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Abraji e Lupa discutem ataques a jornalistas

A Abraji e a Agência Lupa promovem em 9/7 o webinar gratuito Ataques a jornalistas: o direito à informação é um direito humano, que abordará temas como ameaças às liberdades de expressão e imprensa no Brasil, o atual cenário de pandemia, retrocessos na transparência pública e desinformação.

Cristina Zahar, secretária executiva da Abraji, e Gilberto Scofield Jr., diretor de Estratégias e Negócios da Lupa, entrevistarão Edison Lanza, relator especial para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A entrevista será em espanhol, sem tradução simultânea. Inscrições pelo link.

Campeonato Carioca faz Jornal Nacional ter duas edições nesta quarta-feira (1º/7)

O Jornal Nacional (JN), da TV Globo, será exibido duas vezes nesta quarta-feira (1º/7) por causa da transmissão da partida entre Portuguesa e Botafogo pelo Campeonato Carioca. O jogo começa às 21h30 e será transmitido para o Rio de Janeiro e outros 13 estados, além do Distrito Federal. Isso fará com que o telejornal seja exibido mais cedo e com o horário reduzido nessas localidades onde o jogo será transmitido: o telejornal vai ao ar das 20h às 20h30, e depois será exibida a reprise da novela Fina Estampa. Em outros estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, o JN irá ao ar no horário convencional e terá a duração padrão (20h30 às 21h35).

Portanto, os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos farão uma dupla jornada: primeiro apresentarão a versão reduzida e, na sequência, o telejornal na faixa convencional. As praças que terão o telejornal reduzido são: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Juiz de Fora (MG), Distrito Federal, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe.

Com informações de Daniel Castro (UOL).

Com nova emissora nacional, Murdoch aposta no bom e velho rádio

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Diversificar para elevar audiência e receita tem sido uma das estratégias adotadas por organizações de mídia, que investem em canais complementares, de olho sobretudo no público jovem conectado à Internet. Mas a novidade que movimentou o jornalismo britânico esta semana é uma aposta no bom e velho rádio, indicando que ele continua forte e saudável.

O lançamento da The Times Radio (em 29/6) é um passo interessante da News Corporation, do magnata Rupert Murdoch, que também edita o tabloide The Sun. Trata-se da primeira emissora criada por um diário nacional no país, acessível de forma convencional, online e por aplicativo. Não tem anúncios, pois optou por captar receita via pacotes de patrocínio.

John Pienaar

A associação com o estilo e conteúdo do impresso começa pelo nome e é reforçada por um time de apresentadores que reúne estrelas do The Times como os populares colunistas Hugo Rifkind, Rachel Sylvester e Matt Chorley, que editava a newsletter diária matinal do jornal. O grupo também buscou reforço externo, com destaque para o ex-subeditor de política da BBC John Pienaar, conhecido pelas aparições diárias na emissora.

A perda de Piennar pode não ser a única dor de cabeça causada à rede pública pela The Times Radio. É cedo para prever se ela vai arranhar a liderança da BBC no segmento radiofônico, que é folgada. Segundo o órgão regulador de telecomunicações (Ofcom), sete em dez dos 43% dos britânicos que ouvem noticiário no rádio optam por canais da BBC, que ocupa os três primeiros lugares do ranking.

Mas pode incomodar principalmente a BBC Radio 4, ao propor aos ouvintes um jornalismo que privilegia análise e conversas em profundidade no lugar debates acalorados e pressão sobre os entrevistados. Há até quem defenda que a iniciativa tenha sido mesmo destinada a provocar a BBC.

O colunista do The Guardian Mark Lawson foi um dos que abordou a teoria de que a The Times Radio seria um lance da campanha de Murdoch contra a rede pública, sob as bençãos da administração de Boris Johnson. Desde as eleições de 2019 o clima entre Governo e BBC não é nada bom, com ameaças ao modelo de financiamento baseado na taxa paga por todas as residências britânicas.

A ideia se fortalece pelo fato de o primeiro-ministro ter prestigiado o lançamento da The Times Radio, concedendo no horário nobre matinal sua primeira entrevista desde que se curou da Covid-19. Em linha com o modelo anunciado, a conversa foi doce e meiga, mesmo quando Johnson usou a tática recorrente de fugir de perguntas incômodas.  Atitude bem diferente da dos apresentadores da BBC.

