Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (51)
Por Assis Ângelo
I
Senhora! A Poesia outrora era Estrangeira,
Pálida, aventureira, errante a viajar,
Batendo em duas portas – ao grito das procelas –
Ao céu – pedindo estrelas, à terra – um pobre lar!
Visão de áureos lauréis porém de manto esquálido,
Mulher de lábio pálido e olhar cheio de luz.
Seus passos nos espinhos em sangue se assinalam…
E os astros lhe resvalam à flor dos ombros nus…
II
Olhai! O sol descamba… A tarde harmoniosa
Envolve luminosa a Grécia em frouxo véu.
Na estrada ao som da vaga, ao suspirar do vento,
De um marco poeirento um velho então se ergueu.
Ergueu-se tateando… é cego… o cego anseia…
Porém o que tateia aquela augusta mão?…
Talvez busca pegar o sol, que lento expira!…
Fado cruel… mentira!… Homero pede pão!
III
Mas ai! volvei, Senhora, os vossos belos olhos…
Como se vê no trecho aí do poema Poesia e Mendicidade, publicado no livro Espumas Flutuantes (1870), tema algum escapou da visão aguçada e privilegiada de Castro Alves. Falou e escreveu tudo que lhe vinha à mente. Escreveu sobre sol, lua, céu, estrelas, flor, justiça, Deus, natureza, amor, paixão, liberdade, liberdade, liberdade… Também não deixou de referir-se nos seus textos a nomes consagrados na literatura universal, como Victor Hugo, Dante, Camões e Homero.

O autor de Os Escravos conheceu de perto José de Alencar e o bruxo Machado de Assis.
Castro Alves não foi vítima da seca ou de qualquer outra catástrofe natural, mas entendia perfeitamente as mazelas do tempo.
As desgraceiras da vida ocorrem em todo e qualquer lugar, mas parece que Deus escolheu o Nordeste brasileiro para testar a força e a paciência do povo que vive lá.
As três maiores secas ocorridas no Brasil até hoje ocuparam espaço violento e fatal no Ceará de José de Alencar. Essas catástrofes tiveram lugar nos calendários de 1877, 1915 e 1932.
A seca de 1877 durou até 1879, deixando mais de meio milhão de mortos.
Essa primeira grande seca, que durou três anos, passou incrivelmente despercebida pelos poderosos de plantão daquele tempo. Entre esses e mais aqueles se achavam intelectuais e políticos do porte de José Martiniano de Alencar. À época, o autor de O Sertanejo, livro publicado em 1875, não dava bola para os miseráveis da vida.
Jornais da Corte começaram a dar uma nota aqui e outra acolá sobre o que acontecia no Ceará a partir do momento em que um cara de nome José do Patrocínio (1854-1905) arrumou as malas e decidido partiu rumo ao local para cobrir, jornalisticamente, a tragédia que caía sobre os cearenses. Essa viagem deu-se no dia 10 de maio de 1878. Alguns colegas seus, de jornal, chegaram a ironizar sua ida à região, dizendo algo como “não vá morrer de fome por lá, hein?”.
Patrocínio retornou são e salvo ao Rio, nem mais magro nem mais gordo, no dia 12 de agosto do trágico ano de 1878. Mais triste: é verdade.
No geral, deve ser dito que os textos de Patrocínio chamaram a atenção dos leitores que mais e mais pareciam ter interesse ou curiosidade do que se passava na terra de Alencar.
No jornal Gazeta de Notícias (RJ) os textos de Patrocínio ganhavam destaque na primeira página, sob o título Viagem ao Norte, por ele mesmo assinada.
Destaque também ganhavam os textos e fotos que Patrocínio enviava para o semanário anarquista O Besouro, criado e editado pelo chargista de origem portuguesa Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).
As duas primeiras fotos, de uma série de 14, foram publicadas na edição do dia 20 de julho de 1878. Chocantes.
Essas fotos podem ser classificadas hoje como fotorreportagens do repórter fotográfico Joaquim Antônio Correia ou J. Correia. Detalhe: à época, as expressões fotorreportagem e repórter fotográfico ainda não existiam.
Depois de tudo, em 1879, José do Patrocínio pôs à praça o livro Os Retirantes. Arrepia. Personagens masculinas e femininas movimentam-se como podem e até morrendo à míngua. É romance. Entre as personagens desse livro, achavam-se crianças e idosos. Mulheres, muitas delas ainda na flor da idade, entregavam seus corpos por migalhas oferecidas por canalhas, como o padreco sem escrúpulos denominado Paula.

