A empresária Elaine Silva assumiu como diretora e mantenedora do Notícia Preta, portal dedicado à pauta racial no Brasil. A nova gestão prioriza processos de adaptação e de crescimento do veículo.
“Assumir o Notícia Preta é, antes de tudo, um compromisso. Um compromisso com a continuidade de um trabalho essencial, com a construção de narrativas mais justas e com o fortalecimento da comunicação como ferramenta de transformação social”, escreveu Elaine nas redes sociais. “A comunicação tem um papel central na forma como a sociedade se enxerga. E fortalecer um veículo como esse é, também, fortalecer a presença de narrativas negras no centro do debate público”.
Formada em administração e gestão financeira, Elaine atuou por muitos anos nos setores de planejamento estratégico e desenvolvimento institucional. É diretora da agência de notícias Alma Preta e fundou a Black Adnetwork e a EMS Consultoria. E integra o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e o conselho do Instituto Marielle Franco.
Pedro Borges, diretor e editor-chefe da Alma Preta e colega de Elaine, participará da nova fase do Notícia Preta como sócio.
O apresentador Rodrigo Bocardi está em negociações avançadas para assinar contrato com o SBT. A ideia é levar para a televisão o BocaTV, telejornal que ele comanda nas redes sociais. As informações são de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).
O BocaTV ocuparia o período da tarde da programação do SBT, e a estreia seria apenas após a Copa do Mundo. Segundo o F5, nas negociações, Bocardi propôs um modelo de divisão de custos e lucros com o SBT, em esquema semelhante a outros já aplicados com outros nomes da emissora, como Galvão Bueno e Celso Portiolli. A ideia é inaugurar em breve no BocaTV uma redação completa para transmissão ao vivo, que será utilizada também no SBT.
Bocardi já havia feito participações em programas do SBT. Em 2025, esteve no Show do Milhão Celebridades, e foi entrevistado por projetos da emissora. Antes, trabalhou no Grupo Globo por 25 anos, mas deixou a emissora no começo de 2025, por descumprimento de normas éticas.
O movimento inFINITO, liderado por Tom Almeida, estreou nesta terça-feira (12/5) o podcast Pra quando eu morrer, sobre finitude, que levará aos ouvintes conversas sinceras sobre viver e morrer. O objetivo do projeto é falar, de forma leve e direta, sobre morte, além de traçar o “caminho das pedras” para reduzir os sofrimentos de uma partida.
“A real é que não importa a sua idade: a morte e o luto mexem ou ainda vão mexer profundamente com você. Não é um processo fácil – e normalmente é muito mais desafiador porque a gente não se prepara minimamente para lidar com isso”, diz o texto de divulgação do projeto. “O projeto Pra quando eu morrer parte da jornada do próprio Tom para resolver cada uma de suas pendências e, então, indicando o caminho das pedras para outras pessoas que, assim como ele, também querem deixar o máximo possível de coisas organizadas antes de partir”.
Serão ao todo oito episódios na primeira temporada, dentro do podcast Conversas Sinceras, do mesmo movimento inFINITO, em formato narrativo, com conteúdo narrado pelo próprio Tom Almeida. Os ouvintes poderão acompanhar Tom em uma consulta médica, em conversas com advogados, em uma roda de bate-papo com pessoas idosas e até em uma visita a um cemitério-parque repleto de obras de arte.
Junto com o podcast, o inFINITO lançou uma comunidade sobre o tema de finitude. Interessados podem se inscrever e receber gratuitamente informações via WhatsApp e e-mail e poderão conversar com especialistas e com outras pessoas que estão enfrentando as mesmas dores.
Além de idealização e apresentação de Tom Almeida, o Pra quando eu morrer tem estruturação de Flávio Vieira; Roteiro, direção, produção e captação de áudio de Juliana Dantas; criação de conceito visual de Marcela Street; direção de arte e distribuição de Maju Almeida; produção de Gabriela Ferigato; supervisão de roteiro, edição e finalização de Rodrigo Alves; e trilha sonora de Maestro Billy e Blue Dot Sessions.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo medida cautelar contra a Lei nº 15.325/2026, que institui a profissão de multimídia. Para as entidades, a lei pode causar uma indevida sobreposição de atribuições com o jornalismo, a precarização das relações de trabalho e o enfraquecimento da profissão.
