A revista argentina Claves21, especializada em jornalismo ambiental, convoca para curso online gratuito sobre mudanças climáticas para jornalistas e comunicadores da América Latina. O curso será ministrado em espanhol, com duração de oito semanas, início previsto para 21/3 e término em 16 de maio. Interessados devem preencher o formulário de inscrição até 18 de março. Realizado com o apoio da Earth Journalism Network, o programa tem quatro módulos, que abordam aspectos conceituais das mudanças climáticas, suas atuais consequências e impactos projetados na América Latina e no resto do mundo. Ao final de cada unidade, será realizado um encontro virtual com especialistas nos temas tratados. Para obter o certificado de conclusão do curso, os participantes devem entregar um trabalho jornalístico ao final das aulas. Os quatro melhores trabalhos serão premiados com 230 dólares cada. Além disso, os participantes poderão integrar as redes de jornalismo ambiental da Claves21 e da Earth Journalism Network, para receber informações sobre bolsas, concursos, financiamento de reportagens e outras oportunidades profissionais.
Uma plataforma para integrar o jornalismo investigativo na AL
A organização sem fins lucrativos Connectas, de Bogotá, lançou um projeto para promover a produção e distribuição de jornalismo investigativo transnacional. ConnectasHub é a nova plataforma pela qual jornalistas regionais compartilham conhecimentos sobre técnicas de investigação e informações de interesse público que são chave para o desenvolvimento das Américas. A comunidade hoje tem 143 membros de 15 países diferentes, e apoio de grupos midiáticos como Global Voices, Plaza Publica, El Nuevo Herald e El Espectador. Criado em conjunto com o International Center for Journalists, ConnectasHub envolve Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Estados Unidos e Venezuela.
Servidores da Rede Minas denunciam falta de investimentos na emissora
O movimento Salve a Rede Minas divulgou em suas redes sociais em 3/3 carta aberta direcionada aos cidadãos de Minas Gerais e assinada pelos servidores públicos da Fundação TV Minas Cultural e Educativa. O texto, redigido e aprovado em Assembleia Geral, questiona a falta de investimentos do governo estadual em infraestrutura para o funcionamento da emissora e afirma que ela tem veiculado diariamente apenas três horas de programas inéditos. Em novembro passado, a TV Minas assinou um contrato com a EBC para que esta passasse a ocupar 70% da sua grade de programação. A carta informa que, mesmo com as dificuldades, a emissora pretende lançar cinco programas, “graças ao esforço das equipes que têm se desdobrado para superar toda a precariedade da infraestrutura da tevê”. O Portal dos Jornalistas entrou em contato com a assessoria de imprensa da Rede Minas para apurar as denúncias da carta, mas não teve nenhum retorno até o fechamento desta edição. Em entrevista a O Tempo, Israel do Vale, presidente da Rede Minas, confirmou apenas dois projetos inéditos: Mulhere-se – programa articulado por mais de 700 ativistas, que discutirão sobre a condição feminina; e Sou 60 – atração dedicada à temas da terceira idade, apresentada por Roberta Zampetti. O Brasil das Gerais, agora apresentado por Patrícia Pinho, volta a ter conteúdo inédito; assim como Rede Mídia e Jornal da Criança, que haviam sido extintos. Ainda de acordo com a reportagem de OT, existe um projeto de expansão da Rede Minas com a criação de dois novos canais – Minas Flix (uma espécie de webtv) e um canal de educação à distância. A apresentação desse projeto ao Conselho Estadual de Cultura estava marcada para esta 4ª.feira (9/3), em reunião aberta ao público.
