4.6 C
Nova Iorque
segunda-feira, abril 6, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 234

Ataques escolares, racismo, soluções e o papel do jornalismo foram discutidos no 7° Congresso da Jeduca

Ataques escolares, racismo, soluções e o papel do jornalismo foram discutidos no 7° Congresso da Jeduca

Por Hellen Souza, especial para o J&Cia

A Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) realizou em 18 e 19 de setembro o 7º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação. Com a temática central Que sociedade queremos? O jornalismo de educação no debate nacional, o evento aconteceu na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), em São Paulo.

A sétima edição do congresso organizou mesas e oficinas com especialistas para discutir métodos de cobertura para os principais assuntos da educação, como os atentados a escolas, a desigualdade racial e a tecnologia em ambientes escolares.

O protagonismo negro em produções jornalísticas

Na mesa de abertura, Educação antirracista: a voz preta na história, mediada pela presidente da Jeduca Renata Cafardo, Nikole Hannah-Jones e Tiago Rogero falaram sobre inspirações e desafios presentes na criação de projetos que abordam a escravidão através da perspectiva negra. Nikole, criadora do The 1619 Project, do The New York Times, explicou a relação de estadunidenses com temas como desigualdade, segregação e racismo. Ela revelou que não há tanto patriotismo para pessoas negras devido ao passado do País e que, apesar de alguns terem a ilusão de democracia, o legado da escravidão permanece afetando atos políticos e sociais nos EUA.

Inspirado pela produção de Nikole, Rogero, diretor da Abraji, criou o Projeto Querino. Produzido por uma equipe majoritariamente negra, mostra como a escravidão privilegiou pessoas brancas e marginalizou negras. O profissional compartilhou que foram necessários mais de dois anos de pesquisa para sua realização. Além da surpresa pelo feedback positivo, ele revelou que pretende lançar um livro sobre o tema, assim como preparar um formato para ser implementado nas escolas.

Tiago Rogero (esq.), Renata Cafardo e Nikole Hannah-Jones (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

O jornalismo aliado às soluções

Com a premissa de que o jornalismo, além de apontar o problema, deve estudar formas de solucioná-lo, a mesa Educação na América Latina e o Jornalismo de Soluções discutiu sua importância na educação.

Pedro Lima, do Canal Futura, mediou o debate, que contou com a participação da argentina Stella Bin, autora da newsletter Hora Libre, e de Daniel Nardin, do Amazonia Vox. Para Nardin o jornalismo de soluções trata de estudo e participação; ele defendeu que é preciso ouvir as pessoas diretamente envolvidas no problema e nas possíveis respostas para ele.

Stella explicou que é preciso agregar às reportagens formas de solucionar um problema, sejam novas ou já existentes. Ela utilizou os casos de ataques a escolas como exemplo, ressaltando que as causas dos episódios são essenciais, mas a cobertura deve continuar após isso: “É preciso agregar o jornalismo de soluções. Contar o que outras escolas estão fazendo para evitar o problema e se elas se inspiraram em outras escolas, adaptando as soluções originais”.

Stella Bin (esq.), Daniel Nardin e Pedro Lima (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

Políticas de cobertura em ataques escolares

Ainda na temática de ataques a escolas, neste ano o assunto tornou-se um dilema para veículos e profissionais, pois, ao mesmo tempo em que há o dever de noticiar tudo aquilo que é de interesse público, também existe a responsabilidade de evitar que a exposição incentive novos casos.

Com Laura Mattos (Folha de S. Paulo), Lorrany Martins (A Tribuna − ES), Maurício Xavier (O Globo) e Victor Vieira (O Estado de S. Paulo), a mesa A cobertura dos ataques às escolas e os dilemas da imprensa refletiu sobre as mudanças que os atentados provocaram nas coberturas jornalísticas. A mediação foi da editora pública da Jeduca, Marta Avancini.

Ao falar sobre medidas e aprendizados adquiridos ao cobrir esse tipo de tragédia, Victor apontou que é necessário seguir as orientações de especialistas em vez de divulgar somente informações de interesse da audiência: “Tirar essa cobertura do jogo da busca por audiência é essencial. Não dá para sermos hipócritas e falar que não estamos sob essa pressão nas redações, esse tipo de cobertura dá muita audiência”.

Maurício acrescentou que esses eventos ressaltam o trabalho jornalístico e devem se noticiados, porém com cautela: “A gente deve continuar noticiando, mas tomando cuidados para evitar a espetacularização”.

