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Brasileiras lançam documentário patrocinado pela Al Jazeera

O sonho de uma nova vida transformado em pesadelo. A expectativa de encontrar um país receptivo confrontada com a realidade de miséria, preconceito racial e violência. Open arms, closed doors, documentário das brasileiras Fernanda Polacow e Juliana Borges, conta a história de Badharó, um angolano radicado no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Ele, como muitos africanos, viveu o sonho e a decepção de cruzar o oceano em busca de um distante paraíso chamado Brasil. Origem, status social e – paradoxal, mas não surpreendentemente – cor se tornaram barreiras quase intransponíveis para que este e outros jovens encontrassem por aqui o que tanto buscavam: oportunidade. Para Badharó, a adversidade, no entanto, transformou-se em ferramenta. Pelas letras de rap que compõe, deságua todo seu inconformismo imigrante. Hoje, o angolano é figura respeitada por toda a comunidade. Na visão de Fernanda, a crise em que há anos vive Portugal faz do Brasil um destino natural para os africanos, especialmente os que têm o português como língua materna. Além disso, o suposto bom convívio de nossa sociedade multirracial e o crescimento econômico são atrativos incomparáveis. O documentário produzido pelas diretoras paulistas faz parte da série Viewfinder Latin America, que conta com outras cinco produções. A Al Jazeera, em parceria com a DocMontevideo, selecionou seis projetos de documentaristas locais – sendo dois brasileiros (o outro é Rio’s Red Card, de Susanna Lira e Luciana Freitas) –, que foram acompanhados durante o ano passado em todas as fases de produção. Formada em Comunicação Social pela ESPM e em Ciências Sociais pela USP, o primeiro contato direto de Fernanda com o continente africano foi durante a cobertura para uma ONG de um evento social no Quênia, durante sua temporada de quatro anos em Londres. Para Juliana, jornalista formada pela USP, o interesse veio ainda na faculdade, na produção de seu trabalho de conclusão de curso (em 2005) sobre a guerra civil angolana. De lá pra cá, vieram outros projetos e a criação – junto a outros colaboradores – do coletivo tás a ver?, que promove o intercâmbio cultural entre Brasil e países africanos, e produz conteúdo sobre África. “Estamos totalmente abertos para conversas, parcerias, troca de experiências. Além disso, trabalhamos por projetos. E novas pessoas e ideias sempre são bem-vindas para dar início a um projeto novo, que comece do zero e que esteja dentro da proposta do tás a ver?”, diz Juliana. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, elas contam mais sobre a oportunidade de produzir um documentário com a chancela da Al Jazeera, os detalhes da produção, a paixão pelo continente africano, o coletivo tás a ver? e a escolha pela profissão. Portal dos Jornalistas – Como souberam da iniciativa da Al Jazeera? Fernanda Polacow – Soubemos do projeto da Al Jazeera pelo DocMontevideo e por contatos de amigos da área. Nós achamos o concurso perfeito para esse projeto que tínhamos na mão, mas nunca imaginamos que iríamos ganhar, tendo em vista que eram centenas, de toda a América Latina. Portal dos Jornalistas – O tema foi proposto pela Al Jazeera ou já era um projeto de vocês que se encaixou no apoio deles? Fernanda – Já era um projeto nosso. Eu e a Juliana já estávamos pesquisando o tema das imigrações africanas para o Brasil, era um tema que nos interessava fazia muito tempo. Isso porque, com a ascensão do Brasil como potência e o declínio da Europa, o fluxo de imigração para cá aumentou muito e os africanos de língua portuguesa começaram a trocar Portugal pelo Brasil, imaginando uma boa vida num país aberto e multirracial. Mas quando chegam aqui, encontram uma realidade dura e muito diferente dos cartões postais.   