11.4 C
Nova Iorque
domingo, abril 5, 2026

Buy now

" "
Início Site Página 998

Pregão eletrônico distorce mercado e gera contratação disfarçada de jornalistas na área pública 

Abracom tem feito gestões em Brasília para mudar tais práticas Se a lei 12.232, de 29/4/2010, provocou um significativo avanço e impulso no segmento das agências de comunicação, por obrigar os órgãos públicos a fazerem licitações específicas para a contratação de serviços de assessoria de imprensa, comunicação corporativa, eventos e afins – desvinculando-os dos contratos de publicidade –, a adoção dos chamados pregões eletrônicos na contratação de jornalistas para atuar na área pública tem provocado controvérsias e indignação no setor. É que, por esse sistema, qualquer empresa prestadora de serviços de mão de obra, independentemente do ramo em que atue, pode participar do pregão, sendo homologada em caso de vitória. Com isso, tem sido comum órgãos públicos de envergadura assinarem contratos com empresas de limpeza e outras áreas, para contratar jornalistas terceirizados para trabalhar nas respectivas áreas de comunicação. São os casos de TSE, STF, TRF, no Poder Judiciário, e de ministérios como os do Meio Ambiente e Fazenda, no Executivo. “São órgãos que insistem em fazer contratações por posto de trabalho, ou seja, mera contratação de mão de obra disfarçada”, diz Carlos Carvalho, presidente executivo da Abracom, que tem viajado constantemente a Brasília para defender mudanças nesses procedimentos junto aos órgãos competentes. Ele salienta que, “embora legais, eles são ilógicos, por várias questões. Um primeiro problema é que esse procedimento burla o concurso público, que é a forma legal para a contratação de técnicos para o governo. Um segundo é que não se contrata jornalista via empresa de limpeza ou de motoristas”. A situação mostra-se tão surrealista, segundo Carlos, que já há algum tempo as empresas especializadas não participam mais dos tais pregões, por considerarem um escárnio a um setor legalmente constituído e um desrespeito à própria atividade de comunicação: “Nossas agências querem fornecer serviços, fazer parcerias estratégicas, usar sua infraestrutura de apoio, ir além do simples fornecimento de mão de obra ou da produção de press-releases. O que, felizmente, já acontece na maioria das contas públicas que nossas agências detêm, caso dos ministérios da Saúde, Defesa, Cultura, Justiça, Esportes, da própria Secom da Presidência da República, e também em governos estaduais como os de SP, MG e RJ, empresas e autarquias como Embratur, Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal etc.”. Para o presidente da Abracom, não faz o menor sentido leiloar a compra de serviços que têm natureza intelectual. A entidade, segundo informou, chegou a entrar na Justiça contra o pregão realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve sucesso, pois “os juízes não conseguem entender o que faz uma agência. E, pior, acham que é natural ‘fornecer jornalistas’ para um órgão público”. Segundo ele, a entidade está agora intensificando ações junto ao TCU para tentar criar um entendimento sobre o tema. Quanto ao recente pregão eletrônico do TSE, a entidade abriu mão de questioná-lo na Justiça: “Achamos que seria inútil, desta vez”.

