4.7 C
Nova Iorque
segunda-feira, abril 20, 2026

Buy now

Início Site Página 1323

São Paulo, Ah! São Paulo…

São Paulo, Ah! São Paulo… Por Assis Ângelo                              São Paulo é Paulo                            De São Paulo eu vim de lá                            Quem não gosta de São Paulo                            De que é que vai gostá?                            (Do pernambucano Manezinho Araújo, rei da embolada)   Faz mais de 20 anos que desenvolvo pesquisas sobre a música em que aparece a cidade de São Paulo, que me acolheu desde o princípio da segunda metade dos anos de 1970. Essa pesquisa, que já rendeu mais de três mil títulos, está no ponto para um ponto final. Por meio da música é possível contar a história de uma cidade, de um estado, de um país. Compositores e intérpretes daqui e de fora têm cantado a capital de tudo quanto é jeito, gêneros e ritmos, desde sambas e batuques a dobrados, marchas e pagodes; valsas, choros e forrós; baiões, xotes e lambadas; toadas, modinhas e lundus; maxixes, tangos, emboladas, corridos, polcas e rancheiras. Loas à cidade em que nasceram a Jovem Guarda, o Tropicalismo e os festivais de música – e QG do baião, segundo o seu criador, Luiz Gonzaga – se acham espalhadas nos martelos e redondilhas dos artistas improvisadores do Nordeste, como Sebastião Marinho, Andorinha, Oliveira de Panelas; e do Sul, como Gildo de Freitas e Teixeirinha; nas chulas, lundus e fandangos e nas batidas inconfundíveis do pop-rock e do heavy metal.  Blues, reggaes e ragtimes são mais estilos notados nos temas a Sampa. Anhanguera, do compositor alagoano Hekel Tavares, para orquestra, coro e solistas, sob o belo argumento de Marta Dutra e texto de Murilo Araújo, é um dos mais belos poemas sinfônicos já feitos para a cidade fundada por jesuítas como Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, em 1554. Digo como Nóbrega e Anchieta porque junto com eles estava mais uma dezena de jesuítas. Com versos do carioca Fagundes Varela, o paulistano Francisco Mignone também deixou marca numa música de concerto para a cidade. O manauara Cláudio Santoro fez o mesmo. Idem, o maestro Erlon Chaves e o seu parceiro Mario Fanucchi, sem falar do paulistano Mário Albanese, criador do Jequibau com o gaúcho Ciro Pereira. Mário compôs, entre outras obras, Canção para o rio Tietê (com Geraldo Vidigal; 1990) e São Paulo coração da minha terra (com Sílvio Tancredi; 1981). DJs e MCs que se multiplicam nas zonas Sul e Norte da megalópole paulistana não se esquecem nunca da temática. Enfim, nas obras em referência – repito: mais de três mil –, há citações a ruas, avenidas, parques e pontes; estádios de futebol, bairros, praças e ônibus; camelôs, favelas e filas de banco; delegacias, HC, bares e chuvas – e enchentes – fora do tempo; fábricas, construções e buzinas; o metrô, a garoa, hoje sem graça; igrejas, largos e vilas; escolas de samba, Martinelli e Copam; Masp, USP, museus e monumentos; heróis, paisagens e rios; trabalho, trabalho, trabalho e hinos e odes para agremiações esportivas como Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Tudo ou quase tudo da cidade, sua gente e cotidiano, tem sido abordado desde o Século 18 nas obras de grandes artistas. São Paulo tem sido cantada em todos os gêneros musicais, por meio de títulos de compositores e intérpretes que vão desde um DJ Hum a Thaíde, passando por Mano Brow, Rappin Hood, Emicida, Sabotage, Criolo e Negra Li; Cornélio Pires, Roberto Marino, Adoniran Barbosa, Mário Zan, Geraldo Filme, Germano Mathias, Paulinho Nogueira, João Portaro, José Domingos, Juca Chaves, Juvenal Fernandes, Lauro Miller e Osvaldinho da Cuíca e tantos e tantos mais, como Ary Barroso, Sílvio Caldas, Nélson Gonçalves, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, Hermeto, Gil, Caetano e Vinicius, que uma vez caiu na besteira de dizer que São Paulo é o túmulo do samba.

De papo pro ar ? Recompor a história

Recompor a história Silvio Caldas foi um dos mais importantes artistas da nossa música. Seresteiro invulgar, recebeu do rabequeiro repentista Cego Aderaldo o apelido de Caboclinho Querido, de que muito gostava. Embora carioca, adorava Sampa, tanto que, em 1954, ano do 4º centenário da cidade, defendeu num concurso de música promovido pela Prefeitura a canção Perfil de São Paulo, de Francisco de Assis Bezerra de Menezes, classificando-a em 1º lugar. Em 1968, gravou um LP inteiro só com títulos de enaltecimento a 11 bairros da capital. Um dia eu lhe disse que estava desenvolvendo uma pesquisa sobre a música feita em homenagem a São Paulo. Depois de elogiar a iniciativa, ele disse mais ou menos isto: – Se uma catástrofe dizimar uma cidade e dela escaparem uma ou duas pessoas, essas pessoas poderão recompor a história através da música. Fica a lição.

