Longe de um acordo, mas aparentemente dispostos ao diálogo, EBC e grevistas devem continuar as negociações, tendo ainda a mediação dos sindicatos profissionais e da Justiça do Trabalho, esta acionada pela EBC com o pleito de que instaure dissídio coletivo. Priscila Crispi, que trabalha no Conselho Curador da EBC e é integrante da comissão dos empregados da empresa, cuja composição total é de 13 funcionários, de todas as praças da empresa, comentou a paralisação: Portal dos Jornalistas – Como foi esse primeiro dia de greve? Há chances de negociação? Priscila Crispi – Tivemos grande adesão. Até no Maranhão, considerada a menor praça, foi grande o número de funcionários que aderiram. Tivemos cerca de seis meses de negociações com a empresa, e ela, nesse momento, presta uma desinformação à sociedade quando divulga que propôs 3,5% como contraproposta no ACT. Na verdade, a EBC decidiu pelo dissídio coletivo mesmo antes de nos oferecer essa proposta. Como não obtivemos nenhum avanço nas negociações antes disso, tivemos de deflagrar a greve. Mesmo nessa 2ª feira (9/11), tínhamos a expectativa de que pudéssemos avançar nas negociações, mas nos disseram que não iam mais discutir as cláusulas sociais e nos ofereceram 1% de aumento referente às econômicas, o que não foi possível aceitar. Portal dos Jornalistas – Mas qual a perspectiva de vocês a partir de agora? Priscila – Tivemos nessa 3ª feira uma assembleia completamente lotada em Brasília, com participação de grande parte dos funcionários do País por meio de videoconferência. Decidimos pela rejeição dos 3,5% propostos pela empresa e pedimos a retomada dos diálogos pelo menos nas cláusulas sociais, onde temos problemas muito antigos de desrespeito aos trabalhadores. Sabemos que os sindicatos ainda não foram notificados sobre a convocação para comparecimento na Justiça, mas temos esperança de que a EBC retome conosco as negociações e deixe com a Justiça somente as cláusulas econômicas. É importante frisar que nós, funcionários, não só reivindicamos nossos direitos trabalhistas, mas lutamos também pela independência da empresa pública assim como pela garantia e valorização da comunicação pública de qualidade no País.
Gladinston Silvestrini e Humberto Maia Júnior deixam Exame
O editor Gladinston Silvestrini e o repórter Humberto Maia Júnior, ambos da editoria de Brasil, que tem como editor executivo José Roberto Caetano, deixaram recentemente a revista Exame. Gladinston, que é catarinense, saiu há três semanas de mudança para Florianópolis, convidado pela Agroconsult, que tem sede na ilha, para cuidar de suas publicações empresariais. Na última semana, mais exatamente na 5ª.feira (5/11), saiu o carioca Humberto, também para uma posição na área de comunicação corporativa: está assumindo o cargo de supervisor de comunicação na PwC, na equipe da gerente Márcia Avruch. A vaga de editor de Brasil será ocupada, a partir da próxima semana, por Fabiane Stefano, até então editora de Negócios Globais, reportando-se a Eduardo Salgado. Pelo que apurou o Portal dos Jornalistas, não é oficial, mas tudo indica que a reposição das duas vagas em aberto (repórter na editoria de Brasil e editor na editoria de Negócios Globais) fique para 2016, já que terminar o ano economizando o máximo possível é uma orientação geral na Abril. Vale acrescentar que a revista tem ainda posições em aberto no Rio, de onde no início do ano saiu o repórter Bruno Villas Boas, para a sucursal da Folha, e mais recentemente a editora Roberta Paduan, que já estava de licença desde o ano passado (para escrever um livro) e acabou optando por deixar a revista ao final do período.
