Ganhou um novo capítulo esta semana a vitória judicial de Meghan Markle sobre o tabloide Mail on Sunday, condenado em 11/2 por quebra de privacidade após a publicação de trechos de uma carta da duquesa de Sussex endereçada ao pai. Em audiência realizada na terça-feira (2/3), o juiz Mark Warby recusou o pedido do jornal para apelar da decisão que deu vitória a Meghan.

A decisão afirma que os artigos foram uma violação clara de privacidade, apesar de o jornal argumentar que a duquesa pretendia tornar o conteúdo da carta público. Após a sentença, os advogados de Meghan pediram 5 milhões de libras de compensação, além das custas judiciais, metade a ser paga dentro de 14 dias, quantia que o Mail on Sunday considerou “desproporcional”.

O juiz concordou em ordenar o pagamento provisório de 450 mil libras, dizendo que o montante final pode ser muito maior, depois que outras questões pendentes forem resolvidas. Meghan quer também um pedido de desculpas na primeira página e uma ordem de um tribunal forçando o jornal a entregar todas as cópias que fez da carta e destruir todas as cópias ou anotações feitas sobre ela.

O advogado de Markle quer uma indenização nominal equivalente ao lucro que o Mail teve com os artigos, mas o jornal discordou e anunciou a decisão de recorrer diretamente ao Tribunal de Apelações, mas o juiz não autorizou o recurso.

O caso intensificou o debate sobre os conceitos de liberdade de imprensa e privacidade no Reino Unido, uma vez que deixa aberto um precedente para que pessoas insatisfeitas em ver segredos expostos utilizem a justiça para impedir a publicação.

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