No livro de Patrocínio, o pai de uma das jovens vítimas da seca, Rogério Monte, acaba morrendo doente e cego. A essa altura, a sua família já estava destroçada.
Cenas igualmente violentas são narradas no livro de poucas páginas, mas denso, intitulado Violação (1898). O autor foi o baiano radicado no Ceará Rodolfo Teófilo (1853-1932).
Teófilo era farmacêutico de formação, como coincidentemente o fluminense José do Patrocínio.
Sem dúvida, esses são dois dos grandes heróis do Brasil.
Cá pra nós, considero também Joaquim Maria Machado de Assis um herói. Das letras, pelo menos.
E, coincidência por coincidência, não será impróprio dizer que Castro Alves estreou na literatura com 15 anos de idade, mesma idade em que estreou em jornal o bruxo do Cosme Velho.
O poema de estreia de Castro Alves foi A Destruição de Jerusalém.
Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.
100 anos de Rádio no Brasil: Jornalismo público americano está sob ataque
Por Álvaro Bufarah (*)
Em um cenário de crescente polarização política e pressão sobre instituições de mídia, a nova campanha da rede norte-americana National Public Radio (NPR) surge como mais do que uma ação publicitária – ela se posiciona como uma resposta estratégica a um momento crítico para o jornalismo público nos Estados Unidos.
Sob o lema Pelo seu direito de ser curioso, a iniciativa foi lançada após um período de forte tensão institucional, marcado por críticas recorrentes de setores conservadores e pela redução significativa de financiamento federal – estimada em mais de US$ 1 bilhão. Em um ambiente em que o financiamento da mídia pública torna-se alvo de disputas ideológicas, a NPR opta por reposicionar sua narrativa não em torno da defesa institucional, mas de um valor universal: a curiosidade.
A campanha, desenvolvida em parceria com a agência Mischief @ No Fixed Address, aposta em uma estratégia multiplataforma que combina mídia tradicional e digital. Vídeos, ativações em redes sociais, inserções impressas – incluindo um manifesto publicado no The New York Times – e até produtos físicos compõem uma ação que busca ampliar o debate para além do público habitual da emissora.
Mas é no campo simbólico que a campanha revela sua maior força. Pela primeira vez em seus mais de 50 anos de história, a NPR altera seu próprio logotipo, substituindo as tradicionais iniciais por palavras como “HOW”, “WHY” e “WHO” – ou “COMO”, “POR QUÊ” e “QUEM”. A mudança não é meramente estética: trata-se de uma tentativa de redefinir a identidade da marca a partir de sua função essencial.

Ao deslocar o foco do nome institucional para o ato de perguntar, a NPR constrói uma narrativa que associa o jornalismo à prática da investigação contínua – um elemento central para o funcionamento de sociedades democráticas. Em um contexto marcado por desinformação, bolhas algorítmicas e erosão da confiança pública, essa estratégia busca reposicionar o jornalismo não como produto, mas como processo.
Esse movimento dialoga diretamente com tendências identificadas por centros de pesquisa como o Reuters Institute e o Pew Research Center, que apontam uma queda global na confiança nas notícias, especialmente em ambientes digitais. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que o jornalismo precisa reafirmar seu papel como mediador qualificado da realidade, capaz de oferecer contexto, verificação e profundidade.
A escolha da curiosidade como eixo central da campanha também revela uma inflexão importante na comunicação institucional. Em vez de adotar um discurso defensivo – centrado na legitimidade da organização –, a NPR opta por um apelo mais amplo, que transcende disputas políticas e se conecta a uma dimensão quase antropológica: o desejo humano de compreender o mundo.
Nesse sentido, a campanha opera em dois níveis. No plano imediato, busca mobilizar apoio público e reforçar a relevância da emissora em um momento de fragilidade financeira e política. No plano estrutural, tenta reposicionar o jornalismo público como uma “infraestrutura cívica” – um conceito cada vez mais presente no debate internacional sobre o papel dos meios de comunicação em democracias contemporâneas.
Essa ideia de infraestrutura é particularmente relevante. Assim como sistemas de saúde ou educação, a mídia pública passa a ser entendida como um serviço essencial para o funcionamento da sociedade. Sua fragilização, portanto, não afeta apenas uma organização, mas o próprio ecossistema informativo.
