais. O Poynter Institute chegou a antecipar sua newsletter semanal de fact-checking, tamanha a avalanche de boatos.

Aldo De Luca fez para o MediaTalks by J&Cia uma análise dos melhores − ou piores − momentos do caso e das lições que ele deixou sobre gestão de crises e transparência.

Giovani Ferreira é o novo diretor de Jornalismo do Canal Rural

Giovani Ferreira

O Canal Rural anunciou Giovani Ferreira como seu novo diretor de Jornalismo. Ele será responsável por desenvolver conteúdo jornalístico para TV e digital e ampliar a atuação do canal por todo o País.

Ferreira tem cerca de 30 anos de experiência em agronegócio. Trabalhou em Folha de Londrina, O Estado do Paraná, Diário da Manhã, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado do Paraná (Fetaep), Portos do Paraná, Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), entre outras.

“Além dos telejornais, vamos comandar e apostar na capacidade de mobilização e audiência do portal e dos projetos especiais como Soja Brasil, Nação Agro e Mais Milho”, diz o novo diretor.

UOL anuncia 24 novos colunistas

O UOL anunciou a contratação de 24 novos colunistas. Entre os contratados, estão, na editoria de Esportes, Rodrigo Coutinho, colunista do Yahoo Esportes e especialista em análises táticas, além de ex-jogadores de futebol que compartilharão suas experiências.

Na plataforma de iniciativas positivas ECOA, foram contratadas Adriana Barbosa, criadora da Feira Preta; Bianca Santana, organizadora de coletâneas sobre gênero e raça que atualmente escreve uma biografia de Sueli Carneiro; e Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco.

Na editoria Universa, reforçam a equipe a produtora de conteúdo digital Maqui Nóbrega, que falará sobre autoestima; e a profissional multimídia e consultora Maria Santa Helena, que abordará o universo da moda.

E no UOL Notícias, foi contratadoo repórter investigativo Amaury Ribeiro Jr., que escreverá sobre Direitos Humanos. Ele lançou recentemente o livro Poderosos pedófilos, que denuncia casos de pedofilia em diferentes regiões da Amazônia nos últimos 20 anos

Aberta a votação para o primeiro turno dos +Admirados da Economia

Abriu nesta sexta-feira (9/10) e vai até dia 23 o primeiro turno do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, iniciativa de Jornalistas&Cia que elegerá profissionais e veículos de destaque nesses segmentos. Pela primeira vez, nos quatro anos da premiação, a votação será aberta, permitindo também a participação do público.

O link de votação ficará hospedado no Portal dos Jornalistas e para votar será necessário o preenchimento de um cadastro com nome, e-mail, organização e cargo, além de login e senha que valerão para os dois turnos de votação.

Nessa primeira etapa, de livre indicação, cada pessoa poderá indicar nomes de até cinco profissionais e até cinco veículos de todo o País nas seis categorias específicas: Jornal, Revista, Programa de TV, Programa de Rádio/Podcast, Site/Blog e Agência de Notícias.

O prêmio, que contará novamente com o apoio de BTG Pactual, Captalys, Gerdau e Telefonica Vivo, ganhou este ano a adesão da Samsung. A cerimônia de premiação, em novembro, terá apresentação de Rosenildo Ferreira e de Fátima Turci, eles próprios já contemplados em edições anteriores do prêmio.

Aílton Nasser, o Mineiro, assume Direção de Jornalismo da Record em Brasília

Aílton Nasser, o Mineiro, assumiu a Diretoria de Jornalismo da Record TV em Brasília. Ele substitui a Domingos Fraga, que, segundo Flávio Ricco (R7), volta a São Paulo para dar apoio na região a Antonio Guerreiro, vice-presidente de Jornalismo.

Mineiro atuou nos telejornais matinais da emissora, em São Paulo. Antes, foi diretor de Redação e Programação da Record News. 

Confira os finalistas do 42º Prêmio Vladimir Herzog

O 42º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que valoriza trabalhos sobre democracia e temas correlatos, anunciou os finalistas nas categorias Arte, Fotografia, Produção Jornalística em áudio, Produção Jornalística em vídeo, Produção Jornalística em multimídia e Produção Jornalística em texto.

A solenidade de premiação será em 25/10, em ambiente virtual. Nesta edição, os homenageados serão a cartunista Laerte, a filósofa Sueli Carneiro e o jornalista Luiz Gama.