Laura Mattos (esq.), Maurício Xavier, Victor Vieira e Lorrany Martins (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

O “heroísmo” de professores em ataques

Trazendo a perspectiva de quem vive dentro do ambiente escolar e lida diretamente com os desafios presentes na sala de aula, três educadores compuseram a mesa Para além dos ataques: como professores lidam com tensões frequentes e violência na escola, mediada pela Tatiana Klix, da Plataforma Porvir.

A professora de educação física Cinthia Barbosa, responsável por desarmar e conter o autor do ataque à Escola Estadual Thomazia Montoro, em São Paulo, disse acreditar que a questão envolve toda a sociedade: “É necessário uma família presente, professores, grupos de psicólogos e segurança para minimizar esses cenários”.

Erison Lima, professor atuante no Projeto de Vida e Cultura Digital da rede estadual de Manaus, criticou a falta de preparo para situações de violência escolar: “Infelizmente não recebemos formação. As instâncias governamentais esperam que ocorram tragédias para resolverem problemas”.

Já a educadora Celiana Moroso destacou que a imprensa distorce a função dos educadores ao atribuir o papel de “heróis” a eles, impondo demandas vão além de suas capacidades. Ela ressaltou que “o jornalista, o educador, que querem dar o seu melhor, precisam estar junto com pessoas com o mesmo objetivo. O primeiro gesto é o de ação e entender o que a minha comunidade está precisando”.

Celiana Moroso (esq.), Cinthia Barbosa, Erison Lima e Tatiana Klix (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

O ensino infantil e o racismo velado

Em continuidade à visão dos responsáveis pelo ensino brasileiro, a mesa A educação como transformação da sociedade discutiu o papel dos educadores no ensino infantil, com a participação dos professores Daniel Santos, da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, Paulo Fochi, da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), e Ynaê Lopes dos Santos, da UFF (Universidade Federal Fluminense). O debate teve o colunista Antônio Gois, de O Globo, como mediador.

Daniel, coordenador do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Economia Social (LEPES), defendeu que melhorias na educação exigem esforços de pesquisadores, jornalistas e professores: “Nós trabalhamos com uma perspectiva sistêmica de intervenção na educação infantil. Nossa conclusão é que, para fazer a diferença, o segredo é a corresponsabilização. Todos precisam acreditar que o problema é dele”.

Ynaê, que prestou consultoria para o Projeto Querino, revelou que a experiência a fez perceber que muitos alunos e professores dos anos finais do ensino fundamental com os quais conviveu não conheciam a história da África: “A escola e o jornalismo brasileiro foram infelizmente propagadores de uma ideologia que é racista sem assumir que é. Já passou do tempo de assumir que somos racistas para que possamos aprender com nossos erros e começar a transformação”.

Ela exemplificou o racismo pela maneira como notícias são veiculadas: “Os adjetivos mudam dependendo da cor de pele de quem se está falando. Se é um menino negro pego com maconha ele se torna traficante; no entanto, quando branco, ele é apenas um usuário”.

Daniel Santos (esq.), Paulo Fochi, Ynaê Lopes dos Santos e Antônio Gois (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

A educação como pauta

Para fomentar o debate sobre educação, a mesa A educação na pauta do dia apresentou propostas para relacionar o tema com pautas de maior interesse e audiência, como política e economia. Nela marcaram presença Adriana Fernandes (Estadão), Basília Rodrigues (CNN Brasil), Fernando Torres (Valor Econômico) e Thais Bilenky (piauí), com mediação de José Brito, do Canal Futura.

Para Adriana, que cobre economia e política em Brasília, os comunicadores precisam incomodar os editores e também os políticos: “Os repórteres de educação, que estão lá em Brasília, têm que ir para a portaria do ministro da Educação, para a portaria do ministro Haddad”.

Thais enfatizou a importância da atenção ao contexto, destacando a escolha de pautas como passo fundamental para a qualidade do jornalismo de educação: “A pauta de educação está na nossa vida, está no nosso dia a dia, está na observação, em algum relato que você ouviu de alguém”. Ela lembrou que durante a visita a uma escola a falta de água no local foi uma preocupação maior do que a pauta planejada, o que a fez mudá-la.

Adriana Fernandes (esq.), Thais Bilenky, José Brito, Basília Rodrigues e Fernando Torres (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

Novas formas de apurar

Sobre desafios do jornalismo de educação, a falta de dados e informações durante o governo do Bolsonaro tornou-se uma barreira para o trabalho dos profissionais nos últimos quatro anos. Novos caminhos de apuração foi o tema discutido na mesa O jornalismo de educação hoje, com mediação do repórter da Folha e diretor da Jeduca Paulo Saldaña, que teve como participantes Bruno Alfano (O Globo), Paula Ferreira (O Estado de S. Paulo) e Thatiany Nascimento (Diário do Nordeste).

