Nem Américo Martins, nem Alessandro Molon. Edinho Silva – ex-deputado estadual pelo PT de São Paulo e coordenador financeiro da campanha do partido ao Planalto no ano passado – é o escolhido por Dilma Rousseff para assumir a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O anúncio foi feito na tarde desta 6ª.feira (27/3), em nota oficial. A posse está marcada para a próxima 3ª.feira (31/3), às 11 horas. Nascido em Pontes Gestal, cidade da região de São José do Rio Preto (SP), Edinho é formado em Ciências Sociais pela Unesp de Araquara e Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos, ambas no interior de São Paulo. Foi prefeito de Araraquara de 2001 a 2008. Nesse ano também assumiu a presidência do PT paulista, seguindo na função até 2013. Em 2010, elegeu-se deputado estadual, cargo que ocupou até o início deste ano. Leia mais + Thomas Traumann deixa a Secom + Com Luiz Egypto, do OI, Portal dos Jornalistas chega a 5.700 perfis + Chico Alves é o novo editor executivo de O Dia
Com Luiz Egypto, do OI, Portal dos Jornalistas chega a 5.700 perfis
Com o perfil de Luiz Egypto, redator-chefe do Observatório da Imprensa, o Portal dos Jornalistas atinge nesta 6ª.feira (27/3) a marca de 5.700 perfis biográficos. Além do OI, Egypto exerce a função de editor associado do Museu da Pessoa, espaço virtual e colaborativo fundado em São Paulo, em 1991, cujo objetivo é registrar, preservar e transformar em informação histórias de vida de toda e qualquer pessoa da sociedade. Natural de São Luiz do Paraitinga (SP), Luiz é graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestre em História pela PUC-SP. Ao longo da carreira, passou por Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Estadão, além das revistas Ícaro e Imprensa. Também foi consultor de projetos para a Unesco e professor universitário. O Portal em números Dos 5.700 perfis que estão no Portal dos Jornalistas, 2.116 são mulheres e 3.584, homens. Há 3.108 profissionais atuando em mídias digitais — sendo 1.242 blogueiros –, 2.236 em jornais e 1.261 em revistas. Em televisão são 2.078 e 1.053, em rádio. Nessas contas, claro, há os que atuam em mais de uma mídia. São Paulo lidera a participação por Estados, com 2.437 profissionais. Seguem no topo da lista dos mais representados: Minas Gerais, com 624 jornalistas, Rio de Janeiro (531), Rio Grande do Sul (242), além do Distrito Federal, com 254. Entre os jornalistas especializados, 950 abordam Economia e Negócios, 880 cobrem Cidades, 832, Cultura e Entretenimento, 817, Esporte e 741 escrevem sobre Política e Opinião. Mais de 1.200 jornalistas são também escritores, e, juntos, publicaram mais 5.900 livros. Leia mais + Edinho Silva assumirá a Secom + Mauro Beting deixa a Rádio Bandeirantes + Chico Alves é o novo editor executivo de O Dia
Mauro Beting deixa a Rádio Bandeirantes
Um ano e meio após sua demissão-recontratação relâmpago – em agosto de 2013 –, Mauro Beting está novamente fora da Rádio Bandeirantes, onde atuava desde 2003, comentando no programa Esporte Notícia, além de participar esporadicamente de outras atrações. Mauro teve passagens pelas rádios Brasil 2000 FM (1990-91), Gazeta (1991-1996), USP (1992-1994), dos Bancários (1992), Repórter Online (2000-2001), Trianon (2001) e Brasil 2000 FM (2003). Ele segue como comentarista do Fox Sports, colunista e blogueiro do Lance, escritor, diretor de documentários, além de apresentar eventos e palestras. Sobre seus planos, disse a este Portal dos Jornalistas ter recebido um convite e algumas sondagens, além de já estar desenvolvendo diversos projetos para rádio. Aberto a propostas, seu contato é [email protected]. Leia mais + Chico Alves é o novo editor executivo de O Dia + Memórias da Redação – Monteiro Lobato na redação do Estadão + Eliane Brum e Fernando Rodrigues, entre outros, confirmados no Congresso da Abraji
Chico Alves é o novo editor executivo de O Dia
