Em audiência de instrução e conciliação que o TRT da 2ª Região promoveu nesta 2ª.feira (13/4) com Estadão e sindicatos de jornalistas e de gráficos sobre as recentes demissões no jornal, o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do tribunal, determinou que o Estadão não faça novas dispensas sem justa causa até a data de julgamento da ação. Em caso de descumprimento, a empresa está sujeita a multa de R$ 15 mil por trabalhador demitido. Foi ainda concedido prazo de cinco dias para que o Estadão apresente sua defesa e mais cinco dias para manifestação dos sindicatos. Na sequência, os autos serão encaminhados ao Ministério Público do Trabalho para elaboração de um parecer e, então, voltarão ao TRT-2, onde serão distribuídos a um relator, por sorteio. Eleições no Sindicato – Em outra decisão, a Justiça cassou em 10/4 a liminar que suspendia os efeitos das eleições no Sindicato dos Jornalistas no Estado até o julgamento da ação cautelar impetrada por Nelson Lin, que encabeça a chapa de oposição. Com isso, a entidade cancelou a assembleia que seria realizada em 13/4 para decidir sobre um eventual mandato-tampão da atual diretoria e pode registrar a ata de apuração e dar posse aos eleitos. Leia mais + Cláudio Carsughi deixa a Jovem Pan + Mariza Tavares e José Godoy lançam infanto-juvenil Pra ficar com ela + Folha corta 50, sendo 30 na Redação
Folha corta 50, sendo 30 na Redação
Justificativas são crise econômica e queda na publicidade. Ajustes visam a uma redução de 10% nos custos do jornal Menos de uma semana depois de o Estadão ter feito um corte de 120 postos de trabalho, 40 deles na Redação, também a Folha de S.Paulo promoveu uma redução em seus quadros: segundo o Portal dos jornalistas apurou, foram 50 no total, perto de 30 só na Redação. Os motivos, a exemplo do Estadão, conforme nota interna do editor-executivo Sérgio Dávila distribuída nesta 2ª.feira (13/4), são “efeito da crise econômica que afeta o País e atinge a publicidade”. Além dos cortes, o jornal agrupou editorias e ainda discute “reformas morfológicas”, que, de acordo com o comunicado, não envolverão novos ajustes na equipe. Com as medidas, a empresa pretende reduzir seus custos em 10%. Embora tenha conhecimento de que todas as editorias principais foram afetadas de alguma maneira, o Portal dos Jornalistas conseguiu confirmar poucas saídas. Em Mercado, saiu a repórter Mariana Barbosa, a pedido, pois quer se dedicar a projetos especiais. Na sucursal de Brasília, o repórter Severino Motta, que cobria o STF; e Sérgio Lima, da Coordenação da Fotografia, cujo cargo deverá ser congelado. Da sucursal Rio saem os repórteres Pedro Soares, da Economia, e Diana Brito, da Geral; e a chefe de Reportagem Fernanda Godoy deixará a casa daqui a duas semanas. O Portal Imprensa informou outros seis demitidos, em Agência Folha, TV Folha, Belo Horizonte, Turismo e Cotidiano. Ao analisar a situação para o Portal dos Jornalistas, uma fonte interna da Folha disse ter observado duas coisas marcantes nessas demissões: “Primeiro, o gabarito das pessoas que pediram para sair do jornal. Experientes, já não suportam mais essa queda de qualidade dos jornais. Diante de todo esse quadro de espera e de ansiedade nas editorias, eram os mais felizes. Segundo, as demissões passaram a ser tão constantes no jornais que os jornalistas (pelo que vi nesses dias) já não ficam mais apreensivos como antes. Não existe mais aquele choque como nos velhos tempos. Os que saem sabem que chegou a vez. Os que ficam, sabem que é questão de tempo. Muito triste”. Confira a seguir a íntegra da nota em que Sérgio Dávila informou das mudanças: A Folha realizou nos últimos dias ajustes em sua equipe. A redução é efeito da crise econômica que afeta o País e atinge a publicidade. As negociações entre o comando da Redação e a empresa duraram semanas e tentaram preservar ao máximo os jornalistas. Em alguns casos, os cortes, sempre o último recurso, foram feitos em comum acordo com o profissional. Algumas áreas estratégicas do jornal não foram afetadas, como a reportagem da Secretaria, que até ganhou um novo integrante; a área