A #PanamaPapers é, segundo um de seus integrantes, José Roberto de Toledo, presidente da Abraji e coordenador do núcleo Estadão Dados, do Grupo Estado, “provavelmente a maior investigação jornalística global de que se tem notícia: 374 repórteres de 109 veículos de comunicação em 76 países”. A reportagem revelou ao mundo há alguns dias como funciona a corrupção multinacional, ao expor 40 anos de correspondências internas da Mossak Fonseca, escritório de advocacia panamenho especializado na abertura de offshores – algumas pertencentes a empresários, personalidades e políticos brasileiros, inclusive diversos envolvidos na chamada Operação Lava Jato. No texto Pega-pega global, que publicou no Estadão de 4/4, Toledo diz que os 11,5 milhões de documentos foram obtidos há cerca de um ano pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, que decidiu compartilhá-los com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês), a mesma organização que dera à luz o SwissLeaks, sobre contas do banco HSBC na Suíça. Em tese, diz ele no artigo, os investigadores da Lava Jato tiveram acesso a uma parte da documentação eletrônica a que os jornalistas envolvidos na #PanamaPapers também tiveram: “A diferença é que os policiais e procuradores confiscaram apenas o que estava na filial brasileira, enquanto a equipe transnacional de jornalistas tem acesso a um banco de dados com e-mails, procurações, certificados de ações ao portador e cópias de passaportes de clientes, usufrutuários e diretores de offshores em 39 países. Porém, policiais e procuradores têm uma vantagem fundamental: eles têm meios de cruzar os dados da Mossack Fonseca com registros sigilosos da Receita Federal e do Banco Central para saber se as empresas offshore de brasileiros foram devidamente declaradas. Abrir uma offshore ou manter conta bancária no exterior não é crime, desde que se comunique as autoridades a respeito. Há motivos para empresas que operam no exterior, por exemplo, constituírem offshores. A questão é separar o legítimo do ilegítimo, o legal do ilegal. É o que a Lava Jato pode fazer”. E conclui: “É uma investigação em curso. Novos casos continuam sendo verificados, cruzamentos continuam sendo feitos. E desdobramentos da #PanamaPapers ainda estão por vir: da eventual queda do primeiro-ministro da Islândia – pego em um inexplicável conflito de interesses [N. da R.: ele renunciou nessa terça-feira (5/4)] – ao presumível pega-pega global que policiais, procuradores e agências de segurança nacionais e internacionais deverão promover a partir de agora – ou não”.
Carlos Graieb passa a integrar o time de redatores-chefes de Veja
Carlos Graieb, que comandava a Redação de Veja.com, passou recentemente a integrar a equipe de redatores-chefes de Veja, no posto que estava vago desde a saída de Lauro Jardim, que foi para O Globo em setembro do ano passado. Graieb, que está na Editora Abril desde 1998, divide a função com Fábio Altman, Policarpo Júnior e Thaís Oyama. Ainda por lá, registro para as saídas do editor de Arte Reinaldo Antunes, dos designers Mario Carvalho e Geraldo Moura e do coordenador da Fotografia Ismael Canosa. Essas mudanças foram as primeiras feitas pelo novo diretor de Redação, André Petry, que assumiu no início de março.
Inscrições para o Prêmio Abrafarma de Jornalismo vão até outubro
Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio Abrafarma de Jornalismo, que tem o objetivo de estimular a produção de trabalhos jornalísticos com foco no Varejo Farmacêutico Nacional. Ele integra a agenda positiva desenvolvida pela entidade em seu compromisso de atuar em prol do aprimoramento e da defesa do Varejo Farmacêutico Nacional. Assim, premiará reportagens ou conjunto de reportagens que mostrem a pujança e o potencial do Varejo Farmacêutico Nacional, bem como o desenvolvimento funcional e os novos rumos dessa atividade comercial e de prestação de serviços. Serão contemplados os três primeiros colocados, com respectivamente R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil. Podem concorrer trabalhos veiculados originalmente e de forma inédita entre 17/10/2015 e 16/10/2016, em jornal, revista, rádio, televisão ou internet e em qualquer região do País, regularmente inscritos até o dia 21/10, quando se encerram as inscrições. Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail [email protected], acompanhados das respectivas fichas de inscrição, nos seguintes formatos: Jornal e Revista: PDF Televisão: MP4 e/ou indicação de link na ficha de inscrição, por arquivo Rádio: MP3 e/ou indicação de link na ficha de inscrição, por arquivo; Internet: link para site, para matéria específica em site ou para blog inscrito; caso a matéria tenha mais de um link em seu conteúdo, todos devem ser anexados como arquivos do trabalho O concorrente poderá participar com mais de um trabalho e deverá preencher a ficha de inscrição para cada trabalho enviado. Em caso de dúvida, consulte o regulamento ou ligue para 11-3861-5280. O júri será formado por representantes de Jornalistas Editora, que edita o Jornalistas&Cia e o Portal dos Jornalistas, Scritta Serviço de Notícia e Abrafarma. A solenidade de entrega será na tradicional festa de final de ano da entidade, em dezembro, em data e local a serem informados oportunamente.