Parceria com Ken Doctor reforça estratégia digital de jornais do Grupo RBS
Conhecido como o guru dos jornais americanos, o consultor está em Porto Alegre para colaborar na estratégia de lançamento do ZH Tablet e das assinaturas digitais Referência mundial em inovação digital em jornais, o americano Ken Doctor chegou ao Brasil nesta 3ª.feira (10/11) para uma imersão com executivos do Grupo RBS em Porto Alegre. O consultor está colaborando com as estratégias de lançamento do ZH Tablet e dos novos produtos de assinaturas digitais dos jornais da empresa – trabalho cuja primeira fase envolveu pesquisas internacionais sobre casos que se aproximam da realidade do grupo. Especializado no tema de transformação do mercado de mídia na era digital, Doctor contribuiu com a evolução digital em diversos jornais nos Estados Unidos. É autor de Newsonomics: twelve new trends that will shape the news you get e escreve uma coluna semanal com o mesmo nome para o Nieman Journalism Lab. Os projetos A partir de dezembro, Zero Hora irá testar o dispositivo ZH Tablet, uma forma adicional de distribuir suas edições diárias. Com a tecnologia, o assinante receberá o jornal digital, tal qual a edição impressa, porém com conteúdos adicionais e interativos de vídeo, áudio e gráficos. Outra novidade será o ZH Noite, uma segunda edição do jornal que circulará para os assinantes durante o verão a partir das 19h, com as últimas notícias, destaques do dia, acompanhamento de coberturas, repercussão e análise das notícias matutinas, além de colunas exclusivas. Em desenvolvimento desde abril, o ZH Tablet é uma modalidade de assinatura que visa à prestação de serviço e comodidade, como explica Andiara Petterle, vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS: “Comprando o plano mensal, o leitor recebe o dispositivo de última geração já com o aplicativo que dá acesso ao jornal digital e ao site de Zero Hora instalado, além de suporte técnico”. Segundo ela, o projeto experimental pretende medir o uso, a experiência do leitor e sua satisfação com um produto que busca mesclar o tradicional papel com a tecnologia digital: “Pesquisamos muito e entendemos que nossos leitores gostam de ler o jornal no formato do papel, mas não necessariamente com papel. Estamos testando uma opção para quem gosta de ler jornal no formato tradicional, com a mesma experiência de leitura com as vantagens de ter conteúdo de mais profundidade em cada matéria. Mas não é uma substituição do papel, apenas mais uma opção de consumo para nossos leitores”. Exclusivo do jornal, ele será oferecido para assinantes em novos pacotes de assinatura, ao preço de R$ 110 mensais no primeiro ano. Depois, para os anos seguintes, o valor será reduzido. Segundo Andiara, a iniciativa é pioneira no Brasil e, após o período de testes, o modelo também atenderá aos demais jornais do grupo.
Encontro Mundial de Invenção Literária começa nesta 5ª.feira, em São Paulo
São Paulo recebe de 12 a 15/11 a primeira edição do EMIL – Encontro Mundial da Invenção Literária. A abertura será nesta 4ª.feira (11/11), às 19h30, em um evento para convidados no Museu da Língua Portuguesa, com participação de Ruth Rocha e Mauricio de Sousa. O Encontro será realizado em cerca de 30 locais da cidade, como livrarias, centros culturais e espaços públicos. A programação contará ainda com a participação de 12 autores internacionais: Alberto Santos – Portugal, Inés Bortagaray – Uruguai, Wole Soyinka – Nigéria, Eduardo Halfon – Guatemala, Teolinda Gersão – Portugal, José Eduardo Agualusa – Angola, Yun Dong-jae – Coreia do Sul, Felipe Polleri – Uruguai, Rodrigo Frésan – Argentina, Taran Matharu – Inglaterra, Julián Herbert – México e José Luís Peixoto – Portugal. Entre os autores nacionais estão, além de Maurício e Ruth, Laerte, Alberto Mussa, Bernardo Kucinski, Andrea del Fuego, André Vianco, Cristovão Tezza, Heloisa Seixas e Marçal Aquino. Iniciativa conjunta de Academia Paulista de Letras (APL), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Nacional de Livrarias (ANL), com apoio da Prefeitura de São Paulo, o evento tem como objetivo é estimular o hábito de leitura em todas as idades, promover a cidadania e fortalecer a criação de um Estado leitor. Veja a programação.
Economia & Negócios, da Record News, estreia quadro com novidades dos EUA
O programa Economia & Negócios, comandado por Fátima Turci, estreou em 9/11 o quadro Conexão América. À frente dele está o jornalista Pedro Augusto Costa, que para abrir os trabalhos produziu uma série de reportagens com exemplos de empresários que inovaram e criaram diferenciais para concorrer no mundo globalizado. “A Record News abre um espaço importante na televisão aberta brasileira para debater questões mais complexas numa linguagem acessível. É muito interessante essa parceria com a Fátima Turci, que tem uma carreira consolidada na televisão, com 40 anos dedicados à profissão “, disse Costa em nota. Além de jornalista, ele é diplomata e fundador da The Information Company, empresa especializada em consultoria estratégica, sediada em Seattle, nos EUA. “Tive a chance de atuar em mercados como China, Estados Unidos, Japão, Europa e América do Sul. Vou usar essa experiência para aprofundar o conhecimento do público do programa da Fátima Turci sobre os temas que circundam o mundo da economia e dos negócios americanos”, explicou.
