-2 C
Nova Iorque
sexta-feira, janeiro 2, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 1128

Câmara analisa projeto sobre retratação nos meios de comunicação

A Câmara dos Deputados analisa o projeto 7175/14, que determina a retratação por calúnia e difamação nos mesmos meios de comunicação nos quais a ofensa foi praticada. Para o autor da proposta, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), “desconstruir as repercussões negativas divulgadas é uma tarefa árdua àquele que sofreu o dano”. Na opinião do parlamentar, é necessário um tratamento diferenciado para assegurar à vítima da ofensa a efetiva reparação do dano causado. Atualmente, o Código Penal define que o acusado ficará livre de pena se houver retratação da calúnia ou da difamação antes da sentença, mas não estabelece nenhuma exigência ou mecanismo para isso. O PL, que tramita em regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois segue para o Plenário.

Mais depoimentos de admirados e votantes

Mais depoimentos de homenageados e votantes Seguimos com a repercussão do resultado da pesquisa inédita, pareceria de Jornalistas&Cia e Maxpress, feita com executivos de Comunicação Corporativa de todo o Brasil, que apontou, entre os mais de 55 mil profissionais em atividade, Os cem mais admirados jornalistas brasileiros. Reproduzimos a seguir novas declarações de homenageados e votantes:   Admirados 56º) Bárbara Gancia – “Devo ter recebido um ou dois prêmios na vida, máximo. Um deles, de que me lembro, foi um Prêmio Abril na categoria Beleza, por ter colaborado com a equipe da Lenita Assef (na revista Elle) em uma edição especial sobre maquiagem – óbvio que fui obrigada a integrar a equipe por não ter mais ninguém na Redação para fazer o trabalho. Um típico caso de ‘Entrei de gaiata no navio’. Nunca me inscrevi, não acredito em premiações que funcionam partindo dessa premissa e tampouco das que são votadas pela internet, do tipo que o concorrente está livre para pedir votos ao seu público. No ano passado, fui bastante pressionada por leitores, internautas, ouvintes e assinantes da Globosat que queriam a todo custo que eu convidasse o pessoal a votar em meu nome pelo twitter e facebook na premiação da revista da NET, Monet, que estava elegendo a ‘melhor apresentadora de TV’ e havia colocado o meu nome para concorrer contra a Palmirinha.  Não me prestaria a um papel cabotino desses nem que todas as vacas da Holanda tossissem na minha fuça. Que mérito poderia ter uma conquista dessas? Isso não quer dizer que eu não tenha vaidade. Como todo bom jornalista, possuo o ego de pavão argentino, vai daqui até as Malvinas. Mas mesmo se assim não fosse, este presente que vocês me dão agora é uma realização pessoal inenarrável, como diria minha colega de Alta Frequência, na Bandnews FM, Neli Pereira. Saber que esse aval pelo meu trabalho, que muitos nem ‘trabalho’ consideram, foi determinado por uma pesquisa conduzida por profissionais da melhor reputação e teve a participação de mais dois mil executivos, foi refeita em outra instância utilizando os métodos mais precisos disponíveis, e que depois disso tudo, eles concluíram que estou entre os cem jornalistas mais admirados do País (mas longe de ser um das 100 mais bem pagas, que fique claro), que tenho o respeito do público exatamente pelos motivos que eu me bato e me esfolo e tomo cada sopapo que só Deus sabe a cada dia, bem, esse é o melhor prêmio que um jornalista poderia receber. Muito obrigada aos envolvidos, pela seriedade e pela idoneidade.” 73º) Geneton Moraes Neto –  “Vou ser cem por cento sincero: minha relação com o Jornalismo é acidentada. Sempre foi. E digo: ainda bem. Faz poucos dias, fui chamado para um encontro com estudantes de Jornalismo. Uma alma ingênua achou que eu poderia dizer algo de útil aos recrutas. Dei um conselho a eles: em nome de Nossa Senhora do Perpétuo Espanto, nossa Padroeira, façam um favor: vivam em crise permanente! Jamais se deem por satisfeitos – nem com vocês mesmos nem com o Jornalismo. ‘Brinquei’: disse a eles que iria fazer, ali, uma ‘confissão’ pessoal que poderia, até, soar ridícula, eu sei, mas, como se dizia antigamente, era ‘rigorosamente verdadeira’. Aos cinquenta e oito anos de idade e, portanto, já um quase-dinossauro, eu estava em crise e em dúvida sobre a escolha profissional! São dúvidas esperáveis e compreensíveis num adolescente recém-admitido na universidade, mas… num pré-dinossauro que caminha com sapatos já gastos e empoeirados? ‘Sim! Por que não?’, responde e pergunta, em voz baixa, meu combalido demônio-da-guarda. Tentei, então, dizer a eles: vivam em crise, cultivem dúvidas devastadoras, declarem-se em estado de prontidão permanente, rebelem-se, rebelem-se, rebelem-se, nem que seja intimamente, contra a mesmice, contra os burocratas da profissão, contra os derrubadores seriais de matérias, contra os que fazem jornalismo para jornalistas – e não para o público –, contra as entrevistas congratulatórias, contra a vaidade tola, contra o tédio profissional, contra a patrulhagem ideológica, contra a empáfia risível, contra o carreirismo, contra a acomodação. Tentem acreditar que o jornalismo pode ser, sim, vívido, interessante, revelador – não o monstro chato e cinzento que exibe suas garras com tanta frequência. Se tenho tantas e tantas e tantas dúvidas, fiquei total, completa e sinceramente surpreendido ao ver meu nome lembrado na lista dos ‘cem jornalistas mais admirados’. Não é falsa modéstia (um praga, aliás): é surpresa – de verdade. O que é que o quase-dinossauro pode dizer, então, além de um sincero obrigado?”80º) Patrícia Poeta – “Fiquei feliz de ver meu nome na lista. Principalmente porque soube que ela foi feita com base em indicações dos profissionais que atuam com comunicação corporativa – os colegas de assessoria de imprensa e departamentos de comunicação. Neste momento da minha carreira, em que decidi enfrentar novos desafios e trilhar novos caminhos, é encorajador ter o reconhecimento de colegas de profissão. Muito obrigada.” 85º) Pedro Bial – “É uma grande honra figurar nesse time. Muito obrigado de coração a todos que reconheceram o trabalho feito com total entrega e dedicação.”   Votantes “Foi surpresa ver que a lista de destaques dos profissionais de comunicação seguiu o que se esperaria de uma lista feita pelo público em geral, coincidindo prestígio com exposição. Nesse aspecto, fizeram falta na lista centenária nomes do jornalismo político e econômico de veículos impressos. Mas houve também a feliz lembrança de ícones que estão fora das principais vitrines da mídia, como José Hamilton Ribeiro e Audálio Dantas. Para as próximas edições, sugiro aumentar a lista de votos de cinco para dez nomes. Aliviaria um pouco a nossa consciência.” – José Ramos “Com tanto descaso com essa profissão, acho a iniciativa louvável!” – Myrian Vallone

