A International Women´s Media Foundation (IWMF), com apoio da organização sem fins lucrativos The Secular Society, abriu uma bolsa de reportagem para financiar histórias sobre mulheres, produzidas por mulheres. A inciativa tem por objetivo promover reportagens inéditas sobre assuntos que afetam as vidas de mulheres e garotas de todo o mundo. O valor médio das bolsas é de US$ 5 mil, que podem ser usados para cobrir gastos com viagem, logística, vistos e pagamento de tradutores. Os financiamentos serão entregues nos meses de agosto, dezembro e abril. Um comitê de avaliação se reunirá nesses três períodos para decidir quem vai conseguir o financiamento, por isso, propostas de pauta que dependam de um determinado tempo devem ser feitas com cautela. A IWMF busca jornalistas que tenham três ou mais anos de experiência profissional. As inscrições ficam abertas durante todo o ano e devem ser feitas através de um formulário online.
Leida Reis cria editora para contar histórias de famílias
Leida Reis, editora do Hoje Em Dia, deu partida à Páginas Editora, especializada em histórias de famílias. Segundo ela, “a editora oferece um profissional, escritor ou jornalista para coletar dados, fazer entrevistas e montar o livro. Mas também editará aqueles que já chegarem escritos”, em papel ou e-book. Por enquanto, o lançamento foi feito apenas nas redes sociais, mas um evento presencial deverá acontecer no segundo semestre, ainda sem data marcada. Leida tem quatro livros publicados, incluindo A invenção do crime (Record, 2010) e O livro de cada um (Mandruvá, 2015), grande experiência no jornalismo e em curadoria literária, o que a impulsionou à decisão de criar sua própria editora. O contato pode ser feito pelo [email protected].
A reinvenção do jornalista ? #7 Facilitadores portáteis da vida de jornalista
Um smartphone e muita coisa para fazer. O mundo que cabe numa telinha, que cabe na palma da mão. Telefonar é pouco quando um universo de possibilidades pode ser explorado usando esses aparelhinhos que nos tomam a atenção e se tornam cada vez mais parte de nosso dia a dia. Para colaborar um pouquinho com essa exploração, uma pequena lista de aplicativos que podem facilitar (e muito!) a vida do jornalista, desde a apuração até a edição da notícia: Dropbox– Nunca é demais falar dele. O serviço permite que o usuário acesse seus documentos na nuvem em quaisquer de seus devices. Um jeito fácil, rápido e que elimina a necessidade de um objeto físico para transferência de dados. Além disso, pode-se usar para compartilhar documentos com outros usuários. Evernote– Queridinho por quem é fã de organização, o Evernote oferece várias possibilidades de captura de textos, páginas, áudio e fotos, que podem ser catalogados e classificados em cadernos. A grande vantagem também é a possibilidade de sincronizar com tablets e computadores. DocScanner – O aplicativo, pago, captura imagens de documentos via câmera do aparelho e consegue transformar imagens desses documentos em texto editável via OCR. OCR, que significa OpticalCharacterRecognition, é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de um arquivo de imagem ou mapa de bits, pelo qual é possível obter um arquivo de texto editável. Iscanner– Com o Iscanner é possível digitalizar documentos tirando uma foto no momento ou importar fotos do rolo de câmara. O aplicativo detecta bordas e ajuda a enquadrar documentos em papel, e mesmo até a corrigir o seu aspecto. Nele também é possível a criação de pastas, para podermos organizar facilmente os documentos em diferentes categorias, além de ativar senha específica para cada pasta. Também é pago. Fotor– É uma plataforma de edição, partilha e venda de fotos, recomendada pela BBC como o “Photoshop fácil”. Simula zoom, aplica filtros e efeitos, recorta, gira… Uma opção realmente fácil de usar e eficiente para ajustes simples de fotos. Report It – Específico para jornalistas, o aplicativo é capaz de proporcionar uma transmissão muiltimídia de qualidade profissional, transformando o dispositivo em um receptor e transmissor de áudio bastante fiele ultraportátil. Ou seja, com ele é possível fazer uma transmissão ao vivo com qualidade superior, além de enviar notícias, relatos desportivos, entrevistas gravadas com qualidade 20kHz para o estúdio utilizando uma variedade de opções de transferência de arquivos. Tem versões gratuitas e pagas. TapeACall Pro Record Calls – Mediante assinatura mensal, o usuário pode fazer um número ilimitado de gravações de ligações, tanto recebidas como realizadas. O compartilhamento do arquivo pode ser feito por transferência para o computador, e-mail ou mensagem de texto. Pocket– Também em versões gratuitas e pagas, o Pocket é um basicamente um gerenciador de links de interesse do usuário. Visitou uma página, interessou-se pelo conteúdo (de texto ou vídeo), mas não quer esmiuçá-lo naquele momento? Sem problemas! Salve o link em sua conta do Pocket que você poderá acessá-lo em outro momento, inclusive off-line. Hootsuite– É gerenciador de redes sociais. Com ele é possível interagir com audiência, programar postagem, acompanhar trendingtopics, fazer buscas e analisar resultados de sua campanha, tudo isso por meio de um único painel. Também facilita a observação do comportamento do público nas redes sociais, segundo sua influência e hábitos de publicação. Dicionário Priberam – Nunca é demais ter um “pais dos burros” por perto, certo? Gratuito, o aplicativo integra 16 dicionários, com sinônimos, antônimos e locuções.