Portal dos Jornalistas – Como conheceram a história do Badharó? Fernanda – Nós estivemos no Rio de Janeiro filmando um outro documentário [Triângulo, uma coprodução Angola-Portugal para a RTP2 sobre as novas relações entre Rio de Janeiro, Luanda e Lisboa] durante o primeiro semestre de 2012 e entrevistamos muitos angolanos. Acabamos por conhecer bem a realidade deles, desde os estudantes que moram em bons bairros até os moradores do Complexo da Maré, o local com a maior concentração de imigrantes angolanos do Rio. Daí para entrar em contato com o Badharó foi um pulo. Juliana Borges – Fizemos algumas visitas ao Complexo da Maré e fomos conhecendo angolanos. Um apresenta outro, que apresenta outro… e assim chegamos ao Badharó.  Portal dos Jornalistas – O que mais chamou atenção na história dele que as fizeram escolhê-lo como personagem de um documentário específico? Fernanda – É o fato do Badharó usar sua arte para tratar de temas sociais tão complexos. Ele não é o melhor rapper do mundo, longe disso, mas sim um artista do submundo que luta para que as coisas mudem e que revela uma realidade que os brasileiros desconhecem, um país racista e de certa forma fechado aos imigrantes que chegam aqui em situação difícil. Portal dos Jornalistas – O que pensam sobre esse paradoxo brasileiro: de ser um país de maioria negra/parda, altamente miscigenado e, ao mesmo tempo, racista? Fernanda – Nosso País é muito complexo e é muito difícil explicá-lo para quem não vive aqui. A questão racial é ainda mais complexa porque o brasileiro não aceita que ela existe, uma vez que somos um país miscigenado. Mas a realidade é que existe preconceito, sim, basta perguntar para os negros/pardos. Perguntar para um branco não vale, porque ele vai intelectualizar a coisa, dizer que se trata de preconceito de classe, e não de cor etc.. Mas a verdade é que temos uma sociedade racista e que faz a manutenção deste racismo da pior forma que existe: negando-o. Portal dos Jornalistas – Vocês tiveram dificuldades para filmar na Maré? Alguma restrição de facções ou algo do tipo? Fernanda – O Complexo da Maré ainda não está pacificado, portanto é um ambiente complicado. Trata-se de um complexo formado por muitas favelas diferentes, com um número enorme de moradores em uma área muito extensa. Mas nós não tivemos problemas, pedimos autorização e fomos muito bem tratados. É certo que também não cruzamos nenhum limite e que nos mantivemos dentro das áreas em que dissemos que estaríamos. O Badharó é bastante respeitado na comunidade e isso ajudou muito. Mas o fundamental foi termos trabalhado com o Cadu [Barcellos], nosso produtor local e um dos diretores do filme Cinco vezes Favela. Sendo da área do cinema e conhecendo as regras da comunidade e todo mundo por ali, ele fez com que as filmagens fossem um sucesso. Portal dos Jornalistas – Como surgiu o interesse pela África? Fernanda – Tanto eu como a Juliana temos uma relação antiga com o continente. A Juliana morou em Angola e trabalhou na implantação do primeiro jornal de Economia de lá [o Jornal de Economia e Finanças]. Com isso, ela se tornou grande conhecedora do país e uma eterna apaixonada pelo povo. Eu já estive em vários países cobrindo temas sociais, como em Senegal, Quênia e África do Sul, mas é com Moçambique que tenho uma ligação maior. Além de já ter estado lá muitas vezes, acabo de fazer 5mil km de carro pelo país todo pesquisando para um filme de ficção de se passa lá durante a 1ª Guerra Mundial. Portal dos Jornalistas – Quais são as principais características que aproximam ou que afastam Brasil e África? Fernanda – Brasil e África estão unidos pelo passado, e isso é bom e ruim. Bom porque carregamos em nós um pouco deles, está no sangue, não tem jeito. Ruim porque acabamos por ficar apenas com o passado, com a mística de um continente exótico e distante. Nós, brasileiros, não fomos atrás de entender realmente essa África e dissecar esse enorme continente nos mais de 50 países completamente distintos que o formam. Não olhamos para a África com um olhar do presente ou do futuro. Mas a África pulsa e fervilha de coisas estimulantes, criativas e supercontemporâneas. Existe um enorme potencial para trocarmos muito mais.   