Flávio Ricco, especialista em notícias de TV e famosos, deixou o UOL e estreou nesta segunda-feira (15/6) sua coluna no portal R7. Segundo o portal, a atuação dele será multimídia, com atualizações diárias, um podcast e um programa multiplataforma.
Ricco começou a carreira escrevendo na extinta Folha da Tarde a primeira coluna sobre televisão do País. Passou por diversos jornais, rádios e emissoras de televisão, como Record, Tupi, Globo, Band, Gazeta e SBT. Esta é a terceira passagem dele na Record. Em 1978, dirigiu um programa de entrevistas apresentado por Ferreira Netto. Em 1986, voltou à emissora com o mesmo programa. Desde 2003 assina sua própria coluna no Canal 1, publicada em mais de 80 jornais. De 2008 a junho deste ano escreveu também no UOL.
PM sem identificação (à direita, de óculos) empurrou o repórter Luís Adorno (UOL). Crédito: UOL
Um policial militar sem identificação empurrou o repórter Luís Adorno (UOL), que cobria as manifestações pró e contra o Governo Bolsonaro deste domingo (14/6). Ele estava gravando uma confusão entre jovens identificados como neonazistas e manifestantes antifascistas, quando foi empurrado pelas costas pelo PM. O celular do repórter caiu no chão e teve a tela danificada.
Depois da agressão, Luís, que é negro, questionou o PM, perguntou sobre sua identificação e afirmou que o empurrão não era necessário. Em tom intimidatório, o PM respondeu: “Vem cá, vamos trocar uma ideia, o que você falou aí? O que você falou aí?” Em seguida, o policial xingou o repórter. O capitão da PM Rogério da Silva Julio orientou Luís a enviar informações para a Corregedoria e destacou que a atitude não é tolerável.
Segundo testemunhas, o policial empurrou Luís para atrapalhar o registro. Não havia aglomeração de pessoas no momento do ocorrido. Rafael Ferreira Souza, manifestante antifascista que testemunhou a agressão, declarou: “Você (Luís) pegou o celular para filmar o que estava acontecendo e chegou o policial e te esbarrou de propósito, isso aí todo mundo viu, de propósito, pra você não filmar o que tava acontecendo”.
Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP) repudiaram a agressão, questionando “o fato de o agente estar sem identificação, dificultando assim a denúncia. Sindicato, Fenaj e Cojira-SP cobram a devida responsabilização do agressor, e lembra que o Estado deveria ser garantidor dos direitos de manifestantes e jornalistas, e não violador”.
De acordo com o Sindicato, Adorno foi à delegacia para registrar ocorrência e lá voltou a ser intimidado pelo mesmo PM. “Vamos trocar uma ideia, ficou com medo?” disse o policial.
Filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou que a repórter da Folha de S.Paulo tentava seduzir para obter informações prejudiciais a seu pai
A repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, iniciou um processo na Justiça contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A jornalista pede indenização por danos morais em decorrência de um ataque de cunho sexual que sofreu durante uma live, e em publicação em rede social do parlamentar.
Em transmissão ao vivo, Eduardo afirmou que Patrícia “tentava seduzir” para obter informações que fossem prejudiciais ao presidente Jair Bolsonaro, seu pai. A live foi ao ar pelo canal do YouTube Terça Livre TV, em 27 de maio.
Na ocasião, o deputado afirmou: “É igual a Patrícia Campos Mello. Fez a fake news de 2018, para interferir na eleição presidencial, entre o primeiro e segundo turno, e o que ela ganhou de brinde? Foi morar no Estados Unidos, correspondente, né? Acho que da Folha de S.Paulo, lá nos Estados Unidos”.
E completou: “Essa Patrícia Campos Mello, que, vale lembrar, tentou seduzir o Hans River. Não venha me dizer que é só homem que assedia mulher não, mulher assedia homem, tá. Tentando fazer uma insinuação sexual para obter uma vantagem, de entrar na casa do Hans River, ter acesso ao laptop dele e tentar ali, achar alguma coisa contra o Jair Bolsonaro, que não achou”.
