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sexta-feira, abril 3, 2026

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Memórias da Redação ? Foto? Que foto?

A história desta semana é de Francisco Ornellas, que criou e por 22 anos esteve à frente do Curso de Focas do Estadão, hoje diretor Editorial do Diário de Mogi (SP). Foto? Que foto?          Corriam as eleições de 1986. A um tempo em que internet nem sonho era e rede social se limitava a clubes recreativos e grêmios estudantis, a campanha de guerrilha ficava por conta de boatos. E eles existiam.          Ainda antes da definição de candidaturas, foi um boato que levou a uma corrida bancária na praça de Ribeirão Preto e fez com que um dos principais candidatos ao governo de São Paulo desistisse da disputa, à vista da ameaça que pairava sobre seu principal negócio – o banco vítima da corrida.          Então, o pleito acabou disputado mesmo por cinco nomes: os experientes Orestes Quércia (PMDB), Paulo Maluf (PDS) e Eduardo Suplicy (PT), mais o debutante Antonio Ermírio de Moraes (PTB), em sua primeira e única incursão pela seara política e o desconhecido Francisco Teotônio Simões Neto (PH).          As pesquisas estavam apertadas às vésperas do 15 de novembro, dia da eleição, quando um boato começou a circular pelas redações do jornais, dando conta de que havia foto de um dos candidatos sambando de odalisca em um baile de carnaval em Campinas.          A mim, que editava Cidades no Estadão mas, nesse período, reforçava a Política, pelo menos oito coleguinhas telefonaram, perguntando se tínhamos a foto. Outros tantos ligaram para a chefia da Redação com a mesma pergunta. Em pouco tempo, o boato ganhava detalhes e a garantia de que a foto estava no Estadão, para ser publicada no dia das eleições.          Foi um corre-corre. Primeiro, para achar a foto; que ninguém conseguiu. Em seguida, para saber o que fazer ante eventual iniciativa do candidato em impedir sua publicação. Estratégia definida, só nos restava esperar o improvável.          Que se tornou fato: passava das 23h30 quando a portaria telefonou, informando que havia um oficial de Justiça para entregar intimação ao jornal. Fui o escalado para recepcionar o prestante servidor. Li o texto, assinei o recebimento e fiquei com o original. Era uma liminar que impedia a publicação da foto inexistente. Até hoje me arrependo de não ter guardado uma cópia. A que recebi, deve ter sido enviada ao competente advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira, que cuida de causas congêneres no Estadão.          A propósito: nesse ano elegeu-se Orestes Quércia, com 36,1% dos votos. Ainda não havia segundo turno. Os demais: Antonio Ermírio (23,78%), Paulo Maluf (17,27%), Eduardo Suplicy (9,76%) e Francisco Teotônio Simões Neto (1,62%).

Fábio Amorim comanda novo programa na TV Mar (AL)

A TV Mar – nova emissora fechada do grupo alagoano Arnon de Mello – estreou em 19/10 o programa Acelerando por aí, extensão do site homônimo (www.acelerandoporai.com.br), que está na rede desde 1º/1/2010.

“A (honrosa) equipe continua a mesma: eu e meu melhor amigo, JC! (Jesus Cristo)”, diz Fábio Amorim, que produz, edita e apresenta o conteúdo de site e tevê. Ele também edita há sete anos o Gazeta Auto, suplemento que circula às 5as.feiras na Gazeta de Alagoas.

Acelerando por aí vai ao ar aos sábados às 9h, com reprises às 16h e às 21h, e nos mesmos horários aos domingos, também podendo ser conferido online com acesso livre no www.gazetaweb.globo.com.

Leandro Álvares deixa o Jornal do Carro e vai para a Autoesporte

Durou oito meses a segunda passagem de Leandro Álvares pelo Jornal do Carro (Estadão). Ele despediu-se novamente do caderno e desde o começo do mês vem atuando como editor-assistente da revista Autoesporte, assumindo assim a vaga aberta após a ida de Ricardo Sant’Anna para o Webmotors. “Estou muito empolgado e motivado para desenvolver pautas diferenciadas, bem ao estilo da Autoesporte. Já na edição de novembro teremos novidades exclusivas”, promete. Além do Jornal do Carro, em seus quatro anos cobrindo o setor automotivo Leandro teve passagens pelas revistas Carro Hoje e Racing. 

Notícias da TV, de Daniel Castro, passa a integrar plataforma do UOL

O site Notícias da TV, lançado há pouco mais de um mês pelo colunista Daniel Castro (ex-Folha de S.Paulo e R7), passou a integrar a partir de 21/10 a plataforma de notícias do UOL.

