O Google anunciou nesta semana uma mudança em seu algoritmo de busca para identificar as reportagens originais, destacá-las e mantê-las por mais tempo no topo dos resultados. Também será possível ver a reportagem que deu origem às últimas notícias que circulam na internet, a primeira que foi veiculada e que originou as que vieram posteriormente.
Segundo nota do Google, devido ao grande número de informações que são veiculadas a todo o instante torna-se difícil que uma reportagem original permaneça no topo dos resultados e em destaque. A alteração no algoritmo busca mudar isso, valorizando o conteúdo original de empresas jornalísticas, que se beneficiam com maior exposição de seu trabalho.
Na nota, o Google afirma que “tem o objetivo de apoiar o trabalho da indústria jornalística, garantindo que as pessoas tenham acesso às notícias mais confiáveis e bem-apuradas”.
O Bradesco Seguros prorrogou até 20/9 as inscrições para os Prêmios Longevidade 2019, nas modalidades Jornalismo, História de Vida e Pesquisa. Segundo Alexandre Nogueira, diretor do Grupo Bradesco Seguros,” a adesão está cada vez maior e, por essa razão, decidimos prorrogar as inscrições”.
Os Prêmios Longevidade destinam-se a estimular a reflexão sobre o
processo de transformação da estrutura etária da população brasileira. A
modalidade Jornalismo busca premiar trabalhos jornalísticos que tratam o tema
de longevidade com criatividade. Ela contempla cinco categorias: Jornal
Impresso, Revista Impressa, TV, Rádio e Web. Estão habilitados a concorrer
diversos gêneros jornalísticos, desde artigos até vídeos e podcasts, veiculados no período de 9/10/2018 a 20/9/2019. O
primeiro colocado receberá um troféu, um certificado e R$ 10 mil.
Anthony Loyd e Shamima Begun (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)
* Por Luciana Gurgel, especial de Londres para o Portal dos Jornalistas
Luciana Gurgel
Uma decisão da corte criminal britânica anunciada na semana passada deixou bem delimitado o raio de atuação da imprensa. A Scotland Yard teve negado o pedido de acesso a anotações dos jornalistas e a imagens brutas que não foram ao ar relativas a um rumoroso caso envolvendo uma jovem que se uniu ao grupo terrorista Estado Islâmico.
Shamima Begum é uma das três adolescentes que
deixaram o Reino Unido ilegalmente há quatro anos para se casarem com
terroristas, caso que ficou conhecido como “as noivas do Estado Islâmico”.
Em fevereiro deste ano o repórter Anthony
Loyd, renomado correspondente de guerra do The Times, localizou-a em um
campo de refugiados, prestes a dar à luz o terceiro filho, e publicou uma
bombástica entrevista exclusiva, na qual ela pedia para ser autorizada a voltar
ao país.
A matéria disparou uma crise política e um amplo
debate sobre se ela deveria ser autorizada a retornar, e também sobre seus
direitos de cidadania e do filho – que acabou morrendo dias depois. A história
passou a ser investigada pela área de contraterrorismo da Scotland Yard, em
busca de pistas sobre as ligações de britânicos com o grupo terrorista.
Como parte da investigação, a polícia solicitou
aos veículos que entrevistaram Shamima – The Times e também BBC, ITV e SkyNews
– o material não publicado ou veiculado. Todos negaram, o que levou ao processo
judicial impetrado em julho, com base na Lei de Terrorismo, sob a justificativa
de tratar-se de assunto de segurança nacional e interesse público.
Mas não deu certo. Na sentença favorável à
imprensa, o juiz declarou que “é esperado que jornalistas sejam observadores
neutros, e é essa neutralidade que
garante a sua proteção”. Ele foi além, observando que o trabalho
dos jornalistas investigativos depende fundamentalmente da confiança, do
sigilo, da proteção do material apurado e das fontes, da percepção de neutralidade
e da cooperação das pessoas que confiam no repórter”.
A Corte determinou que o material fique sob a
guarda de um escritório de advogados, para o caso de haver algum desdobramento
– como a volta de Shamima ao Reino Unido – que leve a uma revisão do caso. Mas
considerou que no momento não há razão para que os jornalistas entreguem notas
ou imagens à Scotland Yard.
É um caso que pode tornar-se referência para ações semelhantes no futuro. Foi saudado como uma vitória da imprensa, e certamente deixa os jornalistas investigativos mais confortáveis para fazerem o seu trabalho.