Na ação, Fenaj e ABI explicam que a lei criaria uma nova categoria profissional com competências extremamente amplas, o que faria com que diversas atividades típicas do jornalismo, como produção, edição, difusão e análise de conteúdos informativos sejam exercidas sem a exigência de formação específica.
“Ao criar uma categoria genérica, com atribuições amplas e indefinidas, a lei abre caminho para a precarização e o enfraquecimento da profissão”, declarou Samira de Castro, presidenta da Fenaj. “A Fenaj e a ABI recorrem ao STF para impedir que o exercício do Jornalismo seja diluído em meio à lógica da desinformação e da exploração do trabalho”.
As entidades pedem a suspensão imediatas dos efeitos da lei até o julgamento final da ação, sob a justificativa de “risco de dano irreparável, uma vez que a manutenção da norma pode produzir efeitos concretos sobre o mercado de trabalho, a organização sindical e a qualidade da informação no país”.
Pela primeira vez na história da eleição, uma mulher fatura o lugar mais alto no pódio
Em cerimônia realizada em 11/5, em São Paulo, foram homenageados os vencedores do prêmio +Admirados da Imprensa Automotiva 2026. Em sua oitava edição, a iniciativa teve como principal destaque Giovanna Riato, eleita a +Admirada Jornalista do Ano.
Ela, que há apenas nove meses assumiu o cargo de editora-chefe do tradicional Jornal do Carro, caderno automotivo do Estadão, já vinha se destacando ao longo dos últimos anos pelo seu trabalho desenvolvido na Automotive Business, onde foi cofundadora do Movimento AB Diversidade.
E por falar em diversidade, foi a primeira vez que uma mulher venceu a premiação voltada ao segmento automotivo, a única da série +Admirados que ainda não tinha uma representante feminina entre os ganhadores. Vale lembrar que nos anos anteriores da premiação os +Admirados do Ano foram Boris Feldman (2025), Jorge Moraes (2024), Tião Oliveira (2023), João Anacleto (2022), Zeca Chaves (2021), Bob Sharp (2020) e Fernando Calmon (2015).
“Ainda estou meio trêmula de emoção e surpresa com este reconhecimento. É uma honra gigante ser reconhecida pelos colegas, por assessorias, por quem conhece meu trabalho. Fico lisonjeada, quero agradecer a quem votou em mim, parabéns ao Jornalistas&Cia pela iniciativa, estou sempre celebrando nas cerimonias, e neste ano foi ainda mais especial. Quero agradecer à minha equipe maravilhosa, pois sem eles, esse reconhecimento não seria possível, as trocas são sempre coletivas. E esse prêmio vem num momento especial de minha carreira, de transição. Depois de tantos anos na Automotive Business, assumi o Jornal do Carro, como editora-chefe. E além disso, sou a primeira mulher a ficar em primeiro lugar nesta premiação dos +Admirados do Auto. É muito incrível estar aqui representando minhas colegas mulheres”.
Leonardo Lara, editor da Bloomberg com foco no mercado automotivo, é o segundo colocado, enquanto Boris Feldman, +Admirado Jornalista de 2025, foi novamente um dos destaques, ocupando a terceira colocação geral deste ano. Ele também foi o mais votado na categoria +Admirado Colunista.
Na quarta colocação ficou Fernando Miragaya, editor de Produto da Automotive Business e apresentador do podcast Autorama, que em 2021 foi eleito o +Admirado na categoria Áudio. Completando os TOP 5, outro que guarda em casa um troféu de +Admirado do Ano: João Anacleto, fundador do canal A Roda e campeão do prêmio em 2022.
Completam as categorias destinadas aos jornalistas Karina Simões, do canal KS 1951, tetracampeã entre os Jornalistas Especializados em Duas Rodas; Aline Feltrin, da Transporte Moderno, bicampeã consecutiva da categoria Jornalista Especializado em Veículos Comerciais; e Alzira Rodrigues, cofundadora do portal AutoIndústria, na recém-criada categoria Jornalista Especializado em Negócios Automotivos.