Na afirmação, o deputado mencionou Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa, que mentiu e insultou Patrícia em uma sessão da CPMI das Fake News, no Congresso, em fevereiro. Hans trabalhou para a Yacows, empresa de marketing digital, na campanha eleitoral de 2018.
Em dezembro daquele ano, reportagem da Folha, da qual Patrícia era uma das autoras, mostrou que uma rede de empresas, entre elas a Yacows, recorreu ao uso fraudulento de nomes e CPFs de idosos para registrar chips de celular e, assim, conseguir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.
A ofensa de cunho sexual já havia levado Patrícia a apresentar ação de indenização por danos morais contra Hans e outras três pessoas que aproveitaram a fala dele para insultar a repórter: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado estadual André Fernandes (PSL-CE) e Allan dos Santos, blogueiro e apresentador do canal Terça Livre no YouTube.
O ataque mais recente de Eduardo Bolsonaro contra a jornalista também foi publicado pelo parlamentar em sua conta no Twitter. Sobre a ofensa, os advogados de Patrícia afirmam que “o depoimento de Hans já foi desmentido por diversas oportunidades, pública e imediatamente. Tanto isso é verdade que Hans foi denunciado por falso testemunho, de modo que nada justifica que o réu [Eduardo Bolsonaro] (e os demais contra os quais moveu processos) siga propagando mentiras vexatórias a seu respeito”.
Taís Gasparian, advogada de Patrícia Campos Mello, diz que “a leviana, repugnante e machista afirmativa sobre seu trabalho atinge todas as mulheres, pois menospreza a atividade profissional desenvolvida e incita que violências de toda sorte sejam cometidas. Embora já desmentido o fato, o deputado vem a público para reiterar a infâmia e causar dano moral à jornalista. Esse é o modo pelo qual essas pessoas se vingam do trabalho sério e comprometido da imprensa. Cabe agora ao Judiciário a decisão sobre os danos cometidos”.
Os processos de reparação por danos morais estão em andamento na Justiça estadual de São Paulo. Nas ações cíveis, Patrícia se compromete a doar metade dos valores das indenizações ao Instituto Patrícia Galvão de Comunicação e Mídia, que atua na defesa dos direitos das mulheres.
Marco Antonio Sabino (ex-S/A) é o CEO da nova operação da Hill+Knowlton Brasil
O Grupo Ideal anunciou a volta ao Brasil da Hill+Knowlton. Uma das mais importantes agências do mundo e pioneira em relações públicas, a marca, fundada em 1927, tinha deixado de ser utilizada no País em 2015, quando o grupo WPP adquiriu participação e tornou-se sócio da Agência Ideal.
A parceria deu origem ao Grupo Ideal, focado em PR e reputação digital e tendo à frente, como coCEOs, os sócios-fundadores Ricardo Cesar e Eduardo Vieira. Na ocasião, a Hill+Knowlton Brasil foi absorvida pela Ideal, que passou a se chamar Ideal H+K Strategies.
“Naquela época decidimos desativar temporariamente a marca Hill+Knowlton, pois acreditamos que o foco no digital, uma das fortalezas da Ideal, era prioridade”, explica Eduardo Vieira. “Cinco anos depois, estamos maduros o suficiente para trazer de volta essa marca, numa nova agência independente, que terá forte atuação em comunicação institucional”.
Com a volta da marca, a 1927.ag, que também fazia parte do grupo, deixa de existir e seus clientes e colaboradores foram absorvidos pela nova operação, que conta com escritórios em São Paulo e Brasília, e tem em seu comando o CEO Marco Antonio Sabino.
Com quase 20 anos de experiência em Comunicação Corporativa, a metade na liderança de agências de PR, entre elas a S/A, que ele fundou, Sabino era até recentemente secretário de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, e foi superintendente de Comunicação da Telefônica Brasil. Em redações, passou por Rede Globo, Grupo Bandeirantes e revista Exame, entre outras.
