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quarta-feira, abril 8, 2026

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Quase 80% das jornalistas sofrem assédio moral no ambiente de trabalho

São preocupantes as estatísticas de casos de assédio moral, machismo e racismo revelados na pesquisa Desigualdade de gênero no jornalismo, feita em todo o País pelo Sindicato dos Jornalistas do DF.

Das 535 jornalistas entrevistadas, 417 (77,9%) disseram ter sofrido algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Um número maior ainda, 78,5%, afirmam que já enfrentaram algum tipo de atitude machista durante entrevistas. E mais de 70% delas disseram que já deixaram de ser designadas para uma pauta pelo fato de serem mulheres.

A pesquisa aponta que 61,5% das jornalistas já vivenciaram situações em que, apesar de exercerem a mesma função de colegas homens, receberam salários menores do que os deles. Os dados confirmam as estatísticas reveladas na pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro, segundo as quais as mulheres são a maioria nas redações (64%) mas ainda recebem salários menores do que os seus colegas homens e não ascendem aos postos de comando.

O estudo também revela a falta de representação das mulheres negras dentro da profissão. Quando perguntadas se acreditavam que essas jornalistas têm menos oportunidade, 86,4% das profissionais responderam afirmativamente.  A maior incidência de respostas foi de profissionais de São Paulo e do Distrito Federal, totalizando mais de 300 mulheres nessas duas regiões.

Boa parte das profissionais se identificaram como redatoras e mais de 200, simplesmente jornalistas. Cerca de 80 exercem cargos de chefia e mais de 100 trabalham em assessorias de imprensa. A pesquisa foi lançada em 8/3, como parte do Coletivo de Mulheres Jornalistas, no Dia Internacional da Mulher. Foram entrevistadas mulheres de vários estados, entre março e maio, por meio de questionário na internet.

Roberto Dias é o novo secretário de Redação da Folha de S. Paulo

Roberto Dias é desde 2/6 secretário de Redação da área de Produção da Folha de S.Paulo. Com isso, junta-se a Vinicius Mota, secretário de Redação da área de Edição, para compor o novo comando da Redação do jornal, encabeçado pelo editor executivo Sérgio Dávila.

Roberto entrou no lugar de Rogério Gentile, que iniciou um sabático em abril, substituído interinamente por José Henrique Mariante. Dias, que entrou na Folha em 1998 pelo Programa de Treinamento, aos 18 anos, era o responsável pela interface entre a Redação e a área de tecnologia, e sua nomeação está sendo interpretada internamente como uma indicação de que o jornal vai dar ainda mais atenção ao futuro digital.

Na mesma data, Leonardo Cruz, que era secretário assistente de Redação da Home, assumiu como secretário assistente de Redação da área Digital. Seu posto anterior foi extinto e  suas funções, divididas entre as secretarias de Produção e Edição.

Governo corta publicidade em veículos simpatizantes do PT

Em matéria publicada nesta terça-feira pelo Estadão, a repórter Tânia Monteiro, de Brasília, afirma que o Palácio do Planalto cortou pelo menos R$ 8 milhões dos R$ 11 milhões que até o final deste ano seriam destinados a publicidade de estatais e órgãos em blogs  e sites “simpatizantes” do PT. De acordo com Tânia, deixarão de receber recursos Brasil 247, Diário do Centro do Mundo, Conversa Afiada, (de Paulo Henrique Amorim), o blog do Esmael Moraes, Cafezinho e Pragmatismo Político. Além deles, Luis Nassif, que tinha contrato com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para apresentar um programa semanal, também entrou no corte, assim como Sidney Rezende, contratado pela Rádio Nacional. O Planalto, ainda de acordo com o jornal, preservou a publicidade em veículos considerados apartidários e destinados à promoção de debates de relevância pública. Na lista estão o Observatório da Imprensa, que tem previsão de receber R$ 231 mil, e o Congresso em Foco, que – segundo o jornal – tem previstos R$ 940 mil em publicidade de ministérios e estatais.

Que tal uma temporada de reportagens em Uganda?

