As revelações de Edward Snowden sobre atividades da NSA (a Agência de Segurança Nacional dos EUA), e que tanto afetaram as relações entre governos, provocam agora reações na esfera das empresas privadas. Na 2ª.feira (9/12), oito gigantes da tecnologia assinaram em conjunto uma carta aberta, endereçada ao presidente e aos parlamentares dos Estados Unidos, pleiteando a regulamentação do acesso às informações particulares. As empresas – AOL, Apple, Facebook, Google, LinkedIn, Microsoft, Twitter e Yahoo – lançaram simultaneamente uma campanha com anúncios nos principais jornais impressos (!) e o site ReformGovernmentSurveillance.com (Ajuste na Fiscalização Governamental). Dizem na carta: “Em muitos países, o equilíbrio de forças pendeu demais a favor do Estado e afastou-se dos direitos do indivíduo. […] É tempo de mudar isso”. No site, estabelecem os cinco princípios de sua reivindicação: (1) Limitar a autoridade governamental para coletar informações de usuários, (2) Fiscalização e responsabilidade, (3) Transparência nas exigências governamentais, (4) Respeitar o livre fluxo de informações, e (4) Evitar conflitos com a legislação de outros países. Mesmo apesar de haver consenso de que a NSA não requisitou as informações às empresas, mas quebrou seus códigos e se apropriou dos dados de sua clientela, essas empresas foram acusadas de fornecer ao governo informações confidenciais, o que afeta sua imagem e o valor de mercado. Na 6ª.feira (6/12), a NSA declarou publicamente que rastrear celulares no exterior é um procedimento legal, autorizado pela Presidência da República. E o troco veio a galope. O Washington Post cita os documentos de Snowden para afirmar que a NSA infiltrou links nos data centers do Yahoo e do Google pelo mundo. “A NSA […] detém uma poderosa sequência de algoritmos, ou ferramentas de triagem de dados, que permitem captar muita informação sobre como as pessoas vivem suas vidas. Essas ferramentas facilitam a análise, em âmbito mundial, […] dos movimentos de qualquer pessoa, com a finalidade de detectar novos alvos de vigilância”. The New York Times, que aponta Google e Microsoft como líderes desse movimento, comentou a pressão conjunta de “arquirrivais” para restringir a espionagem online, interpretando-a como um incentivo à população para defender seu direito à privacidade, extensivo aos usuários em todo o mundo – afinal, são empresas globais. “Ao mesmo tempo que as empresas de internet lutam para manter a jurisdição sobre os dados dos clientes, seu modelo de negócio depende de coletar o mesmo tipo de informação procurada pela espionagem e, por bastante tempo, elas cooperaram com o governo, de alguma forma, ao fornecer esses dados em resposta às exigências legais”. Na Califórnia, berço das empresas de tecnologia, o comentário do Los Angeles Times foi mais adiante, assinalando que as operadoras de telefonia móvel parecem ignorar esse movimento. “Essas companhias, por muito tempo, foram consideradas o elo mais frágil, em termos de resposta às exigências do governo. A AT&T acaba de anunciar que não vai atender às solicitações de seus acionistas para ser transparente no relacionamento com a NSA”. Mesmo sem a adesão das operadoras, a iniciativa das giant techno de exigir, em bloco, uma revisão nas políticas do governo americano de vasculhar outros governos, empresas e pessoas mundo afora pode resultar em uma obstrução – eficiente, em termos econômicos e eleitorais – desse tipo de procedimento.
De papo pro ar ? O adeus a João Silva
O pernambucano de Olho d’Água João Leocádio da Silva, um dos mais inspirados compositores da chamada música nordestina, foi encontrado morto no último sábado (7/12) no apartamento onde morava em Boa Viagem, Recife, aos 78 anos de idade. João Silva, como ficou conhecido nacionalmente, começou a compor no final dos anos 1950. No começo da década seguinte, ele já estava no Rio de Janeiro apostando na sorte. Não demorou, e conheceu o conterrâneo Luiz Gonzaga, rei do baião. Em entrevista que me concedeu em São Paulo, para o programa Tão Brasil (http://migre.me/gVGbv), que apresentei na All TV, João Silva contou um pouco da sua história e do sonho realizado de conhecer Luiz Gonzaga e com ele fazer muitas parcerias musicais, algumas que alcançaram grande sucesso, como Deixa a tanga voar e Pagode russo, composição instrumental originalmente gravada em 1946 pelo próprio autor, Luiz Gonzaga. Detalhe: em 1978, João Silva atreveu-se a pôr letra, que virou um clássico. Curiosidade: pouco antes dessa música ser gravada com a letra de João, eu tive a alegria de escutá-la num quarto de hotel na capital paulista em primeira mão, na voz do próprio Gonzaga, que ao fim da execução, soltou uma gargalhada e me perguntou: – Gostou?