“Estamos chegando exatamente no momento em que empresas e instituições públicas e privadas estão sendo obrigadas a se reinventar”, destaca Sabino. “E uma comunicação adequada com os públicos estratégicos, uma gestão de reputação atenta e a proximidade com um grupo sênior de consultores vão fazer toda a diferença neste cenário em que vivemos. E também no mundo pós-pandemia”.
Além da Hill+Knowlton Brasil e da Ideal H+K Strategies, o Grupo Ideal conta com a Ogilvy PR & Influência, em administração conjunta com o Grupo Ogilvy. “O Grupo Ideal já teve diversas configurações nos últimos cinco anos. Acreditamos que chegamos à nossa melhor forma com essas três operações”, afirma Ricardo Cesar, que frisa que cada agência funciona de maneira totalmente independente. “A Ideal H+K Strategies e a Hill+Knowlton Brasil são duas marcas da mesma rede global. São agências distintas, com comandos separados, equipes diferentes, carteiras de clientes próprias e propostas complementares de trabalho. O mesmo acontece com a Ogilvy PR” diz ele.
Compõem a linha de frente das agências do Grupo Ideal, além de Marco Antonio Sabino, CEO da Hill+Knowlton Brasil, os executivos Nadia Andrade, Paula Nadal e Renato Delmanto (vice-presidentes da Ideal H+K Strategies), e Flavio Valsani e Juliana Valentim (diretores-executivos da Ogilvy PR & Influência). Todos se reportam a Eduardo Vieira e Ricardo Cesar, que além de sócios-fundadores e coCEOs do Grupo Ideal comandam todas as operações da rede Hill+Knowlton na América Latina.
A Redação sempre será a verdadeira escola dos jornalistas. Nesse ambiente de adrenalina aprendi “de facto” o ofício com colegas tarimbados. “Jornal não é para falar bem ou mal de nada. É para mostrar o real das coisas”, já dizia Ricardo Galuppo, numa das inspiradoras lições que ganhei de chefes.
No início de carreira, o lendário Guy de Almeida me ensinou no Diário do Comércio (DC), de Belo Horizonte, que “o brilho da joia só vem após muito extrair e lapidar”. Ou seja: reportagem alentada e furo jornalístico exigem acúmulo prévio de informação, domínio do tema, checagem e refino.
Meu treinamento intensificou-se na sucursal mineira da Gazeta Mercantil sob o comando de Teodomiro Braga. Sempre ligado na busca pela notícia, mostrou na prática que o sucesso da imprensa está no repórter obcecado pela apuração. “Tem mais sorte quem trabalha mais”, resumia.
Téo instruiu-me a formar boa rede de contatos e escrever com objetividade e concisão, adiando ambições estilísticas. “Nossa missão é fazer gols para o leitor, tornando-o torcedor fiel. Jogada enfeitada para encantar a massa, só se tivermos a segurança do craque”, ensinava.
Na matriz da Gazeta Mercantil, Paulo Totti e Zé Paulo Kupfer mandavam a gente mirar o maior público possível, mesmo tratando de macroeconomia. “Antes de jornalistas, vocês são comunicadores”, provocava Totti, que ainda exortava: nunca troquem conversa in loco por telefonema ou Google.
Fernando Magaldi (DC) adestrou-me na arte de modelar conteúdo. “Não há texto longo que não possa se cortar, nem curto que não possa se esticar”, recitava. Décadas depois, Dad Squarisi ajudou-me a aprimorar a técnica para “dizer mais com menos linhas, palavras e até caracteres”.
Quanto à pauta, tive professores de várias correntes. João Rafael Picardi (DC) apontava assuntos quentes em fontes ignoradas, de cartaz de poste a catálogo telefônico. Na Gazeta, Mario Almeida sugeria-nos listar matérias dos sonhos, para as perseguirmos “como capitão Ahab atrás de Moby Dick”.