Nas categorias para publicações as vencedoras foram CBN Autoesporte (Áudio), Autoesporte (Site/Portal), Papo de Paddock/BandSports (Vídeo) e Quatro Rodas (Periódico Especializado).
Confira aqui todos os jornalistas e publicações homenageados na eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2026.
Koichiro Matsuo recebe o Troféu Luiz Carlos Secco de Contribuição à Imprensa Automotiva
Pelo terceiro ano consecutivo a Comissão Organizadora da eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva homenageou um profissional do setor com o Troféu de Contribuição à Imprensa. Desta vez o prêmio especial foi para Koichiro Matsuo, que fundou e dirige há mais de 40 anos a Textofinal de Comunicação.
“Só tenho a agradecer por este reconhecimento. Já são 36 anos que atendemos o setor automotivo”, declarou Koichiro. “E nessas mais de três décadas, aprendemos demais. Vejo aqui no evento referências do setor, Fernando Calmon, Vicente Alessi, Boris Feldmann, entre muitas pessoas que me ensinaram e admiro na carreira. Ao longo da vida, vemos muitos milagres no lado profissional, e por isso fiz questão de trazer minha equipe, nossos clientes, mas hoje, quero fazer um agradecimento especial aos jornalistas, pois transparência na relação entre assessor de imprensa e jornalista é tudo”.
Criada em 2024, a primeira edição do Troféu de Contribuição à Imprensa Automotiva foi entregue a Luiz Carlos Secco. Meses mais tarde, após a morte dele, em janeiro de 2025, o prêmio foi rebatizado com o seu nome. A primeira homenageada no ano passado, já com a nova denominação, foi Alzira Rodrigues, cofundadora e diretora do portal AutoIndústria. Coube a ela, inclusive, fazer a entrega do troféu deste ano.
Koichiro Matsuo e Alzira Rodrigues
“Me senti muito honrada por entregar esse troféu, pois não só ele leva o nome do Secco, mas também ele será concedido ao Koichiro. E não existe outra palavra senão unanimidade quando falamos do Koichiro. Todos já conhecem o seu profissionalismo. Mas quero ressaltar o coração do Koichiro, é uma pessoa que ajuda todo mundo, se não fosse ele, provavelmente não existiria a AutoIndústria. Eu particularmente devo muito a ele. Então, é uma grande honra entregar este troféu”.
A eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva 2026 contou com os patrocínios de Bosch, Ford, Honda, Renault e Volkswagen Caminhões e Ônibus, os apoios de Pirelli, Volkswagen, Portal dos Jornalistas e PressID, a colaboração da Auper e Scania e o apoio institucional da Abraciclo.
Nas esquinas digitais de maio de 2026 algo curioso acontece: o cansaço. Após anos de uma dieta baseada em fluxos ininterruptos de conteúdo curto e algoritmos de recomendação frios, o público começou a apresentar os sintomas de uma “ressaca de ruído”. O diagnóstico, ecoado em análises recentes da Radio World, é claro: os ouvintes estão ativamente rejeitando programas longos sem foco e a repetição exaustiva de informações vazias. É o fim da era do “preencher horário” e o nascimento da era do propósito.
No epicentro dessa mudança, o NAB Show deste ano em Las Vegas não discute apenas antenas; discute a sobrevivência psíquica do ouvinte. Gordon Borrell, CEO da Borrell Associates, traz um alerta que ecoa como um trovão: a inteligência artificial não é um “sapo cozinhando lentamente” como foi a internet. Ela é uma mudança radical de temperatura. Mas, se a IA removeu as barreiras para qualquer um se tornar um “magnata da mídia”, ela também criou um oceano de mediocridade sintética.
