Desde a última 3a.feira (7/4), o repórter fotográfico Fabiano Rocha, do diário Extra (Rio de Janeiro), tem recebido ameaças de membros da Polícia Militar em redes sociais. As mensagens começaram após a publicação de uma foto, de sua autoria, que mostra um policial do BOPE (Batalhão de Operações Especiais) usando touca ninja. Rocha registrou a imagem enquanto cobria os conflitos entre a PM e traficantes no Complexo do Alemão. Após a veiculação da foto, policiais divulgaram em páginas de uma rede social a imagem de Rocha e de sua família, além de dados pessoais e endereço do fotógrafo (que, segundo o Extra, eram falsos). Alguns chegaram a afirmar que ele “tem que tomar tiro na testa”, enquanto outros defenderam que ele deve ser intimidado para deixar de fotografar, chamando seu trabalho de “babaquice”. Em nota, a Abraji disse considerar grave a exposição de informações pessoais de Fabiano e de seus familiares na rede, pois coloca em risco a segurança do profissional. Mais graves ainda, de acordo com a entidade, são as ameaças e incitações à violência: nenhum jornalista deve sofrer intimidações ou represálias por realizar seu trabalho.
Em pauta, os novos líderes da comunicação
Anuário ganhou importantes adesões nos últimos dias: BG Group, Centro de Convenções Rebouças, Klabin, MRN, RP Consult, RM Press, Santander, Scritta e Textual Novos líderes da comunicação corporativa em empresas e em agências são focalizados na pauta do Anuário da Comunicação Corporativa, que será lançado em 28 de maio no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, no Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa. A pauta trará ainda opiniões de professores de escolas de comunicação e de administração sobre o perfil do novo líder nesse mercado. “Essa é uma das matérias que vai se debruçar sobre esse mercado e mostrará as mudanças recentes, assim como as tendências da liderança na comunicação corporativa”, diz Lena Miessva ([email protected] e 11-2679-6994), coordenadora editorial da publicação. Prazo para pesquisa termina nesta 4ª.feira (8/4) – q Cerca de 200 agências de comunicação se inscreveram na Pesquisa Mega Brasil 2014, que se encerra na noite desta 4ª.feira (8/4), quando o sistema será bloqueado. A participação é voluntária e gratuita. Ao participar, além de contribuir para a produção de indicadores econômicos confiáveis do setor, as agências integrarão o Guia Nacional das Agências de Comunicação do Anuário, de livre consulta no site da publicação o ano inteiro, e terão direito a um exemplar grátis da publicação. Para preencher, basta acessar o site e clicar no link. O Anuário conta com o apoio de Aberje, Abracom, ABRH-SP, além deste J&Cia e da Maxpress. Já confirmaram participação comercial 38 organizações: 2Pró, ADS, Advice, Approach, BG Group, Brava, CCR – Centro de Convenções Rebouças, CDN, Convergência, Edelman Significa, FSB, Fundamento, Gargantini, Gerdau, Giusti, Grupo CDI, Grupo Máquina, Ideal, Imagem Corporativa, INFO4, In Press Porter Novelli, Ketchum, Klabin, Martha Becker, MRN, MSLGROUP, Original 123, Planin, Printer Press, RMA, RP Consultoria, Santander, S2 Publicom, Secco, Scritta, Temple, Textual e Voice. Contatos com a área comercial podem ser feitos com Daniel Coelho, pelo [email protected] ou 11-5576-5600. Leia mais + Cruzeiro do Sul mergulha de cabeça no conceito digital first + Versão impressa do jornal O Sul deixa de circular + Serasa oferece aos jornalistas monitoramento gratuito do CPF
Cruzeiro do Sul mergulha de cabeça no conceito digital first
