* Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro
Paulo Jerônimo de Sousa, o Pagê, morreu na madrugada de hoje (5/10), no Rio de Janeiro. Paulista da cidade de Mococa, mudou-se para o Rio em 1964. Publicou sua primeira matéria no jornal Correio da Manhã. Trabalhou também em O Globo, O Jornal, Boletim Cambial, na TVE e TV Tupi no Rio, e no Jornal do Dia de Belém do Pará.
Experiente assessor de comunicação no serviço público, esteve nos Ministérios do Interior e de Minas e Energia; no Banco do Estado do Rio de Janeiro; no Banco Nacional da Habitação; e na Prefeitura do Rio. No Governo do Estado do Rio, respondeu pela comunicação em três mandatos.
Entrou no BNDES em 1979, e lá esteve por mais de 20 anos, até se aposentar em 2006. A serviço do BNDES, ganhou, nos anos 1990, a Medalha de Ouro do Prêmio Colunistas pela melhor campanha institucional do País.
Eleito presidente da ABI em 2019, exerceu diversos cargos na instituição. Jerônimo presidiu também a Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI. Em 2021, foi agraciado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro com a medalha Tiradentes, em reconhecimento e valorização pelo seu trabalho na luta em defesa da liberdade de expressão no Brasil.
Lançou dois livros em 2004: Memórias quase tardias e Napoleão nu no playground e outras histórias hilárias. Neles, conta histórias reais, às vezes sérias e às vezes divertidas, sobre o que testemunhou em décadas de profissão.
A família vai prestar a última homenagem nesta terça-feira (6/10), das 15h às 17h, na capela B Premium do crematório São Francisco Xavier (rua Carlos Seidl, 1.251) no Caju, Zona Portuária do Rio.








