Criado recentemente, o site Trago Notícias Boasreúne notícias leves e construtivas sobre diversos assuntos, em meio à onda de informações sobre mortes e contaminados pela Covid-19.
Tendo à frente Ivan Carvalho, jornalista com mais de 15 anos de experiência e que hoje trabalha com assessoria de imprensa, o site conta com a colaboração de Celso Goes, Fabiano Barreto e Andressa Machado.
Projeto, que integra o movimento de celebração dos 25 anos de J&Cia, também ganha o apoio institucional da Aner
A série de estreia de MediaTalks by J&Cia, projeto internacional multiplataforma que Jornalistas&Cia lançará em agosto como parte das comemorações de seu 25º aniversário, está sendo produzida por um time de profissionais de primeira linha. Intitulada O impacto do coronavírus sobre a imprensa, terá textos informativos e analíticos sobre a atuação da mídia, do jornalismo e dos jornalistas na cobertura da pandemia, nos cinco continentes. Integram a equipe Cláudia Wallin (Suécia/Península Escandinava), Deborah Berlinck (França), Karina Gomes (Alemanha), Liz Rezende (Austrália), Michele Oliveira (Itália) e Mônica Yanakiew (Argentina), além de Aldo De Luca e Luciana Gurgel, que coordenam o MediaTalks desde o Reino Unido, e do editor Fernando Soares, no Brasil. Também participa a equipe de Jornalistas&Cia: o diretor Eduardo Ribeiro, o editor executivo Wilson Baroncelli e o estagiário Victor Félix.
O projeto, que já contava com o apoio institucional de Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de Associação Nacional de Jornais (ANJ), ganhou na última semana a chancela da Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner).
• Cláudia Wallin é mestre em Estudos sobre Rússia e Leste Europeu pela Universidade de Birmingham. Passou por O Globo, BBC, InternationalHerald TribuneTV e TV Globo (Londres). É autora de Um País sem Excelências e Mordomias, sobre a classe política sueca.
• Na Europa desde 1994, Deborah Berlinck foi chefe do escritório de Paris e correspondente de O Globo, e passou por BBC, Rádio França Internacional, Folha e Época Negócios. Cobriu eventos globais na Europa e Oriente Médio, como os conflitos na Líbia e o Fórum de Davos.
• Karina Gomes passou por CBN e Bandeirantes. Radicada em Bonn, integra o serviço em português da Deutsche Welle. Já colaborou para O Globo, Folha, CNN Brasil e BBC a partir de Paris, Zurique e países africanos. É mestre em Direitos Humanos (Universidade de Gratz), e consultora da Unesco, em Paris.
• Ex-Correiodo Povo, Gazeta Mercantil e TVE, Liz Rezende mudou-se para Sydney em 2011. Foi correspondente do Terra e colaborou para Folha, O Globo, TV Globo e TV Record. Também fez trabalhos para CanadianBroadcasting.
• Formada pela Cásper Líbero, Michele Oliveira esteve por mais de dez anos na Folha de S.Paulo e foi editora-chefe da revista Bamboo. Em 2018 mudou-se para Milão, de onde cobre a pandemia.
• Há mais de 20 anos em Buenos Aires, Mônica Yanakiew foi correspondente em seis países para veículos como O Globo, Época, EBC, Al-Jazeera e TRT World. Cobriu conflitos, eleições e grandes eventos mundiais em mais de 30 países. É coautora de Argentinos: Mitos, Manias e Milongas.
• Luciana Gurgel e Aldo de Luca, ambos ex-O Globo e fundadores da Publicom (depois S2Publicom, adquirida em 2011 pelo IPG Group), vivem atualmente em Londres e são membros da Foreign Press Association. Da capital britânica, têm colaborado com veículos brasileiros como o MyNews e o próprio J&Cia, com a coluna Especial Reino Unido. Nesta edição, aliás, ela traz uma história quente, que junta fake news sobre vacinas (uma pesquisa assustadora mostra que 25% dos britânicos não pretendem tomar a vacina contra o coronavírus) com um novo relatório do Parlamento instando o Governo a designar um órgão para controlar redes sociais/fake news.
MediaTalks by J&Cia nasce para acompanhar os avanços da imprensa no Brasil e no mundo, debater tendências e questões que impactam o Jornalismo, repercutir nacional e internacionalmente o Quality Journalism, avaliar a Sustentabilidade dessa indústria e inspirar o aprimoramento da atividade, com especial atenção ao Brasil. Bilíngue (português e inglês), terá conteúdos exclusivos em séries digitais especiais temáticas (duas por ano), novos conteúdos regulares acompanhando os principais acontecimentos, site exclusivo com endereço próprio e hospedagem com destaque no Portal dos Jornalistas, redes sociais, webinars trimestrais e newsletter semanal.
Eduardo Ribeiro afirma que o MidiaTalks “identifica-se com marcas que valorizem e mantenham programas permanentes de relacionamento com a mídia, que entendam a necessidade de um jornalismo forte, independente, livre e sustentável para a construção da Democracia, e que saibam do valor que têm para a sua reputação o apoio ao Jornalismo e às causas sociais da liberdade de expressão”. Os contatos dele são 11-996-892-230 e [email protected].
Mara Rovida, professora da pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso), lança o livro Jornalismo das periferias: o diálogo social solidário nas bordas urbanas (CRV), que mostra o trabalho jornalístico de veículos de notícias que cobrem bairros periféricos.
A obra é fruto de uma pesquisa de campo que ela realizou entre 2017 e 2020, com quatro coletivos de jornalistas que cobrem 39 municípios em São Paulo: Agência Mural de Jornalismo de Periferias; Nós, Mulheres da Periferia; Alma Preta; e Periferia em Movimento. Cada um tem características editorias e de cobertura diferentes entre si, mas todos agem com o objetivo de dar visibilidade e voz às periferias.
O livro pode ser adquirido em formato impresso ou digital por R$ 40 no site da editora CRV. Interessados em comprar um exemplar autografado pela autora podem entrar em contato com ela pelo [email protected].
“Vacina para o Natal” foi a manchete de vários jornais britânicos nessa terça-feira (21/7), traduzindo a esperança de que o pesadelo do coronavírus esteja chegando ao fim, no embalo de previsões animadoras sobre a eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford. Ao mesmo tempo veio uma notícia preocupante: um em cada quatro britânicos pode recusar a imunização, ainda que informado sobre a sua segurança.
Parece até que os que advogam por controle sobre as plataformas digitais para estancar a proliferação de fake news estavam adivinhando. No mesmo dia, o Comitê de Digital, Cultura, Mídia e Esporte do Parlamento publicou o longo, esperado e duro relatório sobre desinformação na pandemia, instando o Governo a apontar de imediato um órgão regulador para as redes sociais.
O perigo do movimento antivacina − A pesquisa feita pelo empresa ORB mostra o alcance da desinformação propagada nas redes. O movimento antivacina é um exemplo. Ele começou para valer após um artigo publicado em 1999 na insuspeita revista médica The Lancet, sobre o qual falamos aqui.
Levou dez anos para que o artigo fosse removido por falta de evidências. Tempo suficiente para alavancar uma das maiores − e agora mais perigosas − fake news da história.
É certo que o fato de ser uma vacina nova para uma doença nova pode despertar insegurança. Mas os partidários do movimento souberam aproveitar o clima de incerteza. A pesquisa indica que 23% dos britânicos não tomariam a vacina.
Pode parecer pouco diante dos 73% que pretendem se imunizar − o restante não sabe. Mas para a contenção da doença que transformou vidas e derrubou economias, faz diferença. O vírus continuará fazendo estragos mesmo após a ciência ter conseguido domá-lo.
Também impressiona o fato de o Reino Unido ser um país escolarizado e com imprensa sólida. Além da vasta gama de veículos privados, o país tem uma das melhores redes públicas de comunicação, a BBC, que atinge todo o seu território com canais de TV, emissoras de rádio e noticiário online.
Se em um país bem informado a fake news da vacina prospera, assusta pensar o que acontece em nações sem as mesmas condições. De todas as notícias falsas que passaram a circular pelas redes a respeito da Covid-19 − algumas bizarras como a sugestão do presidente Trump de injetar desinfetante no corpo para eliminar o vírus −, a da vacina está entre as que pode ter mais consequências práticas, porque alimentou-se de um movimento anterior e pela sua abrangência.
Relatório cobra ação do governo − No Reino Unido, as pressões na direção de regular as plataformas são fortes. O relatório da comissão parlamentar publicado esta semana faz uma detalhada análise do problema e cobra a designação de um órgão de controle, alegando que isso havia sido prometido há 15 meses, na sequência do White Paper sobre danos online.
Odocumento sustenta que a legislação atual é atrasada e não trata dos danos causados pela desinformação. E que as empresas de tecnologia usam modelos de negócio que desestimulam ação contra informações erradas, oferecendo oportunidade para pessoas mal-intencionadas ganharem dinheiro com conteúdo falso.
Diante do risco de a desinformação neutralizar parte do efeito que a vacina contra o coronavírus pode ter sobre a saúde pública global, cresce a responsabilidade da imprensa e de outros atores da sociedade − governos, corporações, ONGs − de ajudar a conter esse outro vírus: o das fake news relacionadas à imunização contra a Covid-19. E de agir para reverter seus efeitos.
Já as plataformas digitais têm nas mãos a oportunidade de utilizar os meios tecnológicos de que dispõem para demonstrar que os benefícios por elas trazidos não são menores do que seus efeitos colaterais. A pandemia é uma ótima hora para isso.
O Grupo Comunique-se apresenta ao mercado na próxima terça-feira (28/7), às 11h, em live no YouTube, um novo produto de relacionamento com stakeholders. Resultado, segundo o CEO Rodrigo Azevedo, de um investimento de R$ 2 milhões e 12 meses de desenvolvimento, “reúne o estado da arte em desenvolvimento de software e user experience, e consolida, na mesma aplicação, diversas ferramentas para ampliar a performance de times de comunicação”.
“A proposta do produto”, completa, “é ir além do relacionamento com jornalistas, tendo uma visão 360 graus de multipúblicos”. O próprio Rodrigo é quem fará a apresentação. Para participar, cadastre-se aqui.
Arimateia Azevedo voltará a uma das unidades prisionais do Piauí
Em decisão emitida na manhã desta quarta-feira (22/7), o Tribunal de Justiça do Piauí decidiu por não acatar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Arimateia Azevedo, e ainda reverteu sua prisão domiciliar. Com isso, o jornalista, criador e diretor do Portal AZ, retornará a uma das unidades do sistema prisional piauiense.
Por dois votos a um, foi revogada a liminar que substituiu a prisão preventiva por domiciliar, concedida em razão da pandemia do novo coronavírus. O desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, relator do habeas corpus, votou pela manutenção da prisão preventiva, substituindo-a pela domiciliar, enquanto os desembargadores José Ribamar Oliveira e José James votaram pela recusa da ordem.
Arimateia está preso preventivamente desde 12/6 em decorrência de uma acusação de extorsão contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade. O motivo seria um acerto para que não publicasse notícias sobre um caso de erro médico envolvendo Alexandre, que quase resultou na morte de uma paciente.
Segundo a defesa de Arimateia, a acusação apoia-se exclusivamente na palavra do médico, que teria procurado o jornalista para evitar publicações que mostravam o caso. No pedido de habeas corpus, sustentou ainda que o jornalista é hipertenso, diabético e cardíaco, e que que a prisão imposta a ele representa indiscutível constrangimento ilegal, por conter inúmeras nulidades. Entre as justificativas, estão o fato de Arimateia não possuir antecedentes criminais e ter endereço fixo.
O Tribunal de Justiça do Piauí julga nesta quarta-feira (22/7) dois habeas corpus impetrados pela defesa de Arimateia Azevedo, criador e diretor do Portal AZ, que pede a revogação da prisão preventiva, proteção aos dados telefônicos e o fim da censura imposta ao profissional há quase 40 dias.
Arimateia está preso preventivamente desde 12/6 em decorrência de uma acusação de extorsão contra o cirurgião plástico Alexandre Andrade. O motivo seria um acerto para que não publicasse notícias sobre um caso de erro médico envolvendo Alexandre, que quase resultou na morte de uma paciente.
Segundo a defesa de Arimateia, a acusação apoia-se exclusivamente na palavra do médico, teria procurado o jornalista para evitar publicações que mostravam o caso. Insiste ainda que há ausência de justa causa para a ação penal e para a prisão preventiva, decretada sob a alegação de risco para a ordem pública. Os advogados entendem que o caso também causa perplexidade porque se trata de prisão preventiva de um jornalista conhecido, sem antecedentes criminais e com endereço fixo.