Portal dos Jornalistas – Como funciona o trabalho do coletivo tás a ver? Juliana – O tás a ver? existe desde 2010 e atualmente é formado por cinco integrantes fixos, com experiências de trabalho nas áreas de comunicação e mobilização social, e alguns colaboradores que contribuíram para o amadurecimento da ideia e participam de momentos pontuais. Todos nós, sem exceção, vivemos ou já passamos longas temporadas em países africanos. Lá, vivenciamos experiências marcantes e inspiradoras. E conhecemos um continente que vai muito além dos lugares-comuns geralmente associados à África. Conhecemos um continente empreendedor, urbano, produtor de música, de cultura e de inovação. A África é muito mais do que esses antigos clichês e pede um novo olhar do Brasil. Nossa missão é estreitar os diálogos, fomentar o intercâmbio cultural, apresentar para os brasileiros aspectos da cultura africana contemporânea e aumentar o fluxo de ideias entre os dois lados do Altântico. Entre os projetos assinados pelo coletivo estão documentários, exposição de fotos e um longa metragem. Atualmente estamos iniciando a captação de recursos de um novo projeto, um portal sobre cultura africana contemporânea, também chamado tás a ver?. O site terá conteúdos sobre música, cinema e vídeo, literatura, artes visuais, destinos e comportamento, sempre com forte apelo visual. Com ele, pretendemos não apenas transformar o jeito de olhar para o continente africano e articular as iniciativas brasileiras de intercâmbio que vêm surgindo com o continente, mas também aguçar a curiosidade, inspirar e surpreender o leitor. “Tás a ver?” é uma expressão muito usada nos países lusófonos (e também em Portugal) que significa “está vendo?”, “está entendendo?”. Achamos que ela simboliza bem uma das premissas do coletivo, que é mostrar aos brasileiros um continente inteiro – que está bem na nossa frente –, mas nós nem sempre vemos ou vemos sempre com os mesmos olhos. Portal dos Jornalistas – O que as motivou a escolher a Comunicação como profissão? Fernanda – Para mim foi uma escolha de adolescente, numa fase confusa em que temos que escolher algo. Depois fui para Ciências Sociais e acabei por misturar as duas profissões. Acho que carrego comigo estes dois olhares no meu trabalho como pesquisadora e documentarista. Juliana – Para mim aconteceu como a Fernanda, essa escolha adolescente que você nem sabe por quê. Fui estudar Jornalismo e acabei gostando da coisa. Trabalhei por alguns anos em redação, principalmente na Abril, mas quando voltei do meu ano em Angola, em 2009 [a convite de Antônio Alberto Prado, que comandou a equipe de brasileiros na elaboração do Jornal de Economia e Finanças], decidi ir por outros caminhos. Decidi trabalhar apenas como frila e testar outros tipos de mídia. Me engajei no tás a ver? e comecei a desenvolver alguns projetos de documentário.  Portal dos Jornalistas – E o audiovisual? Quais consideram ser as principais vantagens desse tipo de mídia? Fernanda – Eu acho que o audiovisual pede um enorme senso crítico no sentido de que, na tela, o filme tem que contar tudo sem revelar absolutamente tudo. Há um timing que permite o filme evoluir e fluir. Ou não. Quando é um trabalho que tem que se adaptar a um formato específico – como no caso de uma televisão como a Al Jazeera, com uma linha editorial bastante rigorosa –, muitas vezes temos que abrir mão de algumas coisas que queremos fazer e aceitar que o filme já pertence a mais gente. Esse esforço de contar uma história, mas adequá-la a um formato, é um grande exercício de desapego! Mas saber que ela vai ser vista por milhares de pessoas em mais de 120 países é um grande privilégio. Juliana – É bem diferente escrever uma reportagem e dirigir um documentário. Escrever é encadear ideias, e um documentário não precisa apenas das ideias, precisa das imagens, precisa também contar uma história sem as palavras. E para um jornalista que veio de um meio escrito é um grande aprendizado.    Para assistir O documentário Open Arms, Closed Doors estreia no próximo dia 18/2. No Brasil, o acesso ao filme será exclusivamente online, pelo www.aljazeera.com/programmes/viewfinder. Direção e roteiro: Fernanda Polacow e Juliana Borges Produção: Plataforma Filmes Coprodução: Fagulha Filmes Fotografia: Pablo Hoffmann Montagem: Eliza Capai e Lara Lopes Técnico de som direto: Evandro Lima Duração: 26’ Ano: 2012