“Não brigue com a notícia”, martelava Josemar Gimenez, diretor de Estado de Minas (EM) e Correio Braziliense, para que não enfocássemos a árvore no lugar da floresta. Símbolo da ética para gerações, Dídimo Paiva, do EM, legou-me o ensinamento de que jornalismo serve à verdade e ao bem.
Chegando à pós-graduação, fui iluminado por Adilson Borges, em A Tarde (BA), que rimava edição com coração, e por Vicente Nunes, no Correio, que enaltecia o todo – pauta vendida com paixão, furo de esforço heroico e material publicado com os melhores texto, arte e foto. Obrigado a todos.
Sílvio Ribas
Sílvio Ribas, assessor do senador Lasier Martins (Podemos-RS), volta a colaborar com este espaço.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
O Grupo Bandeirantes lança em 22/6 o canal AgroMais, com programação dirigida ao setor de agronegócio. Ele terá sede em Brasília e seguirá o mesmo modelo de outros canais de TV paga da emissora, como BandNews, BandSports e TerraViva. O canal será o número 576 da NET+Claro.
Marcello D’Angelo, diretor executivo do AgroMais, diz que a missão do canal é “acompanhar tudo o que importa para um dos segmentos da economia que cresce de forma sustentada ano após ano. É importante ressaltar que já nasce como plataforma digital; além da tela de TV, estamos presentes em site na internet e aplicativo para celular”. Ele também destaca a ideia de promover eventos com os principais líderes do setor no País, para colocar em evidência o próprio canal e o agronegócio como um todo.
Na equipe de apresentadores e comentaristas estão o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues; o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o embaixador Sergio Amaral; o diretor-geral da Embrapa Territorial Evaristo de Miranda; o diretor-geral da Embrapa Gado de Leite Paulo do Carmo Martins; a coautora do novo código florestal Samanta Pineda; o especialista em energia agro e fundador da Datagro Plínio Nastari; e o consultor Silmar Müller.
Veículos formam parceria para divulgar dados sobre o coronavírus
Profissionais de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL formaram uma parceria para trabalhar, em conjunto, na coleta e divulgação dos números de contaminados e mortos pela Covid-19. Por causa das restrições impostas pelo Ministério da Saúde no que se refere ao acesso e divulgação dos dados sobre a pandemia, os veículos consultarão diretamente as secretarias de saúde de cada estado e do Distrito Federal.
O trabalho colaborativo será dividido entre os veículos participantes, que compartilharão entre si as informações obtidas, com o objetivo de fornecer um panorama mais próximo da realidade sobre o coronavírus. Isso inclui a evolução e o total de óbitos, além dos números consolidados de casos testados e com resultado positivo para a doença. Segundo o G1, o balanço diário será fechado às 20h.
O diretor-geral de Jornalismo da Globo Ali Kamel declarou que “a missão do jornalismo é informar. Em que pese a disputa natural entre veículos, o momento de pandemia exige um esforço para que os brasileiros tenham o número mais correto de infectados e óbitos. Face à postura do Ministério da Saúde, a união dos veículos de imprensa tem esse objetivo: dar aos brasileiros um número fiel”.
A iniciativa é uma resposta à decisão do presidente Jair Bolsonaro de atrasar a divulgação dos boletins diários do coronavírus para as 22h, com o objetivo de não serem transmitidos nos telejornais noturnos, segundo reportagem do Correio Braziliense. Vale lembrar que o portal onde o Ministério da Saúde divulgava informações sobre a pandemia não apresentava mais alguns dados relevantes, como números consolidados e o histórico da doença desde o seu começo. O site destacava apenas o número de pessoas recuperadas da Covid-19.
Após diversas críticas por especialistas e entidades de saúde, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o Ministério da Saúde volte a divulgar dados acumulados do coronavírus no portal oficial. Segundo ele, o “grave risco de interrupção abrupta da coleta e divulgação” é ruim para a saúde do País, e exigiu que as autoridades tomem todas as medidas possível para o “apoio e manutenção das atividades do Sistema Único de Saúde”. O Ministério da Saúde informou que voltará a divulgar os dados totais acumulados de casos e mortos às 18h.