Anthony Loyd e Shamima Begum (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)
Contar histórias – Mas a cobertura do caso de Shamima Begun tem
outro lado que merece reflexão: a dificuldade de contar tais histórias de forma
sensível, sem causar ainda mais mal a pessoas ou famílias envolvidas em dramas
humanos como o da jovem. Um livro sobre isso acaba de ser lançado no Reino
Unido. Chama-se Trauma Reporting, escrito pela jornalista Jo Healey, da BBC.
É quase um “manual”, orientando repórteres sobre
como abordar entrevistados em situações de vulnerabilidade como luto ou trauma.
Há recomendações de jornalistas, documentaristas, professores e de pessoas que
deram entrevistas à imprensa a respeito de situações dramáticas vividas por
elas próprias ou por familiares.
Uma leitura importante para quem trabalha em
redações no Brasil e vive cotidianamente o desafio de contar histórias sobre as
tantas formas de violência que assolam o País. Para quem estiver interessado,
aqui vai o link.
O presidente do Senado Davi Alcolumbre nomeou em 6/9 Érica Ceolin para ocupar a Diretoria da Secom no lugar de Angela Brandão, que deixou o cargo há pouco. Érica destacou entre suas metas no posto a incorporação de novas tecnologias e de linguagem da era digital à Secom, dando continuidade ao trabalho em andamento de tornar a informação legislativa mais atraente e compreensível ao cidadão. Servidora pública, ela ultimamente trabalhava na assessoria de imprensa da Presidência do Senado.
“Eu tenho o DNA da Secom”, diz. “Voltar para cá é um reencontro com amigos e profissionais. Tenho certeza de que, juntos, faremos um grande trabalho em equipe. Nossas demandas e nossos desafios serão tratados em conjunto, ouvindo todos os veículos. Que o nosso dia a dia possa ser vivido não só com produtividade, mas também com satisfação. Minha sala estará sempre aberta para quem quiser trocar uma ideia”.
Adilson Oliveira, do portal Verbo Online, sofreu ameaças do secretário de Serviços Urbanos de Embu das Artes (SP) Celso Vasconcelos, após tê-lo questionado sobre a compra de sacos de lixo com o símbolo da pasta que chefia, com custos três vezes maiores do que os sem logomarca.
O portal Verbo Online publicou uma reportagem sobre o caso em questão. Adilson Oliveira entrou em contato com Celso Vasconcelos para ouvir a versão dele sobre o episódio, mas o secretário o atacou e ameaçou via mensagens de WhatsApp, com ofensas pessoais.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou as atitudes do secretário e defendeu Adilson afirmando que “sem uma imprensa livre e crítica, é a democracia e a sociedade que perdem”.
A Agência Brasil, da EBC, tem agora uma nova editoria para os esportes. Além da tradicional cobertura de temas como política, economia, educação e saúde, os leitores vão poder acompanhar os destaques dos esportes mais populares no País.
Noemi Vieira, gerente executiva de Telejornalismo e Esportes, diz: “O foco será o esporte brasileiro: nossos atletas, treinadores e o trabalho por trás das conquistas em competições nacionais e internacionais”.
A produção esportiva da Agência será integrada à cobertura realizada em outros dois veículos da EBC: Rádio Nacional e TV Brasil. Dessa forma, as matérias terão um formato multimídia, com textos, áudios e vídeos, oferecendo assim um conteúdo mais completo para o internauta.
Além das reportagens factuais, a nova editoria vai contar com textos assinados por colunistas. Inicialmente serão quatro colunas fixas: às segundas-feiras, William Douglas vai escrever sobre esporte paralímpico; às terças, Sérgio du Bocage vai falar de futebol; às quintas, Guilherme Neto abordará os esportes eletrônicos; e toda sexta-feira, Igor Santos trará as novidades sobre o basquete.
Guilherme avalia
que a cobertura de esportes eletrônicos por uma agência de notícias é inovadora
e pode atrair um público jovem: “Os jogos eletrônicos costumam ser a porta
de entrada para muitos assuntos, e podem ser um diferencial interessante para a
Agência Brasil. O jornalismo especializado no Brasil ainda é restrito, e eu desconheço
alguma agência de notícias em nosso país e até no mundo que aborde isso com
mais profundidade”.
Sérgio, que apresenta
na TV Brasil o programa
esportivo No mundo da bola, promete uma coluna ampla, que tratará de
assuntos que vão além dos jogos de futebol da semana: “O futebol,
atualmente, é uma indústria, um grande negócio, em que a paixão permanece, mas
que abrange outras áreas, incluindo a econômica. O objetivo é entregar um
produto diferente, com curiosidades, histórias e, por que não, bom humor”.