Francisco Alves Filho foi efetivado esta 3ª.feira (24/3) como editor executivo de O Dia, na vaga deixada por Alexandre Medeiros. Como noticiamos na edição 989, Medeiros é gerente de Sustentabilidade e Relacionamento com a Imprensa da Neoenergia desde o início de março. Chico Alves era chefe de Reportagem e em seu lugar, interinamente, está a subeditora Vânia Cunha. Leia mais + Memórias da Redação – Monteiro Lobato na redação do Estadão + Eliane Brum e Fernando Rodrigues, entre outros, confirmados no Congresso da Abraji + João Domingos Araújo despede-se do Estadão-DF em grande estilo
Memórias da Redação ? Monteiro Lobato na redação do Estadão
Luiz Roberto de Souza Queiroz, o Bebeto, assíduo colaborador deste espaço, resgatou num livro antigo o artigo em que Monteiro Lobato conta como, com a gripe espanhola derrubando todo mundo na redação do Estadão, ele, que nem funcionário era, mas apenas sapo(1) da redação, resolveu assumir o jornal acéfalo e o tocou e manteve por 15 dias, sem que o redator-chefe Nestor Pestana nem o diretor Júlio de Mesquita, o velho, soubessem que o jornal estava sendo editado por gente de fora. Monteiro Lobato na redação do Estadão Em 1918 ocorreu no jornal curioso incidente. Por esse tempo era eu um dos sapos mais assíduos; não dispensava o encontro diário com os dois Lopes, com Julinho e Nestor (Pestana). Irrompera a gripe, que breve se tornou calamidade pública. A preocupação de todos era uma só, a gripe. O tema de todas as conversas era um só, a gripe. O trabalho de todos, um só – socorrer gripados. E toda gente ia caindo de cama. O número de conhecidos mortos assustava. As notícias na redação passaram a ser de um só tipo. “Chegou telefonada de Louveira. Júlio Mesquita caiu”. E logo depois: “Sabem quem caiu? Julinho. E Chiquinho também”. Já ninguém dizia “cair com gripe” ou adoecer, e sim, e só, cair. Certa noite, ao entrar na redação, não encontrei Nestor na célebre mesa. Onze horas e nada. Telefonamos e tinha caído também. Logo aparece Plínio Barreto, que vinha substituí-lo no secretariado. Mas no dia seguinte cai Plínio e surge Pinheiro Júnior em substituição. Dois dias apenas esteve Pinheiro, porque também caiu. E como lá embaixo, na administração, houvessem caído Chiquinho, Ricardo Figueiredo, o gerente e seus substitutos, aconteceu que em certo momento todo o estado-maior do jornal ficou fora de combate. Lembro da noite em que só encontrei lá Filinto Lopes. Esperamos até onze horas pelo substituto de Pinheiro e ninguém apareceu. O jornal estava acéfalo e ameaçado de não sair no dia seguinte. Falta de quem o dirigisse. Lá na “Vala Comum”, isto é, na sala dos redatores, cozinheiros e repórteres, a brecha aberta pela gripe fora de 50% ou mais, e ali na sala do secretário o desfalque era integral. Uma idéia me ocorreu. – Amigo Filinto, a situação é grave, o jornal está sem cabeça e corre o risco de paralização. Não há a quem recorrer. Os donos caíram e caíram os gerentes e mais de metade do pessoal. Dos sapos só restamos nós dois. Até Maneco (Manequinho Lopes), apesar da sua grande barba, foi para a cama. Proponho que assumamos o comando, do contrário não teremos O Estado na rua a partir de amanhã. Filinto Lopes gravemente concordou. – Pois então, continuei, tome conta da sala de espera e receba lá quem vier com informes e comunicações, que eu me sento à mesa do Nestor (Pestana) e despacho o expediente. Assim fizemos. Enquanto Filinto recebia gente, eu na sala do Nestor abria o famoso bauzinho da “matéria” e passava os olhos, selecionando o que tinha de sair no dia seguinte, podando excessos, baixando os adjetivos, rabiscando instruções e zás, metia a papelada no tubo pneumático que por baixo da terra levava tudo às oficinas de composição e impressão. Para reforço da ‘Vala Comum’ mobilizei vários elementos de fora, como Léo Vaz e Alarico Caiuby, que por esse tempo trabalhavam comigo na Revista do Brasil – e