E mais…
O Centro Pulitzer faz chamada para propostas de projetos jornalísticos colaborativos e digitais sobre a interseção Covid-19, desmatamento e outras questões críticas na região amazônica. O projeto proposto deve prever a inclusão de comunicadores e jornalistas locais ou indígenas, quilombolas ou ribeirinhos e um plano de difusão de conteúdo, por meio de parcerias, redes sociais ou outras estratégias de mídia. Os proponentes podem ser jornalistas independentes ou de veículos de qualquer nacionalidade, mas devem estar na região amazônica. As propostas serão aceitas em português, espanhol e inglês. As bolsas variam de acordo com o projeto e as inscrições vão até 20/6 pelo formulário. (Com informações do Portal Imprensa)
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Amazon Rainforest Journalism Fund (Amazon RJF) promoveram em 5/6 o webinarOs desafios de cobrir a Amazônia em tempos de pandemia, que debateu questões ambientais e a cobertura da Floresta Amazônica em meio à pandemia do coronavírus.
Mediado por Katia Brembatti, diretora da Abraji, o evento teve participação de Elaíze Farias, cofundadora da agência de jornalismo independente Amazônia Real; Mara Régia, radialista e apresentadora do programa Natureza Viva, da EBC; e Camilo Jiménez Santofimio, integrante do comitê de seleção de projetos do Amazon RJF.
Entre os temas do debate, destacou-se a crítica que os participantes fizeram ao chamado “olhar colonizador e etnocêntrico” do jornalismo sobre as realidades amazônicas. Eles também apontaram alguns tópicos que auxiliariam na construção de uma cobertura de maior qualidade e fiscalização na região: humildade, empatia e trabalho colaborativo com a população local. Assista ao debate na íntegra.
A TV Globo, com 95 casos de Covid-19, segundo informação de Cristina Padiglione, no UOL, está demitindo. A emissora tem alguns milhares de funcionários; mantém boa parte em home office e divulga com frequência os cuidados com os que trabalham na rua.
A coluna Na telinha, também no UOL, diz que artistas e outros profissionais passam a trabalhar por obra certa, em vez de contrato fixo. Comenta diversas demissões de artistas, como Miguel Falabella e Vera Fischer, afirma que há jornalistas entre os demitidos, mas não traz os nomes. Divulgar esse tipo de informação, na Globo, é considerado motivo para demissão por justa causa.
No Jornalismo da Band, tanto na TV como na rádio, foram demitidos Aline Greco, entre outros repórteres, além de cinegrafistas, editores e pessoal administrativo. Não houve, porém, redução de salários para os contratados pela CLT.
Ainda na Band, o apresentador Milton Neves passou mal durante o programa esportivo Terceiro tempo, no domingo, em São Paulo. Levado ao hospital São Luiz e depois transferido para o Sírio Libanês, foi internado com arritmia cardíaca, mas não está na UTI. Neves tem 68 anos, começou a carreira na extinta TV Manchete, passou depois à Band, foi para a Record e, sete anos depois, voltou à Band, onde está até hoje. A informação é do UOL.
Flávio Ricco, no UOL, publicou a informação que a Band preparava redução de salários de artistas e jornalistas que trabalhavam como PJs, e teve a confirmação em nota oficial: “O Grupo Band está negociando todos os contratos acima de 10 mil reais, mas apenas para PJs, nos meses de abril, maio e junho”.
Na comunicação corporativa
A Aberje promove em 17/6, das 9 às 12h, o primeiro módulo do curso gratuito Master Class Series Comunication, que discutirá a renovação do conteúdo de empresas em meio à pandemia. Inscreva-se!