Em nota, o Sindjor-PI classificou a medida como “desproporcional, sobretudo considerando ser a pessoa privada de liberdade um profissional com trabalho e residência fixos, reconhecido respeito de seus pares e da comunidade”.
A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a conduta dos jornalistas do programa Cidade Alerta (Record TV), após mostrarem a imagem de um homem como suspeito de ter assassinado uma mulher de 18 anos, na cidade de Salto (SP). Mesmo borrada, era possível identificar o rosto dele. O indivíduo em questão foi assassinado com sete tiros horas após a exibição de sua imagem na TV.
Durante a reportagem, o apresentador Luiz Bacci afirmou: ”O programa ainda não tem autorização para mostrar sem esse borrão. Mas quem conhece esse homem já passa informações para a polícia. Quem é amigo desse homem sabe quem é”.
O colunista Maurício Stycer (UOL) procurou a emissora para perguntar por que o Cidade Alerta exibiu a imagem do homem mesmo sabendo que ele poderia ser identificado. A Record respondeu que “entre amigos, familiares, testemunhas e moradores da região de Salto, todos já sabiam quem era”.
Segundo o repórter Rogério Pagnan (Folha de S.Paulo), “a polícia afirma que (Alécio Ferreira) Dias não era suspeito de crime algum. Diz que só foi procurada por produtores do programa quando a matéria já estava no ar, com uma série de informações imprecisas”.
Stycer, em sua coluna no UOL, fez uma análise sobre programas policiais na TV: “Programas jornalísticos têm a obrigação de dar notícias, não de serem notícia. O Cidade Alerta contrariou mais uma vez este princípio básico e voltou a ser notícia esta semana por motivos trágicos. (…) Por serem considerados jornalísticos, programas como o Cidade Alerta podem ser exibidos em qualquer horário. Todas as restrições sobre a apresentação de cenas violentas em novelas durante o dia não valem para os jornalísticos”.
A TV Cultura exibe nesta quarta-feira (22/7), às 22h45, um documentário sobre Florestan Fernandes, em homenagem ao sociólogo e político brasileiro que completaria 100 anos nesse dia. A produção é baseada em entrevistas que Florestan deu aos programas da TV Cultura Vox Populi (1984) e Roda Viva (1994).
No documentário, o sociólogo Rogério Baptistini analisa as obras manuscritas de Florestan; o escritor Laurez Cerqueira destaca a importância do estudo do homenageado sobre o movimento negro, que serviu de referência no Brasil e nos Estados Unidos; o sociólogo Jessé Souza reflete sobre qual seria a visão de Florestan sobre os movimentos antirracistas atuais; o vereador Eduardo Suplicy (PT) relembra a carreira política do sociólogo e político; e o jornalista Florestan Fernandes Júnior, filho de Florestan Fernandes, fala sobre como o pai veria o Brasil de hoje.
A produção conta ainda com depoimentos de pessoas próximas a Florestan, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi aluno dele. O documentário exibirá também trechos de uma peça inédita em homenagem a amizade de Florestan com o também sociólogo, crítico literário e professor Antônio Cândido.
A AdsPlay realiza nesta sexta-feira (24/7) um workshop gratuito para jornalistas sobre mídia programática, que buscará desmitificar o tema, além de explicar o que é, como funciona, quais as principais siglas e termos técnicos, e discutir o conceito de pirâmide do marketing digital.
De forma resumida, a mídia programática ajuda as empresas a decidirem com quais usuários vão interagir, quem querem impactar com a sua marca, e determinarem a hora, dia e momento certos para as interações. O tema ganhou relevância por causa de fatos recentes como a CPI das Fake News, o aumento de anúncios online automatizados e iniciativas como o Sleeping Giants no Brasil e no mundo.
O workshop terá duração de uma hora e será ministrado por Edu Sani, CEO da AdsPlay; e Bruno Campos, CMO da AdsPlay. O evento, que tem apoio de divulgação deste Portal dos Jornalistas e do J&Cia, será realizado na plataforma Google Meet. Inscreva-se!