Mudança de comando na Ejesa: Aziz Filho deixa O Dia
Aziz Filho, diretor de Redação de O Dia e Meia Hora, as publicações da Ejesa, despediu-se da equipe na tarde dessa 3ª feira (24/5). Além dele, saem também o diretor de Arte André HIppert, o editor executivo Roberto Pimentel, a editora de Economia Eliane Velloso e o colunista Fernando Molica. Na véspera (23/5), saíram os diretores Financeiro e Comercial.
Na semana passada, o empresário Mário Cuesta esteve na redação da Ejesa. Apresentou-se na condição de consultor que iria ajudar os acionistas a equilibrarem as contas. Eventualmente, no futuro, poderia vir a comprar a empresa, mas apenas se chegasse a esse equilíbrio. Não escondeu que haveria cortes e, nesta situação, é natural que se comece pelos salários mais altos.
O importante acionista português Nuno Vasconcellos está no Brasil, presente à movimentação. Jornalistas&Cia publicou, no início de 2016, entre outras notícias sobre o grupo Ejesa, que Cuesta, após assumir o Diário de S.Paulo e o iG no final do ano, estaria negociando também a compra da empresa. Recebemos um desmentido do grupo, veiculado na edição seguinte. Ao que parece, a notícia se confirma.
Cuesta deixou no Rio, como seu representante, Marcos Salles, que agora substitui Aziz Filho, e deve concentrar os cargos de confiança. Salles era, há um ano, diretor da NSG, fabricante de máquinas de impressão. Foi diretor de Redação e Operações do Diário de S.Paulo até 2014, já sob o controle do grupo Cereja, de Cuesta. Antes disso, teve o mesmo cargo em Circulação e Gráfica do grupo Escala, e Circulação e Logística da Bloch Editores.
Aziz ([email protected]) é graduado pela Facha, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela UFRJ. Por duas vezes, foi repórter do Jornal do Brasil e da Folha de S.Paulo. Como repórter de O Globo, ganhou um Esso na equipe da série sobre a Guerrilha no Araguaia. Em seguida, passou a chefe da sucursal da revista IstoÉ no Rio, e apresentou o programa diário Movimento urbano, no canal GNT. Presidiu o Sindicato dos Jornalistas do Município até 2005.
Foi gerente executivo de Jornalismo da EBC (TV Brasil) até 2012. Desde então, nos jornais O Dia e Meia Hora, foi editor chefe e depois diretor de Redação. Esta é a primeira demissão em sua carreira. Os funcionários, com quatro meses de salários atrasados, faziam na tarde dessa terça-feira (24/5) manifestação em frente ao edifício onde funciona a Ejesa. A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município Paula Máiran saiu de lá diretamente para a solenidade do Prêmio Petrobras. Quando Aziz deixou o prédio, foi aplaudido pelos manifestantes e se emocionou.
Cuba promove seminário sobre Turismo para jornalistas
O Instituto de Jornalismo Internacional José Marti, que pertence à União de Jornalistas Cubanos, abriu convocatória para seu XI Seminário Internacional de Jornalismo e Turismo, em Havana, de 20 a 24 de junho. Os enfoques serão nos temas atuais do turismo vinculado a esferas como economia, cultura, meio ambiente, novas tecnologias, gastronomia, patrimônio tangível e intangível e outros. O seminário tem como público-alvo profissionais da imprensa que se especializaram ou que realizam a cobertura de turismo. Nos dias 20, 21 e 22, acontecerão visitas e palestras com profissionais do Ministério do Turismo Cubano. O custo é de 295.00 CUC (pouco mais de mil reais), que cobre a taxa de inscrição e hospedagem por sete noites, com refeições inclusas, na residência El Costillar de Rocinante, que pertence ao Instituto José Marti. Para fazer a inscrição, os interessados devem enviar um e-mail para [email protected].