Ao mesmo tempo, a campanha evidencia uma mudança na forma como marcas de mídia constroem sua comunicação. A incorporação de elementos de branding – como redesenho de logotipo, storytelling e produtos licenciados – indica uma aproximação cada vez maior entre jornalismo e estratégias típicas do marketing contemporâneo.

Essa convergência, por sua vez, levanta questões importantes. Até que ponto a adoção de estratégias de marca fortalece o jornalismo? E em que medida pode gerar tensões entre identidade editorial e posicionamento institucional? No caso da NPR, a aposta parece clara: utilizar as ferramentas do marketing para proteger – e não diluir – os valores jornalísticos.
A campanha Pelo seu direito de ser curioso também pode ser interpretada como uma resposta indireta ao ambiente digital dominado por algoritmos. Em plataformas onde o conteúdo é frequentemente guiado por engajamento e polarização, a valorização da pergunta – em vez da resposta imediata – funciona como um contraponto simbólico.
No fundo, a NPR não está apenas defendendo seu financiamento ou sua operação. Está defendendo uma ideia de jornalismo baseada na dúvida, na investigação e na complexidade – elementos cada vez mais raros em um ecossistema midiático orientado pela velocidade e pela simplificação.
E talvez seja justamente essa a principal mensagem da campanha: em tempos de certezas fáceis e respostas prontas, continuar fazendo perguntas pode ser, por si só, um ato de resistência.
Fontes para pesquisa
- https://www.npr.org/
- https://www.nytimes.com/
- https://www.pewresearch.org/journalism/
- https://www.reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/digital-news-report
- https://www.niemanlab.org/
- https://www.current.org/ (especializado em mídia pública)
- https://www.poynter.org/
- https://www.ft.com/media
- https://www.theguardian.com/media
- https://www.statista.com/topics/979/media-trust/
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Confira os vencedores do 2º Prêmio Mural de Jornalismo Local
Foram anunciados, no final de março, os vencedores do 2º Prêmio Mural de Jornalismo Local, realizado pela Agência Mural de Jornalismo das Periferias, que valoriza e reconhece o trabalho de cobertura nas periferias da Grande São Paulo. Com três frentes de avaliação, júri técnico, votação popular e categorias de destaque, o prêmio reconheceu as reportagens mais marcantes de 2025 produzidas pelos correspondentes da Mural.
Na editoria Rolê, o vencedor foi o correspondente Daniel Santana, do Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, com a reportagem Intervenções culturais em escadões mantêm viva a memória do Jardim Ibirapuera, sobre um projeto que transformou escadões em galerias de arte.
Em Sobre-viver, o primeiro lugar ficou com Gabrielly Souza, de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, com a reportagem Jovens de Guarulhos criam estações meteorológicas para monitorar clima nas periferias, que destaca uma iniciativa que leva informação climática às quebradas. Gabrielly também venceu a categoria Voto Popular com a reportagem Cor nova, problemas velhos: mudanças em ônibus de Guarulhos complicam vida de usuários, que aborda os impactos de mudanças em linhas, superlotação e falta de infraestrutura na rotina de pessoas de regiões periféricas da cidade.
Na editoria Democratize-se, os ex-muralistas Ingrid Fernandes e Matheus Nascimento, venceram com a reportagem Com biblioteca e comércio, Ocupação Queixadas é ameaçada de remoção, sobre cem famílias que enfrentam a ameaça de perderem as residências no bairro Panorama, em Cajamar, na Grande São Paulo.
Em Vale Nota, o primeiro lugar foi para a correspondente Isabela Alves, do Grajaú, zona sul de São Paulo, com a reportagem Alunos relatam desafios das escolas de lata nas periferias de SP, que mostra a realidade de estudantes que convivem com calor excessivo e barulhos em sala de aula. Isabela também recebeu o reconhecimento de ter sido a correspondente que mais produziu reportagens ao longo de 2025.
Na editoria No Corre, a correspondente Rafaela Monteiro, de São Mateus, na zona leste de São Paulo, venceu com a reportagem DVDs resistem em São Mateus na era dos streamings, sobre o consumo de cultura nas periferias para além das plataformas digitais.
Em Ponto a Ponto, o vencedor foi o correspondente Matheus Santino, de São Mateus, com a reportagem Como um grupo de apaixonados por Kombis se tornou uma rede de solidariedade em SP, que conta a história de um grupo formado por interesses em comum que se transformou em uma rede de apoio e solidariedade nas periferias da cidade.
