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Policiais federais realizam 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública do País

Nos próximos dias 21 e 22/11 (terça e quarta-feiras), a Federação Nacional dos Policiais Federais e o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal realizam no Museu Nacional da República, em Brasília, o 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública. O evento vai reunir policiais federais, demais carreiras da segurança pública, especialistas, jornalistas, estudantes e sociedade civil para discutir soluções para a crise que atinge o setor. O credenciamento estará disponível ao público a partir das 13h do dia 21.

As palestras, debates e painéis seguirão até as 18h do dia 22. Participarão do evento Renato Sergio de Lima, presidente do Forúm Brasileiro de Segurança Pública; Diógenes Lucca, fundador do Grupo de Ações Táticas Especiais da PM e professor da USP; os policiais Eliel Teixeira, da Polícia do Condado de Los Angeles (EUA); e Rob Salomão, da Real Polícia Montada do Canadá, para um debate sobre o modelo de investigação brasileiro, além de jornalistas que se destacaram na cobertura da Lava-Jato e da crise da segurança pública em 2017. O evento é aberto ao público.

Facebook Experience reúne jornalistas em São Paulo

O Facebook realizou em 9/11, pela primeira vez na América Latina, o Facebook Experience: um lugar para conectar. O evento, exclusivo para a imprensa, trouxe experiências de produto em mobile e vídeo, além de ferramentas de segurança, nova plataforma do Instagram, Facebook Live e câmera, Messenger Games e um debate sobre questões complexas da rede.

Deepti Doshi, executiva do Facebook que lidera o time global de parcerias com comunidades, apresentou as ferramentas e iniciativas mais recentes, grupos de impacto mundial e explicou a missão da ferramenta: “Dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo”.

Paula Pfeifer, escritora, blogueira e idealizadora da página Crônicas da Surdez, subiu ao palco junto com Deepti para contar a história da criação do seu grupo na plataforma, que já soma quase sete mil pessoas com deficiência auditiva trocando informações, fazendo novos amigos e tirando dúvidas diariamente.

Das novidades tecnológicas da plataforma, destaque para o Watch, que ainda não chegou ao Brasil. Com ela, vídeos ficarão agrupados e com acesso direto por um botão dentro do Facebook. O objetivo é distinguir o conteúdo publicado por usuários “pessoa física” e por publishers, grandes ou pequenos, permitindo que usuários assistam a programas completos pelo aplicativo. A previsão é de que Watch chegue ao Brasil no primeiro semestre de 2018.

O dia em que o âncora falou demais

Paulo Sotero e William Wack
Paulo Sotero e William Waack

A notícia que tomou conta de todos os jornais e, principalmente, da internet completou oito dias nesta quarta-feira (15/11). Exatamente uma semana atrás, a Rede Globo decidiu pelo afastamento por tempo indeterminado do âncora do Jornal da Globo William Waack. O anúncio foi feito poucas horas depois do vazamento de um vídeo em que o jornalista faz comentários racistas durante a cobertura das eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016.

“A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações”, iniciou o comunicado da emissora, proferido também pela substituta de Waack no Jornal da Globo, Renata Lo Prete.

Ao condenar ou defender, os comentários se multiplicaram – deixando o nome Waack nos trending topics das redes sociais. Houve de tudo: desde quem defendesse a ideia de que o jornalista estaria sendo usado como bode expiatório, passando por teorias conspiratórias de que a Globo já teria intenção de dispensá-lo, por isso vazou o vídeo, até análises sobre a escravidão no Brasil e o racismo veladamente difundido em todo o País (como ensaiou The News York Times).

Quando calar é o melhor remédio

O tema é outro, mas a violência, não. No mesmo dia (8/11) em que William Waack dava o ar de sua graça preconceituosa por meio de um VT antigo extraído da ilha de edição da maior empresa de comunicação do País, o chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo falava em barrar a imprensa.

O áudio de Lucas Tavares, número dois da Comunicação do município, também vazou, expondo seu caráter ditatorial e sem limites. Nele, Lucas afirma sua pretensão de fazer tudo o que for “formal e legal” para “botar dificuldade” no acesso à informação por jornalista até fazê-lo “desistir da matéria”. O secretário chega a citar nomes de profissionais dos quais pretendia dificultar o trabalho. Ele pediu exoneração após a repercussão negativa.