como desfecho dessa mobilização, Léo entrou definitivamente para o corpo de redatores e fez carreira. Quando Nestor faleceu, foi quem o substituiu como secretário e mais tarde foi diretor, em substituição de Plínio Barreto. Hoje Léo Vaz tira o chapéu na rua sempre que ouve a palavra “gripe”. Nesse trágico momento da vida de O Estado, ocorreu um incidentezinho que tem comicidade. Este jornal e o Correio Paulistano sempre viveram ás turras, órgãos que eram de políticas adversas. Havendo ensejo, um dardejava contra o outro uns borrifos de veneno, mas sempre com muita linha e elevação. Pois bem, aproveitei o fato de estar sozinho e sem controle á frente do jornal para umas alfinetadas no governo, com toda gravidade, numa sábia imitação do estilo de Júlio Mesquita. Lancei umas notas sobre a “falta de coordenação dos serviços oficiais de combate à gripe”. Certo de que quem escrevia era o pobre do doutor Júlio, lá na cama em Louveira, o Correio vibrou de cólera: “Nem numa ocasião como esta, de calamidade nacional, o grande órgão esquece seus rancores políticos”. …E lá em Louveira, Júlio Mesquita folheava o jornal na cama e danava: “Quem é que me anda em São Paulo com estas absurdas impertinências?” E não podia informar-se por telefone, porque em São Paulo todo mundo estava morre-não-morre nas unhas da gripe… Mas tudo tem um fim. Uma noite, indo para a redação na praça Antonio Prado, esbarrei na rua Quinze com um vulto encapotado, de cachenê e gola erguida. Era o Nestor, que saia da temporada de cama… Estava com muito medo da nossa intromissão na seara alheia, mas Nestor apenas disse: “Bem que andei desconfiado do milagre – todos na cama e o jornal a sair. Foi ótimo”, e deu-me a absolvição… Este fato revela o clima do “velho órgão”. Tão grande a identificação de todos com a alma do jornal, tamanha a confiança recíproca, que sem ordem de ninguém dois meros filantes de café assumem o comando do maior jornal do Brasil e dirigem-no autocraticamente por mais de uma quinzena. E finda a “ocupação”, os gerentes de nada se queixam, antes agradecem e perdoam, sorrindo, aquela intrusão inédita nos anais da imprensa. (1) Sapos da redação não tinha, na época, nada a ver com o moderno apelido do Chico Ornellas. Era um grupo de intelectuais, amigos da casa – meu avô era um deles –, que toda noite se reuniam na redação para tomar um café, discutir política e fazer sugestões de reformas e mudanças que consideravam essenciais no jornal e que dr. Chiquinho e dr. Julinho ouviam com muito interesse….e ignoravam. Leia mais + Eliane Brum e Fernando Rodrigues, entre outros, confirmados no Congresso da Abraji + João Domingos Araújo despede-se do Estadão-DF em grande estilo + Direito à informação vs. direito ao esquecimento
Eliane Brum e Fernando Rodrigues, entre outros, confirmados no Congresso da Abraji
A Abraji divulgou alguns dos palestrantes já confirmados para o 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, de 2 a 4 de julho, na Universidade Anhembi Morumbi (rua Casa do Ator, 275), em São Paulo. Entre eles estão Eliane Brum, com o painel Histórias Amazônicas, em que falará sobre os bastidores das suas recentes incursões pela região; Fabio Chiorino e Juca Kfouri, com a palestra Como o Brasil cuida do esporte de alto rendimento; Fernando Rodrigues e Chico Otávio, com o painel sobre o caso Swissleaks; Roberto D’Avila, que receberá no painel Combate à corrupção e direito à informação o juiz Sérgio Moro, que está à frente das investigações da Operação Lava Jato; Elio Gaspari, com o painel Kennedy está atrasado para o almoço: quando a não-notícia atrapalha a notícia; e o argentino Jorge Lanata, que fará um relato sobre o caso Nisman, promotor que morreu de maneira misteriosa em janeiro, após denunciar a presidente argentina Cristina Kirchner por suposto encobrimento de terroristas iranianos Inscrições e programação completa estarão disponíveis em breve.