É aqui que o rádio encontra sua fresta de luz. Enquanto as plataformas de música pura e podcasts gerados por IA mergulham o usuário em bolhas de isolamento, surge o “Comunicador Curador”. Não se trata mais do locutor que apenas anuncia a próxima faixa ou lê a previsão do tempo; trata-se do articulador capaz de organizar ideias complexas em um mundo caótico. A tecnologia, que antes parecia uma ameaça, revelou-se o suporte ideal para que a conexão humana se tornasse o diferencial competitivo definitivo. O público de 2026 não quer apenas som; ele quer contexto.
(Crédito: EBC)
Todavia, esse retorno ao humano enfrenta o que David Oxenford chama de “handicap competitivo”. O rádio norte-americano, em sua essência broadcast, ainda opera sob regras de propriedade da FCC que parecem fósseis legislativos diante da agilidade transacional do digital. Enquanto o rádio é o único setor com o crescimento limitado por restrições locais de mercado, seus concorrentes digitais orbitam livremente. A luta política de 2026, portanto, é para que o rádio possa expandir suas marcas e ser “onipresente”, como defende Julie Koehn, integrando newsletters, vídeos e IA sem perder a alma do jornalismo local.
Na WTOP em Washington, o futuro já foi decantado. A IA é usada como o “Collaborator” – um estagiário de luxo que processa dados e auxilia na verificação –, mas o jornalista permanece como o guardião do início e do fim do processo. Essa simbiose busca combater o viés que os mecanismos de IA demonstraram contra o rádio, uma tendência que o setor agora corre para corrigir inserindo dados factuais e precisos no ecossistema de busca para que a IA não “alucine” o desaparecimento do meio.
O rádio de 2026, portanto, posiciona-se como um objeto de luxo intelectual. Não pelo preço, mas pela raridade da atenção que ele proporciona. Ao contrário do ruído algorítmico que fragmenta a percepção, o rádio curado oferece uma “curadoria de confiança”. Como discutido nas sessões da Broadcast Management & Monetization, o desafio é transformar esse valor em receita política e comercial, provando que o impacto de uma voz humana em um ambiente de propósito supera, em muito, os milhares de impressões vazias de um robô.
(Crédito: Radio World)
O rádio não está mais apenas “navegando nos rios do digital”; ele está construindo as margens que impedem que esses rios transbordem em direção ao nada.
A anatomia da mudança (análise sintética)
Conceito antigo (2020-2024)
Realidade emergente (Maio 2026)
Vetor de valor
Volume de conteúdo
Filtro de relevância
O “Menos é Mais” contra a fadiga de decisão do ouvinte.
Playlist algorítmica
Curadoria contextualizada
A voz humana como o guia que explica o “porquê” da música ou notícia.
Hardware local
Cloud & Virtualização
Agilidade para estar em todas as telas (Smart TVs, Carros, Wearables).
Audiência de massa
Ecossistema de criadores
Transformar o locutor em uma marca multiplataforma (Creator Economy).
Este cenário sugere que as emissoras que insistirem no modelo de “fluxo contínuo e repetitivo” estarão acelerando sua própria obsolescência. Desta forma, o rádio volta a ser é uma mídia de significado.
Álvaro Bufarah
Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.
(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.
O dia 11 de setembro de 2001 entrou para a história como um dos mais trágicos do mundo.
Naquele dia, terroristas oriundos do Oriente Médio jogaram contra as Torres Gêmeas do agora extinto World Trade Center, em Nova York, dois aviões com passageiros e tudo, provocando a morte de mais de três mil pessoas. Chocante!
As torres estavam desabando quando, em uma delas, estavam um cego e a sua cadela-guia, Roselle.
O cego, um certo Michael Hingson, conseguiu tranquilizar-se perante a loucura que então sucedia, enquanto a cachorrinha o guiava em direção à saída do edifício. Dezenas e dezenas de pessoas que lá se encontravam seguiam o cego, que seguia a cachorrinha. Ao fim de mais de mil degraus todos chegaram sãos e salvos à rua. Detalhe: Roselle não parou até chegar à casa onde ela e o cego moravam.
A cachorrinha chegou a receber muitos prêmios e até virou a heroína central de um livro: Thunder Dog, de Michael Hingson.