Abraji: 70 agressões a jornalistas nas manifestações foram intencionais
Após analisar 113 agressões a jornalistas nos protestos entre junho e outubro de 2013, a Abraji concluiu que 70 delas foram deliberadas, pois aconteceram mesmo com a identificação das vítimas como profissionais da imprensa. A partir de novembro, a Abraji tentou entrar em contato com todas as vítimas para verificar se a agressão havia sido deliberada ou não. Em 21 casos não foi possível localizar a vítima da violação ou ela não respondeu. Um dos repórteres localizados não soube dizer se a agressão havia sido deliberada ou não. Excluindo-se esses 22 casos, o universo analisado reduziu-se a 91 agressões, das quais 70 (ou 77%) foram deliberadas. A divulgação dos resultados desse levantamento marca os seis meses do estopim das grandes manifestações: a repressão violenta da PM de São Paulo à marcha contra o aumento das tarifas de ônibus, em 13 de junho. Leia mais
Felipe Machado começa na Chefia de Reportagem do R7
Felipe Machado começou no início do mês como de chefe de Reportagem do portal R7, reportando-se diretamente ao diretor de Conteúdo Luiz Cesar Pimentel. Ex-diretor de Mídias Digitais da Rede Bom Dia, de onde se desligou em meados de agosto, esteve anteriormente por onze anos no Grupo Estado. Por lá atuou como repórter, editor de Variedades e de Multimídia, além de ter criado e dirigido a TV Estadão. “Deixei a Rede Bom Dia para tocar alguns projetos, mas aí veio o convite do Pimentel, que me explicou o atual momento de crescimento do portal, e achei que seria uma excelente oportunidade para desenvolver um trabalho legal”, explica Felipe. Além das novas atribuições, trará para a base do R7 seu blog Palavra de Homem, espaço que começou como coluna ainda no Jornal da Tarde e também foi veiculado pelo Diário de S.Paulo, quando de sua passagem pelo grupo.
M&M corta três e faz remanejamentos na Redação
Para ajustar suas contas no início de 2014, o Grupo Meio & Mensagem realizou na semana passada cortes em algumas áreas, três deles na redação. Deixaram a empresa as revisoras Cida Silva e Janaína Estramaço, setor onde permaneceu Patrícia Pappalardo. Da reportagem da editoria de Marketing saiu Janaína Langsdorff ([email protected]). Outras mudanças no jornalismo do grupo envolveram Arthur Quezada, repórter da ProXXIma, que vai passar uma temporada na Europa e, para seu lugar, foi remanejada Isabella Lessa, que era estagiária no principal título da casa, o jornal Meio & Mensagem, e agora é contratada como repórter na plataforma digital. Também mudou de editoria a repórter Nathalie Ursini, que sai de Comunicação para cobrir mercados regionais. Em Mídia, Igor Ribeiro foi promovido a editor, cargo que a editora-executiva do jornal Lena Castellón exercia interinamente desde o falecimento de Rodrigo Manzano, em julho.