Celso Lungaretti pede ajuda para receber indenização como anistiado político 

Com direito a receber, desde outubro de 2005, pensão vitalícia e indenização retroativa por haver tido a carreira profissional prejudicada pela ditadura de 1964/1985, mas até agora sem ver a cor do dinheiro, Celso Lungaretti ([email protected] / [email protected]) decidiu empreender uma campanha pública para que caso avance. O objetivo dele é fazer com que colegas publiquem e/ou repassem a mensagem, pois assim aumentará a chance de chegar às mãos de quem possa solucionar o problema; alertem associações e cidadãos defensores dos direitos humanos; enviem mensagens ao novo titular da AGU, José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União – Setor de Indústrias Gráficas (SIG) – Quadra 06 – Lote 800 – CEP 70610-460 – Brasília/DF), “na esperança de que, também neste caso, ele coloque o dever funcional acima das considerações de outra ordem”; e lembrem/indiquem o seu nome a quem estiver precisando de serviços jornalísticos e de assessoria de imprensa. Celso tem experiência como repórter, redator, editor, editorialista, articulista, crítico e administrador de crises. Segundo ele, até o fim da ditadura só conseguiu trabalhar à margem dos veículos importantes, tendo de atuar em assessorias de imprensa e revistas de cinema e música (nas quais era obrigado a utilizar pseudônimo): “Minha carreira jornalística foi, ainda, comprometida pela má audição, pois as torturas me causaram uma lesão permanente no tímpano do ouvido direito. Impossibilitado de fazer entrevistas ao vivo, jamais pude trabalhar nas tevês e só atuei em rádio durante um semestre, na retaguarda. Os valores que me foram atribuídos pela Comissão de Anistia bastariam para a minha subsistência e para fazer frente aos compromissos com meus vários dependentes, desde que recebesse tudo o que a portaria ministerial determinou: pensão vitalícia e indenização retroativa”. Celso diz que, como não conseguia receber, entrou com um mandado de segurança cujo mérito foi julgado em 23/2/2011, sem que até agora a decisão tenha sido cumprida, “pois desde então a AGU recorre a uma medida protelatória após outra, sobre aspectos periféricos e secundários, como ser ou não mandado de segurança o instrumento jurídico adequado num caso desses (a corte decidiu que sim, depois de uma eternidade!). Tudo isso pode ser facilmente constatado no site do STJ; meu processo é o de nº 0022638-94.2007.3.00.0000. Assim, de nada adiantou eu haver vencido o julgamento de mérito por 8×0, nem haver derrubado dois embargos de declaração por 7×0 e 8×0. Derrotada no STJ, a AGU conseguiu fazer com que o meu processo fosse colocado na dependência do resultado de outro semelhante, relativo a vários anistiados, que tramita desde 2007 no STF, no qual sua argumentação é a mesmíssima que o STJ rechaçou por maioria absoluta no meu caso”. E arremata: “Eu, Celso Lungaretti, 65 anos, anistiado político, sou injustiçado em plena democracia!”.

Fábio Gomes busca financiamento coletivo para o livro de fotografias As tias do Marabaixo

O fotógrafo Fabio Gomes, 44 anos, prepara-se para passar o ano clicando pelo Brasil. Tornar sua atividade itinerante foi a melhor forma que encontrou para viabilizar a edição de seu livro As tias do Marabaixo – Cultura tradicional do Amapá em fotografias, cuja publicação comemorará seus 25 anos na profissão. “O livro, meu primeiro apenas de fotos, reúne 200 imagens das mais de dez mil que fiz nos últimos três anos, registrando as comemorações do Ciclo do Marabaixo, em Macapá, com especial atenção a cinco senhoras idosas negras que são consideradas referências dessa manifestação cultural de matriz africana, cuja origem remonta ao século 18”, explica Gomes em nota. “São elas: Tia Zefa (100 anos completados agora em 26 de fevereiro), Tia Chiquinha (falecida há um ano, aos 94), Tia Biló (91 anos), Natalina (83 anos) e Tia Zezé (76 anos)”. A obra chegou a entrar em pré-venda em dezembro, porém o valor apurado não foi suficiente para garantir a edição – entre design e impressão, são necessários R$ 15 mil para rodar os dois mil exemplares projetados; parte da tiragem será doada às famílias das homenageadas. “Optei por fazer uma edição independente para garantir que o livro saia da forma que considero a melhor para o registro e a difusão dessa manifestação cultural tão característica do Amapá. Dificilmente uma editora do Centro do País faria uma tiragem desse porte para um tema ligado ao folclore da Amazônia”, conta o autor. Por meio da campanha Vamos sonhar juntos, que lançou na Quarta-Feira de Cinzas, Fabio oferece seus serviços ligados a fotografia e cinema a preços especiais, a fim de viabilizar a edição do livro. O destaque é para o pacote de ensaio fotográfico, cujo valor foi reduzido à metade (apenas R$ 100,00 por quarenta fotos). Também fazem parte da campanha análise de portfólio para modelos, atores e atrizes em começo de carreira; redução de valores para que instituições culturais contratem, de forma conjunta, a sessão comentada dos cinco curtas-metragens da série As tias do Marabaixo e a Oficina de Cinema Independente que Fabio criou a partir da experiência de dirigir esses filmes; e até mesmo a possibilidade de a Oficina ser contratada diretamente por grupos de interessados. A oferta dessas atividades está detalhada em www.jornalismocultural.com.br.

Últimos dias de inscrições para o Prêmio de Jornalismo Medtronic

Estão abertas as inscrições para a quinta edição brasileira do Prêmio de Jornalismo Medtronic 2015, criado para reconhecer e valorizar os profissionais de imprensa que informam a população sobre condições de saúde e tecnologias médicas. Esta edição permanece com as quatro categorias estabelecidas desde 2012: jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo e online. Vencerá um participante por categoria, que receberá R$ 5.000. Interessados deverão inscrever sua matéria, veiculada entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2015, e preencher a Ficha de inscrição pelo site até o próximo dia 11 de março. As fichas preenchidas e o conteúdo digitalizado serão encaminhados ao júri após o prazo de inscrição.