O adeus a Sandro Vaia
Morreu em 2/4, em São Paulo, aos 72 anos, de falência de múltiplos órgãos, Sandro Vaia, que esteve por mais de 40 anos no Grupo Estado, onde chegou a diretor de Redação do Estadão. Ele estava internado no Hospital 9 de Julho há cerca de três semanas, onde fora submetido a uma cirurgia para desobstrução das vias biliares. Deixa a viúva, Vera, a filha, Giuliana, e a neta, Ana Luisa. O corpo foi enterrado no domingo (3/4), no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Natural de Mantova, na Itália, Sandro dirigiu o Estadão por seis anos, de 2000 a 2006. Em 2004, implantou no jornal uma profunda reforma, ao lado do então editor-chefe Roberto Gazzi, da qual muito se orgulhava (veja ao final desta nota). Segundo o amigo e colega de trabalho Roberto Godoy, “obsessivo com a precisão informativa, a qualidade e o estilo de cada texto ou título, irritava-se quando encontrava falhas decorrentes da apuração negligente de uma notícia. O pior, para ele, era o que definia como ‘edição preguiçosa’, o acabamento final desleixado das matérias. ‘O leitor merece um afago’, dizia, referindo-se às reportagens narrativas, construídas com recursos literários”. Antes de vir para o Brasil e radicar-se em Jundiaí, em 1954, a família Vaia passou por Peru e Bolívia. Começou no jornalismo escrevendo uma coluna de assuntos sindicais no Diário de Jundiaí. Depois passou a fazer a crítica de cinema, a resenha literária e em seguida uma crônica semanal. Por volta de 1963 apurava reportagens, editava as seções e escrevia os editoriais. Começou no Grupo Estado em 1965, na equipe que preparava o lançamento do Jornal da Tarde. Ali foi repórter, repórter especial, redator, pauteiro, subeditor, editor de Geral, Esportes, Variedades, Política e Economia. Na década de 1980, deixou o Grupo e foi para uma nova revista semanal de informação, a Afinal, mas voltou quatro anos depois para cuidar do programa de reorganização da Agência Estado. Após deixar definitivamente o jornal, em 2006, passou a dedicar-se às plataformas eletrônicas de mídia. Sandro é autor de A ilha roubada – Yoani, a blogueira que abalou Cuba (2009), sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez, e de Armênio Guedes – Sereno guerreiro da liberdade, sobre o histórico dirigente comunista, ambos pela editora Barcarolla. Meses atrás retomara o projeto de uma série de perfis de técnicos brasileiros de futebol com projeção internacional. Aliás, palmeirense fanático, seu último post no facebook foi sobre o time do coração. Roberto Gazzi, que além de companheiro de trabalho foi também amigo de Vaia, publicou sobre ele no Estadão de 3/4 um texto que nos autorizou a reproduzir: Um mestre do ofício Sábado, 14 de outubro de 2004, um início de tarde com sol e céu azul. Sandro Vaia abre um enorme sorriso e me abraça no meio da enorme Redação do Estado. Tínhamos acabado de receber os primeiros exemplares do jornal de domingo e fizemos um brinde com champanhe. Ele não me disse nada, nunca foi de muitas palavras. Nem precisava. Brindávamos ao novo projeto editorial e gráfico do Estadão. Aquela edição tinha deixado o jornal do dia anterior espantosamente envelhecido, tamanha a mudança para melhor. O italiano Sandro Vaia era o então diretor de Redação e eu um dos coordenadores da reforma. Mais do que todos, ele sabia ser aquele exemplar que tínhamos nas mãos o resultado de um trabalho paciente, difícil, às vezes doloroso, executado com pouca verba e em tempo recorde. Em 2000, Sandro Angelo Vaia tinha iniciado a missão mais difícil da sua já então reconhecida carreira. Fora um profissional destacado no Jornal da Tarde, liderara uma revista, chefiara a Agência Estado. Vaia assumia o comando em um dos momentos mais difíceis e tristes vividos pela redação do jornal em seus 125 anos de história. Dias antes seu antecessor, Antonio Pimenta Neves, havia assassinado a jornalista Sandra Gomide. Era uma redação