Família Simões reassume controle de A Tarde
Pouco mais de um mês após ter sido vendido para a paulista DX Investimentos, o grupo baiano A Tarde volta a ser comandado pelos antigos donos, a família Simões. Ela reassumiu em 4/3 o controle do grupo, destituindo os conselheiros e diretores nomeados a pedido da Piatra SP Participações S.A e Invest Consultoria Eirelli – Me, pelo não cumprimento de cláusulas contratuais do acordo de venda celebrado entre as partes, em 15 de janeiro. As informações foram veiculadas pelo próprio jornal. Segundo a publicação, os Simões também requereram à Secretaria da Segurança Pública que a Polícia Civil investigue a Piatra e pessoas associadas, por suposta falsidade de documento apresentado como garantia para concretização do acordo. Outra providência foi a reintegração dos diretores Mariana Carneiro (Redação), Edmilson Vaz (Comercial) e dos gerentes Emanuel Soares (Marketing), Cleber Soares (Financeiro) e Luis Bernardes (Circulação), irregularmente demitidos pelos representantes da Piatra. Segundo os advogados César Joau e Renato Bastos, representantes da família Simões, as demissões não tiveram efeito legal, porque foram assinadas por Washington Miranda, que se apresentava como diretor Administrativo Financeiro do grupo, mas que não tinha poderes para tanto. O executivo André Blumberg, que conduziu o processo de venda da empresa e se afastou após a celebração do contrato, também reassumiu a direção-geral de A Tarde. Cleber Soares e Dilson Santiago foram empossados, respectivamente, como diretor de Operações e diretor Controller. Na semana anterior, Claudio Bandeira, ex-editor que havia saído na última leva de demissões, em dezembro, usou sua conta no facebook para criticar a resposta do novo dono do periódico, o empresário baiano Crezo Suerdieck Dourado, mais conhecido como DJ Crezinho, a uma afirmação feita pela presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Marjorie Moura. Segundo Marjorie, “houve irresponsabilidade por parte de quem vendeu e de quem comprou” o veículo. Crezinho havia declarado ao site Bocão News que a empresa estaria longe de fechar as portas. “Hoje temos apenas um problema com o TAC que foi assinado, esse sim de forma irresponsável. Nós fizemos uma contraproposta e existe uma negociação com o Sindicato. Hoje os fornecedores estão equilibrados e a folha, diferente do que foi dito na matéria, está em dia, sim. Observe que os problemas hoje do A Tarde se resumem aos demitidos, ou seja, está da porta para fora. Mesmo assim, estamos conversando com o Sindicato para buscar um meio termo. Mais uma vez é irresponsável falar que o jornal que hoje emprega 650 pessoas vá fechar por conta de um não cumprimento do TAC de alguns demitidos”. Segundo Bandeira, Crezo “no mínimo, está desinformado sobre a empresa que comprou e cujos problemas não estariam apenas da porta pra fora”.
Eduardo Suplicy participa da Corrida por Manoel, iniciativa de Rodolfo Lucena
Em mais um dia de Corrida por Manoel, projeto iniciado em 17/2, Rodolfo Lucena terá companhia de Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos e Cidadania do Município de São Paulo. Ele participará da corrida deste sábado (12/3), a partir das 8h, no Parque do Ibirapuera. A iniciativa de Lucena é uma homenagem a Manoel Fiel Filho, operário metalúrgico morto há 40 anos pela ditadura militar, três meses depois do assassinato de Vladimir Herzog, em circunstâncias semelhantes. A corrida conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Direitos à Memória e à Verdade, além de outras entidades, e destaca locais que marcaram a trajetória do militante assassinado, bem como de outros símbolos da luta contra o regime militar. Cada trajeto vem sendo registrado em foto e vídeo, publicados no blog de Lucena.