Confira a lista dos finalistas:

Arte

Infernópolis Laerte (Folha de S. Paulo)

E daí?Duke (www.domtotal.com)

Máquina de Moer PretoAmanda Miranda (The Intercept Brasil)

Charge ContinuadaLuís Carlos Augusto dos Santos (Instagram @somostodosaroeira)

Choram Marias e Clarices no solo do Brasil…Rafael Alves (Estado de Minas)

Desenhamos fatosLuiz Fernando Menezes (Aos fatos)

O focoQuinho (Correio Braziliense – edição online)

Fotografia

Culturas em conflitoJoedson Alves (Agência EFE)

Amazônia Pede SocorroBruno Kelly (Reuters)

Um rio poluído no quintal de casaMichael Dantas (Agence France Presse – AFP)

Durante crise da Covid-19, mais de 30% dos óbitos ocorrem em casa em ManausYan Boechat (O Globo)

Sombra da pandemiaMichael Dantas (O Globo)

Na miraGabriela Biló (O Estado de S. Paulo)

Presidente ViralGabriela Biló (O Estado de S. Paulo)

Produção Jornalística em áudio

Eu espero que você não esqueçaGabriela Viana e equipe (Rádio CBN)

Procura-se afetoGabriela Viana e equipe (Rádio CBN)

Brumadinho – Seis Meses DepoisGabriela Mayer (Rádio BandNews FM)

As histórias de Mercedes Baptista, Consuelo Rios, Bethania Gomes e Ingrid Silva Tiago Rogero (O Globo)

Mulheres e suas lutas em cada canto do BrasilRaquel Baster e Joana Suarez (Cirandeiras)

Memórias 6: Irmã DorothyRodrigo Alves (Vida de Jornalista)

Confinamento: 3 meses depoisJuliana Dantas (Finitude)

A Terra é redondaBernardo Esteves e equipe (piauí / Rádio Novelo)

Produção Jornalística em vídeo

As faces do racismoTábata Poline e equipe (Globo Minas)

Os defensores da florestaAlan Graça Ferreira e equipe (Fantástico / Rede Globo)

Brasil – Terra de Quem? (Capítulo 01 – Indígenas)Adriana Farias e equipe (CNN Brasil)

Amazônia2019 Rafael Norton e equipe (Rede Globo)

Cacau: a Escravidão no Século XXI Marcelo Menezes e equipe (Câmera Record / Record TV)

Em 2019, uma em cada três pessoas assassinadas no Rio de Janeiro foi morta por policiaisMônica Reolom e equipe (Fantástico / Rede Globo)

Produção Jornalística em multimídia

A mão invisível da milíciaIgor Mello e Lola Ferreira (UOL)

Ameaças, milícia e morte: a nova cara do Velho ChicoDaniel Camargos e equipe (Repórter Brasil)

Arsenal GlobalCecilia Olliveira e Leandro Demori (The Intercept Brasil)

Amazônia Sem LeiThiago Domenici e equipe (Agência Pública)

Simulação mostra quais crianças são adotadas (e quais não são) no BrasilAugusto Conconi e equipe (O Estado de S. Paulo)

650 mil famílias se declaram ‘povos tradicionais’ no BrasilPaula Paiva Paulo e equipe (G1)

Suape pelo AvessoLaércio Portela e equipe (Marco Zero Conteúdo)

Elas por ElasJuliana Contaifer e equipe (Metrópoles)

Carros-Fortes, Homens IndefesosOlívia Meireles (Metrópoles)

Fome ameaça indígenas em Minas antes do coronavírusJoana Suarez e Flavio Tavares (Projeto Colabora)

Produção Jornalística em texto

Por dentro do fogoDaniel Camargos e equipe (Repórter Brasil)

Fragmentos de vida e morteAmanda Rossi (Revista piauí)

Como morre um inocente no Rio de JaneiroRafael Pinto Soares (Revista Época)

Histórias de ConsciênciaCarmen Souza e equipe (Correio Braziliense)

FBI e a Lava-JatoNatalia Viana e equipe (Agência Pública, em parceria com The Intercept Brasil)

Exclusivo: A desastrosa Operação do Exército que levou à morte de Evaldo RosaNatalia Viana e equipe (Agência Pública)

Guerra da ÁguaPatrik Camporez (O Estado de S. Paulo)

Fotógrafos brasileiros integram exposição sobre a Covid-19 na América Latina

Crédito: Gui Christ

A mostra do prêmio Documentando o impacto da Covid-19: isolamento coletivo na América Latina escolheu 25 fotógrafos para fornecerem uma perspectiva sobre os impactos do coronavírus na região. Cinco dos selecionados são brasileiros.

Em primeiro lugar ficou o peruano Rodrigo Abd, pelos registros feitos em Lima, seguido pelo mexicano Miguel Tovar, que fotografou as consequências da Covid-19 na Cidade do México. Em terceiro lugar, ficaram empatados os brasileiros Yan Boechat, por suas fotos feitas em Manaus quando a cidade registrou o ápice do número de mortos e contaminados, e Gui Christ, que retratou o impacto da pandemia na periferia de São Paulo.

