Morre o jornalista Carlos Chagas

Morreu nessa quarta-feira (26/4) em Brasília o jornalista, professor e advogado Carlos Chagas, devido ao rompimento de um aneurisma na aorta. O velório está sendo realizado na capela 7 do cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, onde o corpo deve ser sepultado às 16 horas.

Nascido em Três Pontas, em Minas Gerais, iria completar 80 anos no próximo dia 20 de maio. Formado em Direito pela PUC do Rio e professor da Universidade de Brasília durante 25 anos (ministrou cursos de Ética dos Meios de Comunicação e História da Imprensa), ainda estudante Chagas ingressou no jornalismo em 1958, como repórter de O Globo. Na mídia impressa, esteve por 18 anos no Estadão e foi colunista de vários jornais. Trabalhou na CNT, na extinta Rede Manchete, na RedeTV e no SBT. No rádio, fez comentários na Jovem Pan.

Na época da ditadura, trabalhou como secretário de Imprensa do general Costa e Silva. Sobre o que conheceu nesse período fez uma série de 20 reportagens intitulada 113 dias de angústia – Impedimento e morte de um presidente, que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo de 1970 e depois foi transformada em livro. Outros livros dele foram O Brasil sem retoque – 1808-1964; Carlos Castello Branco: o jornalista do Brasil e Resistir é preciso.

Deixa a mulher, Enila, as filhas Helena, que comandou a Secom-PR e a EBC no governo de Dilma Rousseff, e Cláudia, que trabalha no Ministério Público, na equipe do procurador-geral Rodrigo Janot, quatro netos e dois bisnetos.

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