João Domingos Araújo despede-se do Estadão-DF em grande estilo
João Domingos Araújo, que há 14 anos atuava como repórter na sucursal do Estadão em Brasília, em sua segunda passagem por lá, despediu-se do jornal na semana passada. E o fez de forma emblemática, com um texto no facebook de tão bom gosto e alto astral que pedimos sua autorização para reproduzir:
Reflexões sobre a atoíce
Pessoas, durante um período razoável amadureci a ideia de deixar o jornalismo diário. Conversei seguidamente a respeito com minha companheira, Elza Pires, com meus filhos Maíra Cirineu e Saulo Cirineu Araújo. Deles recebi apoio total desde o primeiro momento em que manifestei a intenção de me afastar do jornalismo diário, uma das únicas coisas que me viram fazer durante toda a nossa convivência. Dos meus 58 anos de vida, 36 foram na reportagem.
Destes, 22 no Estadão, sendo oito numa primeira etapa (1990 a 1998, dois anos em O Globo e um na Gazeta Mercantil) e 14 na segunda etapa, de 2001 até agora. Gosto do que fiz, gosto do que faço. Saio num momento bom, o que é muito bom. Saio sem atritos dentro do Estadão. Ao contrário, ficam o coleguismo, o respeito e muita admiração, como, por exemplo, por Tania Monteiro, com quem trabalhei entre 1985 e 1988 na Folha de S. Paulo, nós dois tão jovens.
Eu agora entreguei os pontos, ela não. Ainda trabalha como uma louca. No período em que maturei a possibilidade de sair, tive longas conversas com Marcelo de Moraes sobre dúvidas que me passavam pela cabeça e coisas semelhantes. Quase sempre recebi dele uma bronca sincera, além das sugestões para que eu pensasse e repensasse o que pretendia fazer. Cheguei mesmo a imaginar que não conseguiria arrancar o “sim” do chefe (ô descasamento difícil!). No final, minha persistência o cansou.
Marcelo tem uma grande mão de comando. E uma grande equipe para comandar. Mescla repórteres experientes com jovens, jovens que são excepcionalmente bons e que trabalham tanto que muitas vezes não têm tempo para adoecer. A vida de um repórter tem altos e baixos, todos devem ter consciência disso. E nem sempre é uma festa. Mas o que fica na lembrança é a festa. Por isso, vou sentir muita saudade das portas do Renan, do Temer, do Alvorada, de qualquer uma.
É nesses momentos de tempo infinito debaixo de sol e de chuva que muita gente se conhece. E eu, nesses oportunidades, e já com meus 58 anos, pude fazer contato com meninos e meninas mais novos que meus filhos – e se eu brincasse um pouco mais, daqui a pouco, da idade do meu neto. Acho que chegou a hora de deixar para eles, a garotada que chega, o espaço que terão de buscar, porque é essa nova geração que vai definir o futuro do jornalismo, se será como o conhecemos hoje ou alguma coisa muito mais sofisticada, se em preto e branco ou em 3D – e tomara que a coisa funcione, porque o 4G é uma merda.
Sentirei saudades das portas, como disse, e talvez até dos plantões de fim de semana, com aqueles dias ensolarados e a gente dentro de uma redação trabalhando. Sentirei saudades, sim, dos plantões, mas com a certeza de que não terei mais de produzir notícias quentes e inéditas. Ah, isso já me dá uma satisfação danada! Nos últimos dois dias, recebi ligação telefônica de quase todos os colegas do Estadão. Até de um, Ricardo Brito, que estava na fila do embarque para Turim. Vou pagar a todos eles com uma galinhada com pequi uns dias mais à frente.
Também recebi manifestações por parte de colegas de quase todos os outros jornais, revistas, online etc. Me lembrei que no começo, há 36 anos, a gente trabalhava numa máquina de escrever. Redação nenhuma tinha tantas para tantos repórteres. Então, um azarava a máquina do outro até ela quebrar. Hoje todos têm seus laptops, seus smartphones e seus dedos ágeis para escrever a matéria ali, ao vivo, enquanto a autoridade fala.