“Todos são repórteres online, prioritariamente, e do jornal impresso, consequentemente” – é a nova ordem na Redação, que fez a audiência do portal saltar de 3,5 milhões para 4,2 milhões de acessos em um mês José Carlos Fineis é o novo editor-chefe do centenário Cruzeiro do Sul, jornal líder em circulação regional, publicado em Sorocaba pela Fundação Ubaldino do Amaral. Ele assumiu oficialmente em 1º/3, na vaga deixada por Eduardo Santinon, agora na Prefeitura da cidade. Profissional de formação prática, atua na imprensa local há 34 anos, 24 dos quais diretamente no Cruzeiro do Sul, onde ingressou em março de 1981, aos 18 anos de idade. Tem sob seu comando uma equipe de 65 pessoas, entre jornalistas de texto, repórteres fotográficos, arquivistas e estagiários. Para a função de editorialista, que ele vinha exercendo desde 2006, foi destacado Adalberto Vieira (Pardal); a produção de reportagens ficou aos cuidados de Marcelo Roma (chefe de Reportagem) e Rosimeire Silva (coordenadora de pauta). Armando Rucci Filho coordena a equipe de fechamento do impresso, que também passou por mudanças organizacionais. Agora, cada editor é responsável por sua editoria no portal, com autonomia para editar e modificar o site a qualquer momento. Segundo Fineis, a redação do Cruzeiro do Sul passa por uma das reformulações “mais radicais e estimulantes” que o jornal experimentou em seus 111 anos de existência. A tradicional reunião das 17h, em que são decididos os destaques da primeira página, foi mantida mas perdeu importância para a reunião de planejamento realizada diariamente às 8 da manhã entre o editor-chefe, o chefe de reportagem e a coordenadora de pauta (função criada especialmente para forçar o fluxo de notícias para o portal). Os horários da equipe foram antecipados e todos os repórteres passaram a produzir para a internet. Os fotógrafos agora circulam com microfones do tipo shotgun acoplados às câmeras DSLR e discutem técnicas de videografia. “Todos são repórteres online, prioritariamente, e do jornal impresso, consequentemente” – é a nova ordem implantada em 24/2, que alavancou a audiência do portal da média de 3,5 milhões de visualizações no final de 2014 e início de 2015 para 4,2 milhões em março. As mudanças incluem o treinamento de todos os repórteres e editores para que consigam publicar conteúdos e editar páginas diretamente na ferramenta de atualização da internet. O portal é abastecido ao longo de todo o dia com matérias novas, que mantêm aceso o interesse dos visitantes e se refletem diretamente na audiência online. As mudanças preparam caminho para os novos produtos digitais que estão sendo desenvolvidos por quatro empresas contratadas pela mantenedora. Com previsão de lançamento ainda neste semestre, estão um novo leiaute para o site (que inclui versões para tablet e smartphone); um e-paper inteligente que incluirá vídeos, galerias de fotos e anúncios dinâmicos; um novo portal de Classificados; e uma área de relacionamento onde o leitor poderá escolher um plano de assinatura e fechar negócio sem falar com um vendedor. O projeto de reorganização da Redação foi lançado em 20/2 já sob a coordenação de Fineis como novo editor responsável. Leia mais + Repórter fotográfico é ameaçado por policiais no Rio de Janeiro + Versão impressa do jornal O Sul deixa de circular + Serasa oferece aos jornalistas monitoramento gratuito do CPF
Versão impressa do jornal O Sul deixa de circular
Mais um veículo promove mudanças em função da alta do dólar. Desta vez o aumento de custos atingiu o jornal O Sul, cuja versão impressa circulou pela última vez nesta 3ª.feira (8/4), no Rio Grande do Sul. O jornal, que passa a ser exclusivamente digital, informou na edição desta 4ª.feira (9/4) que “a disparada na cotação do dólar fez com que os custos industriais do jornal O Sul aumentassem vertiginosamente (papel, tinta e demais insumos). A receita publicitária não acompanhou este acréscimo expressivo de custos”. Os leitores podem continuar acompanhando o jornal pelo site, ou por meio do aplicativo Jornal O Sul, disponível em App Store, Google Play e Windows Phone Store. Leia mais + Serasa oferece aos jornalistas monitoramento gratuito do CPF + #JornalistasLivres nasce com foco em reportagem e colaboração + Blogueiros e ativistas digitais têm encontro marcado em São Paulo
Serasa oferece aos jornalistas monitoramento gratuito do CPF