A International Women´s Media Foundation (IWMF) está à procura de jornalistas mulheres interessadas em fazer uma viagem de reportagem a Uganda, no período de 15 a 27 de setembro. Seis profissionais de todo o mundo serão selecionadas e ficarão na cidade de Gulu, no norte do país. Mais de 63 jornalistas já viajaram pelo projeto e realizaram a cobertura de pautas que não recebem muita atenção da mídia. A intenção da IWMF é de que até 2019, 250 jornalistas participem do programa. Na turma deste ano, as bolsistas iniciarão a viagem em Nairóbi, Quênia, onde participarão de um breve treinamento de segurança, além de receberem orientações sobre a região africana dos Grandes Lagos. Na cidade de Gulu, as repórteres poderão conversar com fontes e outros jornalistas, além de visitar os Parques Nacionais de Murchison Falls e de Kipedo Valley.  As candidatas podem ser jornalistas freelance ou de algum veículo, e devem ter no mínimo três anos de experiência e boas habilidades de inglês. As inscrições terminam na próxima quarta-feira, 15 de junho.

Marcos Clementino volta ao Brasil e à TV Cultura

Após temporada como correspondente da RedeTV em Paris, e posterior saída da emissora, Marcos Clementino comemora nova fase no Brasil, agora na TV Cultura. Sobre seu período como correspondente, ele contou ao Portal dos Jornalistas: “Sem dúvida foi uma experiência única. A sorte de acompanhar a história da humanidade e seus personagens de perto; situações que em breve estarão nos livros, nas prateleiras das bibliotecas – acervos digitais – para o meu filho estudar em sala de aula e que eu testemunhei ao vivo e em cores”. Em uma rápida análise de sua carreira, Marcos se diz um privilegiado, por ser de origem humilde e, com muito esforço e aproveitando as oportunidades, ter conseguido conhecer vários países: “Sinto-me um profissional privilegiado. Um sujeito que saiu da periferia de São Paulo – filho de um marceneiro com uma babá, ambos que vieram das roças pobres do Brasil – para viajar o mundo e conhecer 32 países, aos 32 anos”. Como desafio na nova empreitada – repórter local em São Paulo –, o jornalista aponta a busca por uma sociedade mais justa e menos violenta: “O meu maior desafio agora, como jornalista e cidadão, é lutar para que haja menos injustiça e violência dentro da sociedade brasileira; cobrar das autoridades públicas o seu papel de Estado e os direitos da população adquiridos na Constituição. Mostrar através das reportagens que é possível reverter o cenário atual do nosso país, com o desafio de manter a chama da esperança acesa no coração de cada brasileiro que deseja vencer na vida”. Em Paris, como correspondente da RedeTV, ficou Luciano Junior, que foi para lá em novembro do ano passado.

Paulo Alceu retorna nesta segunda-feira como âncora do RIC Notícias

O jornalismo arrojado e opinativo de Paulo Alceu é a aposta da catarinense RIC TV – afiliada da Rede Record – para o comando do seu principal telejornal , o RIC Notícias. A retorno de Paulo à bancada do programa – posto que havia ocupado até março passado, está marcado para esta segunda-feira – às 19 horas. “A internet e as redes sociais estão exigindo uma nova postura na condução da notícia impondo mais opinião, tornando a informação mais interpretativa. Essa é uma das propostas do RIC Notícias que começará a ser construído a partir de agora,” afirmou Paulo Alceu em nota no portal RIC. “O RIC Notícias terá a cara do Paulo Alceu: polêmico, contundente, arrojado e, ao mesmo tempo, extrovertido”, comentou também em nota Marcos Giraldi, gerente de Jornalismo da RICTV em Florianópolis, garantindo que a proposta é pioneira em Santa Catarina. Os repórteres do novo jornal também poderão – nas palavras de Paulo Alceu – “romper as barreiras da narrativa”, opinando e interpretando os fatos noticiados. Antes da RIC, ele teve passagens pelas tevês Globo, Manchete, SBT e RBS, entre outras atividades. Rafaela Arns, que até então apresentava o RIC Notícias, assumirá no começo de julho as funções de editora-chefe e apresentadora do SC no Ar, telejornal matinal da emissora. “O novo desafio é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional. A proposta é somar à equipe já constituída e buscar ainda mais qualidade na informação levada aos telespectadores”, diz a jornalista.