Gabriela Yamaguchi assume a Comunicação do WWF-Brasil

Gabriela Yamaguchi
Gabriela Yamaguchi

Gabriela Yamaguchi ([email protected]é a nova diretora de Comunicação e Engajamento do WWF-Brasil. Sob sua supervisão estão as áreas de comunicação institucional, campanhas, relacionamento com empresas, marketing e fundraising (arrecadação de fundos). Ela responde a Mauricio Voivodic, diretor executivo da instituição.

Gabriela trabalhou por 15 anos na Editora Abril, onde foi repórter da Superinteressante e do portal Viaje Aqui e em que também gerenciou projetos de branded content para marcas como Bizz, Quatro Rodas e Placar. Passou ainda pelo Instituto Akatu e pelo Purpose Climate Lab, braço da Purpose dedicado a buscar soluções para cidades mais adaptadas e resilientes às mudanças climáticas.

Adoniran Barbosa

Adoniran Barbosa
Adoniran Barbosa

O paulista de Valinhos Adoniran Barbosa, nascido João Rubinato (26/10/1910-23/11/1982), o mais amado poeta musical do povo paulistano, começou tarde a carreira musical, compondo e cantando. Primeiro imitando Noel Rosa, seu ídolo, em programas de calouros e depois como humorista e ator em filmes de Mazzaropi. Participou da obra-prima O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, e de novelas, mas não foi muito longe. Chegou a gravar uma dezena de músicas, de sua autoria, em discos de 78 rpm, mas sem sucesso.

No acervo do Instituto Memória Brasil está um desses discos, raríssimos, com o samba Saudade da Maloca, gravado nos estúdios da extinta Continental pelo próprio autor, em 27 de julho de 1951. Essa música entrou para a história da MPB depois que o grupo Demônios da Garoa a gravou com o nome por todos hoje conhecido, Saudosa Maloca.

JCia está divulgando as preciosidades do acervo do Instituto Memória Brasil, o maior no gênero da cultura popular em mãos de particular no País, porque Assis Ângelo, um dos maiores estudiosos do tema, com vários livros publicados sobre o tema, decidiu pô-lo à venda. Cego desde 2013 por causa de descolamento das retinas, não tem mais condições físicas e financeiras de manter o material, que começou a reunir há mais de 40 anos. São cerca de 150 mil itens, entre discos de todos os formatos, fotos, partituras, folhetos de cordel, livros, fitas cassete e MDs.

Contatos pelos [email protected], www.institutomemoriabrasil.org.br, http://assisangelo.blogspot.com,

Vencedores do Vladimir Herzog contam bastidores das suas reportagens

Roda de Conversa
Roda de Conversa

Vencedores do Prêmio Vladimir Herzog 2017 compartilharam em 31/10 suas experiências com o público durante a 6ª Roda de Conversas, no Tucarena, na PUC/SP. André Borges, (O Estado de S.Paulo), Angela Bastos (Diário Catarinense), Bruno Della Latta (Fantástico/TV Globo), Gabriela Pimentel (TV Record), Hebert Araújo (CBN João Pessoa), Patrik Camporez (Agência Pública) e Thiago Reis (G1) detalharam suas estratégias na apuração de informações e os bastidores que fizeram parte dos trabalhos premiados.

A mediação foi de Paulo Oliveira e Angelina Nunes, professora e conselheira da Abraji. Assista a conversa na íntegra.

CNT anuncia vencedores do seu 24º Prêmio de Jornalismo

O roubo de cargas, um dos problemas mais graves enfrentados pelo setor transportador atualmente, foi o tema abordado em três dos sete trabalhos vencedores do 24º Prêmio CNT de Jornalismo. O jornal carioca Extra levou o Grande Prêmio desta edição, com O Rio sem entrega, de Luã Marinatto e equipe. O portal Metrópoles, de Brasília, venceu na categoria Internet, com a matéria Transbrasil, um embarque para o crime nas rodovias brasileiras, de Mirelle Pinheiro, Suzano Almeida e uma equipe que envolveu 17 profissionais. Os repórteres relatam como funciona o esquema de obtenção de autorizações para circulação de ônibus que não oferecem segurança aos passageiros, entre outros problemas.