A dificuldade de contato com o Ministério da Educação forçou jornalistas a descobrirem novas formas de apurar, Paulo Saldaña relembrou que a análise de dados contribuiu para reportagens e citou como exemplo denúncias envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e supostas fraudes nos kits de robótica para escolas de Alagoas.

Paula Ferreira, que atua em Brasília, aconselhou aos profissionais que não se limitem a pautas do dia a dia: “Em Brasília tem essa peculiaridade, senão você fica refém do que está acontecendo no dia. Sempre tem muita coisa acontecendo no Congresso, no Planalto e você tem que escolher as suas batalhas. Por isso, todos os dias procuro olhar nem que sejam três células de Excel para aquela pauta que quero publicar no fim do mês e não têm necessariamente a ver com as pautas do dia”.

Ao serem questionados sobre o melhor local para fontes de jornalismo de educação, Thatiany Nascimento e Bruno Alfano afirmaram que a resposta para entender a realidade está nas escolas, que o contato frequente com estudantes, professores e pessoas do ambiente estudantil promove a criação de pautas baseadas em necessidades reais.

Bruno Alfano (esq.), Paula Ferreira, Paulo Saldaña e Thatiany Nascimento (Crédito: Alice Vergueiro/Jeduca)

Leia também: Repórteres Sem Fronteiras lança relatório sobre desafios do jornalismo na Amazônia

Repórteres Sem Fronteiras lança relatório sobre desafios do jornalismo na Amazônia

Repórteres Sem Fronteiras lança relatório sobre desafios do jornalismo na Amazônia

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou o relatório Amazônia: Jornalismo em Chamas, que aborda os desafios e obstáculos do jornalismo e da liberdade de imprensa na região da Amazônia. A ONG detectou 66 casos de ataques à imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, entre 30 de junho de 2022 e 30 de junho de 2023.

O relatório destaca que os jornalistas e os meios de comunicação enfrentam desafios estruturais específicos na Amazônia, como a complexidade logística dos deslocamentos, desigualdades tecnológicas, dificuldades de financiamento (especialmente o jornalismo local e independente), e interferência de poderes políticos e econômicos no conteúdo editorial.

Entre os 66 casos de violações da liberdade de imprensa registrados, 16 estavam ligados a reportagens sobre agronegócio, mineração, povos indígenas e violações de direitos humanos. O relatório explica que a região da Amazônia é um ambiente hostil para jornalistas, com diversos ataques e ameaças de indivíduos que querem evitar que determinadas informações sejam divulgadas.

Isso gera uma espécie de “autocensura” entre os jornalistas na região, com o objetivo de evitar ataques de representantes dos poderes político e econômico, “em um contexto marcado pela ausência de uma política de prevenção, proteção e valorização do jornalismo”, destaca a RSF.

Outro problema apontado pelo relatório é a interferência editorial, principalmente no que se refere ao financiamento das atividades jornalísticas. Há enorme pressão por parte de anunciantes e conflitos de interesse, o que faz com que os veículos adotem uma linha editorial favorável aos anunciantes, para que consigam manter o financiamento. Isso acaba favorecendo a propagação de notícias falsas sobre a Amazônia.

Além disso, destaca a RSF, devido às constantes ameaças e ataques, os jornalistas precisam ser de certa forma criativos para se protegerem e poderem informar sobre a realidade de diversas áreas isoladas: “A cooperação internacional e o fortalecimento das redes locais desempenham, portanto, um papel fundamental”, diz a ONG.

Por fim, a RSF faz recomendações para a criação de um ambiente mais favorável para o jornalismo na Amazônia, que incluem a defesa de informações confiáveis, independentes e plurais; políticas de prevenção e proteção a jornalistas, principalmente àqueles que trabalham com temas sensíveis da região; promoção de um ecossistema midiático plural e financeiramente sustentável; fortalecimento de programas de educação midiática e de combate à desinformação na Amazônia; e ampliação do monitoramento de ataques contra jornalistas na região.

Leia o relatório na íntegra.

Vetadas por Bolsonaro, fotos de Sebastião Salgado voltam ao Itamaraty

Começaram a ser reinstalados numa das salas do Ministério das Relações Exteriores 24 quadros de um acervo com fotos doadas por Sebastião Salgado ao governo. Nos últimos quatro anos, essas imagens estiveram “escondidas” num subsolo do Itamaraty. Trata-se de uma série de imagens com temática indígena, presenteadas por Salgado ao governo em 2014, e que estavam expostas numa das salas.