Com foco em notícias sobre o mercado televisivo, a página traz informações sobre celebridades, bastidores, notícias de programação, aparelhos de tevê, além dos negócios e movimentações envolvendo a indústria televisiva.

De papo pro ar ? Pra não apanhar

Pra não apanhar Outro dia no Rio de Janeiro, em volta de uma mesa atulhada de comes e bebes, alguns artistas da música popular davam pareceres curiosos sobre mulher. Falavam sobre as magras e as gordas, sobre as loiras, morenas, cariocas, paulistas, nordestinas e as de gostos esquisitos, como apanhar ou bater, assim, simples, à toa. Em dado momento alguém perguntou a Oswaldinho do Acordeon, à queima-roupa: – E você, já apanhou de mulher? Com aquela calma que Deus lhe deu, o sanfoneiro nem piscou e respondeu, rindo: – Não, eu corro.

“Aprendi a ser jornalista no Brasil”, diz o francês Edouard Bailby

Nicolas Tamasauskas, ex-Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, que passa uma temporada de estudos em Paris, entrevistou para Portal dos Jornalistas Edouard Bailby, repórter francês que começou a carreira em jornais do Rio no final dos anos 1940.

Aos 84 anos, relembrando episódios de uma carreira vivida parte na França e parte no Brasil, ele organiza seus arquivos para fazer um livro de memórias a partir do extenso material que produziu para diferentes veículos, como os brasileiros Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Semanário e Gazeta de Notícias, além dos franceses Le Monde e as revistas Marianne e L´Express.

Depois de sua experiência no Rio ele se firmou como jornalista especializado em política internacional, viajando bastante e também produzindo análises a serviço de publicações francesas – sobre o regime de Franco, na Espanha, guerras coloniais na África e a União Soviética e outras histórias. Também produziu conteúdo sobre a América Latina e outros países para os Cadernos do Terceiro Mundo.

Bailby, que vive hoje em Paris, já publicou, entre outras obras, Niemeyer par lui-même (Niemeyer por ele mesmo, resultado de entrevistas feitas com o arquiteto no início dos anos 1990), Cuba e Samambaia – aventuras latino-americanas.

A seguir, os principais trechos da entrevista: “Aprendi a ser jornalista no Brasil”

“Vivi a ocupação da França pelos nazistas, e naquela época me sentia muito ‘encurralado’. Havia a sensação permanente da ocupação, e não tínhamos liberdade de fato. Estudei no Liceu Louis Le Grand, em Paris, até hoje considerado o melhor da França, e era ótimo aluno em línguas. Após a guerra, resolvi me corresponder por carta e cheguei a trocar correspondência nessa época com cem pessoas do mundo, sobretudo garotas (risos) e estava ali plantada a semente da ideia de ser correspondente internacional. Aos 19 anos, resolvi viajar o mundo e embarquei num navio para a América Latina. Com 50 dólares no bolso e apenas o visto de trânsito no Rio de Janeiro, consegui hospedagem na Casa do Estudante. Tive o apoio de Álvaro Lins, que era escritor, e também de Paschoal Carlos Magno, diretor da casa. Logo consegui escrever alguns artigos para o Correio da Manhã, e isso era formidável para um rapaz dessa idade. Na imprensa no Rio de Janeiro é que fui formado.”

A imprensa no Rio nos anos 1950

“Desenvolvi muita experiência como repórter. Naquela época no Brasil o repórter escrevia sobre tudo. A Última Hora do Samuel Wainer e outras experiências na época, em que se convivia com figuras muito inteligentes, foi onde eu me formei, onde aprendi a exercer o ofício, e isso me marcou por toda a trajetória profissional. Depois, de volta à França, trouxe a grande experiência que os jornais do Rio me proporcionaram. Uma experiência muito interessante era a de responsável pela cobertura e entrevistas com personalidades que circulavam pelo Galeão. Entrevistei muita gente que passava pelo aeroporto em visita ao Brasil. Lembro de uma entrevista com Sammy Davis Junior, o cantor norte-americano, e ele estava completamente de porre.”

Denunciando a tortura

“Uma vez, em 1969, fiz uma reportagem para o L´Express contando que no Brasil havia tortura deliberada, e deu uma grande confusão. O Exército me acusou de ser um agente a serviço da contrapropaganda do Brasil na Europa. Pouco depois eu faria outra viagem ao Rio e senti que correria algum risco. Avisei a todos os amigos no Brasil o horário em que chegaria e fiz saber na França que se algo acontecesse, se eu fosse preso, isso deveria ser imediatamente publicado. Na época, as ditaduras latino-americanas temiam as informações que circulassem na Europa.”