Rádio Gaúcha lança bar temático em Porto Alegre

A partir desta terça-feira (7/6), a Rádio Gaúcha terá uma segunda casa: o Gaúcha Sports Bar. Além de provarem pratos batizados com nomes ligados ao futebol, os frequentadores do local poderão assistir a programas, interagindo com os comunicadores, ou a transmissões de esportes nos 14 televisores espalhados pelo espaço e no videowall, de 185 polegadas e resolução 4K, que vai projetar as partidas em alta definição. “Nós não tratamos mais a Gaúcha como uma rádio. Somos uma marca próxima da comunidade”, diz em nota Fabiana Marcon, diretora-geral de Rádios do Grupo RBS. “A criação de um espaço temático, onde o torcedor pode ver, debater e comemorar o jogo, é a extensão da Gaúcha em um novo formato de aproximação com o público. Nós interagimos com o ouvinte no Facebook, no Twitter, no Instagram, no WhatsApp e também na mesa do bar”. “Hoje o relacionamento com o público é essencial”, comenta o apresentador e narrador esportivo da emissora Pedro Ernesto Denardin. “Nós temos que levar a rádio para fora do estúdio, e o bar vai ser mais uma oportunidade de se aproximar de quem estiver nos escutando. Vai ser mais um dos nossos diferenciais”. O empreendimento – primeiro bar temático esportivo de uma rádio no Sul do País (iniciativa semelhante data de 2014, realizada pela rádio Itatiaia, de Minas Gerais) – é uma parceria do Grupo RBS com a Tornak Participações e Investimentos. O espaço tem capacidade para 240 pessoas sentadas e vai funcionar todos os dias da semana, das 17h à 1 hora. O Gaúcha Sports Bar fica no Viva Open Mall, na Zona Norte de Porto Alegre (av. Nilo Peçanha, 3.228). A operação do bar vai ser do Boteco Natalício, um dos mais premiados da região.

Abraji Talks é mais uma novidade do Congresso Abraji este ano

Para inovar, a edição deste ano do Congresso Abraji de Jornalismo Investigativo apostará nas Abraji Talks, versão inspirada no modelo TED Talks. No dia 24/6, às 16 horas, os jornalistas Conrado Corsalette (Nexo), Laura Diniz (Jota), Leandro Demori (Medium Brasil) e Mariana Castro (F451) exporão em breves palestras os desafios da inovação no jornalismo e as dificuldades da sustentabilidade de novos projetos. Nesse modelo, cada participante tem no máximo 18 minutos. Não há moderação nem perguntas da plateia com . O foco são ideias, inovação e multiplicação de conhecimento. Seguem abertas as inscrições para o congresso, marcado para de 23 a 25/6, em São Paulo, com apoio deste Portal dos Jornalistas e do Jornalistas&Cia.

O homem do saco

Aquele senhor flagrado pela televisão roubando a medalha destinada ao jovem goleiro Matheus, do time de futebol júnior do Corinthians, na celebração da Taça São Paulo, nunca me enganou. Não foi exemplo para ninguém. É bom exemplo para a juventude surrupiar o prêmio maior de um menino às portas do mundo, que deveria ser saudável, do futebol brasileiro?

Aquele senhor está preso na cidade de Nova York, por corrupção por onde passou. Aquele senhor jogou no São Paulo e virou chefe político do bairro de Santo Amaro. Ali, fica o Largo Treze de Maio, um dos berços paulistanos do PT, reduto das primeiras manifestações contra a agonizante ditadura, aproveitando o fim do AI-5. Dele saíram as primeiras passeatas, rumo aos saques a supermercados, acampamentos no Ibirapuera e perigosas invasões de casas de armas. Volta e meia, a tropa de choque da PM se armava no Largo Treze para evitar estripulias.