Na categoria Reportagem Especial, Glória Maria, correspondente de Paraisópolis, foi premiada com o texto Apostas e dependência: Bets miram influenciadores em busca de população das favelas de SP, sobre o avanço das plataformas de apostas e seus impactos em moradores das periferias.
Em em Maior Audiência, o primeiro lugar ficou com a correspondente Ana Claudia Silva, de Itaquera, com a reportagem Aumento de prédios residenciais muda perfil e causa impactos em Itaquera, sobre transformações urbanas na região e os efeitos dessas mudanças na vida dos moradores.
- Leia também: 4º Prêmio Mercantil de Jornalismo abre inscrições
4º Prêmio Mercantil de Jornalismo abre inscrições
Estão abertas até 31 de agosto as inscrições para a 4ª edição do Prêmio Mercantil de Jornalismo, iniciativa do Banco Mercantil, que valoriza e incentiva trabalhos sobre o universo financeiro. Neste ano, o tema será Longevidade financeira: como o Brasil está preparado (ou não) para envelhecer com renda, crédito e qualidade de vida, com foco em finanças para o público 50+.
As categorias são Mídia Escrita Impressa (jornais e revistas), Mídia Escrita Online (portais, sites e agências de notícias), Mídia Eletrônica (TV) e Mídia Eletrônica (Rádio, incluindo podcasts e videocasts jornalísticos). Podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2026. Os três primeiros colocados em cada categoria serão premiados: O primeiro lugar receberá R$ 10 mil; o segundo, R$ 6 mil; e o terceiro, R$ 4 mil.
Os finalistas serão anunciados no dia 1º de outubro e a cerimônia de premiação está marcada para novembro, com data ainda a ser definida, na sede do Banco Mercantil, em Belo Horizonte.
Confira o edital completo e se inscreva aqui.
Plácido Berci estreia na ficção com romance sobre saúde mental, relações familiares e envelhecimento
Plácido Berci, repórter e apresentador esportivo da TV Globo, lança seu primeiro romance ficcional, Louca normalidade (Mondru). A obra mergulha em temas profundos como saúde mental, laços familiares e a passagem do tempo, narrando a história de Francisco Solano, um idoso jornalista aposentado que, após sofrer um AVC, passa a registrar tudo em blocos de notas para preservar sua memória.
A trama ganha contornos de mistério quando Francisco acorda com uma anotação enigmática sobre uma mulher, uma praia e uma sequência de letras e números. Entre flashbacks, sonhos e investigações solitárias, o protagonista tenta decifrar se testemunhou um crime ou se sua mente fragilizada criou realidades paralelas.
A narrativa alterna entre a terceira pessoa e as anotações íntimas de Francisco, recurso que aproxima o leitor do confuso universo mental do personagem. “Meu objetivo foi gerar reflexão sobre o preconceito em relação a quem é visto como fora dos padrões por questões ligadas à saúde mental”, comenta Plácido.
Inspirado na figura do pai, Pedro Berci Filho, o autor começou a escrever o livro em 2018, observando o hábito paterno de anotar tudo após um AVC. “O personagem principal, Francisco Solano, é praticamente todo inspirado no meu pai, fisicamente e, principalmente, em termos de comportamento e personalidade”, revela. A morte do pai durante o processo de escrita acrescentou novas camadas emocionais à obra, tornando-a também um exercício de luto e elaboração.
Segundo regulador britânico, adultos interagem menos nas redes e se preocupam mais com consequências
Por Luciana Gurgel

Pesquisas sobre os efeitos negativos das redes sociais no bem-estar de jovens, derrotas das plataformas em processos judiciais, questionamentos sobre privacidade e regulamentações mais duras em vários países podem estar levando adultos a repensarem sua presença online, como sugere um estudo do Ofcom, órgão regulador das comunicações no Reino Unido.
Publicado anualmente, o relatório combina pesquisas quantitativas e qualitativas e ouviu, neste ano, mais de 7 mil adultos para entender como eles usam diferentes mídias e tecnologias para acessar serviços, relacionar-se, informar-se e se divertir.
O uso das redes sociais continua generalizado: nove em cada dez internautas no país acessam pelo menos uma plataforma. Entre 16 e 34 anos, esse percentual chega a 97%.
A pesquisa constatou, no entanto, que o uso das redes está se tornando mais “passivo e circunspecto”.