Memórias da redação ? Mao e o papa

Volta a colaborar com este espaço Sandro Villar ([email protected]), correspondente do Estadão em Presidente Prudente (SP). Mao e o papa  Depois de pensar mais que o doutor Silvana, o cientista maluco que perseguia o Capitão Marvel, cheguei à conclusão de que não há Mao Tsé-tung que sempre dure nem Ben Stiller que não se acabe. Pois é, como ainda está inteiraço e gozando de boa saúde, o comediante Ben Stiller não vai acabar tão cedo. Espero que ele escute o Parabéns a você pelo menos mais 50 vezes. E que filme mais algumas sequências de Entrando numa fria. Quanto ao camarada Mao, que não foi um mal necessário aos chineses, ele durou até o dia 9 de setembro de 1976, data em que bateu as botas e outros calçados. Como é de praxe, as rádios deram a notícia da morte de Mao em edição extraordinária e, certamente, as televisões fizeram o mesmo. E não é que na Rádio Tupi de São Paulo o apresentador Barros de Alencar proibiu de imediato que o locutor noticiarista Ciro César, de saudosa memória, desse a notícia? “Notícia aqui não”, reagiu o apresentador. Assim como foi difícil convencer uma famosa jornalista da Globo a dar a notícia da morte do compositor Lupicínio Rodrigues, também foi uma luta persuadir (persuadir é bom) o apresentador da Tupi de que o líder chinês era importante e, portanto, a notícia de sua morte merecia uma edição extraordinária. Quando Ciro César entrou no estúdio com a notícia redigida, Barros de Alencar tocava mais uma musiquinha açucarada em seu programa Só sucessos, talvez o mais ouvido da Tupi naquela época. Ele não interrompeu a música, como seria óbvio, para o locutor transmitir a notícia, o que só foi permitido depois da execução do disco. Isso depois de muita ponderação e saliva gasta. “Logo o Barros, que era um baita comunista?”, brincou um apresentador ao saber do episódio. E em 1963, pouco antes do papa João XXIII morrer, a então chamada imprensa escrita, falada e televisada – hoje mídia, para os íntimos – já mantinha na gaveta o obituário do grande Sumo Pontífice, celebrado como o maior papa de todos os tempos. Sua partida deste mundo louco era esperada a qualquer momento e, nesse caso, as rádios dariam a notícia em edição extraordinária. Foi nessa espera que algumas emissoras cometeram talvez uma das  maiores “barrigas” da história do jornalismo. Uma agência internacional noticiou que o papa havia morrido. Se uma agência de prestígio deu a informação, por que não se apressar em dar a notícia? Pois foi o que fez a Rádio Bandeirantes, que à época ficava na rua Paula Souza, no centro de São Paulo. Depois de ler o telegrama da agência, o então diretor de Jornalismo, o grande e saudoso Alexandre Kadunc, não teve dúvidas e, rápido no gatilho, ordenou ao locutor Lourival Pacheco que transmitisse a notícia imediatamente. Afinal, não era qualquer um, era o papa. Pachecão, como Lourival era conhecido e hoje mora no Céu, cumpriu o seu dever. Mas logo depois veio o desmentido. A notícia da morte do papa era inverídica. João XXIII continuava vivinho da Silva. Ou não tão vivinho assim. O que fazer? Kadunc pediu ao locutor para voltar ao estúdio a fim de informar aos ouvintes de que a notícia era falsa. Assim que o operador de som abriu o microfone, Lourival, de improviso, foi curto e grosso: “Infelizmente, o papa não morreu”. Dizem que o Kadunc ficou uma onça e outros felinos. Dizem também que o locutor foi demitido, mas logo depois voltou a trabalhar na Rádio Bandeirantes, por ser bom profissional e amigo de todos, incluindo o autor destes dois “causos” radiofônicos.   