Simpósio do Knight Center sobre Jornalismo Online será em abril

O Knight Center for Journalism in the Americas divulga a programação para o 17º Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ, na sigla em inglês), que anualmente reúne centenas de editores, repórteres, acadêmicos e demais entusiastas do jornalismo online. Neste ano, a conferência será em 15 e 16/4, na Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos. Durante dois dias, serão discutidos assuntos como tendências atuais, problemas e inovações no jornalismo online. A taxa de inscrição é de US$ 120 e inclui café da manhã e almoço nos dois dias, além de acesso a todos os painéis. O evento terá tradução simultânea para o espanhol.

?Mulher de sucesso? e ?Macho do Século XXI? debatem igualdade de gêneros em novo livro

Um convite ao diálogo pela igualdade de gêneros chega às livrarias neste mês, sob o selo da Primavera Editorial, Mulheres modernas, dilemas modernos – E como os homens podem participar (de verdade). Escrita “a quatro mãos”, a obra traz um curioso e interessante debate entre Joyce Moysés, profissional que atuou por mais de 25 anos no segmento de revistas femininas, e Claudio Henrique dos Santos, ex-executivo de Comunicação da Renault, que deixou de lado a profissão para acompanhar sua esposa, após esta receber um importante convite para se transferir para fora do País. Apesar dos rumos diferentes na carreira de cada um, o tema do livro aproximou os dois profissionais nos últimos meses. Enquanto de um lado Joyce dava palestras sobre seu primeiro livro, Mulheres de sucesso querem poder… Amar, Cláudio retratava sua recente escolha de vida em Macho do Século XXI – O executivo que virou dona de casa. E acabou gostando (Claridade). O resultado desse encontro é apresentado em um livro onde a “Mulher de sucesso” e o “Macho do século XXI” discutem os novos dilemas das profissionais que trabalham e não encontram mais tempo para filhos e relacionamentos, e qual o papel dos homens nesse cenário. “Os avanços profissionais são inegáveis num mercado que precisa dos talentos femininos para inovar e lucrar”, destaca Joyce. “Não devemos recuar, mas também queremos ter mais momentos felizes na vida pessoal. Por isso, precisamos conversar”. “A abordagem dos impactos do trabalho no cotidiano feminino normalmente é feita por mulheres para as mulheres”, lembra Claudio. “Está na hora de incluir os homens nessa conversa, pois eles são parte da solução dos dilemas femininos”. O resultado desse trabalho é um diálogo maduro, aberto e emocionante, que lança um olhar contemporâneo sobre a questão da igualdade de gêneros por meio de 16 dilemas, entre eles o de mulheres com mais sucesso profissional do que seus maridos, a escolha do momento certo para a maternidade e a dificuldade de atingir a felicidade pessoal. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, Joyce e Cláudio falaram sobre o livro, que chega com a promessa de ajudar homens e mulheres em uma nova realidade exigida pelo mercado. Portal dos Jornalistas – Como foi o processo de concepção e criação desse livro? Cláudio Henrique dos Santos – Curiosamente, eu e a Joyce não nos conhecíamos. Em uma coletiva de imprensa fui apresentado ao marido dela, que também é jornalista. Quando ele soube do meu trabalho, sugeriu que eu conversasse com ela, devido à semelhança dos assuntos que discutíamos. Em uma visita ao Brasil assisti a uma palestra da Joyce e ela, a uma das minhas. Percebemos que nossos discursos eram complementares. Foi quando cada um leu o livro do outro e surgiu a ideia de ampliarmos esse debate. Joyce Moyses – Foi bastante interessante porque muitos aspectos e características que meu primeiro livro buscava em um parceiro, o livro e os relatos do Cláudio mostravam que, à sua maneira, existia. Foi importante perceber e descobrir histórias em que mulheres eram capazes de desenvolver uma carreira sem abrir mão de ter uma família. Portal dos Jornalistas – Nessa separação do livro em temas, como foi feita a produção do material? Está clara para o leitor a opinião de cada um de vocês? Joyce – Sim, o livro separa bem a ideia de cada um. É um diferencial interessante, justamente porque é possível ver a visão masculina e a feminina de cada assunto. Ninguém é obrigado a concordar ou discordar, até mesmo porque a realidade de cada um é única e uma resposta que às vezes serve para um pode não servir para outro. Portal dos Jornalistas – Qual a diferença desse livro para obras anteriores de vocês? Cláudio – Esse livro não tem nada a ver com os nossos de estreia. O que a gente até faz é utilizar vez ou outra alguma experiência pessoal, mas como desde os lançamentos fizemos muitas palestras e conhecemos diversos outros cases e trocas de experiências, nosso leque de histórias cresceu muito desde então. Joyce – No meu caso, tenho um bem muito valioso que é um histórico da evolução que as mulheres tiveram ao longo dos últimos 25 anos, e seu impacto na sociedade. Comecei nesse setor abrindo cartas de seis mil mulheres que chegavam à redação em que trabalhava. Os dilemas que elas tinham naquelas cartas eu acompanhei de perto e pude ainda ver o que melhorou ou não nesse período. Portal dos Jornalistas – Nessa busca pela igualdade de gêneros, como vocês enxergam o papel que a imprensa vem exercendo? Joyce – Infelizmente ainda está longe do aceitável. Fico triste quando vejo capas de revistas que trazem apenas líderes e empreendedores do sexo masculino. Eu acho que as redações precisam observar melhor isso, porque cabe também a elas diminuir essa discrepância de oportunidades. Quando abrimos espaços também para mulheres de sucesso, além de reconhecer o bom trabalho e a capacidade dessas profissionais damos exemplos para que outras mulheres acreditem que é possível chegar onde até alguns anos atrás era inimaginável. Portal dos Jornalistas – Agora vocês pretendem palestrar em conjunto? Cláudio – Com certeza. Já temos inclusive uma palestra agendada para março, onde faremos o lançamento do livro dentro de uma empresa. O lançamento oficial de Mulheres modernas, dilemas modernos – E como os homens podem participar (de verdade) está confirmado para São Paulo, em 14/3, a partir das 19h, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi (av. Brigadeiro Faria Lima, 2.232).