Do período da máquina de escrever para cá travei uma séria batalha contra os chavões e lugares comuns. Quase sempre perdi. Mas não posso deixar de dizer para os que estão chegando: evitem qualquer tipo de chavão e lugar comum. Verão que o texto vai ficar muito melhor. De resto, obrigado a todos os que se manifestaram e também para os que não se manifestaram. Sai uma geração, entra outra. Eu, amigos, vou curtir a vida. Estava na hora.
Bjs a todos.
Direito à informação vs. direito ao esquecimento
Processo que exige a retirada de matéria do site do Jornal Já, de Porto Alegre, merece profunda reflexão da sociedade Há anos enfrentando um polêmico processo da mãe do ex-governador gaúcho Germano Rigotto depois que publicou os resultados de uma CPI, o Jornal Já, de Porto Alegre, está às voltas com outro que tem todos os ingredientes para também gerar controvérsias: Luiz Henrique Santafelice, que em 2005 matou a mulher, queimou-lhe o corpo, foi condenado, fugiu para o exterior, foi preso e extraditado em 2010, cumpriu parte da pena e está no regime semiaberto, entrou em 25/2 com um processo na 7ª Vara Cível de Porto Alegre para que o jornal exclua do site a reportagem original, de Renan Antunes de Oliveira, e lhe pague uma indenização por danos morais. Um dos pontos do documento de 21 páginas que sustenta o pedido, elaborado pelo advogado do autor, Guilherme Collin, é o “direito ao esquecimento”. Segundo sua sustentação, o fato de a matéria estar disponível na internet impede seu cliente de usufruir plenamente desse direito, pois “esse ’lembrete’ já seria um meio de se dificultar que o autor consiga emprego, ou que consiga desempenhar atividade laboral de forma autônoma”. Renan, que escreveu a reportagem em 2005 e que o advogado pede seja intimado a depor como testemunha/informante, afirmou ao Portal dos Jornalistas que “nós escrevemos para que ninguém se esqueça…”, embora considere “que ele tem o tal direito ao esquecimento. Quando escrevi a matéria, não pensei que um dia os filhos dele (com a mãe que ele matou) estariam grandes a ponto de ler, pensava que cairia no esquecimento… Ou nem pensei nisso… Mas hoje está no Google. Por mais duro que seja para mim, preciso concordar que ele tem um pouco de razão. É uma das armadilhas da profissão. Mas note o detalhe: o Collor de Mello, o presidente da Câmara dos Deputados Ibsen Pinheiro, o Roger Abdelmassih, a Suzane Richthofen – todos terão direito a apagar tudo do Google???? Nenhum arquivo de jornal poderá existir na web???? O Elmar (Bones da Costa), dono do Jornal Já, está arrancando os cabelos… Eu não sou nada nessa história”.
Vera Brandimarte é indicada Personalidade da Comunicação 2015
Prêmio será entregue em 28/5, no encerramento do 18º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa. Com ele, os profissionais da área farão também uma homenagem aos 15 anos do Valor Econômico
Uma das mais admiradas jornalistas brasileiras, em votação realizada em 2014 por Jornalistas&Cia junto a executivos de comunicação corporativa, Vera Brandimarte, diretora de Redação do Valor Econômico, acaba de receber uma nova demonstração de apreço dessa comunidade, com a indicação de seu nome ao Prêmio Personalidade da Comunicação 2015.
A homenagem está marcada para a tarde de 28 de maio, na cerimônia de encerramento do 18º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, no Novo Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Com ela, os profissionais da área também homenagearão os 15 anos de vida do jornal, celebrados neste ano de 2015.
Vera foi fundadora do Valor Econômico, no qual inicialmente ocupou o cargo de diretora adjunta. Com a doença do titular Celso Pinto, em 2003, assumiu a Diretoria de Redação, na qual permanece.