Na mesma quarta, às 11h, a JeffreyGroup reunirá um time de profissionais para debater online o futuro do trabalho, cultura e engajamento no cenário da Covid-19. O debate, que será conduzido por Danilo Maeda, diretor e líder de Impacto Social e Sustentabilidade da agência, contará com a participação de Fabiana Cymrot, vice-presidente de Recursos Humanos da Mastercard; Leticia Ribeiro, sócia e líder da Área Trabalhista da Trench Rossi Watanabe; e Júlio César Emmert, diretor executivo de Gente da Algar Tech. Para participar, basta inscrever-se gratuitamente neste link.
Na quinta (18/6), às 9h30, o Itaú-Unibanco realiza a quinta edição do PR³ Itaú − a primeira feita totalmente online. Com o tema Comunicação em tempos de pandemia, terá a participação de Ana Luiza Herzog, do Magazine Luiza, e Cláudia Sérvulo, da Novartis. O evento será transmitido ao vivo. Para receber o link, é preciso fazer inscrição no site.
Internacional
Estudo diz que aumentaram ansiedade e estresse de jornalistas na pandemia
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) realizou uma pesquisa sobre condições de trabalho de jornalistas em meio à pandemia do coronavírus. Os resultados evidenciaram, entre outros itens, uma mudança significativa no fator psicológico dos jornalistas: dos 295 participantes, 177 relataram aumento da ansiedade e do estresse, o equivalente a aproximadamente 61%. Vale lembrar que cerca de 22% do total de jornalistas entrevistados são brasileiros e que aqui no Brasil a pesquisa foi aplicada pela Fenaj.
Ela também questionou temas como mudanças em questões financeiras e restrições ao exercício da profissão. Quase 60% dos entrevistados relataram reduções nos salários, e cerca de 70%, que enfrentaram impactos negativos no trabalho. Outros dados relevantes do estudo da FIJ são que 108 jornalistas foram deslocados para outras editorias; 21 foram demitidos; aproximadamente 16% relataram falta de equipamento de proteção para trabalho externo; e quase 10% disseram não ter ocorrido nenhuma mudança no trabalho durante a pandemia.
A Fenaj está fazendo uma nova pesquisa, para mapear as condições de trabalho e os casos de coronavírus entre os jornalistas do País. Participe!
Outras iniciativas
O Conselho Regional de Administração de São Paulo transmitirá nesta quinta-feira (11/6), às 18h, ao vivo, em seu canal no YouTube, o webinarA importância da Administração e da Comunicação na Era Pós-Covid, ministrado por Walter Longo, ex-presidente da Abril. Inscrições neste link.
O Movimento Sou de Algodão, que visa a estimular o consumo do algodão na indústria da moda e promover o consumo consciente, anunciou uma parceria com a TV Bandeirantes. Vai distribuir mil máscaras de proteção reutilizáveis para os repórteres da emissora de vários estados, que estão atuando na linha de frente trazendo as últimas informações sobre a Covid-19. As máscaras de algodão que serão entregues nas próximas semanas são produzidas pela Ideia Crua, empresa de confecção e estamparia ecológica especializada em produtos têxteis e parceira do Movimento.
O vírus versus nós
Estamos reproduzindo charges sobre a Covid-19 publicadas na exposição O vírus versus nós, em cartaz no site da Associação dos Cartunistas do Brasil. A desta semana é de Ronaldo Cunha Dias, gaúcho de Vacaria, premiado internacionalmente, que também é médico cirurgião.
André Ciasca concluiu sua passagem pela Seja Digital, empresa que, como previsto, encerrou suas atividades. Ali atuou desde junho de 2016 como consultor de comunicação, respondendo pelas frentes de imprensa, conteúdos estratégicos e atendimentos às 62 regionais. Antes, liderou campanhas, projetos de branding, posicionamento, reputação e conteúdo estratégico para empresas como Anhanguera Educacional e Kroton Educacional.