digital, que sofreu uma reordenação interna; e o colunismo. Nós buscamos também reagrupar as editorias de equipes menores em núcleos maiores, casos de Ciência e Saúde, que passaram para Cotidiano; F5, que se incorporou à Ilustrada; e Comida, Folhinha e Turismo, agora juntos em Semanais. Reformas morfológicas estão em discussão e devem ser anunciadas nos próximos dias. Elas não envolverão novos ajustes de equipe, no entanto. A meta é tornar o jornal mais eficiente para atender às demandas do leitor, bem como otimizar o funcionamento da Redação. A Folha continua líder em seu segmento, seja em circulação, audiência ou fatia publicitária, faz parte de uma empresa sem dívidas, que integra o segundo maior grupo de mídia do País, e preserva sua capacidade de investimentos editoriais. Por mais dolorosos que sejam os cortes – e eles sempre o são –, o objetivo é adequar o jornal aos tempos atuais, de extrema competitividade pela atenção do leitor e pela verba publicitária. Contamos com vocês para esse desafio. Se tiverem dúvidas, sugestões ou críticas, não deixem de me procurar. Leia mais + Livro relata Revolta de 1924 sob a ótica dos civis atingidos + Vaivém das Redações! + Cláudio Carsughi deixa a Jovem Pan
Livro relata Revolta de 1924 sob a ótica dos civis atingidos
Moacir Assunção lança em São Paulo nesta 5ª.feira (16/4), a partir das 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073), seu décimo livro, São Paulo deve ser destruída – a história do bombardeio à capital na Revolta de 1924 (Record), que traz o material de pesquisa do mestrado que ele fez em História Social na PUC-SP e conta com apresentação de Domingos Meirelles (TV Record e ABI). A Revolução de 1924, ou Revolta de 1924, que ele retrata, também conhecida como A revolução esquecida, começou quando remanescentes da rebelião militar de 1922 contra o governo do presidente Epitácio Pessoa, refugiados em São Paulo, sublevaram parte do Exército e da Força Pública contra o governo do presidente Arthur Bernardes. A revolta, que contaria com sublevações em vários Estados, não saiu como deveria e os revoltosos, que pretendiam marchar até o Rio de Janeiro – então Capital Federal – e depor o presidente, acabaram ficando cercados em São Paulo. Durante 23 dias, em julho, São Paulo viveu uma guerra civil, com bombardeios, ataques de aviões e de tanques de guerra, sem precedentes em sua história e que levaram à morte de 504 pessoas e a ferimentos em quase cinco mil. Dos 700 mil habitantes da capital na época, cerca de 300 mil abandonaram a cidade, refugiando-se no interior e em outros Estados. O diferencial do livro de Moacir é que, em vez de contar a história dos líderes legalistas e rebeldes desse episódio que ajudou a gerar a Coluna Prestes, ele pesquisou em arquivos espalhados pelo País, livros e jornais da época, para contar a história das vítimas dos ataques, moradores dos bairros atingidos, principalmente Mooca, Brás, Cambuci e a região central. Sua ênfase é nas pessoas comuns. Assim, conseguiu colocar no papel as angústias, os sofrimentos e a dor de gente que perdeu tudo no conflito. Como diz Domingos Meirelles na apresentação: “Com um texto preciso, sem arabescos literários, onde as palavras estão sempre no lugar certo, Moacir Assunção parece conduzir o leitor pela mão, através desse imenso painel marcado por sofrimento e horror. Ao resgatar cenários e reconstituir personagens que se encontravam praticamente mumificados, perdidos nas dobras do tempo, o autor impediu que as histórias de violência e insânia contra o levante de 1924 fossem sepultadas de vez pelo esquecimento”. Professor de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu, Moacir teve passagens por Estadão, Diário Popular e Jornal de Brasília. É autor de vários livros sobre temas históricos e foi finalista do Jabuti 2008 com a obra Os homens que mataram o facínora – a história dos grandes inimigos de Lampião (Record, 2007). Leia mais + Cláudio Carsughi deixa a Jovem Pan + Mariza Tavares e José Godoy lançam infanto-juvenil Pra ficar com ela + Estão abertas as inscrições para o 41º Prêmio Aberje
Vaivém das Redações!
Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias redações de São Paulo, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: São Paulo Danylo Martins está de volta ao Valor Econômico, agora como redator do site, após meses como freelancer de diversos veículos, como Você S/A, DCI, Valor, Capital Aberto e Diário do Comércio Online. Os novos contatos dele são [email protected] e 11-3614-5307. Ceará No Sistema Jangadeiro, Ana Cláudia Andrade (ex-TV Cidade e TV Diário) começou na vaga de Fernando Graziane, que foi para o Esporte Interativo Nordeste. Distrito Federal Após 35 anos de casa, o coordenador de Jornalismo da Rádio Gaúcha Claudio Moretto desligou-se da emissora. Nesse período, trabalhou como editor do programa Chamada Geral, então apresentado por Bira Valdez, foi chefe de Reportagem e coordenador de Produção antes de assumir o cargo mais recente. Acumula ainda passagens pelas rádios Farroupilha e Difusora (hoje Bandeirantes), onde chefiou o Departamento de Jornalismo. Também colaborou com Jornal de Integração Nacional e Jornal da Manhã. Minas Gerais Desligaram-se da Viver Brasil a repórter Cláudia Rezende e a repórter e colunista Márcia Queirós. A editora adjunta Luciana Avelino passa a atuar como freelancer, depois de 13 anos trabalhando ao lado de Paulo César de Oliveira, o PCO, diretor da VB Comunicação. Luciana ([email protected]) continuará a ser editora das revistas Viver Casa e Viver Fashion e a assinar a coluna de gastronomia Cantinho do Chef da revista Viver Brasil. Junior Moreira é o novo editor-chefe da Alvorada FM. Ele entra no lugar de Maria Fernanda Cinini, que deixou o posto e a empresa. Outro veículo que tem novo editor-chefe é Jornal Espaço Notícias: Paulo Sena (31-9777-8315 e [email protected]) assume o projeto, depois de ter trabalhado por dez anos no Jornal do Belvedere & Condomínios, de Nova Lima, ao lado de Maria Goretti. O jornal, que há dois anos circula no bairro Santa Terezinha, passa a ser distribuído também na região do Ressaca, em Contagem, abrangendo Ceasa, bairro Cabral, Shopping Contagem, Polo Moveleiro e parte do bairro Nacional. A sede do jornal fica à rua das Acácias, 180, Jardim Laguna – Contagem. Felipe Junqueiro, editor do Donos da Bola, e a maquiadora Aludra Rotrini deixaram a Band Minas. A estilista e apresentadora Éricka Araújo manterá apenas a ancoragem da coluna IT. Rogéria Rocha deixou a Globo Minas e sua substituta, já contratada, será anunciada esta semana. Por lá chegam também os estagiários Aluísio Junior e Josiane Souza. Rio Grande do Sul Gabriella Bordasch não integra mais a equipe do Grupo RBS. Apresentadora da RBS TV e da TVCom, ela anunciou a saída da emissora nesta 2a.feira (6/4), pelo facebook. No post, afirma que a decisão de deixar a empresa foi amadurecida ao longo dos últimos meses, reforçada pela ideia de que “precisava ir adiante”: “Sou muito grata à empresa que, além de ter-me ensinado grandes lições sobre jornalismo, me presenteou com amigos pra vida inteira e ainda um marido (haha) [Gabriella é casada com Daniel Scola, editor-chefe da Rádio Gaúcha]. Nada é por acaso mesmo! Mas agora é hora de dar vida às ideias que sempre me acompanharam, até mesmo antes de entrar na faculdade. De tocar projetos em que realmente acredito”. O texto, intitulado ‘E um belo dia resolvi virar minha vida de cabeça para baixo…’, encerra com um pequeno vídeo em que ela fica literalmente de cabeça para baixo. Após diversas passagens pelo Grupo Bandeirantes, João Garcia deixou a empresa na última semana. Ele começou a carreira como repórter na Rádio Cultura de Pelotas, depois atuou na RBS TV daquela cidade, além de outras emissoras na região. Em Brasília, foi correspondente de Zero Hora e apresentador na Rádio Alvorada, hoje Rádio Globo. De volta ao Estado, passou pelas rádios Gaúcha, Sucesso, Difusora, Bandeirantes e, mais recentemente, Guaíba, e, ainda, pela TV Record. Luiza Zanchetta despediu-se na última semana da Record RS e mudou para a capital paulista, onde passou a integrar a equipe da emissora. Na casa desde 2011, ela vinha se destacando na reportagem do Cidade Alerta, programa da rede nacional, e na apresentação interina de programas como Balanço Geral, de Alexandre Mota, e Rio Grande Record, de Simone Santos. Natural de São Gabriel, Luiza teve passagens pela TV Pampa, Band TV e RBS TV. Na última semana, também anunciou sua ida para São Paulo o repórter e apresentador Rafael Machado. Depois de três anos na Record RS, passou a comandar as intervenções jornalísticas durante o Programa do Gugu. Leia mais + Cláudio Carsughi deixa a Jovem Pan + 13.04.15 – Mariza Tavares e José Godoy lançam infanto-juvenil Pra ficar com ela + 13.04.15 – Estão abertas as inscrições para o 41º Prêmio Aberje