traumatizada, de baixíssima estima, outra vítima da gestão errática de Pimenta. Pacientemente, o filho da aristocrática Mantova conseguiu, com a ajuda dos editores que mantivera no cargo, acalmar e reerguer o moral do time. Para isso, usara sua crença nos fundamentos do ofício. Acreditou no processo de seu conterrâneo, o marxista Gramsci, a guerra dos movimentos: mais do que impor, ensinar, dar exemplo, trabalhar os fundamentos do jornalismo. Como em redação um apelido é eternizado em segundos, pela origem e pela cabeleira já branca, logo se tornou o simpático Gepeto. E o jornalista, como o carpinteiro, tem de conhecer seu ofício. De pouco adianta o rigor da encomenda, a imposição, se não se sabe cortar, lixar, trabalhar a madeira, fazer os encaixes corretos. E Sandro era um mestre do ofício que amara e ao qual se dedicara desde garoto. O jornal que buscava, cuja receita parecia simples, era de execução complexa: boas histórias, de preferência exclusivas, a partir de apuração correta e profunda, texto limpo e claro, com título exato e atraente, numa página bem desenhada. Tinha um olho impressionante para maus textos e títulos ruins. Nessas horas mostrava seu sangue carcamano, gesticulava, bufava, xingava. Para tentar conseguir o jornal que perseguia, foi com o tempo trocando peças, moldando o grupo a seu jeito. E delegando, essa qualidade nem sempre presente num chefe. Com o tempo o produto melhorou e isso foi fundamental para a maior conquista de sua gestão: resgatar o moral de seus profissionais. Tirou a redação do fundo do poço para deixá-la novamente orgulhosa de estar fazendo um dos melhores jornais do Brasil. Trabalho espelhado na reforma de 2004, ganhadora de vários prêmios nos anos seguintes. Obra de um mestre, como seu grande ídolo Ademir da Guia, o líder da Academia palmeirense dos anos 1960 e 70. Sandro adorava futebol e era apaixonado pelo Palmeiras. O que não o impedia de ter entre os amigos do peito alguns corintianos fanáticos. Como Ademir, era elegante, efetivo, preciso, mas discreto. Jogava antes para o time, mais do que para a arquibancada. Evitava holofotes. Fugia das muitas reuniões burocráticas e desnecessárias inerentes ao cargo. Gostava de se concentrar no jornalismo. Deixou o jornal em 2006. Mas continuou na lida. Já fora do dia a dia das redações, manteve até seus últimos dias a excelência jornalística, analisando em frases curtas, com perspicácia, humor e elegância, as muitas notícias do Brasil e do mundo, usando a tecnologia dos novos tempos. Tendo como matéria-prima principal as notícias do jornal que amava e ajudou a aperfeiçoar. Sem Sandro Vaia, o jornalismo perde um mestre do ofício.
Abertas inscrições para Bolsa de Fotografia Zum/IMS
O Instituto Moreira Salles abriu em 9/4, com encerramento em 24/6, a quarta edição da Bolsa de Fotografia Zum/IMS. O objetivo é selecionar dois projetos inéditos de artistas e fotógrafos, para que desenvolvam e aprofundem seu trabalho no campo da fotografia, em suas mais diversas vertentes, sem restrição de tema, perfil ou suporte. Os projetos serão avaliados por uma Comissão de Seleção constituída por profissionais do IMS e um convidado com trabalho reconhecido na área fotográfica. Serão considerados critérios de qualidade artística, qualificação do candidato e viabilidade prática do projeto. Cada bolsa tem o valor de R$ 65 mil e os selecionados terão um prazo de oito meses para a entrega dos resultados finais dos projetos, que serão incorporados ao Acervo de Fotografia do IMS. Os dois projetos ganhadores serão divulgados em 25/7 de julho no site da Revista Zum, onde também a partir do dia 9 estarão disponíveis o edital e o formulário de inscrição. Este deverá ser encaminhado para Bolsa de Fotografia Zum/IMS 2016 – Av. Paulista, 2.439 / 6º – CEP 01311-936 − São Paulo/SP. Mais informações com Bárbara Giacomet de Aguiar (11-3371-4490 e [email protected]) ou Lana Ohtani Spolle (4424 e comunicacao@).