Julio Abramczyk completa 80 anos e lança Médico e Repórter

Aos 80 anos, o colunista da Folha de S.Paulo Julio Abramczyk acaba de lançar Médico e Repórter – Meio Século de Jornalismo Científico (Publifolha, 288 págs., R$ 59,90). Organizada por Carlos Eduardo Lins da Silva, a obra aborda a trajetória do doutor Abramczyk no jornalismo científico desde a sua estreia na Folha, onde começou a escrever em 1959, ainda estudante de Medicina, reunindo os principais textos que publicou desde a década de 1960. O livro traz, entre outras, experiências científicas na Amazônia, inúmeros congressos médicos dos quais participou e a premiada reportagem sobre as primeiras pontes de safena para tratamento do infarto agudo, vencedora do Esso. Cardiologista, Abramczyk formou-se pela Escola Paulista de Medicina em 1966. A carreira de jornalista começou antes mesmo de prestar vestibular, como revisor do jornal O Tempo. Cada um dos cinco capítulos do livro tem texto de abertura de um colega jornalista. Além de organizador Carlos Eduardo, que assina Quando celebridades adoecem no capítulo Doenças de Personalidades, Marcelo Leite (Um redator médico completo em Saúde Pública), Cláudia Collucci (Na vanguarda do jornalismo de saúde em Enfermidades do Coração), Almyr Gajardoni (Receitas e reportagens em Saúde Pessoal) e Célio da Cunha (Pioneirismo e pensamento de Julio Abramczky em Jornalismo Científico) participam da obra enaltecendo a disponibilidade de Abramczky na busca de pautas – mesmo em intensa atividade como médico – e seu pioneirismo no desenvolvimento do jornalismo científico no País.

J&Cia faz ajustes no ranking dos Mais Premiados

Ao longo das últimas semanas Jornalistas&Cia recebeu e analisou mensagens de colegas de algumas redações com vistas a corrigir os pontos e eventuais posicionamentos no Ranking dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros de Todos os Tempos. Na maioria, profissionais que ganharam prêmios em equipe, cujos pontos não foram computados pela ausência dos respectivos nomes nas premiações. Mas houve também pedidos de correções em função de imprecisões do próprio ranking, incluindo casos de grafia incorreta e mesmo de haver dois nomes para um mesmo profissional, com pontuação dividida. Os principais ajustes realizados foram os seguintes: Sérgio Ramalho (O Globo) – 360 pontos; 16° lugar no Ranking Geral e 11° no Ranking da Região Sudeste Em que pese todo o cuidado na revisão do ranking, um erro grosseiro fez com que o nome de Sérgio Ramalho aparecesse duas vezes, uma como Sérgio Ramalho, com 127,5 pontos, e outra como Sérgio Ramalho de Araújo, com 232,5 pontos. Eles são obviamente a mesma pessoa e por isso os pontos foram somados. Desse modo, Sérgio passou a ter 360 pontos, subindo do 33° para o 16° lugar no Ranking Geral, no posto até então ocupado por Amaury Ribeiro Jr.; e para a 11ª posição no Ranking da Região Sudeste, onde sequer aparecia entre os 15 primeiros. Vital Battaglia (ex-Jornal da Tarde) – 335 pontos; 19° lugar no Ranking Geral e 15° no Ranking da Região Sudeste Vital Battaglia está entre os mais vitoriosos jornalistas brasileiros do Prêmio Esso, que conquistou por nove vezes. No entanto, várias dessas conquistas foram em equipe, que antigamente não eram nominadas pelos organizadores, razão pela qual algumas delas não foram computadas na pontuação. Vital conquistou o Esso por trabalhos em equipe e de forma individual, em categorias regionais e em categorias nacionais, além do próprio Esso de Jornalismo, em 1968, ao lado de Hedyl Valle Jr., com o trabalho Juiz, Ladrão e Herói, mesmo ano em que também ganhou o Esso de Equipe, com a matéria Primeiro Transplante de Coração da América do Sul, liderada por Laerte Fernandes. Também conquistou o Esso em 1966 (Casamento de Pelé), 1967 (A tragédia em Caraguatatuba), 1973 (As aventuras do Rei do Futebol), 1974 (A tragédia em São Paulo/Incêndio do Joelma), 1978 (Cobertura da Copa do Mundo de 1978), 1984 (Os 20 anos do BNH) e 1986 (Cobertura da Copa do Mundo de 1986). Com as correções, Vital passou a ter 335 pontos, subindo do 81° lugar (190 pontos) para o 19°no Ranking Geral e para o 15° lugar no Ranking da Região Sudeste – em ambos, ao lado de Domingos Meirelles, que tem a mesma pontuação. Sílvia Bessa (Diário de Pernambuco) – 332,5 pontos; 22° lugar no Ranking Geral e 1° no Ranking da Região Nordeste O Ranking Jornalistas&Cia deixou de atribuir a Silvia Bessa 25 pontos pelo Esso Regional Nordeste de 1997, como integrante da equipe de O Povo (CE), com o trabalho O Caso França. Com esses pontos, ela subiu de 307,5 para 332,5 pontos, mantendo a liderança no Ranking da Região Nordeste. No Ranking Geral, no entanto, por força da subida de Vital Battaglia e de Sérgio Ramalho, que superaram sua pontuação, ele perdeu uma posição, caindo da 21ª para a 22ª. Demitri Túlio (O Povo) – 260 pontos; 37° lugar no Ranking Geral e 4° no Ranking da Região Nordeste O Ranking Jornalistas&Cia deixou de atribuir dois prêmios Esso Regional Nordeste a Demitri Túlio, um deles de 1996 (Máfia da Aposentadoria) e o outro de 1997 (O Caso França). Ambos foram conquistas em equipe, valendo para seus integrantes metade dos 50 pontos dos Esso regionais. Pelas duas conquistas, Demitri somou mais 50 pontos. Vale acrescentar que ele ganhou ainda outros quatro Esso, todos em equipe. Foram três Regional Nordeste – nos anos de 2000 (Mortes na FAB), 2005 (Assalto ao Banco Central) e 2006 (Assassinatos na Aeronáutica); e um nacional de Informação Econômica, Científica e Ambiental – em 2007 (Mares do Sertão). Com esse acréscimo, ele subiu de 210 para 260 pontos, saltando do 64° para o 37° lugar no Ranking Geral e de 6° para 4° no Ranking da Região Nordeste. Cláudio Ribeiro (O Povo) – 205