Maxpress/Boxnet e LVBA fundem-se ao grupo Attitude Global
Maxpress/Boxnet e a LVBA, duas empresas de referência no mercado da comunicação corporativa, anunciaram nesta 4ª.feira (11/12) sua fusão com a Attitude Global (MZ, MVL, Tino, Pixit, Media Interactive, Digitale e LEAD) e a criação da holding Grupo Attitude, que passa a atuar em quatro grandes áreas da comunicação: relações públicas e comunicação estratégica; monitoramento de informações e inteligência de mercado (data services); relações com investidores e governança; e comunicação digital, vídeos/webtv. Segundo comunicado da nova empresa, “essa combinação de competências possibilita a oferta de uma proposta única de valor ao mercado: monitoramento de informações, análise, planejamento e ação nas plataformas digitais e analógicas, para os principais públicos de relacionamento (consumidores, investidores, comunidades, mídia, governo, conselheiros e funcionários)”. Diz ainda o comunicado que processo de criação da holding não envolve qualquer movimentação de recursos ou alienação, mesmo que parcial, de participações: “Todas as empresas operacionais do Grupo Attitude continuam com seus respectivos executivos atuais liderando os negócios e o relacionamento com os clientes. Os acionistas do Grupo Attitude esperam ganhos advindos de sinergias de custo e de receita, com a consequente criação de valor ao longo dos próximos anos”. O Grupo Attitude teve faturamento consolidado auditado de R$ 87 milhões em 2013, com projeção acima de R$ 100 milhões em 2014. Tem 1.500 clientes em 14 países e 650 funcionários (620 no Brasil e 30 no exterior), com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, além de bases próprias em América do Norte e Ásia. Sua base de dados inclui mais de 70 mil jornalistas e 16 mil veículos (Brasil e América Latina), e mais de 180 mil formadores de opinião, entre mídia tradicional, redes sociais e líderes empresariais e governamentais. Mais informações com Rodolfo Zabisky ([email protected] e 11-3529-3770)
Rede Minas faz especial em comemoração a seu 30º aniversário
A Rede Minas completa 30 anos este mês e como pontapé inicial às comemorações estreou em 8/12 o programa Biografias: Especial Rede Minas 30 anos, que, segundo a emissora, não pretende apresentar os fatos que marcaram a Rede Minas em ordem cronológica, “mas busca, em seus profissionais, personagens de todos esses anos, as histórias de amor construídas nas salas, estúdios, ilhas e redações, mostrando que a emissora é aquele grupo de pessoas, e não somente um edifício frio”. Os apresentadores são Luciano Moreira (Meio de campo), Terence Machado (Alto-falante), Fernanda Ribeiro (Breve história) e Guga Barros (Imagem da palavra). Serão cinco edições de uma hora cada, sempre aos domingos, às 20 hora. O programa tem direção de Alexis Parrot e coordenação de Produção de Amanda Amaral. Ainda por lá, houve algumas mudanças em função de férias. Tércia Garcia substitui a Raquel Capanema, apresentadora do Jornal Minas 1, até 18 de dezembro. Nathália Lacerda, produtora de Jornalismo, está ausente até 26/12, mas sem substituição; as demandas estão sendo remanejadas na Redação. Com o recesso do programa Brasil das Gerais, durante o mês de janeiro serão veiculadas apenas reapresentações. E com a licença-maternidade de Marcela Gonzaga, quem responde pela coordenação de jornalismo até fevereiro é Adriana Valadares.
Lívio Oricchio e Margot Pavan deixam o Estadão
Deixaram o Estadão na última semana o repórter Livio Oricchio e a editora de Estratégias Digitais Margot Pavan. E pelo que apurou o Portal dos Jornalistas não serão substituídos.
Responsável pela cobertura da Fórmula 1 e por um blog que leva seu nome, Livio havia recentemente completado duas décadas de jornal. “Depois de exatos 20 anos, deixo o Estadão, por decisão da empresa. Pelo que me foi informado, o Grupo Estado não vai mais investir na cobertura in loco da Fórmula 1. Ao menos na próxima temporada”, explicou em sua mensagem de despedida. “O importante é que a saída do Estadão não representa o fim de uma era, mas o início de outra, provavelmente mais pródiga. É em geral o que acontece nas mudanças de ares. Tenham uma certeza: minha gana cresceu ainda mais… Tenho muita confiança de que estarei participando, em 2014, de outro projeto na área a que me dedico há 25 anos. Não posso falar nada agora, mas espero em breve poder contar uma novidade muito boa”.
Margot estava no posto desde julho de 2011. Antes integrou a equipe que fundou o UOL, tendo permanecido no Grupo Folha por 12 anos, além de ter atuado por três anos como gerente de Estratégia para Mídia Digital da Editora Abril.