Cláudio Carsughi deixa a Jovem Pan
Cláudio Carsughi deixou nesta 2ª.feira (13/4) a equipe da rádio Jovem Pan, após quase 60 anos de casa, ultimamente como comentarista de futebol e automobilismo. A informação foi confirmada pela filha dele, Cláudia Carsughi, também jornalista. Nascido em Arezzo, na Itália, Carsughi mudou-se com a família para o Brasil ainda na adolescência. Começou no jornalismo aos 18 anos de idade, cobrindo a Copa do Mundo de futebol, em 1950, para o jornal italiano Corriere dello Sport. Foi contratado pela Pan em 1957, como comentarista de futebol. Além da emissora, passou por Jornal da Tarde, rádio Bandeirantes e Abril. O blog que Carsughi mantinha no site da Jovem Pan também será desativado. O jornalista, porém, inaugura um novo espaço no UOL, o carsughi.uol.com.br, e passará a fazer parte dos canais UOL Carros e UOL Esporte.
Mariza Tavares e José Godoy lançam infanto-juvenil Pra ficar com ela
Mariza Tavares e José Godoy, respectivamente diretora-executiva e comentarista da rádio CBN, lançam o romance infanto-juvenil Pra ficar com ela (Globo).
Mariza também é autora de Fio (Jaboticaba, 2006), Privação de sentidos (7Letras, 2008) e O medo que mora embaixo da cama (Globinho, 2014). Godoy escreveu, entre outros, As dicas do sr. Alceu (Saraiva) e A arte de andar por aí sem portar um celular (7Letras). As ilustrações são de Bruno Nunes.
Planejado desde o ano passou, como Mariza contou ao Portal dos Jornalistas, o novo livro conta a história do pré-adolescente Miguel, que se percebe sentindo algo diferente por Camila.
Para impressioná-la, o pequeno apaixonado está disposto até a passar o final de semana escrevendo um diário. Pra ficar com ela tem lançamento marcado para 19/4 no Rio (às 16h, na Livraria da Travessa – Shopping Leblon) e 25/4 em São Paulo (das 15h às 18h, na Livraria da Vila – Fradique).
Estão abertas as inscrições para o 41º Prêmio Aberje
Aberje abriu inscrições para a 41ª edição de seu prêmio, que reconhecerá trabalhos sobre as melhores práticas da comunicação empresarial, publicados entre 1º de janeiro de 2014 até 18 de junho de 2015. Os trabalhos devem ser inscritos em uma das cinco regiões do País, sendo: Espírito Santo e Rio de Janeiro; Minas Gerais e Centro-Oeste; Norte e Nordeste; São Paulo; e Sul. O prêmio é composto por 18 categorias, divididas nas áreas Gestão de Comunicação e Relacionamento e Mídias. Mais informações com Mirella Kowalski, coordenadora do 41º Prêmio Aberje, pelos [email protected] e 11-3662-3990, ramal 231, ou Amanda Thiemi, no [email protected] e ramal 280. Leia mais + Prêmio Jovem Jornalista traz tema Desafios da Liberdade de Expressão em Direitos Humanos + Memórias da Redação – Dilemas de um chefe de Redação + + Admirados Profissionais da Comunicação da Imprensa Automotiva
Prêmio Jovem Jornalista traz tema Desafios da Liberdade de Expressão em Direitos Humanos
O 7º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, que está com inscrições abertas até 5/5, traz como tema Desafios da Liberdade de Expressão no cenário dos Direitos Humanos: retratos no Brasil de hoje. Os estudantes autores das três melhores pautas desenvolverão a proposta sob a supervisão de seus respectivos professores-orientadores e de um jornalista mentor indicado pelo Instituto Vladimir Herzog. Todos os projetos deverão contar, obrigatoriamente, com a participação de um professor-orientador vinculado à instituição de ensino dos participantes e uma indicação para qual tipo de mídia a matéria será desenvolvida: jornal, revista, rádio, televisão ou internet. As inscrições podem ser individuais ou de equipes de até três pessoas.
