Atlas da Notícia pede ajuda para indicar cidades em risco de virar desertos de notícias

O Atlas da Notícia, que o Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo lançou em novembro de 2017 com o objetivo de mapear todo o jornalismo no Brasil, precisa de ajuda para indicar cidades em risco de virar desertos de notícias. Elas serão tema do próximo estudo do Atlas, que tem publicação prevista para a segunda metade de novembro. É fácil e simples participar: basta preencher o formulário online.

O fechamento de jornais e revistas e a presença de veículos de comunicação ligados ao poder público, a políticos e a instituições deve indicar que muitas localidades estão próximas de entrar para o ranking dos chamados deserto de notícias, ou seja, municípios sem presença de veículos de comunicação para cobrir a vida cívica local. Na primeira edição, o Atlas identificou cerca de 11.800 veículos jornalísticos, entre jornais, sites, rádios e emissoras de televisão, em quase 2.700 cidades. No geral, 2.879 cidades (52% dos municípios brasileiros), representando cerca de 40 milhões de habitantes, não têm jornais, sites de notícias e emissoras de TV ou rádio.

“Esse novo estudo vai trazer à tona um novo tipo de conhecimento sobre o jornalismo no Brasil, o de que há lugares onde a cobertura local de imprensa corre o risco de desaparecer”, diz Angela Pimenta, presidente do Projor. Para isso, foram contratados cinco pesquisadores, um para cada região do Brasil (Dubes Sônego, Sudeste; Jéssica Botelho, Norte; Loraine França, Centro-Oeste; Marcela Donini, Sul; Mariama Correia, Nordeste), a fim de articular uma rede de colaboradores, como escolas de jornalismo, nesta campanha de crowdsourcing.

“Além de mapear municípios sob risco de se tornarem desertos de notícia, a próxima versão do Atlas também vai trazer uma base atualizada e melhorada em relação ao primeiro levantamento”, diz Sérgio Spagnuolo, diretor da agência de jornalismo de dados Volt Data Lab, responsável pelo desenvolvimento técnico da plataforma do Atlas, www.voltdata.info assim como da pesquisa quantitativa. “Estamos coletando mais informações sobre boa parte dos veículos mapeados inicialmente”. O trabalho tem apoio do Facebook e da Abraji.

Entre as novas informações a serem averiguadas estão desde orientação política à propriedade dos veículos, assim como número de colaboradores, periodicidade e endereços.

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