Os outros brasileiros selecionados foram Werther Santana, do jornal O Estado de S.Paulo, o freelance Apolo Sales e a publicitária Emi Takahashi. A premiação é organizada pelo Centro Harvard David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos. Confira a exposição na íntegra.

Campanha promove o jornalismo de qualidade no Reino Unido

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Aos 92 anos, a rainha Elizabeth é vista como inspiração no Reino Unido, apesar das turbulências envolvendo a família real. Com frequência coloca suas altas taxas de aprovação a serviço de causas sociais. Esta semana, a causa foi o jornalismo.

Na segunda-feira (5/10), usou as redes sociais para mandar “warm good wishes” à imprensa , abrindo a campanha Journalism Matters, da News Media Association. Durante a semana estão sendo feitas ações para promover o jornalismo de qualidade, em um ano em que se tornou ainda mais necessário, ajudando o público a navegar no mar de desinformação sobre o novo coronavírus.

Declaração da rainha sobre a campanha

Não é a primeira vez que a rainha empresta sua popularidade ao jornalismo. Em abril homenageou os profissionais que mantinham a população informada sobre a Covid-19.

Apesar da perseguição dos tabloides britânicos à realeza, a monarca é elegante ao ponto de não apenas apoiar a imprensa mas também de se engajar. É patronesse da Journalist’s Charity, criada por Charles Dickens em 1864 para ajudar jornalistas em dificuldades.

Confiança não ajudou a pagar as contas

O apoio vem em boa hora. A imprensa do país sofreu com a Covid-19, que fez o desserviço de aprofundar a crise provocada sobretudo pela mudança de hábitos de consumo de notícias e centralização de verbas publicitárias nas plataformas digitais.

Não foi uma quebradeira generalizada, como alguns vaticinaram. Mas veículos regionais desapareceram, jornais impressos viraram online e muitos perderam o emprego.

O Reach, maior grupo de mídia britânico, anunciou corte de 550 postos − 12% da equipe.  Evening Standard, The Times, The Guardian e BBC também eliminaram vagas. Sucursais de dois digitais famosos, Buzzfeed e Quartz, fecharam no país.

Isso a despeito dos altos índices de confiança no jornalismo, incapazes de conter a fadiga de notícias quando a crise começou a cansar, como mostramos no especial que examinou os efeitos da pandemia sobre a mídia. E insuficientes para atrair assinantes e anunciantes em volume que permitisse ao setor fechar as contas.

Jornalismo de campanha, uma prática britânica

O projeto Journalism Matters é anual. Segundo a News Association, alcançou 17,4 milhões de pessoas em 2019. A associação, que reúne os editores de jornais, mobiliza os membros a promoverem o valor do jornalismo em suas páginas e redes sociais.

Para esta quinta-feira (8/10) foi programado o #trustednewsday, com atividades virtuais para mostrar aos leitores como as notícias são produzidas e distribuídas.

Há também uma votação online, Fazendo a Diferença, em que o público escolhe as melhores campanhas realizadas por jornais nacionais e regionais. O jornalismo de campanha é uma prática no Reino Unido.

Os veículos aqui mantêm a tradição de defender causas − ambientais, legais, infantis, de saúde. E muitas vezes alcançam resultados concretos, como mudança em leis ou arrecadação de fundos.

Um dos mais notáveis momentos da história da imprensa britânica foi a campanha que nos anos 1970 expôs o drama da talidomida, medicamento contra enjoo que mutilou milhares de bebês, liderada por Harold Evans, então editor do The Sunday Times,.

Evans morreu em setembro. A história de sua luta, desafiando os tribunais e que acabou levando a mudanças na lei de segredo de justiça, foi enaltecida em obituários e editoriais. (Veja o perfil de Harold Evans em MediaTalks.com.br).

A sempre tensa relação entre jornais e plataformas digitais

Entre as campanhas selecionadas pela News Media Association para o prêmio de melhor do ano ano está a do Daily Telegraph, exigindo leis severas para controlar conteúdo nocivo nas mídias sociais. Ganhou força apoiada na triste história de uma adolescente que tirou a vida influenciada por posts relacionados a suicídio e automutilação.

As plataformas estão no radar da associação. Na abertura da campanha, o presidente da News Media Association cobrou ações do Governo para ajudar o setor a sobreviver. E defendeu mudanças no relacionamento com as plataformas digitais, “para assegurar um futuro brilhante ao jornalismo”.

No Reino Unido, as plataformas vão precisar ir além do que já têm feito para serem percebidas como aliadas do jornalismo de qualidade e não como ameaça a ele.


Em MediaTalks.com.br:

• Mais sobre a campanha Journalism Matters e as campanhas que concorrem ao prêmio de melhor do ano

• A história de Harold Evans, que deixou sua marca no jornalismo investigativo

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