Em um dia de calmaria naquele velho reduto, pedi ao repórter Wilson Marini, depois editor-chefe do nosso Correio Popular, de Campinas, e renovador de jornais pelo interior afora, que mostrasse como era a vida em dia de paz naquelas paragens. Repórter que gosta de gastar sola de sapato, só escreve se o texto cheirar a mato, pó ou poluição, encafifou com um velho mendigo, alto e andrajoso, que perambulava por ali carregando um saco de estopa.

Sai de um cômodo, enche o saco com papel velho, volta para sua toca e começa de novo. Vamos ler o relato do Wilson, rememorando aquele dia: “Foi das reportagens mais difíceis de escrever. Junho de 1981. De repente, estava diante de um ex-lutador de boxe, que vivia em situação de penúria, Jack Marin, ‘El Terrible’ dos anos 1930, campeão na Espanha. Fez mais de 100 lutas e perdeu poucas. Quebrava garrafas no queixo pontudo, sem se ferir. Apoiado numa cama de lençóis fétidos, mexia os pés no chão batido de um casebre de 12 metros quadrados. Ali estava um herói derrotado pela vida, aos 78 anos, enfiado num paletó preto carcomido. O que teria ocorrido com Jack Marin? Longos minutos de silêncio eram interrompidos por moscas que sobrevoavam uma pilha de pães ainda embalados, com as pontas comidas pelas formigas. De repente, descubro quem mandava entregar os pães todos os dias. O velho aponta para uma foto oficial do governador do Estado, José Maria Marin: ‘Esse aí é meu filho, um homem muito bom’, disse. No Palácio dos Bandeirantes, quando abriu o jornal no café da manhã do dia seguinte, Marin caiu no choro: ‘Me pegaram!’”.

Se você confia em políticos, ele confidenciou a amigos que aquilo era opção do próprio pai e que falharam as tentativas da família de recuperá-lo. Recusava o abrigo dos filhos. A história de Jack tomou uma página inteira do Estadão, apesar dos apelos do filho para manter escondida sua vergonha. Hoje, Jack dá nome a um clube-escola, no bairro da Aclimação. Liguei lá e um professor confessou que não faz a menor ideia de quem seja o patrono nem o filho do patrono. O Brasil também gostaria de esquecer quem é esse filho do patrono.

Marcos Rozen e André Barros deixam a Agência AutoData

Duas baixas importantes atingiram a Agência AutoData nesta semana: Marcos Rozen e André Barros, respectivamente editor e subeditor, despediram-se da publicação em 31 de maio. André estava na casa há oito anos. Começou como colaborador e repórter, tanto para a agência quanto para a revista, seminários e para a extinta WebTV, até assumir o posto de subeditor. Nesse período conquistou menções honrosas nos prêmios Abraciclo e SAE Brasil, respectivamente com as reportagens Sai da Frente e BMWi: fábrica sustentável em Leipzig. Antes, foi por dois anos repórter do DCI e teve uma breve passagem pela Agência Leya. À procura de nova oportunidade e trabalhos freelance, atende pelo 11-982-226-207 ou [email protected]. Caminho diferente tomará Rozen, que decidiu dar um tempo no dia a dia das redações e dedicar-se integralmente ao MIAU (Museu da Imprensa Automotiva). O projeto, que ele criou em março de 2013, reúne press-kits, press-releases, fotos, livros, catálogos, revistas, anuários e memorabilia e deverá ganhar nos próximos meses uma sede fixa, além novidades que Marcos guarda a sete chaves. “Houve uma feliz confluência de acontecimentos que permitiram isso”, explica. “Há várias coisas de que ainda não posso falar, mas o fato é que o museu será uma empreitada profissional daqui para a frente”. Com isso, despede-se da publicação após 11 anos de casa, em sua segunda passagem. Nesse período, conquistou o Prêmio SAE Brasil, em 2008, e foi jurado do Prêmio Abraciclo em duas edições. Antes, passou por Scania, Matel e Printer Press, além de ter atuado por um ano como correspondente internacional na Europa. Seus novos contatos são [email protected] e [email protected].

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