Pouco menos da metade dos entrevistados, 49%, disseram postar, compartilhar ou comentar ativamente nas mídias sociais, enquanto a maioria agora prefere usar as plataformas para ver conteúdo sem interagir. Há apenas dois anos, 61% afirmavam fazer esse tipo de interação com frequência.
O estudo também mostrou que o medo de problemas causados por postagens antigas cresceu de um ano para o outro. No levantamento anterior, 43% dos entrevistados demonstraram essa preocupação. Em 2026, o índice subiu para 49%.
Segundo o relatório, alguns deixaram de postar completamente, enquanto outros passaram a prestar mais atenção à própria pegada digital, preferindo conteúdos com vida útil limitada, como os Stories do Instagram, em vez de publicações permanentes.
O documento do Ofcom explora ainda outros temas ligados ao ambiente digital, como preocupações com tempo de tela e desinformação online, confiança no jornalismo e na publicidade e a relação com a inteligência artificial.
Leia mais sobre o estudo e veja o relatório completo em MediaTalks.
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Apresentadora da NBC volta à bancada do Today Show dois meses após sequestro da mãe, que segue desaparecida. Leia mais
Congresso da Abraji homenageará Fátima Souza e Vera Araújo
O 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji homenageará neste ano as repórteres Fátima Souza, do SBT, e Vera Araújo, de O Globo, especializadas na cobertura de segurança pública. As suas estarão presentes no evento, que será realizado entre 30 de julho e 1º de agosto no Campus Paraíso da UNIP, em São Paulo.
“Fatima e Vera representam a importância do espírito de resiliência e comprometimento com a reportagem destemida feita em nome do interesse público”, declarou Ana Carolina Moreno, presidente da Abraji. “Esperamos que o olhar curioso e as técnicas de investigação que ambas acumularam ao longo da carreira, além da contribuição de ambas para moldar a cobertura de segurança pública no país, sirvam de inspiração para as novas gerações de jornalistas”.
Fátima Souza tem mais de 40 anos de carreira, muitos deles dedicados à investigação de organizações criminosas no Brasil. Foi a primeira mulher a cobrir crimes para a televisão. graças a uma reportagem de Fátima, de 1997, o Brasil tomou conhecimento de uma facção criminosa que emergia dos presídios paulistas, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao longo da carreira, trabalhou em TV Cultura, Band e Record, e agora atua no SBT.
Vera Araújo é também experiente na área, com 38 anos de carreira, cobrindo o crime organizado no Rio de Janeiro. Em 2005, ela assinou uma reportagem no jornal O Globo com o título Milícias de PMs expulsam tráfico, revelando que 42 favelas na Zona Oeste do Rio estavam sob domínio de policiais e ex-policiais militares, que entraram para disputar espaço com as facções de traficantes. O termo “milícia” foi incluído no texto por sugestão da própria Vera. E hoje, tal termo é utilizado por toda a imprensa para denominar grupos paramilitares. Além de O Globo, trabalhou ainda Jornal do Brasil e O Dia.
A homenagem para as duas repórteres será na tarde de 30 de julho, primeiro dia do Congresso. Além da homenagem, será exibido um documentário sobre a carreira de ambas, produzido sob a coordenação de Juliana Dal Piva, vice-presidente da Abraji.
Mauro Beting está de volta à BandNews FM
A BandNews FM anunciou o retorno do comentarista Mauro Beting, que está de volta à rádio após um ano e meio. Ele já havia trabalhado na emissora em ocasiões anteriores. Nesta nova etapa, na equipe de Esportes, participará de programas da grade, cobrirá jogos e atuará nas transmissões das partidas da Copa do Mundo. A estreia ocorreu nesta quinta-feira (9/4), durante o Jornal BandNews FM.
Beting estará à frente de uma coluna sobre os principais acontecimentos do Esporte no BandNews São Paulo, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h40. Ele também participará do BandNews na Área, às 21h40, e de outras atrações ao longo da programação da rádio.
Com quase 40 anos de carreira, Beting iniciou sua trajetória como crítico musical e repórter político antes de migrar para a área esportiva. Já são ao todo 36 anos voltados ao jornalismo esportivo. Beting é colunista, escritor e teve passagens na TV, jornal, internet, em veículos como a própria Band, além de ESPN, SporTV, Record, SBT e TNT Sports.


