The Economist lança a revista 1843
The Economist está lançando uma revista de opinião, cultura e estilo de vida. Chamada 1843 – título que remete ao ano em que The Economist foi criada e a um período particularmente inovador, tanto intelectual quanto materialmente –, a nova revista será distribuída quinzenalmente para os assinantes mais engajados da Economist, cerca de 460 mil pessoas curiosas ao redor do mundo. Com seções sobre cultura, viagem, estilo, design, tecnologia, gastronomia, bebidas e saúde, a 1843 trará matérias mais extensas, que exploram o mundo de forma mais prolongada, por meio de narrativas, perfis, reportagens e artigos sobre viagens. A primeira edição inclui uma reportagem sobre como os estudantes chineses entram para as melhores universidades do mundo, um perfil exclusivo de Marine Le Pen, mulher que lidera as políticas desagradáveis que estão varrendo a Europa, e um olhar sobre os museus privados dos “Medicis” modernos – os super-ricos que colecionam arte contemporânea. Emma Duncan, editora da 1843, afirmou: “Estamos aproveitando a singularidade da rede internacional de correspondentes da Economist e indo além disto, criando uma revista que deverá satisfazer imensamente nossos leitores”. Nick Blunden, editor da revista, disse que “acreditamos que exista uma lacuna no mercado para uma revista internacional que ofereça o equilíbrio perfeito entre conteúdo e estilo, e com a 1843 temos certeza de que o preenchimento desta lacuna irá criar algo altamente valorizado por nossos leitores e parceiros comerciais”. O grupo também anunciou nessa 3ª.feira (8/3) a chegada de Luke Robins como editor associado da nova publicação. Robins ocupou posições sêniores nas áreas comercial e editorial da Hearst UK e da Hearst-Rodale UK. Também passou por Men’s Health, Women’s Health e Esquire, entre outras. Para ele, “é uma honra fazer parte desta companhia icônica em um momento tão empolgante. Estou ansioso para trabalhar com equipes editoriais e comerciais de talento incomparável no setor. O lançamento da 1843, com seu brilhante jornalismo, alcance global e distribuição única, será referência para as marcas de luxo que buscam se comunicar com formadores de opinião globais, tradicionalmente de difícil acesso”.
Hoje em Dia (MG) demite 36 jornalistas
Menos de uma semana depois da venda do Hoje em Dia para o prefeito de Montes Claros Rui Muniz, a nova diretoria iniciou os cortes na Redação. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, 36 profissionais foram demitidos em 29 de fevereiro. Ainda segundo a entidade, a demissão em massa teria sido feita de forma irregular, sem comunicação ao Sindicato ou ao Ministério do Trabalho. “Trabalhadores que estavam de folga foram procurados em casa pela empresa para assinar o aviso, o que é totalmente ilegal”, informou o Sindicato por meio de nota. “O jornal também tenta obrigar alguns a assinar a demissão com data de ontem (29/1)”. Entre os demitidos já confirmados estão Paulo Leonardo, Ubiratã Teixeira, Ruy Pales, Patrícia Drummond, Patrícia Cassese, Rafael Sânzio, Igor Guimasi, Elemara Duarte, Gláucio Castro, Eduardo Ribeiro, Ledenilce Campos, Iêva Tatiana e o fotógrafo Luiz Henrique Costa. O corte na Redação afetou a circulação do jornal entre os dias 1 e 3 de março. Nessas datas os assinantes não receberam a edição em horário normal. Mas, de acordo com informações do setor de distribuição do Hoje em Dia, o fato não teria relação com a Redação, mas sim com um problema no sistema de entrega. No dia 3 o Hoje em Dia distribuiu as edições de 1 a 3 de março para os assinantes em uma embalagem especial. Grande parte do conteúdo publicado nessas datas era proveniente de agência de notícias. De acordo com o Sindicato, o Hoje em Dia cometeu outras irregularidades. Segundo nota divulgada pelo órgão no dia 1°, “o ponto do jornal amanheceu desligado. Os trabalhadores demitidos não puderam registrar sua entrada na empresa, que pressiona para que eles assinem o aviso de demissão com a data de ontem. A intenção é burlar o pagamento de uma indenização para os demitidos no mês que antecede o dissídio coletivo”. Ainda conforme a entidade, o HD não estaria respeitando o pagamento das horas extras e das férias e teria registrado casos de acúmulo de funções. Em 4/3, o Ministério do Trabalho fez uma reunião de mediação entre o jornal e o Sindicato, na qual, segundo este, o HD “deu a entender que só vai pagar o salário de fevereiro para os demitidos junto com a rescisão. Como não há garantia da quitação da rescisão, muitos podem até ficar sem o salário de fevereiro, apesar de terem trabalhado do primeiro ao último dia do mês”. O Portal dos Jornalistas tentou diversos contatos com Luciano Rezende, novo presidente do HD, mas não teve retorno até o fechamento desta nota.