Depois de meses de planejamento, foi lançada oficialmente a 4Trust Comunicação Estratégica, agência com foco em Comunicação Corporativa e Relações Públicas que tem entre seus fundadores Solange Fusco ([email protected] e 41-3121-0440), ex-diretora de Comunicação Corporativa para a América Latina do Grupo Volvo.
“Chegamos com o propósito de promover maior diálogo entre as empresas e os stakeholders para construir, fortalecer e proteger suas marcas”, destaca Solange. “Nosso grande diferencial é o profundo conhecimento do universo corporativo e a crença de que as empresas precisam mudar seu discurso. O modelo de comunicação unidirecional e impositivo não existe mais. As marcas devem conectar seus valores aos dos consumidores”.
Com sede em Curitiba, mas com atuação nacional e internacional, a agência tem entre seus sócios os administradores Alessandra Buiar e Savio Moreira, e o suporte de Dante Lago, também com passagem pela Volvo, entre os diretores.
Termina em 20/9 o prazo para concorrer à sétima edição do Prêmio Abear de Jornalismo. Promovida pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas, a iniciativa estimula, reconhece e valoriza matérias jornalísticas sobre a aviação comercial brasileira, e distribuirá R$ 48 mil em prêmios nesta edição.
Dentre as novidades deste ano, a categoria especial Asas do Bem, lançada na última edição da premiação para destacar o transporte gratuito de órgãos para transplante realizado pelas companhias aéreas, passa a se chamar Asas do Bem e Responsabilidade Social. A categoria é voltada para trabalhos que abordam, além do transporte de órgãos, ações realizadas ou apoiadas pela aviação comercial nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, acessibilidade, moradia, meio ambiente e sustentabilidade.
A sétima edição do concurso também conta com as tradicionais categorias Experiência de voo; Competitividade, Cargas, Inovação e Sustentabilidade; e Imprensa setorizada, além do Prêmio Imprensa Regional, que reconhece veículos e jornalistas sediados fora das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O melhor trabalho dentre todos os inscritos também será contemplado com o Grande Prêmio Abear de Jornalismo.
Podem concorrer matérias veiculadas no período de 1º de outubro de 2018 a 20 de setembro de 2019. Em seis edições, o prêmio recebeu mais de 700 inscrições de 23 Estados e Distrito Federal e premiou mais de 30 profissionais. A cerimônia de premiação será em novembro, em Brasília. Mais informações e inscrições no link.
Heródoto Barbeiro (editor-chefe e âncora do Jornal da Record News) e Udo Simons (ex-CBN e Correiro Braziliense) escreveram o livro Jornalismo para Leigos (Alta Books), abordando a ética na profissão, mudanças no setor ao longo dos anos, a importância e influência da tecnologia na área, desafios e obstáculos, entre outros temas relacionados ao jornalismo como um todo.
Com a visão de quem atua na área, Herótodo e Udo oferecem ao leitor uma análise da profissão na era da tecnologia e da internet, com dicas para quem pretende ingressar na profissão e debatendo o papel do jornalismo em tempos de desconfiança e fake news. “Escrevemos de maneira que o assunto gere interesse na maior quantidade de pessoas. Fizemos o texto como uma reflexão para esses dias de tanta polaridade de opiniões e um momento no qual o jornalismo tornou-se alvo de desconfiança”, explica Udo.
No mundo da comunicação, um dos mais frequentes comentários é a sua transformação. Desde os veículos de comunicação, passando pelas agências, até como consumimos informações. E o que mais contribuiu para esta revolução é a tecnologia digital.
Com a digitalização cada vez mais presente, a forma como
fazemos comunicação vem mudando dia a dia. Novas ferramentas e plataformas começam
a fazer parte das estratégias de comunicação, cada vez mais multidirecional.
Conteúdos qualificados chegam para mais stakeholders, mais rapidamente, mais
completos, mais assertivos, mais atraentes, fácil de manusear e transmitir.
Temos que entender o comportamento dos nossos públicos
estratégicos, desenvolver conteúdos significativos para eles, identificar as
melhores formas de encontrá-los, envolvê-los e, por último, medir os resultados
dessa interação. Sem esquecer que as estratégias têm que levar em conta, cada
vez mais, três itens de extrema importância: colaboração, interação e experiência.