Rádio firme e forte − Política à parte, ao se observar o comportamento do público e do mercado a aposta no rádio faz sentido. Pesquisas mostram que audiência e receita desse meio seguem estáveis no Reino Unido, oposto do que acontece com os jornais. A Rajar, que audita o setor, informa que 48,9 milhões de adultos ouviam rádio no primeiro trimestre de 2020 e a ele dedicaram em média 20 horas/mês. Isso representa 89% da população, faixa que se mantém com leves oscilações desde 2013.

Diferentemente dos jornais, que ao migrarem para o digital privam o leitor da experiência de folhear as páginas, o rádio tem a vantagem de assegurar a mesma experiência quando transmitido pela Internet. A última pesquisa do OfCom apontou no início de 2019 crescimento de 51% para 56% no acesso online em um ano. Em janeiro passado, o Rajar detectou 67% de ouvintes acessando rádio via internet. De 32% dos britânicos que disseram possuir um assistente pessoal, 18% declararam utilizá-lo para ouvir rádio diariamente.

Confiança é outro ativo importante desse meio, em um país quem tem na memória coletiva discursos radiofônicos históricos de monarcas e líderes como Winston Churchill. A pesquisa Eurobarômetro, da Comissão Europeia, confirmou em maio o rádio como a mídia mais confiável pelo décimo ano consecutivo, alcançando 57%, contra 49% da TV e 46% da imprensa escrita. Nada mal para o vovô do podcast, que pelo visto ainda tem muito fôlego para encarar a concorrência.

Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros abre inscrições

O 5º Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros 2020 terá este ano uma categoria especial sobre Formação e qualificação profissional, criada especialmente para estimular reportagens cujo foco central seja a qualificação, a capacitação e o treinamento dos profissionais do setor de seguros, previdência e capitalização. As outras categorias já são conhecidas: Mídia impressa, Audiovisual (incluindo rádio e TV), Webjornalismo e Imprensa especializada do mercado de seguros.

As inscrições estão abertas desde esta quarta-feira (1º/7) e podem ser feitas até 16 de novembro. O certame é uma realização conjunta da Escola de Negócios e Segurose da Federação Nacional dos Corretores de Seguros, com apoio institucional da CNseg.

Cada categoria terá cinco finalistas, e serão premiados os três melhores trabalhos, assim distribuídos: R$ 15 mil para o primeiro colocado, R$ 6 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro. Este ano, em virtude da pandemia de Covid-19, o concurso passou por ajustes. A cerimônia de premiação deve ocorrer entre dezembro e fevereiro. Até novembro, a organização vai anunciar se a solenidade de premiação será presencial ou via web.

As inscrições e o regulamento completo estão disponíveis nos sites da Fenacor e da ENS.

Facebook anuncia projetos que receberão apoio financeiro para cobrir a pandemia na América Latina

O Facebook e o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, em inglês) anunciaram os veículos selecionados para o Programa de Apoio Covid-19 a Veículos de Notícias na América Latina. Cerca de US$ 2 milhões serão destinados a 44 projetos de veículos de 12 países da região, para ajudar e fortalecer a cobertura da pandemia, combater a desinformação e investir em tecnologias úteis.

Os fundos variam entre US$ 10 mil e US$ 40 mil. Além disso, 18 dos veículos selecionados participarão do Acelerador de Receitas de Leitores, um treinamento de dez semanas, liderado por Tim Griggs, ex-executivo do The New York Times, que os ajudará a explorar novos modelos de negócios e aumentar as receitas vindas diretamente de seus leitores.

Os veículos brasileiros selecionados foram Agência Pública, Alma Preta, O Povo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Metro Jornal, NSC Total, Nexo Jornal, Nós, mulheres da periferia, Rede Gazeta, O Estado de S.Paulo, Estado de Minas, Jornal do Commercio e UOL.