Apesar de crescimento pequeno, circulação de jornais bate recorde em 2012

A circulação dos jornais brasileiros, apesar de crescer apenas 1,8%, bateu novo recorde em 2012, atingindo uma média diária de 4.520.820 exemplares. E se chegou a um desempenho positivo, embora modesto, deve-o sobretudo ao avanço das edições digitais, que tiveram alta de 128% na comparação com 2011 e já representam 3,2% da circulação total. O balanço do meio Jornal, feito pelo IVC, aponta ainda aumento de 3,4% no número de assinaturas e venda avulsa estabilizada. Os dados consolidados mostram também jornais de preço médio (entre R$ 1 e 2) com crescimento de 2,4% e populares (até R$ 0,99) de 1,8%, número abaixo dos anos anteriores. Já os títulos com preço de capa acima de R$ 2 continuam crescendo, com avanço de 1,2% na circulação. De acordo com o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva, os jornais acompanharam o cenário econômico: “O crescimento ficou abaixo dos anos anteriores, de acordo ao PIB. Contudo, isso não aconteceu por causa da queda no consumo e sim pela baixa no investimento dos empresários do setor”.

Marcos Losekann prepara seu retorno de Londres para Brasília

Marcos Losekann, correspondente e coordenador da TV Globo em Londres, está com volta marcada para o Brasil em meados de agosto, e ficará baseado em Brasília, segundo rodízio programado pela emissora. Ele está fora do País há 13 anos, divididos entre Londres e Oriente Médio. Em Londres, além de correspondente, chefia o escritório europeu da Globo. Em Brasília, atuará como repórter especial, subordinado ao diretor Mariano Boni, cuidando de matérias de rede, preferencialmente para o Jornal Nacional e o Fantástico. Em entrevista ao portal Making of, Marcos afirmou que “o time da TV Globo em Brasília é um dos melhores do Brasil, talvez do mundo. Eu pretendo doar minha experiência e minha força de trabalho a esse grupo, esperando ajudar a praça a manter o alto nível de jornalismo”. Em comunicado interno aos colegas, também escreveu: ”De um lado, a despedida da velha e boa Albion, minha querida Londres, onde nasceram minhas filhas… Do outro lado, a boa (e não tão velha) e desafiadora Brasília, seus bastidores, seus porões e seus jardins, seus monumentos e suas cigarras, o planalto do cerrado onde brotam as matérias que podem mudar a história da República, dos brasileiros… Haja fôlego pra vencer tantos desafios. Terei capacidade? O Losekann que saiu há 21 anos de Brasília (depois de uma temporada de dois anos na Globo de lá, e depois de ter iniciado a carreira na RBS) tinha 26 anos de idade, era um ‘guri’… O Losekann que volta, se está mais experiente, também está mais cauteloso, mais ‘pé no chão’… ao ponto de saber temer. Mas aprendi que o temor é um importante sinal de responsabilidade. E podem crer que estou ciente dela… vai dar tudo certo”.