Memórias da Redação ? Dilemas de um chefe de Redação
A história desta semana é novamente uma colaboração de Milton Saldanha, que edita o jornal mensal Dance, dedicado à dança de salão, e mantém um blog de crônicas sobre assuntos variados. Dilemas de um chefe de Redação De longe, em relação a qualquer outra coisa, a pior experiência da minha vida foi a prisão política no DOI-Codi, em São Paulo, em 1970. Era editor no Diário do Grande ABC. Depois disso, guardadas a devida distância e proporções, foi ter que demitir algumas pessoas em redações que me foram confiadas a chefiar. Os piores momentos foram ter que dispensar dois amigos, caras de quem eu gostava muito, mas que eram incompetentes profissionalmente. Nos dois casos protelei, tentei ajudar, diria até que forcei a barra refazendo suas matérias inteiras, mas não teve jeito. O jornal era grande e exigente, e eu não poderia ficar encobrindo indefinidamente as deficiências deles em apuração e texto simplesmente porque eram meus amigos, ou simplesmente por afeto. Muito menos pela covardia de tomar uma decisão tão drástica. Numa equipe você precisa tratar a todos com isonomia e ser justo ao extremo, tanto para cobrar resultados como na hora de distribuir elogios. Nada disso pode ser vulgarizado. Se a equipe percebe que você protege alguém suas autoridade e respeito vão para o ralo. Só se faz distinção entre os repórteres na hora de distribuir as tarefas. As melhores pautas, claro, vão sempre para os mais capazes e brilhantes. Certa vez, chefiando reportagem na TV Globo paulista, levei bronca do meu diretor por ter dado uma oportunidade a um repórter de menor brilho no grupo. Reconheci o erro, o cara não foi capaz de sair da sua mediocridade. Funciona assim, e não há como ser diferente. Por isso, jovens, estudem, adotem como obrigatório ler bastante e de tudo, sejam bem informados e articulados. Não preciso dizer que minha decisão acabou com as amizades. Eles não aceitavam, o que é normal, ninguém admite a própria incompetência. Depois de consumadas as demissões, que tive que encarar com muita coragem e objetividade profissional, fiquei muito abalado. Disfarçava para a equipe não perceber. Até hoje, passados 40 anos, essas lembranças me incomodam. Eu próprio já tinha sido atingido por demissões em empregos anteriores, sabia o peso disso na autoestima e depois no bolso, com contas a pagar e responsabilidades familiares. Mas a vida é assim. Aprendi a separar o sentimento pessoal do senso profissional desde o dia em que, ao assumir o comando de uma redação, de cara, ela fracassou na cobertura de um acontecimento importante. Como eu tinha acabado de chegar, fui preservado, mas com um recado bem claro do chefe a quem me reportava: “De agora em diante, serão eles, ou será você”. No mesmo dia comecei a mudar a equipe. E juntei um grupo de feras, capazes de encarar qualquer desafio.
Cortes no Estadão atingem Jornal do Carro e Thais Villaça deixa publicação
A série de demissões anunciadas pelo Grupo Estado, que se calcula ter atingido cerca de 120 vagas em toda a empresa, chegou também ao Jornal do Carro, do Estadão. Após um ano na equipe de reportagem do caderno, Thais Villaça deixou a casa nesta 3ª.feira (8/4). “Apesar de relativamente curto, foi um período de aprendizado, conquistas e ótimas experiências”, comenta Thais. “Só tenho a agradecer a toda a equipe do Jornal do Carro pelo acolhimento, em especial ao editor Tião Oliveira e aos editores-assistentes Rafaela Borges e Diego Ortiz por acreditarem no meu trabalho”. Formada pela Universidade Mackenzie, ela começou a carreira no Agora São Paulo e teve passagens pelo site Carpress, revistas Car and Driver e Motor Quatro, agência Textofinal e assessoria de imprensa da Mitsubishi Motors. Como freelancer, escreveu para as revistas A, Quatro Rodas e Viagem&Turismo, entre outras. Seus novos contatos são [email protected] e 11-999-888-900. Leia mais + Repórter fotográfico é ameaçado por policiais no Rio de Janeiro + Em pauta, os novos líderes da comunicação + Cruzeiro do Sul mergulha de cabeça no conceito digital first