Morre Sandra Moreyra
Morreu nesta 3ª.feira (10/11) a repórter especial da TV Globo Sandra Moreyra. A jornalista, que estava com 61 anos e lutava contra um câncer, no final de outubro anunciou que se afastaria da reportagem para tratar a doença. Sandra somava 40 anos de carreira, nos quais participou de coberturas jornalísticas de importantes como a morte de Tancredo Neves, o Plano Cruzado, o acidente radioativo em Goiânia, com Césio 137, a tragédia do iate Bateau Mouche, a Rio-92, a chacina de Vigário Geral e a ocupação do Complexo do Alemão. Leia mais sobre a trajetória de Sandra no G1.
Juan Torres assume novo posto de editor de Inovação do Correio (BA)
Com o objetivo de intensificar sua presença nas diferentes plataformas, o Correio, da Bahia, criou o cargo de editor de Inovação, ligado à Gerência de Negócios e Mídias Digitais. Juan Torres, que há três anos era editor de Cidades, assumiu o novo posto. Formado pela Uerj, Juan é especialista em Jornalismo de Dados e está no jornal desde 2008. Além do Correio, passou por Globoesporte.com e diário Marca. Para o lugar dele na editoria de Cidades foi deslocada Mariana Rios, até então editora-adjunta. Mariana é formada pela Facom/UFBA e começou a carreira no próprio Correio, tendo ainda passagens também por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, além de assessorias de comunicação das secretarias estaduais da Fazenda e Administração.
Daniel Flynn é o novo bureau chief da Reuters no Brasil
Tatiana Bautzer e Lisandra Paraguassu reforçam o time A Reuters anunciou nesta 3ª.feira (10/11) como novo bureau chief no Brasil Daniel Flynn, atual chefe de Redação na África Ocidental e Central. Flynn começou a trabalhar na Reuters em 1998, como correspondente na Venezuela. Desde então, assumiu diferentes posições na agência em Grécia, Itália e França antes de ir para a África. O novo bureau chief, que começará a trabalhar na Redação em São Paulo em 1º/12, ocupará a posição deixada em junho por Todd Benson, que seguiu para a diretoria de Comunicação do Google Brasil. Outras novidades da Reuters no País são as contratações de Tatiana Bautzer e Lisandra Paraguassu. Tatiana, ex-Exame e com passagens por veículos como Valor Econômico (do qual foi correspondente em Washington) e Bloomberg, ocupa desde o início de novembro uma nova vaga de correspondente sênior de Finanças no Serviço Internacional, responsável pela cobertura de fusões e aquisições e reestruturações societárias e de dívida corporativa. Lisandra, que trabalhou por cerca de 11 anos no Estadão, é desde setembro repórter sênior de Política do Serviço Brasileiro da Reuters em Brasília, na vaga de Jeferson Ribeiro, que foi para O Globo, no Rio de Janeiro.
Encontro debaterá ética e o futuro dos jornais, em Tiradentes (MG)
Alguns dos mais premiados jornalistas brasileiros participarão, nos próximos dias 13 e 14 de novembro, do 1º Encontro de Jornalistas de Tiradentes, iniciativa apoiada pelo Portal dos Jornalistas e também pelos municípios mineiros de Ritápolis e São João Del Rei, que faz parte das celebrações do Dia da Liberdade. O Encontro tem curadoria de Audálio Dantas e Eduardo Ribeiro. Estão programadas para a sexta-feira, 13, três mesas: Jornalismo Político, às 14 horas, com as participações de Marcelo Beraba (O Estado de S.Paulo), Luís Nassif (Agência Dinheiro Vivo e EBC) e Heron Guimarães (O Tempo) e moderação de Gustavo Cesar de Oliveira (Revista Viver Brasil); Ética, às 16 horas, com Domingos Meirelles (ABI e TV Record) e Juca Kfouri (Folha de S.Paulo, UOL e CBN) e moderação de João Rodarte (CDN); e às 18 horas, Jornalismo Econômico, com os jornalistas Miriam Leitão (O Globo, TV Globo e CBN) e José Paulo Kupfer (O Estado de S.Paulo e O Globo) e o economista e comentarista Richard Rytenband (Record News), sob moderação de Audálio Dantas. No sábado, 14, às 14 horas, acontece a quarta e última mesa: O futuro dos jornais, com as presenças de Cida Damasco (O Estado de S.Paulo), Josemar Gimenez (Diários Associados) e Luiz Fernando Gomes (Lance), com moderação de Daniela Arbex (Tribuna de Minas). O evento será realizado no Salão da Pousada Brisa da Serra, em Tiradentes, e conta com o patrocínio da Zetrasoft e do Governo do Estado de Minas, Codemig e Cemig, além da colaboração do Grupo FCA. Vagas limitadas. Interessados em acompanhar os debates devem escrever para Nina Capel, pelo e-mail [email protected].