Marlene Jaggi será a nova editora-chefe da AméricaEconomia Brasil

Marlene Jaggi ([email protected]) começa em 13/2 como editora-chefe da revista AméricaEconomia Brasil, no lugar de Paula Pacheco, que chega ao iG nesta 2ª.feira (4/2) na função de editora-executiva da editoria de Economia. Marlene, aliás, foi uma das primeiras chefes de Paula em São Paulo, quando era editora da revista Franchising (Editora Globo).

Com mais de 20 anos de atuação em veículos de Economia e Negócios, Marlene era desde 2011 editora-assistente de publicações especiais (Suplementos e Revistas) do Valor Econômico. Antes, passou, entre outros, por TV Cultura, Veja, Exame, Época, Gazeta Mercantil, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Estadão, femininas da Abril e Última Hora.

Na área corporativa, atuou na RP1 e na assessoria do Carrefour. Ainda na AméricaEconomia, Bruno de Oliveira, que teve passagens por DCI e site Limão, do Grupo Estado, começou como repórter em 21/1, na vaga de Graziele Dal-Bó, que deixou a revista. Os contatos dele são [email protected] e 11-3097-7706.

Site da Folha de S.Paulo muda política de comentários

Por causa de seguidos questionamentos do Ministério Público a comentários de leitores publicados no site da Folha de S.Paulo, o jornal implementou recentemente uma nova política em relação a essas manifestações. Pelo novo sistema, os assinantes seguem podendo comentar todos os temas, mas serão limitados a 20 por dia os textos dos demais leitores. Segundo nota do próprio jornal, “a escolha das reportagens e colunas será feita pela Redação, que também cuidará da pré-moderação dos comentários dos visitantes. Os escritos em blogs continuam sendo administrados pelo próprio autor da seção”. A Folha afirma receber mais de cinco mil comentários por dia, “o que torna praticamente impossível à Redação ler tudo o que os internautas escrevem”. O jornal lembra ainda que continuam a valer para todos, assinantes ou não, as regras explicitadas em seu site e que as responsabilidades civil e penal sobre cada comentário continuam sendo exclusivamente do autor. O novo sistema também torna mais rápida a identificação do IP de origem do comentário. 

