Revista Status deixa de ser mensal e passa a trimestral

Equipe fixa é extinta e publicação será produzida, a partir de 2016, apenas por colaboradores, a exemplo da Platinum. Carlos Sambrana vai para IstoÉ Dinheiro, no lugar de Clayton Netz, que deixou a revista

 

A Editora Três mudou o status da Status, um de seus tradicionais títulos mensais, que a partir de 2016 será trimestral e produzida exclusivamente por colaboradores, seguindo fórmula adotada há algum tempo pela Platinum, também trimestral e produzida por frilas.

Com a decisão, seis profissionais deixaram a empresa: os editores de texto Peti Vieira e Fabrícia Peixoto; os editores de Arte Lilian Ferraro e Cinthia Dehr e a produtora Ariani Carneiro – todos da Status; e a chefe de Arte Denise Aires, da Platinum.

O diretor das publicações, Carlos Sambrana, continua na empresa, transferido para a Dinheiro, na equipe de Milton Gamez. Sambrana vai substituir Clayton Netz, que ali estava desde 2011. Acumulará os cargos de redator-chefe da Dinheiro e a Chefia da Dinheiro Rural, do mesmo núcleo.

Segundo Gamez, foi uma mudança consensual: “Prata da casa, Sambrana é um dos melhores jornalistas de sua geração e será um grande reforço para a Dinheiro nesse momento desafiador da mídia brasileira. Com passagens anteriores pela revista (foi repórter, editor de Estilo e editor de Negócios), volta com uma grande experiência na direção da Status e da Platinum, onde imprimiu um jornalismo de qualidade, pulsante e relevante. Estamos felizes com a chegada dele”.

Sobre Clayton, diz ter sido um privilégio trabalhar ao lado dele nesses cinco anos: “Sentirei muito a falta do Clayton, um profissional respeitado, bem informado, divertido, dedicado e com um ótimo caráter. Ele foi generoso com a revista ao trazer toda a sua bagagem de décadas de bom jornalismo, ao dividir com a equipe seu conhecimento e abrir portas junto às empresas. Um grande companheiro, que fará muita falta em nosso dia a dia, mas que poderá continuar a colaborar conosco em seu blog Clayton Netz, depois de merecidas férias”.

Clayton já vinha se preparando para deixar a publicação, conforme revelou ao Portal dos Jornalistas, pois havia feito planos, desde que ali entrou, em 2011, de se afastar nas proximidades dos cinco anos de casa, que se completariam em janeiro próximo: “Houve uma antecipação de três meses, mas era natural que a empresa segurasse o Sambrana, jovem e talentoso profissional e uma aposta da editora. Confesso que esses quase cinco anos foram os melhores de minha vida profissional, pela liberdade que tive, pela companhia de bons colegas, pelo anticlímax de trabalhar na Lapa de Baixo, com suas peculiaridades que a distinguem de regiões tradicionais onde estão outros veículos de comunicação, e pelo aprendizado de ter trabalhado pela primeira vez numa semanal de Negócios. Agora, vou tirar algumas semanas para descansar, viajar, e na volta devo recomeçar meu blog”.