Cida Damasco deixa o Estadão, mas será colunista e blogueira do jornal
A editora-chefe Cida Damasco está de saída do Estadão, após quase 15 anos do que ela própria chama de sua “terceira encarnação pelas bandas do Limão”, em alusão ao bairro da capital paulista onde fica o jornal. Em comunicado à Redação, o diretor de Jornalismo João Caminoto informa que a vaga será extinta e que assumirá parte das funções, também redistribuídas pelos editores executivos que a ele se reportam. Além do aspecto econômico, que sempre pesa numa decisão dessas, o jornal, sob a direção de Caminoto, vai progressivamente alterando o perfil de seu estafe editorial. Semanas atrás saiu Roberto Gazzi, diretor adjunto que havia tido participação essencial nas transformações da plataforma em papel e digital do Estadão. Outra mudança importante foi a transferência de Fernando Paulino, que deixou de ser editor executivo para assumir Esportes. No bojo das atuais mudanças, outra levou Felipe Araújo a deixar a TV Estadão, cuja gestão passou para o editor executivo Luís Fernando Bovo, que já respondia pelas rádios Eldorado e Estadão e pelo portal. Não se deve esquecer, por fim, que agora em maio encerra-se a licença do ex-diretor de Redação Ricardo Gandour, que está passando uma temporada como pesquisador visitante na Universidade de Columbia, em Nova York, com previsão de retornar em junho, em novas e ampliadas funções, como assinalou a empresa em comunicado quando ele se afastou. Em post no facebook, na noite dessa terça-feira (24/5), Cida Damasco confirmou a saída lembrando que foram quase 15 anos no jornal, a maior parte na Economia e mais recentemente como editora-chefe das versões impressa e digital: “Foram quase 15 anos que valeram por pelo menos o dobro. Cheguei aqui pouco antes da derrubada das Torres Gêmeas e, de lá para cá, vi e vivi muito de tudo. Muitas transformações e muitas turbulências, principalmente na nossa profissão. Mas o essencial nesse tempo todo foi a convivência e o companheirismo da turma da redação, sempre empenhada em fazer o melhor produto possível. E como é difícil cumprir esse objetivo! Daqui a um mês, mais ou menos, devo estrear uma coluna e um blog de Economia no Estadão. Uma volta aos velhos tempos e uma entrada nos novos tempos. Lá vou eu”. Ainda por lá, na semana passada saiu Felipe Mortari, do Turismo, e Gilberto Amêndola, que estava em Política, cobre as férias de Vitor Hugo Brandalise no Aliás.
Carlos Marchi prepara biografia de Teotônio Vilela
Carlos Marchi está em fase de pesquisa para a produção de seu novo livro – uma biografia de Teotônio Villela. Empresário e político brasilero, Teotônio nasceu em 1917 e morreu em 1983, vítima de câncer. Participou ativamente do processo de redemocratização do País. Marchi viajou esta semana para Maceió, onde entrevista filhos e amigos, além de pesquisar documentos e iconografia nos arquivos familiares e no acervo da Fundação Teotônio Villela. “O livro será lançado em maio de 2017, quando se completará o centenário de nascimento de Teotônio. Sairá pela Editora Record, a mesma pela qual lancei meus livros anteriores, Fera de Macabu (1998) e Todo aquele imenso mar de liberdade (2015), sobre o colunista de política Carlos Castello Branco, o Castelinho. Por enquanto, o livro tem o título provisório de Menestrel”, disse Marchi ao Portal dos Jornalistas. Ele foi amigo pessoal de seu personagem. “Desde já gostaria de fazer um apelo a todas as pessoas que foram próximas a ele e se lembram de boas histórias envolvendo o Menestrel”, pede o autor. O contato dele é [email protected].
Camila Borowsky é a nova editora do Batanga.com.br
Camila Borowsky (ex-Women´s Health) é a nova editora do site de entretenimento Batanga.com.br, da Batanga Media, lançado há um ano. Ela assume no lugar de Tiago Trigo, que agora se dedica à produção de vídeos em português da Batanga Media. Camila atuou por sete anos na Editora Abril, passando pelas redações de Abril.com, Contigo e Women´s Health.