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais:   São Paulo Cris Amaral deixou a TV Record, onde estava havia sete anos como editora de reportagens especiais, e começou no SBT. Ela é editora desde 1990, com cinco anos de atuação na Band e outros 11 na Globo. Também deixou a emissora o editor Mário Rezende. No sentido contrário, o editor Kiko Ribeiro despediu-se do SBT e assumiu o mesmo posto na Record. Silvio Crespo, que em dezembro deixou o portal do Estadão, onde havia três anos era editor-assistente de Economia, responsável pelo blog Radar Econômico, fechou com o UOL e estreia esta semana o blog Achados Econômicos. Ele diz que seu novo trabalho consistirá, basicamente, em analisar pesquisas e apresentar novos recortes aos leitores: “Por exemplo, a Pnad, uma pesquisa enorme do IBGE, já foi amplamente divulgada, mas se olharmos com calma para aquele amontoado de tabelas podemos encontrar manchetes para o ano inteiro. É isso que pretendo fazer, não só com a Pnad, mas também com dados do Banco Central, Ipea etc., incluindo entidades privadas e sites diversos, desde que tenham absoluta credibilidade”. Após passagem pelas revistas Carro Hoje e Racing, Leandro Alvares ([email protected] e 11-3856-2267) retornou ao Jornal do Carro, do Estadão, onde já havia trabalhado entre 2009 e 2011, quando o caderno ainda integrava o extinto JT. Alvares iniciou a carreira em 2003, no site da revista Speedway, e passou posteriormente por site Autoracing, Jovem Pan FM, assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Esportes e pelo site e revista Moto.com.br. De 2007 a 2009, escreveu o Guia Especial GP do Brasil de Fórmula 1 para o Estadão e, em seguida, foi para o JT. Rodrigo Ferreira (11-3553-8637 e [email protected]), que desde 2011 editava o caderno de Automóveis do Diário de S.Paulo, é o novo editor do portal WebMotors. Para seu lugar no Diário chega Alessandro Reis ([email protected]), que havia seis anos era repórter do caderno Máquina, do Agora SP. O repórter Daniel Barros, estagiário na sucursal da Exame no Rio de Janeiro durante o ano passado, chegará em fevereiro para a sede da revista, na vaga de Márcio Kroehn, que foi para Veja.com. Daniel vai se integrar à editoria de Brasil, que tem como titular Alexa Salomão, assim que concluir o Curso Abril, que começou nesta 2ª.feira (28/1) e vai até 7 de fevereiro. São 60 jovens, vindos de 11 estados brasileiros – e até um da França –, selecionados para seis especialidades (texto, design, vídeo, fotografia, infografia e mídias digitais). Vários deles, a propósito, tem no curso a porta de entrada para a carreira nas revistas e sites da Abril.   Distrito Federal André Barrocal começou este mês na sucursal da CartaCapital. Há 11 anos em Brasília, ele atuou, por último, na agência Carta Maior, depois de ter sido secretário-adjunto de Imprensa da Presidência da República no segundo mandato do Governo Lula, onde permaneceu até 2011. Antes, passou por Época, TV Globo, DCI e Gazeta Mercantil. Na revista, deverá cuidar mais especificamente de Economia e Governo, ficando com Cynara Menezes a cobertura de Política e Congresso e com Leandro Fortes, as matérias investigativas. Seu novo contato é [email protected]. Novidades também no Jornal de Brasília, que mudou a redação para o prédio vizinho, no Setor Gráfico, pois a sede está em reforma. Chegaram por lá Suelen Teles (ex-Correio Braziliense), para sub de Cidades, e na mesma editoria a repórter Júlia Carneiro, neta de Luís Orlando Carneiro. Em fevereiro, o jornal terá o reforço do repórter especial de Política Rudolfo Lago (também ex-Correio Braziliense), que em dezembro se despediu do site Congresso em Foco, onde estava desde 2009. Novas contratações nesse início de ano também no Correio Braziliense: Emanuel Macedo chegou para sub de Super Esportes; Étore Jerônimo, recém-formado pela UnB, entrou em Brasil, no lugar da repórter Ana Beatriz Lisboa, que deixou a empresa; e os estagiários Bárbara de Pina, para a Revista do Correio, e João Gabriel, para Suplementos.   Minas Gerais Angela Drummond (31-3263-5784) cobre a licença-maternidade de

Sueli Osório começa como editora-chefe do Notícias Automotivas

O blog Notícias Automotivas ganhou na última semana o reforço de Sueli Osório. Ela assumiu o recém-criado cargo de editora-chefe da publicação, tendo como principal desafio profissionalizar o blog, lançado em 2005, e que hoje tem em média 3 milhões de visitantes por mês. Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, com especialização em Gestão Automotiva pela FEI, Sueli atua no segmento automotivo desde 1998, acumulando nesse período passagens por Jornal do Carro (quando ainda era publicado pelo Jornal da Tarde), Caderno Autos (Estadão) e Automóveis no Diário do Grande ABC, revistas Automotive Business, Automotive News Brasil, Car and Driver, Car Magazine, Carro e Quatro Rodas, rádios Gazeta e Eldorado, e pelas tevês Globo, Gazeta e Cultura. Recentemente, integrou a equipe do iG Carros, e em novembro participou do lançamento do site Transporte-se, sobre temas relacionados à mobilidade, à frente do qual vai continuar. No NA, terá em sua equipe os redatores Eber do Carmo, Ricardo de Oliveira e Leonardo Andrade, ficando ela responsável a partir de agora pelas avaliações de carros e presença em eventos do setor. Uma das primeiras iniciativas para a profissionalização do blog será a implantação, já nos próximos dias, do uso de fotografias profissionais nas avaliações dos automóveis, com qualidade comparável às utilizadas por revistas. Os contatos de Sueli são 11-4429-4489 e [email protected].

Memórias da Redação ? Memórias ?comerciais?