Em homenagem ao Dia do Jornalista, o Serasa está oferecendo gratuitamente, por três meses, o MeProteja, sistema que avisa por e-mail e SMS toda vez que o CPF for utilizado para compras, empréstimos ou abertura de empresa. De acordo com dados da empresa, em fevereiro houve 145.534 tentativas de fraude, conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para obter crédito ou firmar negócios sob falsidade ideológica. O monitoramento, imediatamente ativado pelo site do Serasa, também emite alerta quando o titular do documento estiver prestes a ser negativado ou ao sair do cadastro de inadimplência. No site também é possível conferir um modelo do relatório. Dúvidas com Ana Greghi, pelos 11-2847-9504 e [email protected]
#JornalistasLivres nasce com foco em reportagem e colaboração
Laura Capriglione, Pedro Alexandre Sanches, Eduardo Nunomora, o fotógrafo Renato Stockler, além de grupos como Midia Ninja e Fluxo, entre outros, estão à frente da rede de coletivos #JornalistasLivres. Diz trecho do manifesto da rede: “Existimos em contraponto à falsa unidade de pensamento e ação do jornalismo praticado pela mídia tradicional centralizada e centralizadora. Pensamos com nossas próprias cabeças, cada um(a) de nós com sua própria cabeça. Os valores que nos unem são o amor apaixonado pela democracia e a defesa radical dos direitos humanos. Não agimos orientad@s por patrão, chefe, editor, marqueteiro ou censor. Somos noss@s própri@s patrões/patroas, somos noss@s própri@s empregad@s. Almejamos viver em liberdade e vivemos na busca incessante por liberdade”.
Blogueiros e ativistas digitais têm encontro marcado em São Paulo
Blogueiros e ativistas digitais têm encontro marcado nos dias 24 e 25 de abril, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias do Município de São Paulo (Barão de Itapetininga, 163 – 2º andar). Com o tema A Comunicação como direito humano, a segunda edição do Encontro Estadual de Blogueiros & Ativistas Digitais de São Paulo tem presença confirmada, entre outros, de Laura Capriglione, Laurindo Leal Filho (o Lalo), André Caramante, Luís Nassif, Rodrigo Viana, Palmério Dória e Renato Rovai. As inscrições custam R$ 20 para o público geral e R$ 10 para estudantes, e incluem kit de material e almoço. Aos 44 primeiros inscritos, que residirem fora da capital paulista, será oferecida hospedagem.
Abraji denuncia pressões a jornalistas no Paraná
A Abraji publicou nota nesta 3ª.feira (7/4) denunciando que há dois anos a Polícia do Paraná vem tentando identificar as fontes de pelo menos cinco jornalistas que cobrem segurança pública no Estado. Segundo a entidade, os profissionais têm sido chamados desde 2013 para prestar depoimentos, como testemunhas, em diversos inquéritos e procedimentos. De acordo com a nota, o interesse dos investigadores, no entanto, não é apurar os malfeitos apontados pelos repórteres dentro da corporação, mas tentar identificar a fonte das informações publicadas nas reportagens. Os alvos são Albari Rosa, Diego Ribeiro, Felippe Aníbal e Mauri König, todos repórteres da Gazeta do Povo, e Lina Hamdar, hoje na TV Globo, em Curitiba. Veja a íntegra da nota da Abraji: Polícia do Paraná constrange jornalistas a revelarem suas fontes A Polícia do Paraná está, há dois anos, tentando identificar as fontes de pelo menos cinco jornalistas que cobrem segurança pública no Estado. Os profissionais têm sido chamados desde 2013 para prestar depoimentos, como testemunhas, em diversos inquéritos e procedimentos. O interesse dos investigadores, no entanto, não é apurar os malfeitos apontados pelos repórteres dentro da corporação, mas tentar identificar a fonte das informações publicadas nas reportagens. Os repórteres da Gazeta do Povo Felippe Aníbal, Diego Ribeiro, Albari Rosa e Mauri König já perderam a conta de quantas vezes estiveram tanto no quartel da Polícia Militar quanto em delegacias. São testemunhas tanto em processos que apuram as irregularidades publicadas na série de reportagens “Polícia Fora da Lei” quanto em procedimentos para investigar quem são os policiais