Confira a lista completa dos 44 projetos (em ordem alfabética):

Agência Pública – Brasil

Alma Preta – Brasil

Debate – México

Diario El Litoral – El Litoral Santa Fe – Argentina

Diario Trome (Empresa Editora El Comercio S.A.) – Peru

EL Tiempo Casa Editorial – Colômbia

El Espectador – Colômbia

El País S.A. – Uruguai

El Surtidor – Paraguai

El Universal Compañia Periodistica Nacional, S.A. de C.V. – México

Empresa Jornalística O Povo S/A – Brasil

Folha de S.Paulo – Brasil

Fundación El Churo – Wambra Medio Digital Comunitario – Equador

Gazeta do Povo – Brasil

Homosensual – México

La Gaceta – Argentina

La Nación, Costa Rica – Costa Rica

La Opinión – Colômbia

La República – Peru

La Tercera – Chile

La Verdad, Periodismo de Investigación SC – México

La Voz del Interior S.A – Argentina

Meganotícias – Chile

Metro Jornal S.A. – Brasil

NSC Total – Brasil

Nexo Jornal – Brasil

Nós, mulheres da periferia (We, women from outskirts) – Brasil

Pagina Siete, The Independent National Journal – Bolívia

Plumas Atómicas – México

Posta – Argentina

Prensa Libre – Guatemala

Página 12 – Argentina

Red/Acción – Argentina

Rede Gazeta – Brasil

Revista Cítrica-Cooperativa de Trabajo Ex Trabajadores de Crítica Ltda – Argentina

Revista Muy Waso – Bolívia

S.A. La Nacion – Argentina

S.A. O Estado de S. Paulo – Brasil

S/A Estado de Minas – Brasil

TV e Rádio Jornal do Commercio Ltda – Brasil

Telefe Bahía Blanca – Argentina

UOL – Brasil

Unión Editorialista S.A. de C.V. (El Informador) – México

Vía País – Argentina

Lab 99 e Folha de S.Paulo promovem oficina sobre mobilidade urbana

A Lab 99 lançou em 29/6, em parceria com a Folha de S.Paulo, o Lab 99 + Folha de Jornalismo, oficina com o tema A cidade é uma só: estratégia para superar as desigualdades urbanas. Ela oferece diversas aulas sobre mobilidade urbana e cidade, além de técnicas jornalísticas, língua portuguesa e produção de TV para canais digitais com editores, repórteres e colunistas da Folha.

São 30 vagas para jornalistas recém-formados (a partir de dezembro de 2018) e estudantes que estejam no último ano do curso de Jornalismo. Além das aulas, os selecionados terão acesso exclusivo ao Manual de Jornalismo de Mobilidade Urbana Folha de S. Paulo/99, que será lançado no segundo semestre.

Após o curso, os participantes produzirão conteúdos exclusivos, sob supervisão de profissionais da Folha. Os três melhores conteúdos serão premiados na categoria Jovens Jornalistas do Prêmio 99 de Jornalismo 2020. O primeiro colocado receberá R$ 5 mil, e o segundo e terceiro colocados, respectivamente, R$ 3 mil e R$ 2 mil. O material produzido será publicado em uma série especial na Folha.

Para fazer a inscrição, é preciso preencher um formulário e realizar uma prova online. As inscrições vão até 19 de julho.

Google apresenta novas ferramentas para publicações

O Google apresentou três novas ferramentas gratuitas para publicações, com foco em simplificar e entender melhor os dados de acesso e melhorar as estratégias digitais.

São elas a News Tagging Guide (NTG), que identifica as métricas de engajamento importantes para o crescimento do público e da receita, simplificando a implementação técnica; a News Consumer Insights 2.0 (NCI), que identifica oportunidades de otimização para aumentar a lucratividade e construir relacionamentos mais profundos com leitores, através de acesso a informações personalizadas e do Google Analytics; e a Realtime Content Insights 2.0 (RCI), que identifica em tempo real quais artigos e vídeos são os mais populares entre os leitores e quais tópicos mais amplos estão em alta na região.

Confira (em inglês)!

Pela culatra: Justiça derruba censura prévia e reportagem da RBS TV ganha destaque no Fantástico

Liminar impediu por 11 dias as divulgações do nome e imagem da comerciante gaúcha Ana Paula Brocco

Após 11 dias de censura prévia, a desembargadora Maria Isabel de Azevedo Souza, da 19ª Câmara Cível do TJ do Rio Grande do Sul, derrubou em 26/6 a liminar que impedia a exibição de uma reportagem de Giovani Grizotti, para a RBS TV, sobre pessoas que receberam irregularmente o auxílio emergencial do Governo. A magistrada reconsiderou sua decisão inicial, que mantinha a censura imposta pelo juiz Daniel da Silva Luz, da comarca de Espumoso, no noroeste do Estado.

A liminar impedia que o nome e a imagem da comerciante Ana Paula Pagnussatti Brocco, também de Espumoso, fossem divulgados, sob pena de multa de R$ 50 mil. A reportagem mostrava que Ana Paula havia sacado o benefício de R$ 600,00, mesmo esbanjando em suas redes sociais inúmeras fotos de viagens internacionais, em hotéis de luxo, além de estar com casamento marcado para o fim do ano, no Caribe.

Com a derrubada da liminar, o material foi exibido em 28/6 pelo Fantástico, da TV Globo, em uma reportagem especial com mais de 12 minutos de duração, e que mostra que mais de 620 mil pessoas receberam o auxílio emergencial sem terem direito, segundo o TCU. Além de Grizotti, assina a reportagem Mahomed Saigg.

Marcelo Rech

“Vimos com tristeza e preocupação ter sido concedida uma liminar na Justiça estabelecendo a censura prévia, que é claramente vedada pela Constituição e imaginávamos sepultada”, disse Marcelo Rech, vice-presidente Editorial e Institucional do Grupo RBS, em entrevista ao Coletiva.net. “Apesar de trabalho intenso das áreas jurídicas para liberar a reportagem, por 11 dias o público foi proibido de tomar conhecimento de um conteúdo de alto interesse público. Felizmente, como não podia deixar de ser, a censura acabou sendo derrubada na própria Justiça”.

Prêmio CICV de Cobertura Humanitária tem categoria especial e espaço para reportagens sobre o coronavírus

Crédito: Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) realiza a quarta edição do Prêmio CICV de Cobertura Humanitária, que visa a valorizar e incentivar a produção de reportagens e trabalhos jornalísticos sobre temas humanitários. Além da tradicional categoria CICV de Reportagens e Documentários, a edição deste ano traz como novidade a categoria ACNUR 70 anos, para trabalhos sobre refugiados e apátridas atendidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que em 2020 completa 70 anos de existência.

O prêmio também aceitará trabalhos sobre o impacto da Covid-19, que devem ter como foco o Brasil; nos demais temas, o foco é internacional. As inscrições começam nesta quarta-feira (1º/7) e vão até 1º de setembro. Os vencedores das duas categorias, que serão anunciados em novembro, ganharão uma viagem no primeiro trimestre de 2021 com despesas pagas e agenda organizada para cobrir uma realidade humanitária onde o CICV ou o ACNUR tenha atuação. Caso não haja condições sanitárias para realizar a viagem, o prêmio será revertido em dinheiro. O segundo e o terceiro lugares da categoria principal receberão prêmios em dinheiro.

Pare ler o regulamento completo, acesse o site do prêmio.

Repórteres sem Fronteiras anuncia programa de apoio a mídias independentes brasileiras

A OnG Repórteres sem Fronteiras, por meio do Programa de Apoio ao Jornalismo (PAJor), anunciou que apoiará durante três anos uma rede de oito veículos independentes de comunicação brasileiros. O projeto reúne organizações de quatro estados: Amazônia Real e Rede Wayuri (Amazonas), Ação Comunitária Caranguejo Uçá e Marco Zero Conteúdo (Pernambuco), Data_labe e Fala Roça (Rio de Janeiro), e Alma Preta e Nós, mulheres da periferia (São Paulo).

Segundo a entidade, os veículos selecionados vêm exercendo papel decisivo na mobilização em torno da defesa dos direitos humanos e na divulgação da cultura periférica, representando a garantia do direito à informação para camadas da população que estão à margem dos processos de comunicação hegemônicos. Entretanto, esse trabalho, de acordo com a RSF, vem trazendo como contrapartida um clima de insegurança para os jornalistas, uma vez que a polarização do debate político no País tornou seus comunicadores alvo recorrente de ameaças, assédio digital e agressões físicas.

“Na última década, mais de 40 jornalistas foram assassinados no Brasil”, ressalta Emmanuel Colombié, diretor do escritório para a América Latina da RSF. “O que vemos hoje é um ambiente cada vez mais hostil à prática do jornalismo. Comunicadores são frequentemente ameaçados e assediados por estarem realizando seu trabalho, afetados diretamente por um discurso oficial por parte do governo que estigmatiza a profissão”.

Para combater essa situação, o PAJor seguirá uma lógica de colaboração e apoiará os veículos na elaboração de protocolos de segurança digital e física. Também serão promovidas oficinas sobre desenvolvimento institucional e sustentabilidade financeira, voltadas para o fortalecimento de cada mídia enquanto organização. O debate sobre liberdade de expressão será transversal aos três anos de projeto, com a realização de rodas de conversas e conferências sobre o tema. O programa prevê ainda intercâmbios entre os grupos participantes e a produção de reportagens em parceria.

O Programa de Apoio ao Jornalismo faz parte da iniciativa internacional Defending Voices, desenvolvida em parceria com a Repórteres sem Fronteiras Alemanha e financiada pelo Ministério da Cooperação e Desenvolvimento alemão. A iniciativa também inclui um braço de atuação no México, organizado pela ONG Propuesta Cívica. Brasil e México, a propósito, são dois dos países mais perigosos para se praticar jornalismo no continente americano. O México ocupa a 143ª posição, enquanto o Brasil está em 107ª entre os 180 países listados no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa publicado em 2020 pela RSF.

Conheça os projetos apoiados pelo PAJor:

  • Ação Comunitária Caranguejo Uçá: Desde 2002, a organização atua na Ilha de Deus, comunidade da grande Recife, reivindicando direitos básicos como acesso a educação e serviços de saúde. Comunica suas demandas por meio de uma rádio comunitária, de um telejornal exibido via internet e emissora pública, e ainda promove ações culturais ligadas a cinema, teatro e música.
  • Alma Preta: Agência especializada na temática racial no Brasil. Fundada em 2015, produz reportagens, colunas, análises, audiovisuais e ilustrações, e ainda divulga eventos da comunidade afro-brasileira. Tem como objetivo construir um formato de gestão de processos, pessoas e recursos por meio de um jornalismo que evidencie as desigualdades de raça.
  • Amazônia Real: Agência voltada à democratização e ao acesso à comunicação na Amazônia, a partir da valorização de grupos sociais que estão na invisibilidade ou de temas poucos explorados na mídia nacional. Desde 2013, produz reportagens, artigos, infográficos, fotografias e vídeos/documentários sobre temas como proteção ambiental; mudanças climáticas; povos indígenas e tradicionais; conflitos agrários; política; economia; migrações; e defesa dos direitos humanos, das crianças, dos adolescentes e das mulheres.
  • Data_labe: Laboratório que trabalha paralelamente com jornalismo; formação; monitoramento e geração cidadã de dados. Nasceu em 2015 na favela da Maré e desenvolve reportagens, consultorias, relatórios analíticos, oficinas e eventos que levam em conta as potências e complexidades dos territórios populares e de seus moradores.
  • Fala Roça: Jornal feito por e para moradores da Rocinha, favela carioca considerada a maior do Brasil. Criada em 2013, a publicação trabalha questões de identidade, representatividade, cultura e direitos humanos através da comunicação. Ampliou sua produção com narrativas em vídeo, sempre buscando combater visões estereotipadas do território.
  • Marco Zero Conteúdo: Organização de Recife, fundada em 2015, que aposta na produção de conteúdo que dê destaque a temas de interesse público invisibilizados pela grande mídia. Aborda questões relacionadas a direitos humanos, democracia, identidade, gênero e direito à cidade. Suas pautas contemplam ainda grupos de territórios periféricos, ao falar sobre a perda de direitos, a violência praticada por agentes públicos e ao acompanhar demandas como o direito à moradia e à livre manifestação.
  • Nós, mulheres da periferia: Coletivo jornalístico formado por mulheres da periferia de São Paulo. Lançou-se como portal de notícias em 2014 e hoje atua nas mais diferentes plataformas de comunicação. Sua meta é construir narrativas mais humanas e contextualizadas, dialogando com a tríplice gênero, raça e classe social, tendo a periferia como território e suas moradoras como protagonistas.
  • Rede Wayuri: Iniciativa que surgiu em 2017 a partir da necessidade de melhorar a comunicação e a circulação de notícias na região do Rio Negro. Mensalmente, a rede publica boletins de áudio feitos com a participação de comunicadores dos diversos territórios indígenas que fazem parte da região. Os boletins são, por muitas vezes, gravados nas línguas originais dos comunicadores e traduzidos para o português.

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