Fenaj, ABI e ANJ preocupados com direito de resposta
Fenaj, ABI e ANJ manifestaram por meio de notas na semana passada preocupação com alguns pontos do Projeto de Lei 141/2011, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que regulamenta o direito de resposta nos órgãos de imprensa. O texto foi aprovado em 4/11 pelo Senado e vai sanção presidencial. A Fenaj informou que apoia o projeto aprovado, embora o considere insuficiente, e afirmou que “sempre apostou numa nova Lei de Imprensa Democrática que, levando em conta as características e rotinas da produção jornalística, garanta e proteja os direitos do cidadão e ao mesmo tempo não induza a uma judicialização dos conflitos”. Defendeu ainda a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que aguarda, desde agosto de 1997, para ser votado na Câmara dos Deputados. O projeto, lembra a Fenaj, foi exaustivamente debatido com os jornalistas, empresas e parlamento para construir um ambiente que, garantindo o direito do cidadão, não descuide dos perigos da judicialização das questões públicas inerentes ao Jornalismo. “Os jornalistas brasileiros apostam num Jornalismo de qualidade e ético que incremente a democracia e proteja a honra e a dignidade dos cidadãos e cidadãs. Comprometem-se a cumprir os preceitos éticos, técnicos e legais que constituem o Jornalismo emancipador e libertário”, diz a nota. Já segundo a nota do presidente da ABI, Domingos Meirelles, o PL garante direito de resposta gratuita e com os mesmo destaques, publicidade, periodicidade e dimensão da ofensa, o que na opinião da entidade poderia se transformar em uma forma de intimidar o trabalho jornalístico: “A ABI declara ter fundada preocupação de que a nova legislação, diante das áreas de sombra que envolvem o novo texto, seja utilizada como álibi para garrotear a liberdade de expressão e intimidar o trabalho investigativo da imprensa em diferentes áreas de atividades, incluindo os poderes Executivo e Legislativo”. Para o diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, é preciso bom senso por parte da justiça brasileira em garantir que a proposta não interfira na atividade jornalística: “Há preocupação com um dos artigos da lei. Se o veículo [de comunicação] decidir contestar uma liminar, essa contestação vai ser analisada por um colegiado, e aí o direito de resposta pode ter de ser aplicado antes da análise jurídica sobre a contestação”. De acordo com o PL, o ofendido terá 60 dias para pedir ao meio de comunicação o direito de resposta ou a retificação da informação. O prazo conta a partir de cada divulgação. Se tiverem ocorrido divulgações sucessivas e contínuas, conta a partir da primeira vez que apareceu a matéria. O texto considera ofensivo o conteúdo que atente, mesmo por erro de informação, contra a honra, a intimidade, a reputação, o conceito, o nome, a marca ou a imagem de pessoa física ou jurídica. A resposta deverá ser do mesmo tamanho e com as mesmas características da matéria considerada ofensiva, se publicada em mídia escrita ou na internet. Na tevê ou na rádio, também deverá ter a mesma duração, e o alcance territorial obtido pela matéria contestada deverá ser repetido para o direito de resposta. O texto aprovado foi o parecer do relator, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que acolheu emenda da Câmara incluindo artigo para garantir ao ofendido, se assim o desejar, o direito à retratação pelos mesmos meios em que se praticou a ofensa. Segundo Valadares, esta iniciativa está preenchendo um vazio profundo na legislação brasileira: “As pessoas são atacadas e a mídia não leva a sério o sofrimento causado não só ao ofendido como à sua família sobre qualquer acusação que esteja de acordo com a verdade”. Ele também rejeitou emenda da Câmara que suprimia artigo do texto original e restabeleceu o direito ao ofendido de dar a resposta ou retificação no rádio ou na tevê por meio de gravação de áudio ou vídeo autorizado pelo juiz. Este entendimento não foi unânime entre os senadores e teve oito votos contrários. Na opinião de Aloysio Nunes (PSDB-SP), o artigo configura abuso do direito de resposta transformado em instrumento de promoção pessoal ao ocupar o lugar do locutor ou apresentador de tevê: “A lei, sem esse dispositivo, garante já ao ofendido todas as condições de repor a verdade”, defendeu Aloysio. (Com informações da Agência Senado).