Durante a gestão do ex-presidente Bolsonaro, e do ex-chanceler Ernesto Araújo à frente do Itamaraty, as obras foram parar na Reserva Técnica da Coordenação-Geral de Patrimônio Histórico do ministério, em 2019. O argumento usado na época foi de que a sala de exposição precisava passar por reformas. Mas nunca voltaram ao lugar de origem.

O mesmo ocorre na sede da Funai. Em 2020, o então presidente do órgão, Marcelo Xavier, devolveu 15 fotografias do artista por causa de suas críticas à política indigenista do então governo e da condução da Covid-19.

(Com informações do Correio Braziliense)

2PRÓ formaliza parceria com o Laboratório de Comunicação Amazônia

A 2PRÓ Comunicação, de Myrian Vallone, anuncia parceria com o Laboratório de Comunicação Amazônia para a criação de um núcleo focado nas questões socioambientais, incluindo projetos culturais. Priscila Cotta, que já é colaboradora da 2PRÓ e sócia no LabCom Amazônia, junta-se à diretora de atendimento Roseanne Café e à própria Myrian para dar início às atividades deste núcleo de contas.

O objetivo é estimular a inclusão, pois, segundo Myrian, “estamos apoiando um projeto de formação e oportunidades para profissionais amazônidas, e pela possibilidade de trazer para dentro da agência a realidade da crise climática que já não é mais assunto de uma editoria ou de outra”.

O núcleo começa com a ONG Vaga Lume e três projetos que já estão acontecendo: o livro Levante e Lute (RO), que retrata a trajetória do fundador da ONG Doutores da Amazônia; Museu de Arte Urbana de Belém (PA); e HackLab Volante (MA e PA). E também com reforços, sendo que já chegaram, para atuação até o final do ano, as paraenses Gil Sócer, de Belém, e Samela Bonfim, de Santarém, e Aiara Dália, piauiense baseada na Amazônia do Maranhão.

Carlos Henrique Schroder recomeça, agora na gastronomia

Carlos Henrique Schroder (Foto: Valmir Moratelli/Veja)
* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro

Carlos Henrique Schroder inaugurou a Absurda, uma confeitaria e padaria gourmet. Situada num casarão tombado, próximo à sede da TV Globo, ele continua no mesmo bairro do Jardim Botânico em que trabalhou por décadas.

A atual mulher dele fez curso de gastronomia, e ele a acompanha no interesse. É mais um local para um lanche da tarde, com doces espetaculares. O confeiteiro vem de um hotel cinco estrelas. Como o espaço é pequeno, o casal pretende alugar um imóvel ao lado.

A Valmir Moratelli, da Veja, ele contou como atende os clientes, que dificilmente o reconhecem, e afirma: “Aqui é minha terapia, um exercício antropológico. A conversa diária é muito interessante”.

Carlos Henrique Schroder (Foto: Valmir Moratelli/Veja)

Schroder começou na Globo muito jovem, na produção dos programas. Trinta e oito anos depois, galgou postos e chegou a diretor-geral da emissora, cargo que ocupou entre 2013 e 2019.

Sérgio Vieira é o novo editor da Dinheiro Rural e de ESG da IstoÉ Dinheiro

A Editora Três confirmou na última semana a chegada de Sérgio Vieira para assumir as vagas de editor da revista Dinheiro Rural e de ESG da IstoÉ Dinheiro. Ele entra no lugar de Lana Pinheiro, que deixou as publicações para se dedicar a um novo projeto pessoal.

“Com imensa alegria anuncio que inicio hoje minha jornada como editor de ESG da revista IstoÉ Dinheiro, uma das mais importantes publicações de economia e negócios do Brasil”, destacou o jornalista em seu perfil no Linkedin. “Outra missão será a de editar a revista Dinheiro Rural, uma das mais relevantes do segmento de agronegócio no País. Feliz e empolgado com este novo desafio, e animado com as muitas histórias que pretendo contar de empresas e pessoas que fazem a diferença”.

Antes de acertar seu retorno à Editora Três, Celso foi nos últimos dois anos diretor de Redação do Diário do Grande ABC. Ele já havia ocupado o mesmo cargo por 11 anos e meio, além de ter sido repórter do Canal Rural.