Record News cresce 15% em audiência em 2012

A equipe da Record News comemora os resultados recém-divulgados da pesquisa 9 Mercados com Pay TV do Ibope, que registrou em 2012 público estimado de 23 milhões de espectadores na faixa das 7h à meia-noite, número que representa um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Outro resultado comemorado foi o tempo de permanência dos telespectadores assistindo às atrações da emissora, que no último trimestre do ano passado registrou a média de 25min28s, contra 22min33s do trimestre anterior. Os números divulgados levam em conta o total de indivíduos/domicílios que possuem ou não tevê paga, e as regiões incluídas na pesquisa são: Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro, Grande Porto Alegre, Grande Curitiba, Grande Belo Horizonte, Grande Florianópolis, Distrito Federal, Campinas e Salvador.

Igor Ribeiro deixa o J&Cia e vai para o Meio&Mensagem

Igor Ribeiro, que havia um ano era editor de J&Cia, deixou o informativo e começou na semana passada como repórter no Meio&Mensagem, na equipe de Rodrigo Manzano. Igor ([email protected]) teve passagens por Escala Educacional, Folha de S.Paulo (suplemento Guia da Folha), coordenação geral da Assessoria de Imprensa da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, Estadão (editoria de Internacional), Agência Estado e Agora São Paulo, esteve por três anos na equipe da revista Imprensa, como editor-executivo, e chegou a J&Cia após uma temporada como editor-colaborador na Época São Paulo e editor de home no G1. Com a saída dele, Fernando Soares ([email protected]), editor do Portal dos Jornalistas, assume interina e cumulativamente a edição do J&Cia Imprensa Automotiva, com o suporte do editor-executivo Wilson Baroncelli ([email protected]). 

Rádio Estadão começa a definir sua nova equipe esportiva

Com o fim da parceria com a ESPN, a Rádio Estadão (antiga Estadão/ESPN) vem anunciando gradativamente suas novas grade e equipe de esportes. Diariamente, a emissora apresenta quatro giros sobre futebol nacional, além de um semanal, com notícias enviadas pelos setoristas Fernando Faro (São Paulo), Vitor Marques (Corinthians), Daniel Batista (Palmeiras), Sanches Filho (Santos) e Daniel Akstein (outros clubes), que já atuavam nessas mesmas posições pelo Estadão (impresso) e foram contratados para cobrir também pela rádio. O futebol internacional fica a cargo de Saulo Novaes, com dois quadros diários, de 2ª a 6ª.feira, e a expectativa da editora-chefe Filomena Salemme é de que já nos próximos dias seja definida a equipe que irá compor a nova jornada esportiva da emissora. A partir desta 5ª.feira (24/1), Almir Leite, que também integra a equipe do Estadão, passará a apresentar em dois horários, de 2ª a 6ª.feira, um quadro com informações sobre a Copa do Mundo dentro do Metrópole, que terá ainda a participação do editor do Esportes do Estadão Luiz Antônio Prósperi. Também com a participação deste no quadro Destaque da Semana, vai ao ar aos domingos, das 15h às 16h, o programa Estadão Esportes, que contará com as participações de Marcius Azevedo (NBA), Wilson Baldini (UFC e boxe), Lucas Francoio (tênis), Robson Morelli (futebol nacional) e Luiz Augusto Monaco (futebol internacional).

Ejesa pode demitir em São Paulo 19 remanescentes do Marca Brasil

Representantes da Ejesa entraram em contato com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo nesta 3ª.feira (22/1) com o propósito de retomar negociações que podem levar ao corte dos 19 profissionais remanescentes do diário esportivo Marca Brasil, descontinuado em novembro. Eles estão desde então alocados em outras áreas e veículos da empresa por acordo com o Sindicato, que em dezembro se recusou a fazer homologações com pagamentos parcelados. A proposta de pagar as verbas rescisórias em dez parcelas mensais, inusitada, foi rechaçada pelo Sindicato paulista, embora o mesmo não tivesse acontecido no Município do Rio, onde o Sindicato  não se opôs ao acordo, deixando a decisão para os próprios funcionários, acionando, se fosse necessário,  o Departamento Jurídico da entidade para exigir na Justiça o pagamento único. Segundo Guto Camargo, presidente do Sindicato de São Paulo, a empresa havia se comprometido a não demitir ninguém até este mês, mas agora manifestou o desejo de retomar o processo: “Vamos conversar com os jornalistas nesta 4ª.feira e depois agendar uma reunião com a empresa para discutir a questão. E nos empenharemos para que a Ejesa, além de realocar o maior número possível de profissionais, ofereça aos que saírem  compensações além do que a lei determina”. 