A fonte “quente” no regime de Franco

“Sempre consegui conversar com todo mundo, e isso muitas vezes me ajudou a escrever boas reportagens. Na Espanha do ditador Francisco Franco, para a qual eu chegava a viajar até 20 vezes em um mesmo ano, fiz uma fonte que era um sobrinho do ditador, que por sinal tinha exatamente o mesmo nome que ele. Certa vez surgiu um boato de que o Franco estava com um problema grave de saúde, internado por conta do coração e alguns jornais publicaram que ele poderia morrer. Mas por ter acesso a alguém próximo dele, consegui mostrar a verdade.”

Aos jovens jornalistas

“Na vida você precisa ter paixão por fazer algo, tem que ser atraído por alguma coisa. Eu sempre tive paixão pelo jornalismo e pelas histórias. E sempre achei que preciso escrever melhor. Até hoje acho. Leio muito, gosto de escrever e estou sempre pensando que posso escrever melhor.”

Organizando arquivos

“Tenho muitas coisas publicadas ao longo de todos esses anos. Estou organizando e acho que escrever um livro que coloque ordem em uma vida de jornalista pode ser uma boa forma de preservar essas memórias, que permitam ler o que eu escrevi e também quem eu sou e porque escrevi essas reportagens.”

Homem de esquerda

“Sempre fui de esquerda e para mim o conceito de esquerda não se perdeu, como às vezes dizem por aí. É preciso que o mundo mude e melhore.”

 

(*) Nicolas Tamasauskas ([email protected]), que até junho trabalhava na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de São Paulo e foi da equipe de campanha de Fernando Haddad, está em Paris para uma temporada de estudos. Além de estudar francês na Sorbonne, tem acompanhado seminários sobre política e comunicação nessa universidade e também na Sciences Po. Está disponível para frilas.

De mudança para os EUA, Sobel recebe homenagem por contribuição à democracia

Por iniciativa conjunta da família de Vladimir Herzog, da Congregação Israelita Paulista e da Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaico, o rabino Henry Sobel, que voltará a morar nos Estados Unidos no final do ano, será homenageado no próximo dia 31/10, às 19h, no Memorial da América Latina, em São Paulo, por seu papel na abertura democrática do País. Vale lembrar que ele, dom Paulo Evaristo Arns e o reverendo James Wright lideraram e celebraram em 31/10/1975 um ofício inter-religioso pela alma de Vladimir Herzog, torturado e assassinado no DOI-CODI no dia 25 daquele mês. O ato religioso marcaria o início do processo de abertura política no País. Mais de oito mil pessoas se reuniram na Catedral da Sé e em seus arredores para o culto, mesmo com a imprensa censurada e a cidade sitiada pela polícia. A versão da ditadura para a morte de Herzog foi de suicídio. A tradição judaica manda que suicidas sejam sepultados em local separado, mas Sobel se negou a fazê-lo, o que significou desmentir publicamente a versão dos militares.

Câmara paulistana divulga audiências sobre Plano Diretor da cidade

A Câmara Municipal de São Paulo está mobilizando todos os seus recursos de comunicação para divulgar as audiências públicas relacionadas ao Plano Diretor Estratégico da cidade. O primeiro grande debate regional sobre o tema está marcado para este sábado (26/10), das 10h às 14h, no Centro Educacional Unificado (CEU) Jambeiro, em Guaianases, na zona leste da capital. Das 45 audiências previstas, quatro serão realizadas em espaços de maior capacidade, de modo a comportar a presença de um grande público. Além do CEU Jambeiro, os debates nesse formato vão ocorrer no CEU Vila Rubi (zona sul), no Sesc Pinheiros (zona oeste) e na Escola de Samba Rosas de Ouro (zona norte). O objetivo é levar e ampliar a discussão sobre o Plano Diretor junto à população, que poderá apresentar sugestões em relação ao assunto. A audiência pública no CEU Jambeiro terá transmissão ao vivo pela TV Câmara São Paulo – canal 61.4 (aberto digital) e canais a cabo 7 (digital) e 13 (analógico) da NET –, pela Web Rádio Câmara São Paulo e pelo Portal da Casa. Há ainda a possibilidade de conferir a reunião pelo Aplicativo Câmara São Paulo, desenvolvido recentemente para uso em celulares – as orientações estão disponíveis no Portal. As pessoas poderão se inscrever na hora para apresentar suas sugestões, mas também enviá-las pelo site específico do Plano Diretor; estas passarão por análise técnica da Comissão e serão devidamente respondidas. Para dar suporte ao debate haverá a distribuição da revista Arte&Política, que traz entrevistas e depoimentos de artistas e vereadores sobre o Plano Diretor, além de uma cartilha específica com orientações sobre o tema. A divulgação da audiência conta ainda com inserções publicitárias nos principais veículos de comunicação (tevê, rádios, portais noticiosos e mídia impressa).