Barão de Itararé promove debate sobre suposta censura da Rede Globo

O Centro de Estudos de Mídias Alternativas Barão de Itararé promove na noite desta 2ª.feira (7/3) um debate “em defesa da liberdade de expressão e contra a tentativa da Rede Globo de censurar blogs e mídias alternativas”. Estarão presentes Roberto Requião (PMDB-PR), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS), Camila Marques (Artigo 19), Rosane Bertotti (FNDC), Celso Schröder (Fenaj) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além de jornalistas e blogueiros que, segundo a entidade, foram notificados extrajudicialmente pela Globo por investigarem o caso do tríplex da família no Marinho em Paraty (RJ), supostamente construído em área de proteção ambiental e com aparentes ligações à companhia panamenha Mossack Fonseca. Veja manifesto sobre o caso. O evento será na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (rua Rego Freitas, 530, sobreloja), terá transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo e será reproduzido na página do Barão de Itararé.

RBS vende suas operações em Santa Catarina

O Grupo RBS anunciou nesta 2ª.feira (7/3) ter vendido aos empresários Lírio Parisotto e Carlos Sanchez, juntamente com outros investidores, suas operações de televisão, rádio e jornal em Santa Catarina. Comunicado da empresa informa que a conclusão do negócio “está sujeita à condição suspensiva de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos demais órgãos regulatórios do setor, bem como ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações”. Segundo a nota da RBS, “Lírio Parisotto atua na área de mídia por meio de sua empresa Videolar e no setor de petroquímica a partir da Innova; Carlos Sanchez amplia o processo de diversificação de seus negócios, a partir do Grupo NC, um dos maiores conglomerados econômicos do País”. A RBS informa ainda que Mário Neves, atual diretor-geral de Televisão em Santa Catarina, será o presidente da empresa. E prossegue: “Os investidores destacaram que a gestão dos negócios seguirá normalmente e a independência editorial será mantida. (…) O processo de transição será gerido a partir de comitês com o objetivo de garantir a continuidade e a excelência das operações. A sinergia entre as empresas em Santa Catarina será mantida a partir de parcerias operacionais e comerciais. Com o movimento, a RBS foca seus esforços de mídia no Rio Grande do Sul, onde o grupo empresarial foi fundado em 1957, com marcas jornalísticas como Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV. Além dos negócios de comunicação, o grupo é proprietário da e.Bricks, empresa de investimento digital com atuação no Brasil e nos Estados Unidos”. Este Portal dos Jornalistas apurou que os acionistas da RBS foram comunicados da venda das operações do Grupo em Santa Catarina por mensagem eletrônica. Um e-mail com o fato relevante foi enviado a eles com informações sobre o anúncio oficializado nesta 2ª.feira pelo presidente executivo Duda Melzer. O mercado estima que o valor do negócio chegue a R$ 700 milhões. A notícia que havia sido dada em primeira mão pelo jornalista Paulo Alceu, em fevereiro, foi desmentida em nota pelo Grupo RBS, pois o negócio ainda não estava totalmente fechado. A operação foi concluída nos últimos dias. Comenta-se em Florianópolis a possibilidade de que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por muitos anos dirigiu a Rede Globo, venha a participar da sociedade. Em setembro do ano passado ele teria determinado a integrantes do Jornalismo da TV Vanguarda, sua rede de tevê no Vale do Paraíba, que acompanhassem a programação da RBS TV/SC.