Francisco Ornellas ([email protected]), que criou e por 22 anos esteve à frente do Curso de Focas do Estadão, hoje diretor Editorial do Diário de Mogi (SP), enviou em setembro três “causos” que, por razões que a própria internet desconhece, não chegaram às nossas mãos. Ante os nossos apelos por histórias, ele decidiu reenviar – pelo que encarecidamente agradecemos. Memórias “comerciais” Anúncio 1 Uma jovem recém-casada decide colocar à venda o seu vestido de noiva. Pelo telefone. Então ela ligou para um grande jornal de São Paulo, ditou o anúncio e recomendou que o pagamento fosse feito mediante débito em seu cartão de crédito. O anúncio deveria sair na seção Negócios e Oportunidades do caderno de classificados. Ocorre que os grandes jornais mantêm sistemas informatizados de coleta de anúncios por telefone e cada um dos títulos dos classificados recebe um código no sistema. No caso do vestido de noiva, quem recebeu o anúncio por telefone digitou um número errado. Um único número errado e pronto: o anúncio, em lugar de sair sob o título Negócios e Oportunidades, saiu na seção Relax, aquela parte do jornal que anuncia casas de massagem, scorts e afins. É claro que um título Vestido de Noiva na seção Relax haveria de provocar – como na verdade provocou – a imaginação de muitos leitores. Alguns inclusive lembraram-se da inesquecível peça de Nelson Rodrigues com esse mesmo nome. O telefone da moça que queria vender seu vestido não parou de tocar por quatro dias. Tempo para que a companhia telefônica concordasse em trocar o número. Tempo também para que ela enfrentasse dificuldades no casamento recém-contraído, como disse seu advogado quando impetrou ação contra o jornal na Justiça de São Paulo. O processo foi difícil. Foi muito difícil para experientes advogados da área. Eles apelaram inclusive para a Justiça norte-americana, onde casos semelhantes foram decididos pela Suprema Corte com a absolvição dos jornais. Sob a alegação de que a inexistência de dolo é excludente de culpa.   Anúncio 2 O jovem empresário do interior paulista andava de cabelo em pé. Tinha rompido um casamento de sete anos. Como tantos outros. No seu caso, entretanto, havia dificuldades adicionais com a antiga esposa. Também como tantas outras, ela não lhe dava sossego. Bem que o jovem empresário cedeu na partilha; entregou o carro mais novo, não fez questão de qualquer das joias – nem mesmo daquelas, de família, que a sogra havia passado à nora em tempos de paz. Nem com a pensão ele estrilou. Sem poder avaliar remuneração, já que tinha atividade como empregador, cedeu nos 30 salários mínimos. E ficou com os gastos fixos: seguro saúde, escola das crianças – eram duas – e até a mensalidade do clube. Fora o odontopediatra e ainda o analista que a ex-mulher fazia questão de frequentar. E cobrar. Passou nesse suplício seis meses. Não aguentava mais quando teve a brilhante ideia: a antiga esposa só lhe daria sossego se conseguisse, enfim, algum substituto. E o ex-marido tascou um anúncio no jornal. Que dizia mais ou menos o seguinte: “Jovem senhora, independente, com situação financeira estável, procura companheiro para compromisso sério. Troca-se foto na primeira correspondência”. Brava como andava, a “jovem senhora” tascou um processo no ex-marido. De rabeira, incluiu o jornal na ação em que reivindicava, do ex-marido e do jornal, indenização por danos morais. De três mil salários mínimos. Ainda hoje o jornal tenta se livrar da ação.   Anúncio 3 Um advogado formado em Mogi das Cruzes atuou, durante muitos anos, para uma empresa petrolífera. Quando deixou o cargo no Jurídico da companhia, resolveu montar banca própria. E cuidou de colocar um anúncio nos jornais. Descobriu então que o título Advogados costuma sair na mesma página de Acompanhantes. E que as jovens que inserem anúncios sob este título costumam guardar as páginas dos jornais para conferir a inserção encomendada.  “Descobri isso – disse-me o advogado tempos atrás – logo nos primeiros dias que meu anúncio saiu. As moças guardavam a página do jornal e, quando tinham problemas, ligavam para o número do advogado que constava da mesma página. Resultado: me vi especializado em atender moças que reclamavam de clientes inadimplentes ou de fregueses insatisfeitos por não terem suas fantasias preenchidas. Pior mesmo foi aquela que me ligou de madrugada pedindo para ir até Sorocaba, tentar soltar o irmão que fora preso com um carro roubado”.

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