Nascida em Jaboticabal (SP), Vera graduou-se em Jornalismo pela Faap, cursando simultaneamente Ciências Sociais na USP, em São Paulo. Mas foi em Brasília que iniciou a carreira, em 1983, como trainée na sucursal da Gazeta Mercantil, jornal no qual trabalhou por 15 anos. Ali foi editora-assistente de Nacional e Administração e Serviços, editora de Agro e Matérias-Primas, coordenadora das editorias de Energia e Transportes, até passar à Secretaria de Redação.
Participou em seguida do projeto de cadernalização do jornal, assumindo na sequência o caderno de Finanças. Por último, integrou o núcleo de Reportagens Especiais. Em 1997 foi para o Jornal do Brasil, primeiro como repórter especial em Brasília e, depois, como editora de Economia no Rio de Janeiro, finalizando sua passagem pelo jornal como chefe da sucursal São Paulo.
Em 1999 trocou o JB pelo Estadão, mas ali ficou pouco tempo, convidada que foi por Celso Pinto para integrar-se à equipe que fundaria o Valor Econômico. Já curtindo também a saga de avó (um de seus orgulhos, como gosta de falar), Vera foi vencedora do Troféu Mulher Imprensa em 2012 e, no ano passado, indicada entre os 100+Admirados Jornalistas Brasileiros, em votação organizada por Jornalistas&Cia.
Ela sucederá Miriam Leitão, a vencedora do Prêmio Personalidade da Comunicação em 2014. Foram homenageados anteriormente: José Hamilton Ribeiro (1999), Vera Giangrande (2000), Miguel Jorge (2001), Paulo Nassar e Alberto Dines (2002), Gaudêncio Torquato e Mino Carta (2003), Ruy Mesquita (2004), Roberto Civita (2005), Octavio Frias de Oliveira (2006), Johnny Saad (2007), Maurício Azêdo e Audálio Dantas (2008), Nelson Sirotsky (2009), José Marques de Melo (2010), J. Hawilla (2011), Antonio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta (2012), e Domingo e Caco Alzugaray (2013).
Thomas Traumann deixa a Secom
A presidente Dilma Rousseff aceitou nesta 4ª.feira (25/3) o pedido de demissão de Thomas Traumann da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Em nota oficial, Dilma “agradeceu a competência, dedicação e lealdade de Traumann no período como ministro e porta-voz”. Em sua conta no twitter, o agora ex-ministro postou um trecho da música “Novos rumos”, de Paulinho da Viola. Segundo Veja, enquanto não se decide sobre um substituto – estão na bolsa de apostas Américo Martins, hoje na EBC, e o deputado federal Alessandro Molon –, o secretário executivo Roberto Messias assume o posto interinamente. Nascido em Rolândia, no norte do Paraná, filho de Michael Traumann, alemão refugiado de guerra, e de uma pedagoga norte-americana, Thomas formou-se em Jornalismo pela UFPR, em Curitiba. Por lá, foi correspondente da Folha de S. Paulo de 1990 a 1994, quando se mudou para a capital paulista para participar do núcleo da agência de notícias que gerou o portal UOL. Em 1995, transferiu-se para Veja, onde foi editor de assuntos gerais e participou de mais de 20 capas da revista. Retornou à Folha em 2000 como repórter especial. Especializou-se na cobertura do PT. No ano seguinte, seguiu para Época a fim de cobrir a campanha presidencial de Lula, com quem fez quatro entrevistas exclusivas. Em 2002, mudou-se para o Rio de Janeiro para chefiar a sucursal da revista e tornar-se colunista. Criou a newsletter O Filtro, em 2006, um resumo diário das principais notícias do dia distribuído a mais de 250 mil assinantes da revista. Em 2008, foi para a consultoria de comunicação espanhola Llorente & Cuenca, sendo responsável pela abertura do primeiro escritório em país não-hispânico. Em 2010, Traumann transferiu-se para a FSB, como encarregado da comunicação corporativa do Grupo Andrade Gutierrez, saindo no ano seguinte para trabalhar no governo. Leia mais + Diário de Pernambuco corta em torno de 30 na redação e mais de 100 no total + Ricardo Setti anuncia pausa na carreira + The Guardian tem primeira mulher no comando