Tão importante quanto produzir, é perceber que vários
públicos podem ser impactados pelo mesmo conteúdo relevante, escolhendo canais
diferentes para cada um deles. A tecnologia digital vem para agregar nesse
sentido, com possibilidades mais amplas. Com diversos formatos e distribuições assertivas,
conseguimos potencializar a comunicação de forma inteligente para os públicos
de interesse, criando reputação positiva, disseminando confiança,
credibilidade, conhecimento e propósito.
A utilização estratégica da tecnologia na comunicação
trará resultados significativos para as marcas. O importante é escolher as mais
adequadas entre as várias opções que o mundo digital oferece, para chegar e
fazer a diferença para os seus públicos de interesse.
As pessoas, e em especial os brasileiros, estão cada vez
mais conectadas. Num País com uma população de cerca de 210 milhões de
habitantes, 139,1 milhões estão conectados à Internet e 130 milhões são
usuários das redes sociais digitais, de acordo com números mais atualizados
obtidos em várias fontes da Internet. O Facebook é a rede mais acessada
mundialmente, com cerca de 2,23 bilhões de usuários; seguido pelo YouTube, com
1,9 bilhão de usuários; WhatsApp, 1,5 bilhão; Instagram, 1 bilhão; LinkedIn,
600 milhões; e Twitter, 335 milhões.
No Brasil, passamos cerca de 9,14 minutos por dia na
Internet, sendo 89% via celular. Nosso país é o terceiro mais ativo no
Facebook, perdendo apenas para Estados Unidos e Índia. Por aqui, são 130
milhões de brasileiros ativos no Facebook; 120 milhões no WhatsApp; 98 milhões
no YouTube; 57 milhões no Instagram; 30 milhões no Twitter; e 29 milhões no
LinkedIn. A grande presença dos brasileiros nas redes sociais mostra o caminho
de oportunidade de comunicação para as marcas.
De acordo com um estudo realizado pelo Comunique-se e
Tracto, Facebook e Twitter são redes em queda de usuários no Brasil. Já
YouTube, Instagram e WhatsApp estão no pico. Enquanto LinkedIn e
ferramentas/plataformas como webinar, podcast e ebook, em crescimento de uso.
Segundo o mesmo estudo, os conceitos de distribuição de conteúdo mais em alta
são os SEO e os content, influencer e inbound marketing.
Na estratégia de comunicação das marcas é importante
entender quais conteúdos, ferramentas, plataformas e canais se conectam melhor
com seus públicos. Alguns movimentos no mundo da comunicação se destacam como,
por exemplo, o consumo de vídeos no Brasil. Considerados os reis do conteúdo,
principalmente os curtos, os vídeos são cada vez mais usados para contar
histórias e engajar o público de interesse. A previsão da Ofcom, agência
reguladora de telecomunicações do Reino Unido, é que, em 2020, as pessoas
passarão 84 minutos por dia assistindo a vídeos online. Os stories e as lives
disputam a atenção dos consumidores, e ganham força a cada dia.
As gerações demandam mais por histórias reais. Com isso,
o conceito storytelling conquista cada vez mais peso. A comunicação por voz é
outro movimento que cresce sem precedentes. O uso dos podcasts aumenta, e eles
se popularizam. Na plataforma da Apple, há aproximadamente 550 mil podcasts
ativos em todo o mundo. Pelo menos uma vez por mês, 73 milhões de pessoas ouvem
podcasts nos Estados Unidos.
Outro olhar importante é para o marketing de influência,
que cresce fortemente no Brasil, principalmente nos micros, nanos e nichos de
influenciadores. O consumidor brasileiro valoriza as recomendações individuais
e buscam por mensagens autênticas e conversas transparentes.
O conteúdo será cada vez mais influente e inteligente,
com a tecnologia ganhando cada vez mais importância. Conceitos como realidade
virtual e aumentada e inteligência artificial estarão ainda mais presentes nas
estratégias de comunicação. Os dados, com resultados reais e mensuráveis, que
gerem retorno sobre investimento (ROI), são outra demanda crescente. O feeling
somente não se justificará. Medir para fazer e o que for feito será mandatório.
Muitas mudanças ainda vêm pela frente, de maneira muito rápida e transformadora. A comunicação corporativa poderá ir para vários caminhos, e simultaneamente. Atenção redobrada e aprendizado constante.
-*-*-*-*-*- * Rosangela Ribeiro é sócia-diretora do Grupo Printer de Comunicação