Na Abril, Sérgio Gwercman, que era diretor de Redação da Superinteressante desde 2007, vai agora dirigir a Alfa, de onde saiu Kiko Nogueira, em julho. Antes de comandar a Super, Sérgio já havia editado e sido repórter da revista, onde entrou em 2004, após fazer o Curso Abril de Jornalismo. Ele fechou a edição de setembro, que comemora os 25 anos da revista, e começou no novo cargo na última 2ª.feira (27/8). ?Fiquei muito feliz com o convite e tenho muita fé na revista?, disse a J&Cia. ?Acho que é um processo tão desafiador profissionalmente quanto divertido?. Em seu lugar na direção da Super e da Vida Simples, assumirá em dezembro Denis Russo, depois de férias em que vai fazer uma viagem de bicicleta pela Alemanha. Até lá, o editor Alexandre Versignassi fechará a revista. Denis já havia editado a Super cinco anos atrás, e há três ganhou uma bolsa de estudos nos EUA. Em sua volta, trabalhou como consultor dentro da própria Abril, como interlocutor de projetos com a Presidência, e realizou curadoria de eventos ? como o TEDxAmazônia e TEDxSão Paulo ? pela Webcitizen. Lançou pela Leya, no fim do ano passado, o livro O fim da guerra.
Record News estreia nova grade na próxima 2ª.feira (3/9)
A Record News celebra em setembro cinco anos de vida e usa a efeméride para estrear, já na próxima semana, sua nova grade, com importantes mudanças nas atrações jornalísticas noturnas. O programa Entrevista Record Atualidade, com Paulo Henrique Amorim, por exemplo, passará de uma para três edições semanais, às 2as (único dia em que vinha sendo apresentado), 4as e 6as.feiras, logo após o Jornal da Record News, das 22h15 às 23 horas.
Vai revezar com o Economia & Negócios, de Fátima Turci, que passará a ser exibido na mesma faixa às 3as e 5as.feiras (antes entrava às 23 horas). Com a mudança, Fátima terá a frequência de seu programa reduzida de quatro para duas vezes por semana, mas ganhará o dobro do tempo, ampliando de 20 para 40 minutos o total do conteúdo (45 com os intervalos comerciais). Em função disso, Economia & Negócios passará a contar, a cada edição, com dois entrevistados (contra um, no formato atual), interagindo durante todo o programa.
Com 12 anos no ar, os sete primeiros na extinta Rede Mulher e os últimos cinco na Record News (desde a estreia desta), Fátima contabiliza mais de três mil entrevistas realizadas e o patrocínio fiel da ABF – Associação Brasileira de Franquia, que tem interesse direto num dos públicos-alvo do programa, os pequenos e microempreendedores. Tanto o programa dela quanto o de Paulo Henrique Amorim vão ganhar novos cenários.
Outras novidades são o Câmera Record News, apresentado por Marcos Hummel, que passará a exibir novas reportagens especiais da Record; e a estreia do programa de David Letterman, o talk show de maior audiência na tevê americana, que irá ao ar de 2ª a 6ª.feira, às 23h, com reapresentações no final de semana.
Sunday Times abre inscrições para bolsa de estudos
O jornal inglês Sunday Times abriu inscrições para bolsa de estudos de um ano a aspirantes a correspondentes estrangeiros. Criada para homenagear Marie Colvin, correspondente do jornal que foi morta este ano quando cobria os conflitos na Síria, a bolsa envolverá trabalhos na editoria Internacional e outras seções e poderá incluir uma viagem ao exterior. Os candidatos podem ser de qualquer nacionalidade, mas devem ter inglês excelente, o direito de trabalhar no Reino Unido, experiência prática em jornalismo impresso e mídia digital e comprovado interesse em assuntos estrangeiros. O limite máximo de idade no início do programa, que começa em 1º/1/ 2013, é 26 anos. Mais informações em http://migre.me/asATI.
Grupo Lance dá pontapé inicial em processo de ?timização?
