O Sindicato dos Jornalistas do DF e a Fenaj, diante da deportação do jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr. pelo governo argentino, vem a público manifestar seu “mais veemente repúdio a esse ato de perseguição política e cerceamento da liberdade de imprensa”. Rogério tinha visto de residência permanente na Argentina, país onde viveu entre 2020 e 2022 e que visitou 15 vezes desde então. Viajava a Buenos Aires para realizar entrevistas e registrar imagens para um livro sobre a realidade do país sob o governo de Javier Milei, com publicação prevista para 2027.

Para as entidades, sua deportação, a revogação de seu visto de residência e a proibição de entrada na Argentina pelos próximos cinco anos configuram um ato de retaliação política, em nítido desrespeito à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir. As entidades solicitam especial atenção do Ministério das Relações Exteriores para que sejam adotadas todas as medidas diplomáticas cabíveis para impedir a proibição de entrada do jornalista no país, em flagrante violação ao direito internacional e para que seja manifestado, em nome do governo brasileiro, o repúdio a esse ato de perseguição a um profissional da imprensa e a um cidadão brasileiro.

Em nota, Rogério aponta que sua deportação decorre de embates públicos com militantes e funcionários do governo Milei, incluindo o Diretor Nacional de Comunicação Digital da presidência argentina. Rogério é alvo de ameaças e ataques desde que defendeu estudantes brasileiros vítimas de xenofobia e violência.

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