Money Report estreia na TV em outubro, no BM&C News

A plataforma Money Report, especializada na cobertura de temas relacionados a economia, política e o mundo de negócios, fará sua estreia na televisão em 5 de outubro, em parceria com o BM&C News, canal independente com foco no mercado financeiro.

Fundado em 2017 por Aluizio Falcão Filho e Cristina Falcão, o Money Report passará a compor a grade do BM&C com um programa semanal de entrevistas conduzidas por Falcão, sempre com três convidados especiais, que também vão interagir entre si. O programa vai ao ar às quintas-feiras, a partir das 21h.

Criado pelos jornalistas Paula Moraes e Luiz Messici, o BM&C News está há pouco mais de dois anos no ar. Voltado para o público investidor, o canal traz notícias em tempo real, opinião de especialistas e programação 24 horas, acumulando mais de 12 milhões de usuários únicos em suas páginas na internet. O BM&C está presente nas TVs a cabo Vivo e Claro.

Abracom exige fim de ilegalidade nas licitações de comunicação institucional

A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) divulgou na última semana manifesto condenando de forma veemente as licitações por pregão eletrônico lançadas por Advocacia Geral da União (AGU) e Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP), em desrespeito à Lei 14.356/22, que determina a realização de contratações de produtos de comunicação institucional – que englobam assessoria de imprensa, relações públicas, produção de conteúdos, treinamentos, entre outros serviços – por meio das modalidades de Melhor Técnica ou Técnica e Preço, previstas na Lei 12.232/2010.

Tendo a frase Basta de ilegalidade nas licitações de comunicação institucional! como manchete, o manifesto lembra que “o pregão eletrônico foi criado para a compra de produtos e serviços de natureza comum, que são avaliados pelo menor preço ofertado pelos fornecedores” e que “a contratação de produtos e serviços de comunicação institucional não se enquadra nessa categoria. São atividades de natureza intelectual e estratégica, lidam com a reputação, promovem diálogo do governo com a sociedade e necessitam ser contratadas mediante rigorosa avaliação técnica”.

Além das impugnações aos editais, a Abracom enviou ofícios aos ministros Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Jorge Messias, da AGU, e ao presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Renato Tuma, contando com a fundamentação jurídica realizada pelo escritório Franco de Menezes Advogados, que estudou a legislação e aponta que o uso de pregões para contratar comunicação institucional está definitivamente proibido desde a promulgação da Lei 14.356/22.

O texto diz ainda que “não podemos admitir a ilegalidade e, no caso a AGU, a flagrante desobediência à Instrução Normativa 01/23, da Secom, que determina aos órgãos da administração federal o uso das modalidades de Melhor Técnica ou Técnica e Preço, em linha com a legislação vigente”. E arremata assinalando o apoio de consultoria jurídica que permitirá à entidade fazer “as impugnações e ações judiciais contra todos os pregões para serviços do nosso escopo de atuação, em licitações de todo o País e em qualquer nível da administração pública até que a Lei seja finalmente cumprida”.

+Admirados Jornalistas Negros e Negras classifica 133 profissionais e 41 veículos para o 2º turno

Foram definidos os profissionais e veículos finalistas do Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira

Depois de um primeiro turno bastante intenso, com relevante participação e mobilização entre jornalistas e profissionais de comunicação de todo o Brasil, foram definidos os finalistas da eleição dos +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira.

A iniciativa, que é uma realização de Jornalistas&Cia em parceria com 1 Papo Reto, Neo Mondo e Rede JP, conta com o patrocínio da Unilever, apoio da Unibes Cultural e apoio Institucional de ABI, Conajira/Fenaj e Rede Mar.

Em sua edição de estreia, foram 133 jornalistas classificados para a fase final, sendo 118 de redação e 15 de imagem, e 41 veículos, entre publicações de cobertura geral e plataformas comandadas por profissionais negros(as).

Para chegar aos 118 jornalistas classificados, foi indicado um total de 347 profissionais. Entre os finalistas, a predominância foi das mulheres, com 73 classificadas, e o Sudeste foi a região com maior número de representantes, 83, seguido de Centro-Oeste (13), Nordeste (11), Sul (6) e Norte (1). Já entre os profissionais de imagem, foram 107 indicações para chegar aos 15 melhor classificados. Na eleição dos veículos, foram lembradas 194 publicações diferentes somadas as duas categorias.