Globo Rural não será mais diário

O programa Globo Rural não será mais diário. Em seu lugar, na faixa das 5h da manhã, de 2a a 6a.feira, um novo telejornal será veiculado nacionalmente. O novo programa deverá trazer as principais notícias do dia anterior e da madrugada no Brasil e no mundo , além de cotações agrícolas. A mesma equipe do Globo Rural será responsável pela produção do novo noticiário, cujo nome ainda não foi revelado. As informações são do Meio&Mensagem.

Mudanças no Bate Bola da ESPN

A partir da próxima 2a.feira (13/10), a segunda edição do vespertino Bate Bola, da ESPN, terá dois apresentadores. Bruno Vicari e Marcela Rafael. Vicari (ex-Jovem Pan), que assinou com a ESPN em setembro, concilia o novo posto com apresentação e comentários sobre Esporte no SBT. Marcela, prata da casa, deixa de vez a reportagem de rua para ficar responsável pelas interações nas redes sociais durante o programa. Com eles, também estarão os comentaristas Mauro Cézar, Leonardo Bertozzi e Alexandre Oliveira. João Carlos Albuquerque, até então apresentador do programa,  passa a ancorar a terceira edição, às 19h, ao lado dos comentaristas Paulo Vinícius Coelho, Paulo Calçade e Juan Pablo Sorín. Willian Tavares segue na apresentação da primeira edição do BB, com comentários de Zé Elias e Gustavo Hofman. A emissora anuncia ainda a chega do apresentador Rafael Ribeiro, mas ainda não divulgou ele será alocado.

Prêmio Abrafarma focaliza setor de farmácias e drogarias

O Prêmio Abrafarma de Jornalismo foi criado pela Abrafarma para incentivar e reconhecer a produção jornalística, ampliando o debate na sociedade sobre o setor do comércio de medicamentos e de produtos direcionados à saúde e ao bem estar. As inscrições estão abertas até 5 de novembro e os trabalhos devem ter sido veiculados ou publicados entre 1º de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014. A categoria Grande Imprensa dará aos três melhores trabalhos R$ 10 mil (primeiro lugar), R$ 6 mil (segundo) e R$ 4 mil (terceiro); e a categoria Imprensa Especializada premiará o melhor trabalho com R$ 5 mil. Os valores são líquidos, já descontado o Imposto de Renda. O concurso aceita trabalhos que focalizem o desenvolvimento do setor de farmácias e drogarias; que mostrem a abrangência dos serviços prestados nesses estabelecimentos; que apontem entraves conjunturais que impeçam o desenvolvimento do setor; que apresentem iniciativas inovadoras internacionais com possibilidade de aplicação no Brasil, entre outros aspectos. O participante encontrará a ficha de inscrição, o Regulamento e um conjunto de Perguntas e Respostas em página específica no site da Abrafarma. O Prêmio Abrafarma de Jornalismo é uma correalização de Jornalistas&Cia e Scritta – Serviço de Notícias. Outras informações pelo [email protected], com Lena Miessva.