Congresso Abraji é antecipado para os dias 23, 24 e 25 de junho
O 11º Congresso da Abraji foi adiantado em uma semana e será realizado em São Paulo nos dias 23, 24 e 25 de junho. Mais uma vez, o evento será no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi (rua Casa do Ator, 275). Estão planejados mais de 70 painéis e oficinas, com cerca de 120 palestrantes do Brasil e do exterior. Nas próximas semanas serão abertas as inscrições para o evento. Interessados em organizar grupos já podem entrar em contato pelo [email protected] para receberem informações sobre descontos e instruções sobre como proceder.
Jornal de Brasília ganha programa na JK FM
O Jornal de Brasília criou o Jornal de Brasília no ar, programa de rádio produzido pelo jornal, em um estúdio próprio. Ele é apresentado por Paulo Gusmão, em dobradinha com Natalia Soares, subeditora de Política, diariamente, às 18h, na Rádio JK FM. Na ausência de Paulo quem assume é Eduardo Brito, que divide com ele a editoria executiva do jornal. O programa tem uma sequência de quadros: Mundo Bizarro, com Cláudio Caxito (subeditor do Na Hora H); Política, com Eduardo Brito; Mundo-Economia-Brasil, com Ricardo Nobre; Cultura, com Michel Toronaga; e Esportes, com Roberto Wagner ou Ian Ferraz. Ainda por lá, Raquel Martins Ribeiro, que vinha frilando no Jornal de Brasília, foi efetivada como repórter do caderno Viva (Cultura).
Honda internaliza estrutura de Comunicação
S2Publicom e Linkpress deixam o atendimento da marca Desde 1º/4, a Honda passou a cuidar internamente de seu relacionamento com a imprensa. Com isso, encerrou os contratos que mantinha há dois anos com a S2Publicom, para o atendimento Institucional e de Automóveis, e há 24 anos com a Linkpress, que vinha sendo responsável por Motocicletas. Pela nova estrutura, apenas a VipComm (11-3893-1010), responsável pelo relacionamento com a imprensa para competições de duas rodas, segue dando suporte à equipe, sob os cuidados de Ricardo Ribeiro ([email protected]) e Carolina Yada (carolina.yada@). “Estamos acompanhando as mudanças do mercado e a necessidade de otimizar cada vez mais os processos internos para uma estratégia de Comunicação mais próxima e rápida”, explica o diretor de Comunicação Corporativa Sérgio Bessa. “Reforçamos o nosso time e continuaremos oferecendo um atendimento de qualidade aos nossos parceiros da mídia”. Dentre as contratações, destaque para a chegada no começo do ano de Marcelo Ghigonetto ([email protected], 19-3864-7120 e 11-982-069-160). Depois de oito anos atendendo à marca pela Linkpress, ele foi contratado para reforçar o núcleo de Motocicletas e Produtos de Força, sob a gerência de Alfredo Guedes (alfredo_guedes@, 7125 e 11-986-398-984). Outra novidade está no núcleo de Automóveis, sob a gerência de Marcel Dellabarba (marcel_dellabarba@, 7118 e 11-985-580-228). Para o atendimento, ao lado de Viviane Costa (viviane_costa@ e 7122), foi contratado Rodrigo Leite (rodrigo_leite@ e 7122), que até recentemente atendia à conta da Volvo na S/A Llorente & Cuenca. Para assuntos corporativos, a gerência é de Evelyn Lima (evelyn_lima@, 7123 e 11-986-420-873), com atendimento de Maria Fernanda Cunha (maria_cunha@ e 7121). Integram ainda a nova estrutura Fabio Bonatto (fabio_bonatto@, 7124 e 19-987-301-813), que fica responsável pela frota de duas e quatro rodas, além de Aline Cerri (Digital e Publicidade Institucional), Gracielle Borges e Aline Akemi Makinodam (Comunicação Interna). Toda equipe responde ao diretor executivo de Relações Institucionais Paulo Takeuchi.