Claudio Henrique de Oliveira assume direção da Rádio Globo

Em comunicado interno distribuído na manhã desta 4ª.feira (23/1), Bruno Thys, diretor-geral do Sistema Globo de Rádio (SGR), anunciou a contratação de Claudio Henrique de Oliveira como diretor da Rádio Globo, em substituição a Giovanni Faria.

Claudio ocupava uma das diretorias da Conspiração, empresa de produção de mídia com atuação no eixo Rio-São Paulo-BH e Brasília. Jornalista, formado também em Direito, com pós-graduação em Gestão de Negócios, trabalhou em TV Globo, O Globo e Jornal do Brasil, onde, entre outras funções, comandou a editoria de Esportes.

Trabalhou também na Editora Globo, tendo chefiado a primeira sucursal da revista Época no Rio. Na Conspiração, empresa que atua nas áreas de publicidade, cinema, tevê e novas mídias, foi responsável pela criação da área de comunicação empresarial.

Cláudio é autor de livros, tem como hobby a música: é cantor e compositor diletante e já lançou três CDs. Giovanni Faria, em seus 13 anos no Sistema Globo de Rádio, teve papel importante na consolidação da CBN como marca de prestígio do rádio no Brasil e, mais recentemente, no processo de modernização da Rádio Globo. Sua atuação foi sempre marcada pela qualidade do trabalho e, sobretudo, por uma postura ética e de respeito nas relações com sua equipe e colegas.

Rodrigo de Almeida começa como diretor Editorial adjunto do iG

Rodrigo de Almeida deixou a direção da Casa do Saber do Rio de Janeiro e a edição da revista Insight-Inteligência para voltar ao jornalismo como adjunto de Tales Faria na Diretoria Editorial do iG. Essa é a segunda passagem dele no portal, onde foi repórter especial na sucursal do Rio, em 2009. Seus contatos são [email protected] e 11-3127-5215 / 95259-5358. Cristiane Barbieri, que era editora-executiva de Economia e Negócios, deixou o portal nesta 2ª.feira (21/1) e começa em 1º/2 na mesma função em Época Negócios. Entra na vaga de André Vieira, que saiu em outubro e começou este mês como diretor de Atendimento na agência Ideal. Para o lugar dela no portal chega Paula Pacheco, vinda da AméricaEconomia, onde era editora-chefe. Cristiane foi estagiária em Veja, em 1991, e, depois, repórter na sucursal paulista de O Globo, em IstoÉ Dinheiro e Valor Econômico. Em 2000, foi diretora de Redação da Forbes Brasil e depois exerceu a mesma função na revista Foco. Voltou para IstoÉ Dinheiro em 2005, desta vez como editora de Tecnologia e Telecomunicações. Em 2007, passou a repórter de Economia da Folha de S.Paulo, onde ficou por dois anos, até seguir para o iG, , tendo antes uma passagem relâmpago pelo Brasil Econômico. Em Época Negócios, o editor Robson Viturino foi promovido também a editor-executivo, a valer igualmente a partir do dia 1º. Registro ainda para a contratação da repórter Fabiana Pires, que havia sido estagiária na revista no ano passado.

CBIC de Jornalismo abre inscrições

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção abriu inscrições para o 2º Prêmio CBIC de Jornalismo, que busca estimular o desenvolvimento de reportagens sobre o segmento. Podem concorrer materiais veiculados entre 20/12/2011 e 30/3/2013, em quatro categorias por tipo de publicação (Impresso, Televisão, Rádio e Web), três especiais (Infraestrutura, Mercado Imobiliário e Inovação e Sustentabilidade), além do Grande Prêmio CBIC de Jornalismo, ao qual, assim como nas categorias especiais, concorrerão todas as matérias inscritas, independentemente do tipo de mídia. O vencedor de cada categoria receberá R$ 10 mil, e a matéria premiada pelo Grande Prêmio também renderá ao autor uma viagem a Paris, com acompanhante. O prazo para inscrições vai até 30 de março. Mais informações pelo www.cbic.org.br/premiodejornalismo ou no 61-3327-1013, com Mariana Spezia ([email protected]).

Audálio Dantas presidirá Comissão da Verdade dos Jornalistas

Em solenidade realizada na noite do último dia 18/1, durante o Seminário Internacional Direitos Humanos e Jornalismo, no auditório do CCCEV, em Porto Alegre, foi instalada a Comissão Nacional da Memória, Justiça e Verdade dos Jornalistas Brasileiros, que terá como presidente Audálio Dantas, profissional reconhecido por sua atuação em direitos humanos. Ao lado dele estarão Sérgio Murillo, da Fenaj, Rose Nogueira (do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo), Carlos Alberto Caó (RJ) e o deputado Nilmário Miranda. Em trabalho conjunto com as comissões estaduais, o grupo levantará os casos de violações dos direitos humanos cometidos contra jornalistas brasileiros no período de 1964 a 1988. Na solenidade, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, entregou à Fenaj uma série de arquivos de pesquisa, afirmando que “o outro nome da democracia é direitos humanos”.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese