Interessados podem inscrever seus trabalhos, veiculados entre 21 de julho de 2019 e 31 de julho de 2020, em uma de seis categorias: Arte, Fotografia, Produção jornalística em texto, Produção jornalística em áudio, Produção jornalística em vídeo e Produção jornalística em multimídia.
Os vencedores serão anunciados em 17 de outubro, com transmissão ao vivo pela internet. Em 24 de outubro, haverá uma conversa virtual com os ganhadores e no dia seguinte (25/10), a solenidade de premiação, também em ambiente virtual.
A Elle Brasil, referência no universo da moda, lançou em 13/7 sua primeira revista digital, a Elle View, que oferece conteúdo exclusivo para assinantes. A edição de estreia trouxe 15 matérias, algumas interativas, sobre o tema Contato.
O projeto está sob a liderança da diretora editorial Susana Barbosa, da publisherPaula Mageste e da diretora comercial Virginia Any. As edições da Elle View estarão disponíveis para assinantes no site elle.com.br. A assinatura mensal está com uma promoção de R$ 9,99 nos primeiros seis meses.
Vai ao ar nesta quarta-feira (15/7), às 22h15, uma edição inédita do Opinião Nacional (TV Cultura) que discute os desafios do jornalismo e da comunicação em geral. A apresentadora Andresa Boni entrevista o espanhol Juan Antonio Giner, fundador da consultoria Innovation e referência no estudo da indústria jornalística, prestando serviços para empresas de comunicação em mais de 70 países.
O debate abordará temas como modelos de negócios, mercado e reformulação. Participam do programa diretores de Redação de O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, Lance, Zero Hora e outros, além de estudiosos de mídia como Eugênio Bucci e Caio Tulio Costa. O Opinião Nacional vai ao ar na TV Cultura e no canal da emissora no YouTube.
Gabriela Prioli, Mari Palma e Leandro Karnal (Crédito: CNN Brasil)
A CNN brasil estreia nesta segunda-feira (13/7), às 22h30, o CNN Tonight, talkshow que une jornalismo e variedades. O programa será apresentado pela advogada e comentarista Gabriela Prioli, pela jornalista Mari Palma e pelo historiador Leandro Karnal, recém-contratado pela CNN Brasil.
O programa vai ao ar de segunda a quinta-feira, após o Jornal da CNN. Cada edição abordará um assunto diferente. O tema da estreia é Diálogo: as pessoas estão se ouvindo menos?.
Morreu em 9/7, aos 77 anos, Raul Wasserman, fundador do Grupo Editorial Summus, vítima de complicações do tratamento de um câncer que enfrentava há 12 anos. O velório e sepultamento foram reservados à família por causa da pandemia de coronavírus.
Formado em Engenharia pelo Mackenzie, ainda na faculdade entrou como sócio da gráfica Planinpress, que se tornaria uma das maiores produtoras de house organs no País. Posteriormente, fundou o Grupo Editorial Summus, hoje uma referência em títulos de não-ficção nas áreas de Educação, Comunicação, Psicologia e Saúde.
Raul foi fundador e presidente da Associação Brasileira de Direito Reprográfico (ABDR), entidade que defende os direitos de autores e editoras contra a cópia não autorizada. Foi por cerca de vinte anos membro ativo da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que presidiu entre 1999 e 2002. Promoveu importantes avanços na Bienal do Livro e ajudou a desenvolver feiras locais, como a de Ribeirão Preto, uma das mais populares. Integrou ainda o Conselho da International Federation of Reprografic Rights (IFFRO).
Começo dos anos 1980, eu, um jovem redator da Rádio Cidade, que pertencia ao Jornal do Brasil. Trabalhava na mesma redação da sucursal de São Paulo, comandada por Armando Figueiredo. Ficávamos ali na Paulista, no edifício Eluma.
Eu chegava cedo, às 6 da manhã, para escrever as primeiros notícias para a rádio. Ainda de manhã, Castelinho chegou, a redação ainda vazia. Deu bom dia, perguntou a que horas o pessoal costumava chegar e sentou-se próximo de onde eu ficava. Pegou algumas laudas e começou a batucar a sua coluna diária. Era como já estivesse tudo pronto em sua cabeça. Datilografou tudo de forma rápida, o que me deixou impressionado. Quando terminou, deu uma rápida conferida e mostrou-me o texto. Quer dar uma lida?, perguntou. Fiquei ali, espantado, incerto sobre o que fazer, mas peguei o texto e li. Nenhum erro, texto limpinho do começo ao fim. Imagine isso com máquina de escrever, não havia computador.
Sem saber o que dizer, devolvi o texto e perguntei a ele outra coisa. Paulo Francis, em um de seus livros, dissera que a única vez em que empregou a expressão “via de regra” foi no Diário Carioca. E que Castelinho ao ler o texto riscou a expressão e anotou em vermelho: via de regra é vagina. Dali em diante Francis conta que nunca mais escreveu aquilo.
Perguntei a Castelinho se a história era verdadeira. Ele sorriu, disse que não lembrava, mas que era possível. Levantou-se, agradeceu e saiu para tomar um café.
Fiquei ali admirando a simplicidade com que me tratou. E me deixou feliz por ter uma história para contar aos netos: o foca pôde assistir ao vivo Castelinho escrever sua coluna e ainda por cima ler direto na lauda. E de lambuja conferir se Paulo Francis contou mesmo a verdade. Foi bom demais.
Edson Pinto de Almeida
A história desta semana é de um estreante neste espaço: Edson Pinto de Almeida, editor assistente no Valor Econômico, na área de Projetos Especiais. Tem carreira de 43 anos, dividida, a partir dos anos 1980, entre o jornalismo econômico e a comunicação corporativa − metade para cada. Na mídia impressa, trabalhou em Folha de S.Paulo, Exame, Forbes e Veja.
Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].
O Departamento de Jornalismo do SBT estreará em breve o SBT News, site de notícias especializado em política, economia e assuntos do judiciário. A sede principal do projeto será em Brasília, com uma equipe trabalhando em tempo integral. A estreia está prevista para agosto. A informação é de Flávio Ricco (R7).
Segundo o colunista, a ideia é produzir conteúdo jornalístico 24 horas por dia. O site também aproveitará o material não utilizado no único telejornal da emissora, o SBT Brasil.Esse conteúdo será disponibilizado em vídeo, sempre que possível, na nova plataforma. Um âncora, cujo nome está mantido em sigilo, será escalado para desenvolver o trabalho.
A mesa Comunicação em tempos de pandemia, do Congresso Acadêmico Unifesp 2020, que ocorre de 13 a 17/7, discutirá o papel da imprensa na transmissão de informações confiáveis e pautadas pela ciência sobre a pandemia, além do combate à desinformação.
Mediada por Walter Lima, jornalista e diretor do Departamento de Comunicação Institucional da Unifesp, a mesa contará com a participação de Eugênio Bucci, professor titular da ECA/USP; Natália Pasternak Taschner, presidente do Instituto Questão de Ciência; e Gabriel Alves, repórter de Ciência e Saúde da Folha de S.Paulo.
A mesa será realizada em 15/7 (quarta-feira), das 20h30 às 22 horas. Para se inscrever, é preciso cadastrar-se no site.
Estudo mostra que 95% dos profissionais tiveram rotina alterada na pademia
Edson Capoano e Pedro Rodrigues Costa
Edson Capoano, jornalista e pesquisador brasileiro atualmente trabalhando como investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, em Portugal, enviou a J&Cia o resumo de um estudo que fez com o português Pedro Rodrigues Costa sobre produção e consumo de informação durante a pandemia de coronavírus. O título do trabalho é Percepção sobre as informações geradas durante a Covid-19, um inquérito online respondido por 365 pessoas, na maioria jornalistas e público consumidor regular de notícias de São Paulo, durante o mês de junho.
Os principais resultados com jornalistas dão conta de que:
• 95% dos inquiridos tiveram a sua rotina alterada pela pandemia, como trabalhar mais horas por semana, produzir conteúdo de casa e sofrer algum impedimento para realizar trabalho jornalístico;
• 75,7% deles produziram sobre Covid-19, sendo que 6,6% dos respondentes têm especialidade em saúde;
• 77% dos jornalistas indagados conheciam alguém que havia sido contaminado pelo novo coronavírus até o término da recolha de respostas, 30 de junho.
Por parte dos consumidores de informação, o objetivo foi perceber os efeitos da infodemia – disseminação de notícias falsas durante a pandemia, segundo a OMS – enquanto se informam. Os principais resultados são:
• 51,7% das pessoas indagadas dizem sentir-se muito ou totalmente informados sobre o novo coronavírus;
• 41,1% avaliam que o trabalho da imprensa é bom ou ótimo;
• O consumo de notícias do público inquirido aumentou 41,6% durante o mês de junho.
Sobre infodemia:
• 56,2% afirmam ter identificado fake news sobre Covid-19;
• 42,7% atestaram sentir-se muito ou totalmente atordoados com o excesso de informação consumida;
• 61,1% disseram que o consumo de informação sobre Covid-19 gerou emoções negativas, como raiva, medo, tristeza e nojo.
O estudo completo vai ser publicado ainda este ano no e-book Manual de sobrevivência nas redes sociais digitais.
Maristela Crispim, entre um vírus e duas guerras
Em mais uma entrevista ao vivo pelo Instagram, o editor do Portal dos Jornalistas Fernando Soares conversa na próxima segunda-feira (13/7), às 19h, com a diretora da Agência Eco Nordeste Maristela Crispim. O assunto será a parceria colaborativa com as publicações Amazônia Real, #Colabora, Portal Catarinas e Ponte Jornalismo que está monitorando e cobrindo casos de violência doméstica durante a pandemia de coronavírus. O projeto, batizado Um vírus e duas guerras, trará ao longo de 2020 diversas reportagens e dados sobre feminicídio durante o isolamento social.
Internacional
O International Center For Journalists (ICFJ) organizou o Fórum de Reportagem sobre a Crise Global em Saúde, que mantém um grupo no Facebook para discutir a cobertura jornalística da pandemia da Covid-19, através de conexões entre jornalistas, checadores de fatos e especialistas.
O vírus versus nós
Estamos reproduzindo charges sobre a Covid-19 publicadas na exposição O vírus versus nós, em cartaz no site da Associação dos Cartunistas do Brasil. A desta semana é do paulista Rice Araújo, que iniciou no design gráfico aos 12 anos e em 1984 migrou para a criação publicitária, onde desde então tem atuado como diretor de arte e ilustrador em agências de publicidade de São Paulo.
Capa de jornais franceses em 17/3 (Crédito: Véronique de Viguerie / Getty Images)
Parlamentares franceses aprovaram a concessão de um crédito tributário para quem solicitar uma assinatura de um serviço de notícias. A medida prevê retirada única de US$ 50 pela assinaturade 12 meses de um jornal, revista ou sites/portais/newsletters de notícias. A informação é do The Guardian.
O objetivo da medida é apoiar o jornalismo e a imprensa como um todo. Agnès Pannier-Runacher, secretária de Estado da França para assuntos econômicos, disse que a imprensa “sofre muito e não se beneficia necessariamente de todos os tipos de ajuda”.
Os parlamentares também aprovaram uma emenda que estende a isenção de impostos para assinaturas de revistas trimestrais de interesse geral. Além da França, outros países também estão promovendo ações de apoio à imprensa, como o Canadá, que estuda aumentar o crédito de imposto de assinatura de notícias digitais de 15% para 50%.