O Correio Braziliense venceu na categoria Meio Ambiente e Transporte, com o especial Ciclovias em busca de uma cidade, com textos de Leonardo Cavalcanti, Natália Lambert, Maiza Santos e Aline Brito, edição de vídeo de Gustavo Breder e desenvolvimento de web de Vinícius Paixão. A reportagem mostra que Brasília não oferece boa distribuição de ciclovias e aponta que a substituição de parte dos carros por bicicletas poderia ajudar na redução das emissões, na melhoria da qualidade do ar e da saúde da população.

Os demais vencedores foram: Impresso – Karla Mendes/O Estado de S. Paulo, com Perigo nos rios; TV – Bruno Grubertt e equipe/TV Recife, com a série de reportagens Nos caminhos da Transnordestina; Fotografia – Guilherme Pinto/O Globo, com Fora de controle; Rádio – Guilherme Balza e equipe/CBN-SP, com a série Estrada de risco.

A entrega dos prêmios será em 6/12, em cerimônia a ser realizada em Brasília. O vencedor de cada categoria ganhará R$ 35 mil, e o do Grande Prêmio, R$ 60 mil. Neste ano, o corpo de jurados foi formado por Cristiano Romero (Valor Econômico), Silvia Salek (BBC Brasil em Londres), Dimmi Amora (Agência Infra), Helcio Zolini (Record Minas) e pelo pesquisador de infraestrutura do Ipea Carlos Campos Neto.

Folha e Google abrem inscrições para treinamento em jornalismo de dados

A Folha de S.Paulo, em parceria com o Google News Lab, recebe até este domingo (19/11) inscrições para seu 1º Programa de Treinamento em Jornalismo de Dados. O curso abordará a prática jornalística baseada nas ciências da computação, com foco na extração de informações a partir de grandes bases de dados.

Com duração de três meses, de 8 de janeiro a 6 de abril de 2018, o treinamento é aberto a programadores interessados em jornalismo e a jornalistas (ou estudantes de jornalismo) com interesse em programação.

A seleção para as 12 vagas será feita por prova online e dinâmicas presenciais. Serão oferecidas duas bolsas de ajuda de custo para candidatos que comprovarem necessidade de ajuda financeira. Ministrado em tempo integral, o programa não envolve remuneração.

Luiz Antonio Araújo deixa o Grupo RBS

Luiz Antonio Araujo
Luiz Antonio Araújo

Luiz Antonio Araújo deixou o Grupo RBS após 21 anos de casa. Ele assinava coluna diária sobre assuntos internacionais em Zero Hora. Formado pela Universidade Federal de Santa Maria, produziu reportagens internacionais para o jornal, entre elas a que fez durante cobertura na fronteira do Afeganistão após o 11 de setembro de 2001 e que deu origem ao livro Binladenistão: um repórter brasileiro na região mais perigosa do mundo.

Araújo sofreu um infarto no início de agosto e precisou ser submetido a um cateterismo e à colocação de dois stents. Mas já estava na ativa. Em comunicado, o jornal creditou o desligamento “à estratégia de foco na produção de conteúdo local, além de fazer parte do processo de gestão de pessoas que ocorre de forma contínua na empresa”. O jornalista não se pronunciou.

Elvira Lobato relata em livro os desafios do jornalismo na Amazônia

Capa do Livro
Capa do livro

Elvira Lobato, com 40 anos de profissão – 27 deles na Folha de S.Paulo –, lançou Antenas da floresta (Objetiva), resultado de três expedições pela Amazônia Legal, entre 2015 e 2016. A obra traz relatos de repórteres e cinegrafistas sobre como é o trabalho de fazer jornalismo nessa região, diante da precariedade técnica e financeira. Há pelo menos 400 microemissoras de TV com permissão para produzir e apresentar suas produções.

Uma das histórias curiosas mostra a relevância da produção local: em Araguaína (TO), cidade de 100 mil habitantes que tem sete telejornais, “se alguém leva um tiro, avisam primeiro a tevê e só depois chamam a polícia ou ambulância”, diz o apresentador Jaime Júnior.

Apesar de fazer ressalvas à qualidade do noticiário, a obra acaba sendo uma profissão de fé no jornalismo. No final Elvira escreve: “A jornalista que começou este livro não é a mesma que o concluiu. A experiência modificou positivamente meu olhar sobre o exercício da profissão”.

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