Janes Rocha lança Os outubros de Taiguara

Está chegando às livrarias Os outubros de Taiguara (Kuarup), obra de Janes Rocha que retrata a vida do cantor e compositor e traz em destaque um amplo levantamento sobre a ação da censura a esse que foi um dos artistas mais perseguidos pela ditadura militar. A obra mostra ainda detalhes inéditos de como a repressão prejudicou o trabalho de Taiguara, com mais de 80 canções vetadas pela censura. Com prefácio de João Gabriel de Lima e introdução do crítico Tárik de Souza, o livro faz parte do projeto de curadoria e recuperação da obra de Taiguara.

Duplo sentido na cabeça de quem vê o filme do Meia Hora

O filme Meia Hora e as manchetes que viram manchete estreou no Lagoon no último sábado (4/10), e seguiu depois para outras salas do Festival de Cinema do Rio. Ao contrapor a estética trash do jornal com depoimentos em fundo branco, fora do habitat dos entrevistados, o filme começa com as capas, e vai além. Passa pela feitura da publicação, sua aceitação pelo grande público, traça um cenário superficial dos populares na época, pede ajuda aos universitários. A estreia teve cobertura forte da imprensa e saiu até resenha em O Globo – de grupo concorrente da Ejesa, detentora do título Meia Hora, além de O Dia e Brasil Econômico. Ramiro Alves, publisher dos veículos da Ejesa, estava lá para conferir. A Ejesa convidou seus executivos, e veio gente do grupo português Ongoing, que controla a controladora. A maioria dos entrevistados esteve na estreia, porém hoje não faz mais o jornal: Gigi Carvalho, que era dona do grupo; Eucimar Oliveira, que deixou o Extra para ser diretor de Redação de O Dia e, lá chegando, convenceu Gigi a lançar o Meia Hora; e Alexandre Freeland, diretor de Redação que sucedeu Eucimar e por mais tempo deu corda às extravagâncias da equipe. Henrique Freitas, editor do jornal, explica o duplo sentido das manchetes dizendo que isso não está nas frases publicadas, mas na cabeça de quem as lê – sem dúvida, também na cabeça dele, que as inventou. O editor Humberto Tziolas, único remanescente, teve uma boa escola. O filme vai agora para o 18º Festival do Filme Documentário, realizado pela UFMG, em Belo Horizonte. O diretor Angelo Defanti já tem distribuidora, o que garante a exibição no circuito nacional.

Celebs em pauta no Extra

Jornalismo investigativo na cobertura de celebridades – o jornal Extra aposta nessa linha, com o objetivo de fazer um popular de qualidade. E cita como exemplo o caso da atriz Viviane Araújo, acusada nas redes sociais por algo que não fez, no final de setembro. Na equipe de Hérica Marmo, o repórter Michael Sá, com apoio do colunista Léo Ferreira, investigou o vídeo que incriminava a atriz, identificou o local, descobriu os verdadeiros personagens da história, negociou a confissão dos autores e inocentou os acusados. O jornal sabe que há muito mais interesse do público do que, propriamente, interesse público na cobertura de celebridades. Mas isso não pode servir de desculpa para não se aplicarem as melhores técnicas do jornalismo – mesmo sabendo que pode soar estranho usar o termo que mais dignifica o ofício para uma área conhecida como “editoria de fofocas”. E prepara, para novembro, um seminário sobre cobertura de celebs, que vai reunir outras mídias do grupo Globo voltadas para esse filão. A sinergia entre os veículos, nessa área, já aparece com a participação da revista Quem na programação da Rádio Globo: o chefe de redação no Rio, Jackson Bezerra, esteve em um programa vespertino, e Lúcia Barros falou sobre o universo do entretenimento no Manhã da Globo.

Gustavo Nicoletta passa a editor-chefe da CMA

Novidades na equipe da Agência CMA, especializada em notícias do mercado financeiro: após a recente saída da editora-chefe Flavia Bohone, o editor de Macroeconomia e Política Gustavo Sterza Nicoletta assumiu o posto. Ex-redator e editor-assistente de Internacional da Agência Estado, Gustavo está na CMA desde 2012. Com a movimentação, Eliane Leite, editora-assistente de Energia e Telecom, foi promovida e passou a cuidar também de Macroeconomia e Política, sendo substituída por Leandro Tavares (ex-RedeTV). Para quem reconheceu o sobrenome, vale um complemento: Gustavo é filho de Costábile Nicoletta e, como o pai, segue o caminho da especialização em economia.

Últimas notícias

pt_BRPortuguese