Morre Sergio Costa, diretor do Correio, da Bahia

Sérgio Costa morreu na noite deste domingo (6/3), de infarto, aos 55 anos, em sua casa em Salvador, na Bahia. O velório ocorreu na manhã de hoje (2ª feira, 7/3), no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. O corpo segue para o Rio de Janeiro, onde será enterrado. Sérgio era diretor executivo do jornal Correio, cargo que assumiu em setembro do ano passado, depois de seis anos na casa como diretor de Redação. Carioca, torcedor do Flamengo, formou-se em Jornalismo pela UFRJ, fez mestrado em Gestão Administrativa na Fundação Dom Cabral. Começou nas revistas da editora Bloch, e passou depois uma temporada em Nova York, na área de imprensa da ONU. Ali conheceu sua primeira mulher, com quem, de volta ao Brasil, teve dois filhos. Esteve por 13 anos em O Dia, onde entrou como repórter, levado por Xico Vargas, falecido em dezembro, e galgou postos. Foi promovido a editor-chefe para substituir Luiz Fernando Gomes, que deixava o jornal. Gomes, hoje editor-chefe do Lance, lembra: “Certamente um dos caras mais criativos que conheci. Fez capas antológicas, tanto no Dia como depois no Correio, de um humor às vezes sarcástico”. Por três vezes, ganhou prêmio da Society for News Design (SND) pela edição de capas. Sergio saiu em 2005 de O Dia, como diretor de Redação. Nessa época, casou-se pela segunda vez, com a também jornalista Rachel Vita, com quem teve uma filha. Foram em seguida quase quatro anos os que passou como coordenador na sucursal do Rio da Folha de S.Paulo. Mário Magalhães, que foi ombudsman da Folha na ocasião, diz: “Ele sabia fazer jornal para o leitor. O perfil dos leitores varia, e o Sergio sabia afinar o tom de acordo com o destinatário”. Convidado pelo Correio em 2009, lá chegou como editor-chefe. Deixou a família no Rio ainda por um ano, e depois assumiu definitivamente a Bahia como seu habitat. Para lá levou Oscar Valporto, seu fiel escudeiro de O Dia, que o substituiu na edição. Como diretor de Redação, não se limitou à área editorial, mas influenciou em muito a parte administrativa do jornal, que conquistou uma fatia significativa do mercado local. Ganhou prêmios importantes, como Embratel, Tim Lopes e levou o jornal, por seis vezes, a finalista do Esso. O programa Conexão CBN, que tinha Sérgio Costa como um dos comentaristas, iniciaria nova temporada nesta 2ª.feira (7/3), mas foi suspenso.

Tevê segue com quase 70% da verba publicitária, diz Kantar Ibope

Os investimentos em publicidade somaram R$ 132 bilhões no Brasil em 2015, aponta o mais recente estudo da Kantar Ibope Media. O levantamento, que acompanha e monitora os principais meios de comunicação do País, identificou que o montante foi 9% superior ao volume registrado em 2014, porém, quando considerada a inflação do período, observou-se uma leve retração de 0,9% no total investido em 2015. Entre os meios, tevê tem a maior participação do bolo publicitário, com 69,6% do volume total de investimentos. Na sequência aparecem jornal (R$ 16,9 bilhões) e display, que alcançou R$ 8,7 bilhões e participação de 6,6% no montante total. Em 2015, a Kantar Ibope ampliou a cobertura de sites e portais monitorados e reformulou a metodologia de coleta desta publicidade online. Além disso, com o início da mensuração de links patrocinados nos principais sites de busca do País, foi possível mensurar o investimento dos principais anunciantes na categoria de search, que chegou a R$ 1,6 bilhão. A participação conjunta desses formatos digitais chega a 8% do bolo publicitário. Já os gastos em mídia exterior (out-of-home), que agora representam outdoor e mobiliário urbano, somaram R$ 1,5 bilhão no ano passado (1,2% do total).

Últimas notícias

pt_BRPortuguese