Abaixando a máquina 2 vê as manifestações de 2013 sob a ótica dos jornalistas
Abaixando a máquina 2 – No limite da linha, sequência do documentário feito há dez anos pelo diretor Guillermo Planel e produzido pela Approach – Sérgio Pugliese à frente –, estreia em 17/3 no Cine Odeon, com debate e exposição de fotos. O novo filme também aborda as questões éticas da profissão, desta vez tendo como tema as manifestações populares de 2013, que provocaram grande discussão sobre o jornalismo tradicional versus a mídia alternativa. O documentário relembra a morte do cinegrafista Santiago Andrade e analisa os movimentos a partir da opinião de jornalistas como Ricardo Boechat e Ascânio Seleme; dos fotógrafos Evandro Teixeira, Domingos Peixoto e outros; de midiativistas como Elisa Quadros (Sininho); do Estado, representado por José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio; de manifestantes; do político Marcelo Freixo, entre outros. Apresenta, ainda, cenas inéditas da tensão entre policiais e repórteres, e o impacto dos protestos na imprensa carioca. O filme será exibido de 17 a 23/3, às 20h30, no Cine Odeon (praça Floriano, 7), no Rio. No mesmo endereço funciona o Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro. No dia da estreia, após a exibição, haverá um debate mediado por Dante Gastaltoni, professor de fotojornalismo de UFF e UFRJ, com a presença de Marcelo Carnaval, de O Globo; Paulo Araújo, ex-O Dia; Patrick Granja, cinegrafista do jornal Nova Democracia; e Hare Brasil, criminalista e midiativista do coletivo Carranca. Até 23/3, o espaço expõe Fé, luz e sombras, do fotógrafo Severino Silva, um dos entrevistados do documentário e que cedeu imagens para o filme.
Nelson Breve monta agência no Rio
Encerrado o período de quarentena do serviço público, ao qual dedicou os últimos nove anos, Nelson Breve Dias, ex-presidente da EBC, montou a Ponto Forte Estratégias de Comunicação Multimídia, sediada no Rio de Janeiro, pela qual atuará como consultor e também na produção de conteúdo de comunicação multimídia. Nelson decidiu se transferir para o Rio porque tem uma filha de 16 anos que mudou para a cidade no ano passado, acompanhando a mãe. Finda a quarentena de seis meses imposta pela Comissão de Ética Pública, ele começa a atuar com empresa própria, nas áreas de planejamento, desenvolvimento e gestão de estratégias de comunicação multimídia para posicionamento e fortalecimento de marcas e imagens institucionais; relacionamento institucional com públicos formadores de opinião e influenciadores; planejamento, produção, edição, programação e distribuição de conteúdos multimídia jornalísticos, educativos, artísticos, institucionais e promocionais. O contato dele é [email protected].
Notícia (de verdade) via whatsapp
Quem nunca recebeu aquela fofoca ou um vídeo sem noção via whatsapp? Ainda de forma experimental, o Correio, da Bahia, começou a usar grupos no aplicativo de mensagens como mais uma ferramenta para difusão de suas notícias e interação com o leitor. “Está ficando cada vez mais claro que os veículos de comunicação não são mais (e, portanto, não podem mais se colocar como) os detentores únicos da informação”, disse Juan Torres, editor de Inovação do jornal. “Então, a ideia dos grupos passa por usar o potencial do veículo mais como agregador de pessoas em torno de determinados interesses, do que como gerador único de informação”. O primeiro teste foi feito durante a transmissão do jogo Bahia e Confiança, pela Copa do Nordeste, com um grupo de 59 participantes. A convocação foi feita 24 horas antes, e o resultado, diz Juan, foi “impressionantemente positivo”. “Abrimos o grupo meia hora antes da partida e o resultado nos deixou muito entusiasmados. Os leitores se surpreenderam com o caráter inovador da iniciativa, elogiando muito e agradecendo a criação do grupo, que se tornou um fórum de debate – muito mais entre eles, inclusive, do que com o jornal, que não precisou ter muita participação. Algumas informações, como escalação e público e renda, por exemplo, os usuários postaram antes mesmo do jornal”. Juan ressalta ainda que o espaço não foi usado exclusivamente para divulgar conteúdo já existente, e sim como elemento de mediação e relacionamento: “Nós saímos do grupo, mas ele seguiu ativo, e os participantes se reorganizaram e o mantiveram, ficando realmente empolgados com o espaço criado pelo jornal. Agora, já estamos pensando nos próximos passos, porque vemos um potencial na iniciativa, inclusive com muitas possibilidades de monetização – principalmente por parcerias comerciais”.