Demissões atingem também a Agência Estado
Na Agência Estado houve quatro cortes, entre eles o do editor-executivo Roberto Lira, com quase 13 anos de casa, cujo cargo será ocupado em janeiro por Daniela Milanese. Ela trabalhará ao lado das editoras-executivas Teresa Navarro e Irany Teresa, todas reportando-se ao editor-chefe João Fábio Caminoto. Roberto estava no posto desde janeiro de 2001 e antes foi repórter e editor da Gazeta Mercantil.
No AE News/Broadcast, as baixas atingiram a editora de Internacional Andréia Lago e o repórter Rodrigo Petry. Natural do Rio Grande do Sul, Andréia estava na AE havia 14 anos, tendo passado anteriormente por TV Bandeirantes, Jovem Pan, CBN e Folha de S.Paulo. Ainda no Grupo Estado, foi âncora do programa Agência Estado no Ar, transmitido pela Rádio Eldorado e mais tarde pela Estadão ESPN. Ela será substituída em janeiro por Danielle Chaves, da própria equipe da AE.
Também gaúcho, Rodrigo chegou à casa em novembro de 2006, após passagens pela assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa do RS e pela equipe de reportagem do jornal O Sul. Outro com bastante tempo de casa, Venilson Ferreira, ultimamente repórter em Brasília, deixa a empresa após 18 anos. Ele disse ao Portal dos Jornalistas que, por enquanto, sua ideia é voltar para São Paulo e continuar na cobertura do agronegócio, “à qual me dedico há mais de 30 anos”.
Segundo Caminoto, essas movimentações fazem parte da gestão permanente da redação AE e as mudanças incluem também promoções, aumentos e contratações. Ele aproveitou para esclarecer que Daniela não terá as mesmas funções de Lira, embora vá ocupar o mesmo cargo: “Estamos alterando responsabilidades das duas editoras-executivas de SP, Teresa Navarro e Daniela”.
Luciano Borges assume Esportes da RedeTV
Após 16 anos no Grupo Bandeirantes, os últimos sete como editor-chefe do canal Bandsports, Luciano Borges aceitou convite de Américo Martins, superintendente de Jornalismo e Esportes da RedeTV, e já é o novo diretor do núcleo de Esportes da emissora. Entrou no lugar de Edson Porto, que saiu em outubro para ser diretor de atendimento da assessoria Ideal. Segundo Américo, “no ano que vem Luciano vai ter o desafio de tocar a Série B, que voltaremos a transmitir, e vários outros eventos esportivos – como a categoria de lutas de MMA chamada XFC”. Com mais de 35 anos de carreira, Borges teve passagens por Folha de S.Paulo, Diário S.Paulo e Gazeta Esportiva. Em tevê, atuou também como diretor da área de Esportes e diretor-executivo do Fala Brasil na Record, e na Rede Globo foi chefe de Reportagem do programa Mais Você, de Ana Maria Braga. Segue assinando o Blog do Boleiro no Terra Magazine e como correspondente da rádio australiana SBS.
Agência Pública lança livro-reportagem sobre investimentos na Amazônia
A Pública promove neste sábado (14/12), em São Paulo, com apoio da Clua (Climante and Land Use Alliance), o lançamento de Amazônia Pública, primeiro livro-reportagem produzido pela agência com o resultado de seis meses de investigações (entre julho e outubro de 2012) realizadas por quatorze jornalistas e publicadas no site da Pública. A série venceu o prêmio Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade (categoria Webjornalismo – Mídia Nacional) e foi finalista da sétima edição do Prêmio Allianz de Jornalismo Amazônia.
O evento deste sábado terá início às 16h, na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, com o debate O projeto de desenvolvimento da Amazônia e seu impacto nas populações locais, do qual participarão Sônia Guajajara (liderança indígena), Danilo Chammas (representante da rede Justiça nos Trilhos), Eduardo Viveiros de Castro (antropólogo) e Célio Bermann (IEE-USP), com mediação de Marina Amaral (Pública). Das 18h30 às 19h serão exibidos vídeos, fotos e depoimentos de personalidades gravados especialmente para o projeto, e haverá distribuição gratuita do livro.
À noite, o DJ Ricardo Madruga anima o público ao som de ritmos amazônicos, e projeção de imagens da VJ Veruscka Girio em três grandes telas montadas na marquise da praça. Interessados podem confirmar presença e compartilhar o evento com amigos pelo Facebook.