Com 24 anos de carreira, começou no chão de gráfica e avançou pela vida como comercial, designer, estagiário de marketing, repórter da Quatro Rodas – onde levou um Prêmio Volvo, dois prêmios Denatran e uma arvorezinha do Prêmio Abril –, escreveu para a TVA e assinou o especial 50 anos da Bossa Nova para a revista Bravo. Também foi idealizador de projetos especiais para a Editora Abril, fundador da take-a-coffee Comunicação e da Casa Aberta Desenvolvimento Cultural.
O rodízio de transmissões já está sendo feito com partidas do Campeonato Alemão, cujos direitos de transmissão pertenciam apenas à Fox Sports, mas que agora também estão sendo usados na ESPN. O mesmo vale para os jogos do Campeonato Espanhol, que retornam nesta quinta-feira (11/6), e que serão transmitidos nos dois canais esportivos da Disney.
Ele dita uma das principais mudanças que começou neste milênio. Nasceu no século passado, depois de décadas de gestação nas garagens ou nos cantos ocultos daqueles que eram estigmatizados como nerds. Veio pra mudar o tempo e o espaço.
Tirou a mecânica de catar milhos da datilografia ou seguir as teclas com os quatro dedos, com muito barulho e as mãos acionadas a cada linha feita.
Trouxe um teclado plano, quase silencioso e, com a mobilidade, deixou claro a força do polegar que carrega a digital, a voz que vira escrita e um visual que move além da realidade tridimensional. Cada vez mais ágil, ágil, ágil e ágil.
Sinto-me bastante velha quando lembro que conheci o mundo antes da internet. Foi em 1996 que vi a reportagem da Veja ensinando como ela funcionava. Ano em que a Olivetti fechou suas portas no Brasil.
Sinto muito cansaço quando ouço a excessiva atenção dada à aceleração da linha histórica que as mídias representam entre as gerações. E quanto mais ocupada com o Digital maior minha sensação de impotência.
Lembro da expressão bios virtual, de Muniz Sodré, sobre a existência do ser humano vinculada à sua capacidade de lidar com o digital e anoto a frase do livro “A Ciência do Comum”: não se trata mais de conhecer (no sentido humanístico da palavra) e sim de tornar-se competente (de saber operar) pra respirar um pouco e tentar perceber o cansaço, a velhice e a impotência em mim.
Qual seria a versão da sua história para narrar o nascimento do Digital, a mudança que ele provoca e seus sentimentos em relação àquilo que sabe ou ouve sobre o novo paradigma?
Alma Investigativa Não é de hoje que estamos antenados e focados na sua chegada, direcionando todas as nossas perguntas a ele, estudando todos seus efeitos na imprensa, na cultura e na educação, projetando todos nossos sonhos e fazeres a partir da sua existência, mas o quanto você já engoliu essa pergunta dentro da sua biografia?
Ao ouvir a relação de Débora Fortes com o digital reconheço um sentimento diferente da minha impotência. Débora gosta de desafios, tem fluência em inglês desde jovem, admira a inovação de Steve Jobs e foi repreendida por chefe, na época em que editor não sabia que o celular também servia para bloco de notas, pelo uso do dispositivo em reunião. Sem dúvida, ela é digital.
Conta sua trajetória do primeiro computador (com sistema OS/2 Warp), da IBM, até ao fato de servir aos amigos como referência para o consumo de eletrônicos, aplicativos ou serviços digitais, com paixão. Dá pra sentir o amor que Débora cultiva pela evolução que o digital propicia ao mundo.
Começo a relacionar a percepção positiva que Débora transmite ao digital com o mantra existencialista de Jean Paul Sartre (1905-1980): “O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós”.
Pesquisa-Te Qual é a evolução que o digital te aponta? Ainda é muito presente pra reconhecê-la. Sinto-o como um Sugador. Me tira a mitologia de Cronos e Kairós. Sinto um vazio na alma. Ocupa toda a minha atenção e prova a EFICIÊNCIA máxima com a sua capacidade ágil de mensurar, medir, analisar, conectar, interagir, ligar, traduzir e ver além da realidade. Sinto-me pó.