Abeifa apresenta nova diretoria e Textofinal reassume o atendimento à imprensa
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores promove na próxima terça-feira (5/4) solenidade de posse da nova diretoria da entidade para o biênio 2016/2017. A entidade, que volta a ser dirigida por José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors, contará ainda com Luis Rezende (Volvo), como vice-presidente, e Luis Curi (Chery), como diretor financeiro. O encontro será às 17h, no Hotel Unique, em São Paulo (av. Brig. Luiz Antonio, 4.700). Confirmações de presença com Mariana ou Isabella, pelo 11-3849-8633. Outra novidade está no retorno da Textofinal como responsável pelo relacionamento da Abeifa com a imprensa. A agência já havia cuidado da assessoria de imprensa da entidade por 21 anos, até deixar a função em 2013. “Vamos direcionar nossos esforços no sentido de mostrar à sociedade que os importados não representam (e não representarão) quaisquer ameaças ao País”, destaca o diretor da Textofinal Koichiro Matsuo ([email protected]). “Ao contrário, os importados auxiliam a indústria local a ser mais competitiva para o mundo”. Sobre as coletivas da entidade, ele explica: ”Em princípio, vamos voltar com as coletivas bimestrais, mas de modo ampliado. Voltaremos a fazer, muito provavelmente, no Hotel Renaissance, em São Paulo, com era antes”. Além dele, a conta estará sob a responsabilidade de Isabella Sih.
Paulo Campo Grande conta como foi acompanhar a criação da Toro
Na disputa pelo furo de reportagem e pelas revelações de segredos automotivos, centenas de jornalistas do setor, representando um número cada vez maior de publicações especializadas, lutam a cada dia para ter acesso antecipado ao que ainda está por vir no mercado.
Acostumado a ser um entre tantos a batalhar pela informação em primeira mão, o editor de testes da Quatro Rodas Paulo Campo Grande viu-se em uma situação inusitada nos últimos meses: teve o privilégio de acompanhar durante um ano e meio cada etapa do nascimento da Toro, nova picape da Fiat. O resultado pode ser conferido na reportagem Como nasceu a Toro, que chegou às bancas na edição de abril da revista.
“A ideia era antiga”, conta Paulo. “Sempre falávamos sobre conseguir acompanhar o desenvolvimento de um automóvel diretamente da fábrica, mas as marcas não costumam nem querer ouvir esse tipo de proposta. A Fiat sempre foi um pouco mais aberta, mas ainda assim nunca havia aprovado nossa sugestão. Em 2010 até conseguimos acompanhar o desenvolvimento do design do Uno, mas era um modelo que já estava pronto e que o mercado conhecia. Dessa vez, com a informação de que o carro estava sendo projetado, fiz novamente a sugestão para a Elisa Sarti [N. da R.: assessora de imprensa da Fiat], que levou o tema à Diretoria de Comunicação. Eles gostaram da ideia e seguiram adiante com a proposta, chegando inclusive à direção da Fiat na Itália”.
Pauta aprovada, começou um grande jogo de segredos. Além de Paulo, apenas o redator-chefe Zeca Chaves e o então diretor de Redação Sergio Gwercman sabiam da pauta e das inúmeras idas do editor para as fábricas da Fiat em Betim e Goiana, e para a pista de testes no interior de São Paulo.
“Muitas vezes tive que me esconder de gente tirando foto dos carros camuflados que acabei dirigindo”, comenta. “Foi um período bastante curioso e engraçado para nós, dentro da Redação”, lembra Zeca. “Sempre que rolava algum furo da Toro, não podíamos deixar o Paulo escrever ou sequer ajudar o pessoal da equipe”.
Para manter o segredo, a fábrica só permitiu que as fotos fossem feitas por fotógrafo próprio deles, e que só fossem entregues após o lançamento. O projeto como um todo durou 30 meses, e foi dividido em oito fases, das quais Paulo acompanhou a partir da terceira, um ano após o início da concepção do carro: “Foi uma experiência muito legal. Já sou veterano e vi muita coisa, mas estar no olho do furacão foi totalmente diferente. Superou tudo o que eu já havia feito. No fim, acabei fazendo parte do segredo de fábrica”.