Sidney Rezende deixa a EBC
Laerte Rímoli é o novo diretor-presidente da empresa Menos de um mês após ser anunciada sua contratação, Sidney Rezende não é mais apresentador da Rádio Nacional. De acordo com o Comunique-se, o contrato do jornalista com a EBC foi suspenso, e a última edição do Nacional Brasil – programa que ele liderava – foi ao ar em 20 de maio. O motivo seria uma decisão do presidente interino Michel Temer de contenção de gastos. Logo após sua chegada à empresa, o valor do contrato de Sidney – que chegaria a R$ 1 milhão – teria sido motivo de burburinho nos bastidores da empresa e causado indignação de funcionários. Em 14/5, Sidney publicou um texto sobre o tema em seu site, dando detalhes de sua contratação e atribuições. “O que você lerá aqui é um esclarecimento sobre os detalhes da minha contratação pela EBC”, inicia o texto, que ainda questiona as publicações de Estadão (que relatava o protesto de funcionários pela contratação) e O Globo (intitulada Com dívida de R$ 22 milhões, EBC pagará a jornalista R$ 507 mil) à época. Novo diretor-presidente Além da dispensa dos serviços de Rezende, Temer divulgou em 20/5, por meio do Diário Oficial da União, a nomeação de Laerte Rímoli, então assessor na Câmara dos Deputados, como novo diretor-presidente da EBC, função até a semana passada de Ricardo Melo, que recorreu ao STF para continuar na gestão da empresa. Em nota publicada pela Agência Brasil, Rímoli aponta como preocupação da nova direção valorizar os funcionários do quadro permanente da empresa, de modo a que as três diretorias – de Jornalismo, Engenharia, e Administração, Finanças e Pessoas – serão ocupadas por servidores da EBC. O novo presidente disse ainda, de acordo com a nota, que buscará cumprir a regra, estipulada pelo Acordo Coletivo de Trabalho da EBC, de destinar 70% de todos os cargos de chefia para empregados concursados. Formado pela Universidade Federal de Goiás, o Rímoli foi diretor regional da TV Globo, no Rio de Janeiro, e chefe da Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Esporte e do Turismo durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também coordenou a comunicação da campanha presidencial do candidato Aécio Neves em 2014 e, recentemente, trabalhou na Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados, durante a gestão do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Bob Garfield encerrará o Congresso Abraji 2016
O jornalista Bob Garfield, que há 15 anos comanda o programa On The Media na WNYC (filial da NPR, rádio pública dos Estados Unidos, em Nova York) encerrará o Congresso da Abraji de 2016 tentando responder à pergunta: O que vem depois da crise da imprensa?. Em seu programa semanal, apresentado também por Brooke Gladstone, Garfield faz uma análise crítica de como a imprensa dos Estados Unidos cobre grandes temas de atualidade. On The Media, no entanto, não é só sobre o conteúdo dos jornais: o jornalismo como modelo de negócio frequentemente entra em discussão. É nesse programa que as estratégias das grandes empresas para voltarem a operar no azul são discutidas, bem como a interferência cada vez maior das redes sociais nos hábitos de consumo de noticiário. Garfield é autor do livro The Chaos Scenario (2007), em que analisa o colapso da mídia de massa e da publicidade. As previsões apocalíticas que ele fez no livro sobre a economia da mídia na era digital acabaram por se tornar realidade. Como palestrante, já passou por mais de 37 países em seis continentes. No Congresso Abraji, Bob encerra também a viagem que ele e sua equipe farão pelo Brasil. Durante uma semana, junto à produtora Alana Casanova-Burgess, tentará entender as crises sanitárias, políticas e econômicas que o País atravessa e o papel que o jornalismo brasileiro tem desempenhado em meio ao caos. Outra participação confirmada para o congresso é a de Caco Barcellos. Repórter referência da TV Globo, onde está à frente do Profissão Repórter, Caco falará sobre os dez anos do programa. Sua sessão será às 9h do dia 25 de junho. Para inovar, a edição deste ano do congresso também apostará na Abraji Talks, versão inspirada no modelo TED Talks. No dia 24/6, às 16 horas, quatro jornalistas – Conrado Corsalette (Nexo), Laura Diniz (Jota), Leandro Demori (Medium Brasil) e Mariana Castro (F451) – exporão em breves palestras os desafios da inovação no jornalismo e as dificuldades da sustentabilidade de novos projetos. Seguem abertas as inscrições para o congresso, que tem o apoio deste Portal dos Jornalistas e do Jornalistas&Cia.