informantes. Os jornalistas estimam que, somando-se todas as intimações, já foram interrogados ao menos 20 vezes – e em oitivas no mínimo heterodoxas. Na maioria dos casos, os repórteres foram ouvidos na presença dos agentes denunciados nas reportagens. Em uma ocasião, o jornalista Felippe Aníbal se recusou a assinar seu depoimento por julgar que a redação não fora fiel às suas declarações e que o texto abria margens para questionamentos. Apenas após a intervenção do advogado da Gazeta do Povo o delegado responsável aceitou fazer as emendas propostas. Houve casos em que o agente suspeito de ser o informante é chamado à sala do interrogatório e apresentado ao jornalista, para ser identificado. A Polícia Civil também tentou descobrir as fontes da repórter Lina Hamdar. Em 2013, quando trabalhava no jornal Metro de Curitiba, Lina foi chamada a depor na sede do TIGRE (grupo de elite da Polícia Civil do Paraná) e pressionada a revelar suas fontes. Os investigadores procuravam o responsável pelo vazamento de escutas telefônicas da médica Virgínia Soares Souza, acusada de matar pacientes na UTI de um hospital de Curitiba. Os casos se inserem num contexto de animosidade nas relações da imprensa com as polícias do Paraná. Em janeiro deste ano, um repórter de televisão foi preso durante transmissão ao vivo após reclamar por ser retirado de uma área restrita. No mesmo mês, um colunista da Gazeta do Povo se envolveu numa discussão via redes sociais com o secretário de Segurança Pública. Em 2012, o repórter Mauri König chegou a deixar o País após avisos de que policiais metralhariam a casa em que vivia com a família. A Abraji repudia a tentativa das polícias Civil e Militar de romper um dos pilares da liberdade de imprensa e da própria democracia: o sigilo da fonte. Constranger jornalistas da maneira como as corporações têm feito é atentar diretamente contra a imprensa brasileira e contra o direito de saber de toda a sociedade. A Abraji acredita que as polícias devem dedicar seu tempo e efetivos a identificar e punir os agentes cujas contravenções foram alvo de reportagens – e não os informantes que permitiram aos repórteres executar suas pautas.
Thell de Castro analisa em livro o impacto da televisão na cultura do brasileiro
Thell de Castro lança o Dicionário da Televisão Brasileira (In House), obra em que lista os principais elementos que marcaram a história da tevê e seu impacto na cultura brasileira, desde 1950 – quando chegou ao Brasil – até os dias de hoje. São mais de três mil verbetes, em ordem alfabética, que englobam produções como novelas, séries, programas de auditório, telejornais e humorísticos, com datas de estreia e término, emissora, equipe, destaques e curiosidades em geral, além de pessoas que marcaram a história, como artistas, autores, jornalistas, diretores e personalidades. A obra aborda desde TV na Taba, primeiro programa a ir ao ar pela TV Tupi, em 1950, até a novela Sete Vidas, folhetim que estreou recentemente na TV Globo. Leia mais + SJSP convoca jornalistas do Grupo Estado para assembleia + Thamires Andrade, do UOL, vence concurso de reportagens sobre varizes + Rodrigo Ribeiro deixa o Agora São Paulo
SJSP convoca jornalistas do Grupo Estado para assembleia
A direção do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo chama os profissionais do Grupo Estado, demitidos e em atividade, para “uma assembleia de urgência”, nesta 4ª.feira (8/4), com o objetivo de analisar os cortes promovidos pela empresa nesta 2ª.feira (6/4) e buscar as formas de enfrentar a situação. Em nota publicada na tarde desta 3ª.feira (7/4), a entidade manifestou sua oposição às demissões e questionou os números apresentados pela empresa, que afirmou ter dispensado 40 jornalistas e 80 funcionários de outros setores. A assembleia será em frente à sede do Grupo Estado, às 14 horas. Leia mais + Cortes chegam ao Estadão + Fernando Calmon é o +Admirado da Imprensa Automotiva + Gilles Lapouge registra em livro seu amor pelo Brasil