“A força desse prêmio pode ser vista nos números desse primeiro turno”, explica Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas e da newsletter Jornalistas&Cia. “Nenhum de nossos prêmios +Admirados teve tanta adesão e repercussão quanto o que vimos nessas últimas duas semanas, num movimento virtuoso de adesões e compartilhamentos. E foram tantas as indicações que optamos por elevar o número de finalistas aos TOP 50 Profissionais Brasil e por desdobrar a categoria veículos em duas: uma só para os gerais (grande imprensa) e outra só para os liderados por jornalistas negros. E que venha um segundo turno ainda mais vigoroso e participativo”.

Para o segundo turno, que começa nesta quinta-feira (21/9) e vai até 5 de outubro, os eleitores poderão indicar entre os finalistas os profissionais e veículos de sua preferência, do 1º ao 5º lugar.

Cada posição renderá uma pontuação para o selecionado, sendo 100 pontos para o 1º colocado, 80 para o 2º, 65 para o 3º, 55 para o 4º e 50 pontos para o 5º indicado. A partir da somatória dos pontos serão definidos os homenageados na cerimônia de premiação, marcada para o dia 13 de novembro, no Unibes Cultural, em São Paulo.

Durante a cerimônia, além dos reconhecimentos aos Top 50 jornalistas e aos mais votados nas demais categorias, haverá ainda três homenagens especiais: Decano do Jornalismo – Troféu Luiz Gama, Revelação do Ano – Troféu Tim Lopes e Personalidade do Ano – Troféu Glória Maria.

 

Unir forças para ampliar a mensagem

Criada com o objetivo de reconhecer os profissionais e os veículos que se destacam na atividade jornalística e na luta antirracista, a eleição dos +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira é mais uma ação de Diversidade, Equidade e Inclusão de Jornalistas&Cia para fomentar maior diversidade nas redações e, em consequência, nas pautas e fontes presentes no dia a dia da atividade editorial.

O primeiro projeto deste movimento veio ainda em 2021 com o lançamento do Perfil Racial da Imprensa Brasileira, passou pela criação no ano passado do hub de conteúdo para DEI #diversifica e culminou na realização neste ano da eleição dos +Admirados Jornalistas Negros e Negras.

Sua realização, porém, só foi possível graças a união de forças com outras três plataformas que se mobilizaram pela causa. São elas a Rede JP (Rede de Jornalistas pela Diversidade na Comunicação) e os sites 1 Papo Reto, plataforma colaborativa sobre ESG, diversidade e empreendedorismo, e o portal Neo Mondo, especializado em sustentabilidade e desenvolvimento de forma ética e responsável.

“Este prêmio é uma iniciativa de extrema importância pois ela não apenas reconhece o talento e a excelência de jornalistas negros e negras, mas também destaca o papel crucial que desempenham na indústria jornalística”, ressalta Marcelle Chagas, coordenadora da Rede JP. “Pela Rede JP ser composta em sua maioria por mulheres negras, estamos focados em desempenhar um papel fundamental na garantia da representatividade e diversidade nas equipes de jornalismo e na narrativa das histórias que moldam nossa compreensão do mundo. Este prêmio desempenha um papel fundamental na quebra de barreiras, na promoção da diversidade e na valorização do talento jornalístico negro. Ele contribui para uma indústria mais inclusiva, representativa e rica em perspectivas, refletindo a sociedade diversificada que servimos”.

“Esta premiação foi pensada dentro de uma estrutura conhecida pela seriedade, e pautada na busca pela pluralidade em todas as suas iniciativas”, acrescenta Rosenildo Ferreira, editor-chefe do 1 Papo Reto. “E foi exatamente por enxergar esses atributos na equipe do Jornalistas&Cia que o portal de notícias 1 Papo Reto decidiu cerrar fileiras neste projeto. Afinal, colocar de pé uma iniciativa desta magnitude, em tão pouco tempo, era um desafio e tanto. Confesso que mesmo conhecendo o potencial e a capilaridade do Jornalistas&Cia e das demais redes envolvidas, fiquei surpreso com o volume e a qualidade profissional dos inscritos. Não apenas pela presença maciça de jornalistas, repórteres cinematográficos e cinegrafistas da chamada grande mídia, mas fundamentalmente pela expressiva participação de jovens e veteranos que atuam nas mídias independentes, em diversos pontos do País”.

“Para a Neo Mondo, esta premiação é essencial para o reconhecimento da importância da diversidade racial nas redações de todo o Brasil, algo, infelizmente, ainda incipiente”, afirma Oscar Lopes Luiz, publisher de Neo Mondo. “Além do reconhecimento do trabalho desses profissionais, ao promover a visibilidade do(a)s jornalistas pretas(os) e pardas(os), esperamos que a iniciativa seja um incentivo aos veículos de comunicação. Dessa forma, estamos contribuindo para o aumento de redações jornalísticas que espelhem a sociedade brasileira e, consequentemente, uma cobertura antirracista e de uma visão pluralista dos temas relevantes para um futuro mais inclusivo e equitativo”.