A capa da discórdia

As manifestações ocorridas no Rio no Dia dos Professores (15/10), seguidas de depredações por um grupo que se juntou ao protesto, terminaram com a prisão em massa daqueles que permaneceram no local, tivessem ou não ligação com o quebra-quebra. No dia seguinte, O Globo estampou na primeira página a manchete: “Lei mais dura leva 70 vândalos para presídios”. Como nos meses anteriores – já que a situação não é nova – muito se discutiu por que chamar de vândalos àqueles que, em notícias sobre outros países onde havia conflitos, eram nomeados como rebeldes, manifestantes e termos semelhantes. Desta vez, O Globo caiu na armadilha gramatical. E o troco veio em seguida. Ivson Alves, em seu blog Coleguinhas, uni-vos – espaço que tem como subtítulo Na rede desde 1996 –, devassou no domingo seguinte (20/10) a repercussão interna, na redação, e externa, entre os leitores. No primeiro caso, o jornal bloqueou as mensagens de repúdio à decisão editorial, e vários profissionais contestaram essa medida. A professora da UFF Sylvia Moretzsohn, em artigo no Observatório da Imprensa, analisou, nesta 3ª feira (22/10), com rigor, tanto a capa da discórdia como o mal-estar causado em parte da redação e sua repercussão na internet. E concluiu sugerindo que “o comportamento crítico de jornalistas nesse episódio que transbordou para as redes sociais” altere “a dinâmica da Redação”. Quando Rodolfo Fernandes era o diretor de Redação de O Globo, reagia indignado, por escrito, se Ivson falasse mal do jornal no Coleguinhas – o que deixava este lisonjeado pela seleta audiência. Da mesma forma que Rodolfo telefonava para Alberto Dines, na tevê, com o Observatório da Imprensa no ar, contestando algum convidado que atacasse o jornal. O estilo relativamente personalista de Rodolfo desapareceu do jornal com sua morte. Hoje a gestão do jornal tem o foco muito mais em resultados, como exige o mercado, ainda aposta na cobertura crítica e investigativa, como requer a sobrevivência do papel. E como promete a durabilidade do jornalismo, baseada na profundidade em qualquer plataforma. Assim como O Globo não hesita em bater quando vê alguma coisa errada, sabe que pode apanhar quando a situação se inverte.

Rafael Spuldar volta ao Terra como editor-executivo

Rafael Spuldar, que por nove anos atuou na redação do Terra em Porto Alegre, até março de 2008, agora volta como editor-executivo do portal, em São Paulo. Com passagens também por Grupo RBS, UOL, BBC Brasil e Microsoft, além de projetos na área de Mídia Digital, chega com a missão de manter a qualidade na cobertura diária e garantir que todos os assuntos do dia sejam abordados no portal: “Nosso trabalho é desafiador: saber dimensionar o que é urgente e relevante, na velocidade em que as notícias surgem, e ficar atento ao que acontece nas mídias sociais, que são fundamentais para saber o que os usuários buscam e o que estão compartilhando”. Em sua passagem anterior pelo Terra, Rafael começou como redator da editoria Mundo, foi subeditor de Notícias, editor de Home, coordenador de Capa e, por último, editor-executivo de Notícias. Ele seguirá dando aulas de Jornalismo Digital na Faap. Ainda por lá, Maly Messi deixou no último dia 11/10 o Terra TV, onde estava desde janeiro de 2007, ultimamente como editora-executiva. Ela iniciou em 1991 como estagiária na TV TEM, afiliada Globo em Bauru, no interior de São Paulo. Passou por várias praças da emissora até que em 1993 migrou para a TV Cultura, na capital, para editar o programa 60 Minutos, em que permaneceu por dez anos. Também passou pela TV Bandeirantes. “Fui muito feliz no Terra, só tenho a agradecer. Fiz amizades eternas. Vivi os últimos anos um ritmo frenético de trabalho. Até o fim do ano pretendo descansar, antes de pensar em novos desafios. A menos que surja uma boa oportunidade”, diz. O Terra ainda não definiu a substituição dela.

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