Sexta-feira, dia 12 de junho, a pandemia completa o tempo que o planeta Mercúrio orbita o Sol: 88 dias. Na mitologia, o planeta representa a força do Mensageiro, o deus grego com asas nos pés. Agilidade sempre foi qualidade de quem entrega mensagens. O que nasceu, então, com o digital?
Vivemos o ápice do remoto. Débora revela que a pandemia dos zooms, no começo desta quarentena, trouxe o desafio de ir ao banheiro diante da explosão das reuniões necessárias para a tomada de decisões. Como funcionou sua energia, sua capacidade de concentração e atenção? Agiu sem parar nos fazeres urgentes do ritmo da pauta mesmo diante da demanda do almoço, da janta e do sono? E teu sono, existiu?
Quando me toco pela percepção positiva de Débora lembro da polaridade que a palavra eficiência tem dentro da governança baseada na sociocracia: equivalência. Eis, então, que nasce uma esperança e lembro da frase de John Naisbitt, norte-americano que assim como Débora passou pela IBM: os avanços mais emocionantes do século XXI não ocorrerão por causa da tecnologia, mas por conta de um conceito em expansão do que significa ser humano. Insight: Batalhadora, formada em Economia com gestão editorial, vivência com personalidades jornalísticas e filha única de mãe solteira. Muitos temas em torno de Débora. Escolhi o DIGITAL por causa da história comum da imprensa especializada e o contexto da pandemia.
Box do Líder Débora Fortes Technisys Líder: Credibilidade Filosofia: Um jornalista sempre pode se reinventar: fomos treinados para investigar e transformar uma página em branco numa matéria de capa Referência: Steve Jobs Tempo da Jornada Jornalismo: 15 anos Destaque: Abril e Globo RP: 4 anos Destaque: S2 Publicom (atual Weber Shandwick) Corporativo: 7 anos Destaque: Technisys e IBM Formação: Economia e Jornalismo
Débora Fortes inveja o pique da paulista que foi nos anos 1990, quando viveu sua tripla jornada, da zona Norte até São Bernardo do Campo e do Centrão até o Butantã, das 5h30 até mais de meia noite. De manhã, Jornalismo na Metodista, à tarde trabalhava no Banco Econômico e, no fim do dia, USP, na faculdade de Economia. Finais de semana, ainda dava aulas de inglês no CNA.
Graças ao discurso de um professor da Metodista, que alertava para o futuro dos jornalistas como um bando de desempregados, ela graduou em dois mundos: o da paixão por escrever e o da curiosidade, inspirada pelo tio Davilson, economista, para manter-se na vida.
Quando a paixão falou mais alto, Débora já tinha três anos na área de Câmbio e deixou a proposta de gerente para tornar-se estagiária de Comunicação, na Eletropaulo. Pouco depois, tornou-se assessora da IBM, onde descobriu o amor pela tecnologia. Aprendeu muito na S2 Publicom (atual Weber) e realizou o sonho, no início do milênio, quando foi contratada como repórter pela Abril, na INFO.
Bastou um semestre para ela tornar-se a redatora-chefe. Como assim, ser chefe de quem eu tanto admiro no Jornalismo?, perguntou Débora a Sandra Carvalho, que lhe explicou que reconhecia nela, a qualidade de gerir pessoas e recursos.
Sua ascensão continuou na Editora Globo, com destaque para o editorial de David Cohen sobre a cultura pali pali da Coréia, na Época Negócios, que lhe rendeu o Citi Journalist Excellence Award, com um curso na Columbia University.
“Jornalista transforma uma página em branco e pode fazer o que quiser com sua alma investigativa”, repete Débora. Junto com força pali pali que ela traz na veia não há dúvida. Prova disso é a experiência de seis meses que propôs ao fundador da Technisys para ela cuidar não só da comunicação, mas também daquilo que era seu alvo: o marketing. E até hoje passa o dia falando três idiomas dentro da organização.