Michael Hingson e Roselle
Em 2025, no Canadá, boa parte da população daquele país tomou conhecimento da existência de um cachorro e de um gato. No melhor dos sentidos, a dupla parecia duas pessoas amigas e educadas convivendo na maior paz e amizade do mundo. O curioso nessa história é: o cachorro, Spike, era cego e o gatinho, Max, todo sadio e vendo tudo, virou o seu guia.
O mundo animal é cheio de bons exemplos e curiosidades. E também de maus exemplos.
Em 1950, o compositor cearense Humberto Teixeira e o cantor e sanfoneiro pernambucano Luiz Gonzaga levaram ao disco (78 rpm) a toada Assum Preto. É cantiga triste, muito triste. Fala da tristeza de alguém que sofre com a perda do seu amor, como o pássaro do título que perdeu seus olhos pela malvadeza de quem assim fazendo o ouviria cantar melhor.
Historicamente é de conhecimento geral de que os cães sempre foram amigos dos homens. E dos cegos, mais ainda.
Os chamados vira-latas são cães que sempre docilmente acompanharam pedintes cegos.
Esses cães não recebem nenhum treinamento especial para desenvolver-se como guias.
Fora isso, há cães de raça especialmente treinados para guiar pessoas sem visão.
O Labrador e o Golden Retriever são as raças mais procuradas para treinamento como guias.
No Brasil há pouquíssimos canis construídos especialmente para treinar esses cães.
A população de cães e gatos no Brasil é muito grande.
Se o 11 de setembro de 2001 chocou o mundo, pode-se dizer que o dia 13 de maio de 1888 levou o nome do Brasil como o último país a livrar do trabalho forçado os negros vindos de fora e mesmo nascidos aqui. Emblemático, não?
Um dos mais agitados abolicionistas da história brasileira foi José do Patrocínio (1854-1905), filho de um padre fazendeiro e de uma escrava adolescente. É dele a frase: “A escravidão é um roubo e todo dono de escravo é ladrão”.
Patrocínio formou trio com André Rebouças (1838-1898) e Luís Gama (1830-1882).
José do Patrocínio, André Rebouças e Luiz Gama
André foi o primeiro engenheiro negro do Brasil e Luís, o primeiro poeta saído dos grilhões, já que foi vendido pelo próprio pai quando tinha apenas 10 anos de idade.
Antes de a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, outras leis foram aprovadas no Império em favor das pessoas escravizadas: a Lei Eusébio de Queiroz (1850), a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei do Sexagenário (1885).
O 13 de maio de 88 pôs literalmente na rua todas as pessoas escravizadas, porém sem nenhuma maneira que as possibilitasse viver com dignidade através da própria força. Quer dizer, ficaram todas ao Deus-dará.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República publicou o Guia Digital de Publicidade com informações, em linguagem simples e acessível, sobre os procedimentos adotados pela publicidade do Governo do Brasil.
O guia também apresenta orientações e requisitos necessários para o cadastramento de veículos e agentes de veiculação no Cadastro Nacional de Agentes de Veiculação – Midiacad, base utilizada pelos órgãos e entes integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom) para a contratação de mídia.
A publicação do Guia decorre de uma série de iniciativas e reflete o esforço da Secom em conferir transparência ao funcionamento da publicidade e ampliar as oportunidades de participação para diversos veículos e agentes. O objetivo também é aumentar a pluralidade de agentes aptos a veicular campanhas públicas e contribuir para a diversidade informacional no país.
Marina Pita, diretora de Promoção de Liberdade de Expressão da Secom da Presidência da República
“Como a Secom passou a ter a atribuição de promoção da sustentabilidade do jornalismo, passamos a ter uma visão estratégica do que representa a publicidade oficial para o ecossistema informacional, o pluralismo, a diversidade e a integridade da informação”, explica Marina Pita, diretora de Promoção de Liberdade de Expressão do órgão. “Percebemos que haviam muitas dúvidas de como era o fluxo para seleção de veículos para veiculação de publicidade, então estabelecemos uma parceria com a Secretaria de Publicidade e Patrocínio para disponibilizar informações, conforme a concepção de transparência ativa, de forma simples, para facilitar que qualquer veículo ou agente de veiculação de publicidade possa estar apto a ser selecionado pelas agências que atendem a Secom para comporem o Plano de Mídia de campanhas. Esse é um passo inédito para a Comunicação em nível Federal. Não temos conhecimento da disponibilidade de informações como essas por nenhum outro integrante da Federação”.
Entre as mudanças realizadas está a atualização do sistema do MidiaCad e implementação gradual do autocadastro dos veículos utilizando o módulo gov.br para pessoas jurídicas. Assim, os próprios empresários, empreendedores ou seus representantes legais podem realizar o cadastro. A nova sistemática por meio da conta gov.br e do e-CNPJ, reduz burocracias, amplia a segurança das informações e facilita o registro dos agentes de veiculação.
Ainda, com intuito de democratizar o acesso à publicidade, o governo do Brasil passa a permitir o cadastro de Microempreendedores Individuais (MEI) na plataforma. O Guia detalha os critérios de transparência e integridade previstos na Instrução Normativa Secom/PR nº 4/2024, que estabelece medidas para mitigar riscos à imagem das instituições públicas e impedir a monetização de sites, aplicativos ou conteúdos que violem a legislação, incluindo crimes como racismo, pedofilia, incentivo ao suicídio e promoção de jogos ilegais.
Além do Guia Digital de Publicidade, as informações sobre patrocínios do Governo do Brasil também podem ser acessadas em página específica no portal gov.br, organizada como um guia prático, com orientações passo a passo e linguagem simples. A disponibilização dos conteúdos reforça o compromisso do Governo do Brasil com a transparência ativa e o acesso à informação.
Fred Caldeira, correspondente internacional da TNT Sports na Inglaterra, anunciou nesta segunda-feira (11/5) sua saída da emissora, após 15 anos de casa. Segundo apuração de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo), Fred está em negociações avançadas com a CazéTV.
Formado em Jornalismo pela Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, Fred iniciou a trajetória jornalística em 2011, no Esporte Interativo, nome antigo da atual TNT Sports. Lá, atuou como editor e produtor antes de trabalhar como repórter. Em 2016, mudou-se para a Inglaterra e assumiu o cargo de correspondente internacional da TNT Sports no País, cobrindo o campeonato inglês de futebol, a Premier League. Diretamente de Manchester, focou na cobertura do dia a dia dos principais times da Inglaterra. Seu último trabalho na TNT Sports foi uma entrevista com o volante Casemiro sobre as perspectivas para a Copa do Mundo.
Em publicação no Instagram, Fred comentou a decisão, agradecendo pelo tempo de trabalho na TNT Sports/Esporte Interativo: “Foram 15 anos de formação, desenvolvimento, encontros, desencontros, realizações, alegrias e, acima de tudo, absoluta gratidão. Correndo o risco de ser extremamente injusto com tantas pessoas que me ajudaram nessa estrada, escolho destacar três: André Henning, Vitor Sergio Rodrigues e Julia Vieira. Eu não era absolutamente sombra de nada promissor e eles viram algo em mim. e eu nunca vou esquecer disso. Depois, na correspondência, fiz novos irmãos e irmãs. Carolina Albuquerque, Arthur Quezada, Marcelo Bechler, Tati Mantovani e Clara Albuquerque: o meu muito obrigado por todas as coberturas, programas, cafés, cervejas, confissões e tudo do tanto que dividimos”.
Segundo o F5, Fred deve ir para a CazéTV para atuar na cobertura da Copa do Mundo deste ano, em Estados Unidos, México e Canadá. Deve participar ainda de transmissões de campeonatos exibidos pelo canal, como as ligas de França e Itália, além de UEFA Europa League e UEFA Conference League.
A Associação Brasileira de Franchising (ABF) anunciou os vencedores do Prêmio ABF Destaque Franchising 2026, que valoriza, incentiva e reconhece iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do franchising. O prêmio possui a categoria especial José Lamônica de Jornalismo, que premiou reportagens de veículos de imprensa.