O processo de reestruturação editorial do Grupo Lance, iniciado em março com a mudança nos núcleos editoriais das redações de São Paulo e Rio de Janeiro, ganhou mais uma etapa na última semana. Com o novo direcionamento, os quatro maiores times de São Paulo e os quatro do Rio de Janeiro ganham ainda mais espaço em cobertura, aprofundamento de informação e conteúdo opinativo. ?A ideia é que a partir de agora produzamos diariamente oito ?mini Lances?, num processo que batizamos de timização?, explica Luiz Fernando Gomes, editor-chefe do grupo. Apesar de ser um jornal que já privilegia informações dessas equipes, esse reforço, segundo ele, vêm ao encontro de uma necessidade e de uma tendência presentes no mercado internacional: ?Em março, estive em um congresso de jornalismo esportivo promovido pela Associação Mundial de Jornais, em Madri, e uma coisa que me impressionou foi a quantidade de fontes terceiras que estão surgindo como players de informação. Para se ter uma ideia, o Real Madrid hoje conta com uma equipe de cerca de 150 jornalistas produzindo para os veículos do clube, como tevê, rádio, revista, jornal etc. Outro exemplo é o Cristiano Ronaldo, que tem 50 profissionais à disposição. Essa é uma tendência crescente que tem dificultado o trabalho dos jornais. Mesmo veículos grandes, como o Marca e o As, têm encontrado dificuldade em conseguir fazer conteúdo exclusivo por causa desses novos canais de informação?, afirma Luiz Fernando. Se antes de iniciado esse processo o jornal contava com dois núcleos em cada cidade, onde cada um cuidava da cobertura de dois times, desde março esses núcleos passaram para quatro por cidade e cada editor passou a responder por uma única equipe, atuando inclusive na visita aos clubes. São eles Maurício Oliveira (Corinthians), Thiago Salata (Palmeiras), Rafael Bullara (São Paulo), Alessandre Abate (Santos), Thiago Bokel (Flamengo), Sergio Areias (Fluminense), Bruno Marinho (Vasco) e Tiago Pereira (Botafogo), que contam ainda em suas equipes de reportagem com mais quatro ou cinco repórteres, de acordo com o clube. Dessa maneira, além do reforço no material impresso, cada clube ganha uma espécie de site próprio dentro das páginas do Lancenet, que irá privilegiar informações como tabelas, notícias e história de acordo com cada clube. Outra mudança prevista é que, além dos colunistas gerais, cada time passa a contar com um colunista fixo atuando não apenas de maneira opinativa, mas também com informação e apuração. Esse papel será exercido pelos editores de núcleo, à exceção de Santos e Flamengo, que terão suas colunas escritas pelos já colunistas de geral Valdomiro Neto e Roberto Assaf, respectivamente. Ainda sem data definida, outras praças como Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem receber o mesmo tratamento. Jornal comemora 15 anos ? Esta 3ª.feira (28/8) marcou o início das festividades dos 15 anos do Grupo Lance, que transcorrerá em 26 de outubro. Em uma pequena celebração realizada na redação do Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo para a de São Paulo, foram entregues placas comemorativas a oito funcionários que integram a empresa desde a sua fundação, quatro deles de redação: o editor de Projetos Especiais Guilherme Gomes, o editor do Lancenet Claudinei Queiroz, o chargista Mário Alberto, além do presidente e fundador do grupo Walter de Mattos Jr.. A programação para esse período ainda não está totalmente definida, mas deve incluir uma edição especial com 1,5 milhão de exemplares encartada na edição impressa e distribuída gratuitamente em outras praças onde o jornal não circula.
Nicolino Spina passa a presidir a Editora O Dia
Nicolino Spina assumiu esta semana o cargo de presidente-executivo da Editora O Dia, que publica os jornais O Dia, Meia Hora e Marca Brasil. José Mascarenhas, presidente da Ejesa desde a fundação da empresa, em 2009, permanece com funções executivas sobre o Brasil Econômico, outro título do grupo. Spina deixou em abril o Valor Econômico, sociedade entre os grupos Folha e Globo, que presidiu por nove anos, e cumpre uma quarentena em relação à concorrência, o que deve mantê-lo afastado do jornal de economia da Ejesa até o ano que vem. Em seu currículo estão seis anos como diretor das revistas masculinas da Editora Abril e atuações em empresas como Colgate-Palmolive, Pepsi e o fundo de investimento em participações TMG/MVA. Sob seu comando o Valor registrou um aumento de 258% na circulação paga e de 400% no faturamento. Chega à Ejesa com a missão de repetir esse desempenho, ?acelerar o crescimento de seus títulos e intensificar a produção de conteúdo em todas as plataformas?, segundo comunicado distribuído pela empresa.
Mais uma semana para concorrer ao Prêmio J&Cia/HSBC
Falta apenas uma semana para o encerramento das inscrições do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade. O prazo final é 5 de setembro e tanto a inscrição quanto o envio dos trabalhos devem ser feitos no site www.premiojornalistasecia.com.br.
No caso de problemas como envio dos materiais, tamanho dos arquivos e outros, a equipe técnica de apoio pode auxiliar no momento da inscrição, pelo telefone 11-3341-2799. O Prêmio recebe trabalhos de jornal, revista, rádio, televisão, internet, fotografia e criação gráfica. Exclusivamente neste ano, há ainda a categoria Rio+20, para trabalhos que tenham como pano de fundo a cobertura do evento.
O prazo de publicação ou veiculação é entre 1º/9/2011 e 31/8/2012 e os trabalhos devem abordar temas de Sustentabilidade em seus eixos ambiental, social e/ou econômico, o que envolve meio ambiente, economia e sociedade, quando se relacionam com a busca por uma vida e um planeta melhores. Participação da maioria dos estados.
O concurso, que distribuirá aos profissionais de imprensa R$ 102 mil líquidos, tem a categoria Mídia Nacional, que premiará os segmentos Jornal, Revista, Rádio, Televisão, Internet (cada um com R$ 10 mil) e Imagem, esta dividida em Fotografia e Criação Gráfica (cada um com R$ 6 mil). Mídia Regional premiará quatro segmentos que contemplam todos os estados (cada um com R$ 5 mil).
Há premiações também para a categoria Rio+20 (com R$ 10 mil) e o Grande Prêmio (também com R$ 10 mil), anunciado apenas na entrega da premiação, concedido a um dos ganhadores de Mídia Nacional, que acumulará os dois prêmios em dinheiro. Confira no site o regulamento e como participar e se precisar de outros esclarecimentos envie e-mail para a coordenadora do Prêmio Lena Miessva ([email protected]) ou entre em contato com ela pelo 11-2679-6994.
Alexandre Teixeira lança Felicidade S.A.
Alexandre Teixeira lança no próximo dia 18/9 , em São Paulo, o livro Felicidade S.A. (Arquipélago), que, como o próprio título indica, trata da felicidade no trabalho. No evento, haverá um debate ? moderado pelo autor ? com alguns dos executivos e empresários entrevistados sobre temas do livro, seguido de sessão de autógrafos. O jornalista vem se dedicando à pesquisa desde junho de 2011, quando deixou o posto de redator-chefe de Época Negócios. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, ele fala sobre como se interessou pelo tema, a importância do assunto dentro do conceito de sustentabilidade e como sua pesquisa se desenvolveu. Portal dos Jornalistas ? Por que resolveu pesquisar sobre felicidade no trabalho? Alexandre Teixeira ? Passei quatro anos em Época Negócios escrevendo principalmente sobre gestão de empresas. Dos temas desse mundo da administração, os que mais me interessam são aqueles ligados a pessoas. E ao mundo do trabalho. Liderança, remuneração, cultura organizacional etc. No fim do meu período em Época Negócios, quando estava ficando claro para mim que era hora de deixar a revista, fiz um curso para gestores numa escola de negócios chamada Amana-Key. Passei uma semana assistindo a palestras, participando de discussões e estudando temas que, no fundo, eram os mesmos sobre os quais eu escrevia ? só que vistos do ponto de vista de quem está com a mão na massa. Foi ali que tive o insight de que, no fundo, o que faz a diferença entre trabalhar feliz ou infeliz é enxergar um propósito para o que estamos fazendo. Também se discutiu no curso essa necessidade de encontrar um sentido para o que estamos fazendo no trabalho. De um jeito profundo, que tem a ver com a possibilidade de usar nossas competências profissionais para fazer a diferença ? se possível, para o bem! ? na vida das pessoas. Enfim, a experiência que eu já havia adquirido escrevendo sobre gestão de pessoas somada aos insights que tive naquela semana me despertaram o interesse pelo tema da felicidade no trabalho. Decidi que um jeito de tentar fazer diferença seria realizar uma pesquisa profunda sobre esse tema, escrever um livro e propor um debate sobre propósito. Sobre o que nos faz felizes ou infelizes no trabalho. Portal dos Jornalistas ? O brasileiro, em geral, é feliz no trabalho? Alexandre ? A julgar pelos resultados dos raros estudos feitos no Brasil, eu diria que é quase meio a meio. Uma pesquisa da consultoria de recursos humanos Right Management com 5.685 trabalhadores brasileiros obteve 48% de respostas negativas à pergunta ?Você é feliz no seu trabalho atual ou na sua última ocupação??. Um levantamento internacional de 2011 posicionou os executivos brasileiros entre os mais insatisfeitos do mundo com o equilíbrio entre a vida familiar e a dedicação profissional. Na média global, 27% dos homens e 29% das mulheres se dizem totalmente satisfeitos com o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. No Brasil, esses números caem para 12% e 13%. Portal dos Jornalistas ? Qual é a importância de se discutir o assunto? Alexandre ? Vou tomar a liberdade de responder com uma citação. É de um escritor especialista em finanças, John Bogle, autor do livro The Clash of the Cultures ? Investment vs. Speculation. Ele escreveu o seguinte: ?Forças de mercado sem freio e a importância esmagadora de ganhar dinheiro nos conduziram à atual ?sociedade de resultados?, perseguindo os resultados errados: forma antes da substância, prestígio antes da virtude, dinheiro antes da realização, carisma antes do caráter, o efêmero antes do duradouro?. Eu realmente acredito que a preocupação com a felicidade ? e com a infelicidade ? no trabalho é o aspecto mais negligenciado do debate sobre sustentabilidade nas empresas. Achar que um mundo melhor se faz só cuidando do meio ambiente (o que não é pouca coisa) é ignorar uma questão que está ao nosso lado o tempo todo. Portal dos Jornalistas ? Como foi feita essa pesquisa? Qual a metodologia adotada? Alexandre ? A pesquisa foi jornalística. Li muito a respeito de felicidade ? um pouco de filosofia, muitos estudos de psicologia positiva e neurociência, entre outras coisas ? e muito sobre o mundo do trabalho contemporâneo ? bastante literatura sobre motivação e tipos de liderança, por exemplo. Pesquisei em livros, artigos científicos, reportagens etc. A maioria dessa literatura é americana. Eu diria que esse tipo de pesquisa representa metade do livro. A outra metade é fruto de entrevistas. Principalmente com executivos ? presidentes de empresa, diretores de recursos humanos, especialistas em desenvolvimento organizacional ?, mas também empreendedores, consultores e alguns outsiders, que não estão dentro do mundo dos negócios, mas fazem fronteira com ele. Passei dez meses fazendo pesquisas e entrevistas. E dois meses dedicado a amarrar o material que levantei no texto final do livro. Portal dos Jornalistas ? Quais serão as próximas etapas de sua carreira após o lançamento do livro? Seguirá afastado dos redações? Alexandre ? Após o lançamento do livro, vou levar a marca Felicidade S.A. para várias mídias. Ou seja, produzir conteúdo jornalístico sobre os temas que estão no livro, com o olhar que procurei oferecer a eles, em diversas plataformas: rádio, revista (online e offline), eventos etc. Seguirei afastado das redações no sentido de não estar restrito a uma delas. Mas bem próximo daquelas que se tornarem parceiras nesse projeto. SERVIÇO Lançamento do livro Felicidade S.A., de Alexandre Teixeira Data: 18/9 Horário: 18h30 Local: Livraria da Vila do Shopping JK (av. Juscelino Kubitschek, 2041) ? São Paulo/SP
Diário Catarinense transforma caderno Donna em revista
A exemplo do que já havia feito em maio com Zero Hora, o Grupo RBS promoveu no último domingo (26/8) mudança no caderno Donna, desta vez no Diário Catarinense, que também passa a assumir o formato de revista. Reforçando a moda como assunto principal, a nova publicação irá priorizar o tema em ensaios fotográficos e colunas específicas.
O time de cronistas, aliás, reúne textos de nomes que já atuam em sua coirmã gaúcha, como Luis Fernando Veríssimo e Martha Medeiros, que se juntam a Juliana Wosgraus e Viviane Bevilacqua. Mesmo com a mudança do formato, a publicação continua sob o comando da editora de Cadernos Romí de Liz, que explica: “A nova revista Donna é tudo mais: mais páginas, mais colunistas, mais moda. O caderno está se adequando ao perfil dos leitores e ao que eles têm sinalizado e solicitado”.
Lançada em 2003, esta é a segunda grande mudança pela qual Donna passa desde sua criação, sendo que na primeira, em 2009, as alterações mais acentuadas envolveram o projeto gráfico.
SIP abre inscrições para 68ª Assembleia Geral em São Paulo
Estão abertas inscrições para a 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa, que este ano acontece de 12 a 16/10, em São Paulo. A última vez que o evento havia sido realizado no Brasil foi em 2001, em Fortaleza, sendo que São Paulo tinha recebido uma edição do encontro em 1991. Com participação de jornalistas, empresários e estudantes de comunicação de 34 países, o encontro contará com debates e painéis sobre o presente e o futuro do jornalismo no continente americano, liberdade de expressão, ética, ameaças à imprensa, violência contra jornalistas, censura judicial, entre outros. O evento, que será aberto pela presidente Dilma Rousseff, já tem confirmadas as presenças do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do CEO do The New York Times Arthur Sulzberger Jr., do presidente do diário espanhol El País Juan Luis Cebrián, e do presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril Roberto Civita. Alguns dos principais executivos do jornalismo brasileiro também estarão presentes, casos de Ascânio Seleme, Caio Túlio Costa, Fernando Rodrigues, Eurípedes Alcântara, Marcelo Rech, Ricardo Gandour, Sérgio Dávila e Vera Brandimarte. Os valores e a ficha de inscrição, que vai até o dia de abertura do evento, estão disponíveis no www.sipsaopaulo.com.br.
Mário Magalhães lançará livro sobre Carlos Marighella
Mário Magalhães está finalizando Marighella ? O Guerrilheiro que incendiou o mundo, fruto de nove anos de pesquisa sobre o comunista baiano Carlos Marighella, morto em 1969, numa emboscada de agentes da ditadura militar em São Paulo. ?Na semana passada, estava legendando uma última fotografia, de um policial que atirou em Marighella na cilada em que a polícia política paulista o assassinou?, conta o autor. Filho de pai italiano e mãe baiana, estudante de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia, Marighella era um dos estudantes de reivindicavam a instalação de uma constituinte democrática. Foi preso pela primeira vez em 1932, com outros 513 jovens, quando Juracy Magalhães, interventor despachado por Getúlio Vargas, comandava o Estado. ?Não vivi o tempo de Carlos Marighella, a não ser como criança cujos limites do mundo eram Zorro, National Kid e Speed Racer. Quando o mataram, em novembro de 1969, eu tinha cinco anos. Em 2003, mergulhei no projeto para contar a vida dele. Queria reconstituir uma trajetória fascinante, sem as amarras de tempo e espaço próprias de uma redação de jornal?. Em janeiro de 2010, Magalhães deixou a Redação da Folha, onde era repórter especial, para dedicar-se exclusivamente ao projeto. ?O épico de Marighella é capaz de hipnotizar e comover tanto quem se identifica com suas causas como quem as rejeita. E me permitiu um passeio apaixonante por quatro décadas, 1930-60, do século XX, com um ritmo frenético, inspirado no protagonista ? que era essencialmente um homem de ação, e não um teórico ?, além de drama, humor, romance, aventura, ideias, triunfos, quedas e muita, muitíssima ação. Outro desafio foi escrutinar a vida de quem foi obrigado a combater à sombra, escondendo suas pegadas. Minha tarefa foi descobrir os passos que Marighella, para sobreviver, tentara apagar?. Sobre as dificuldades e surpresas positivas encontradas durante sua pesquisa, Magalhães comenta que ?é difícil apurar a vida de quem certa historiografia oficial eliminou dos compêndios escolares. Além disso, a clandestinidade também dificulta a garimpagem de informações ? para ficar em um exemplo, Marighella era avesso a fotografias. A alma do livro são os depoimentos das 256 pessoas entrevistadas. Elas me surpreenderam quase sempre. A maioria conviveu com Marighella, de sua professora de inglês no velho ginásio da Bahia ao companheiro que foi buscá-lo na alameda Casa Branca e o encontrou morto. Também tive surpresas espetaculares de documentos oriundos de arquivos públicos e privados de Rússia, Estados Unidos, República Tcheca, Paraguai e, evidentemente, Brasil?. A obra, editada pela Companhia das Letras, já está em pré-venda e chega às lojas em outubro. O autor fará uma turnê de lançamento por todo o País, em datas ainda não definidas. Novidades podem ser conferidas no twitter de Mário Magalhães.