Confira a relação completa de finalistas:

Categoria: Jornalistas
  • Abel Neto (Canais Disney)
  • Adriana Couto (TV Cultura)
  • Alan Rios (Metrópoles)
  • Aline Aguiar (Rede Globo)
  • Aline Macedo (G1)
  • Aline Midlej (GloboNews/Vogue)
  • Aline Reis (Jornal Plural)
  • Amon Borges (ex-Folha S. Paulo)
  • Anderson Moraes (Jornal Empoderado)
  • Arthur Antunes (Mundo Negro)
  • Artur Nicoceli (G1)
  • Basília Rodrigues (CNN)
  • Bruna Souza Cruz (UOL)
  • Bruno Teixeira (CBN)
  • Camila da Silva (Carta Capital)
  • Carmem Souza (Correio Braziliense)
  • Carolina Marcelino (Check-Up da Notícia)
  • Clara Velasco (G1)
  • Claudia Lima (Revista Vogue)
  • Cley Medeiros (Mídia Ninja)
  • Cris Guterres (TV Cultura)
  • Cristiano Gomes (NSC TV)
  • Cynthia Martins (Band)
  • Dante Baptista (Terra)
  • Darlan Helder (G1)
  • Débora Freitas (CBN)
  • Denise Thomaz Bastos (Rede Globo)
  • Diego Sarza (UOL/Grupo Bandeirantes)
  • Dulcineia Novaes (RPC)
  • Ed Soul (NSC TV)
  • Eliezer dos Santos (Rede Globo)
  • Fabiana de Moraes (The Intercept)
  • Fernanda Carvalho (Rede Globo)
  • Flavia Lima (Folha de S.Paulo)
  • Flávia Oliveira (O Globo/GloboNews)
  • Flávio VM Costa (The Intercept)
  • Francine Augusto (Rede Globo)
  • Fred Ferreira (Rede Globo)
  • Gabriela Del Carmen (Startups)
  • Gabriela Dias (TV Record)
  • Gabriela Francisco (Metrópoles)
  • Gessyca Rocha (G1)
  • Guilherme Soares Dias (Guia Negro)
  • Guilherme Tagiaroli (UOL)
  • Gustavo Luiz (Folha de S.Paulo)
  • Halitane Rocha (Mundo Negro)
  • Helen Anacleto (RPC)
  • Hellen Lirtêz (Amazônia Real)
  • Helton Gomes (Tilt/UOL)
  • Henrique Silva (Rede Globo)
  • Heraldo Pereira (Rede Globo)
  • Indianara Campos (Rede Globo)
  • Isadora Regina Santos (Mundo Negro)
  • Ivan Accioly (Negrxs50+)
  • Ívina Garcia (Revista Cenarium)
  • Jacqueline Saraiva (Metrópoles)
  • Jaqueline Fraga (Folha de Pernambuco)
  • Jesiel Ramos (Rede Narapá/Band PR)
  • Jessica Moreira (Rede Globo/Nós, Mulheres da Periferia)
  • Jhonatas Simião (Notícias Agrícolas)
  • Jordana Araújo (Bandnews)
  • Joyce Ribeiro (TV Cultura)
  • Jucyber (Canaltech)
  • Karine Alves (Rede Globo)
  • Karla Lucena (Rede Globo/GloboNews)
  • Larissa Alves (BandNews FM)
  • Larissa Carvalho (Negrê)
  • Lenne Ferreira (Editora Afoitas)
  • Letícia Vidica (CNN)
  • Lilian Ribeiro (Rede Globo)
  • Lola Ferreira (UOL)
  • Louise Freire (Notícia Preta/Canal Futura)
  • Luana Souza (TV Bahia)
  • Lucas Rocha (Veja Saúde)
  • Lucas Veloso (Estadão)
  • Luciana Barreto (CNN)
  • Luciana Pioto (Portal Terra)
  • Ludmila Pereira (Nonada Jornalismo)
  • Luis Fernando Filho (África Mamba)
  • Luiz Fara Monteiro (Record TV)
  • Luiz Mazza (Metrópoles)
  • Luiz Teixeira (Sportv/GE)
  • Maju Coutinho (Rede Globo)
  • Manoel Soares (Bombou)
  • Marcio Bomfim (Rede Globo)
  • Mariana Aldano (Rede Globo)
  • Mariana Bispo (Rede Globo)
  • Maristela Niz (Rede Globo)
  • Matheus Meirelles (CNN)
  • Matheus Moreira (G1)
  • Maurício Pestana (Revista Raça)
  • Melquíades Junior (Freelancer)
  • Michael Fonseca (Mundo Negro)
  • Milena Teixeira (CBN Brasília)
  • Naiara Oliveira (Rádio Sociedade da Bahia)
  • Nataly Simões (Alma Preta)
  • Nayara Fernandes (G1)
  • Paola Ferreira Rosa (Folha de S.Paulo)
  • Paulo Cesar Vasconcellos (Sportv)
  • Pedro Borges (Alma Preta)
  • Pedro Lins (Rede Globo)
  • Priscilla Peixoto (Revista Cenarium/Laranjeiras News)
  • Raimundo José Leite (TV Quilombo)
  • Rebeca Borges (Metrópoles)
  • Rebeca Motta (Revista Fórum)
  • Regina Dourado (Terraviva)
  • Roberta Garcia (ICL)
  • Rose Campos (Ecos do Meio)
  • Semayat Oliveira (Nós, Mulheres da Periferia)
  • Shagaly Ferreira (Pequenas Empresas & Grandes Negócios)
  • Silvia Nascimento (Mundo Negro)
  • Thaiza Pauluze (GloboNews)
  • Thiago Simpatia (Rede Globo)
  • Tiago Rogero (Projeto Querino)
  • Valéria Almeida (Rede Globo)
  • Vinícius Veloso (Metrópoles)
  • Zileide Silva (Rede Globo)

 

Categoria: Profissionais de imagem
  • Andreza Oliveira (Rede Globo)
  • Carlos Moura (STF)
  • Jéssica Batann (Autônoma)
  • Lázaro Roberto (Projeto Zumvi)
  • Léu Britto (Agência Mural)
  • Luiz Alves (Autônomo)
  • Luiz Franco (G1)
  • Marcela Bonfim (Autônoma)
  • Matheus Meirelles (CNN)
  • Mylena Saza (Autônoma)
  • Rafaela Feliciano (Portal Metrópoles)
  • Taba Benedicto (Estadão)
  • Toninho Cirillo (Rede Globo)
  • Ubirajara Machado (MPT)
  • Werther Santana (Estadão)

 

Categoria: Veículos liderados por jornalistas negros(as)
  • Afropress
  • AfroTV
  • Agência Mural de Jornalismo das Periferias
  • Alma Preta
  • Amazônia Real
  • Cobra Verde Revista das Ciências Negras
  • Conexões Periféricas – RP
  • Correio Nagô
  • Desenrola e Não Me Enrola
  • Ecos do Meio
  • Guia Negro
  • Imprensa Preta News
  • Jornal Plural
  • Laranjeiras News
  • Mídia 4 P
  • Mundo Negro
  • NaçãoZ
  • Negrê
  • Negritos
  • Negrxs50+
  • Nós, Mulheres da Periferia
  • Notícia Preta
  • Ponte Jornalismo
  • Portal Afoitas
  • Portal Áfricas
  • Portal Ceará Criolo
  • Portal Geledés
  • Revista Afirmativa
  • Revista Brejeiras
  • Revista Raça
  • TV Quilombo

 

Categoria: Veículo geral
  • Band
  • CNN Brasil
  • Folha de S.Paulo
  • G1
  • GloboNews
  • Metrópoles
  • Revista Fórum
  • Terra
  • TV Cultura
  • TV Globo

Marcel Hartmann deixa o Grupo RBS e assume cargo na ONU

Marcel Hartmann deixou o Grupo RBS, após seis anos como repórter em Zero Hora e na rádio Gaúcha. Ele passou a integrar o Unaids, escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) baseado no Canadá que propõe soluções para o combate da Aids.

A nova função é fora da reportagem, mas Marcel disse ao Coletiva.net que utilizará muito a experiência adquirida como repórter em seu novo trabalho. Ele será responsável pela produção de relatórios de análise política, econômica, cultural, histórica e de saúde pública sobre os países onde o Unaids está presente, para consumo interno da organização. Marcel também fará entrevistas com integrantes da ONU e elaborará estratégias de comunicação para promover uma plataforma de cursos do escritório.

No Grupo RBS, ele começou como repórter de Geral e Política e depois migrou para as áreas de Saúde, Ciência, Educação, Direitos Humanos e Meio Ambiente.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese