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sexta-feira, abril 3, 2026

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Andi discutirá papel da comunicação para transformação social

A Andi realizará em Brasília, de 6 a 8/3, o seminário internacional Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento. O encontro, que contará com alguns dos maiores especialistas na área, tem o objetivo de promover o debate público sobre o papel da comunicação nos processos de transformação social. Para isso, trará o aporte de experiências desenvolvidas por democracias consolidadas de outros continentes, além de ações pioneiras da América Latina e da África. Fazem parte da programação práticas de responsabilidade social empresarial na área, mensuração de impacto das iniciativas de mídia e políticas de inclusão digital. Representantes de organizações de destaque nacional e internacional estão entre os convidados, como Frank William La Rue (ONU), Divina Frau-Meigs (Unesco); José Roberto Marinho (Fundação Roberto Marinho e Organizações Globo), Júlio Muñoz (Sociedade Interamericana de Imprensa), Marcelo Canellas (TV Globo) e Leonardo Cavalcanti (Correio Braziliense). As inscrições seguem até até 1º/2 pelo site do evento, onde também está a programação completa do evento, realizado em parceria com Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Justiça, Ministério da Justiça, Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, com apoio da Fundação Ford.

História da hanseníase no Brasil será contada em livros e filmes

Para contar a história pouco conhecida da hanseníase no Brasil, marcada até meados dos anos 1980 por truculência, perseguição e horrores, uma equipe de jornalistas e profissionais de cinema está percorrendo as 31 colônias que ainda sobrevivem em 20 estados brasileiros. Do projeto, encomendado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, sairão uma coleção de sete livros, curtas-metragens e um longa. A equipe é coordenada por Vera Rotta, que teve passagens por Caldas Júnior, Secom/PR e Editora Primeiro Plano. No comando do pessoal de filmagem está Caco Schmitt – diretor de Guerra no Garimpo, documentário premiado pela Fenaj sobre a luta dos índios ianomâmi com garimpeiros, diretor e editor de TV Manchete SP, Globo SP e RBS TV –, que também responde pela edição dos filmes. A redação dos livros está a cargo de Leonardo Mourão (ex-Estadão, Veja, Playboy). Já foram feitas entrevistas e filmagens no Pará, Amazonas, Acre e Rondônia. Em dezembro, a equipe passou por sete estados do Nordeste. O restante do País será coberto nos próximos 18 meses. Vale lembrar que de 1924 até os anos 1980 dezenas de milhares de brasileiros vítimas da hanseníase – ou lepra, como a doença era chamada até 1995 –, foram mantidos contra a vontade em hospitais-colônia. Era como se o Brasil vivesse em um estado orwelliano, no qual vigorasse o apartheid. Médicos, vizinhos e até familiares denunciavam quem tinha a doença às autoridades, que os caçavam e levavam, quase sempre apenas com a roupa do corpo, para os hospitais-colônia. Nem mesmo as crianças eram poupadas. Havia cercas de arame farpado, seguranças internos, prisões e castigos para os desobedientes. Dali só se podia sair com autorização por escrito e hora marcada para voltar. Quem fugia era caçado pela polícia sanitária ou comum, levado de volta à força e ia para o xadrez. Os filhos de mães doentes que nasciam nas colônias eram retirados no momento do nascimento e enviados para orfanatos. A maioria nunca mais tinha notícia dos filhos, ou estes, dos pais. Hoje a hanseníase é completamente curável e não há mais a internação compulsória. A maior parte dessas antigas colônias transformou-se em hospitais. Mas há ainda dores não esquecidas, injustiças irreparáveis e histórias para contar, que o projeto tentará resgatar.

Instituto Vladimir Herzog cria área de proteção a jornalistas

O Instituto Vladimir Herzog acaba de criar uma área dedicada a monitorar e divulgar casos de violência contra jornalistas, a fim de fortalecer os esforços nesse sentido já desenvolvidos por outras entidades – entre elas Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fenaj e Abraji, além de organizações internacionais como CPJ, ONU e outras. Segundo a FIJ, mais de 600 jornalistas foram assassinados no mundo desde 2006, 121 deles apenas em 2012. No Brasil, no ano passado, foram mortos seis profissionais, o que deixa o País no 5º lugar desse nefasto ranking. A ação inicial do Instituto nessa luta foi promover a tradução e publicação, pela primeira vez em português, do Plano de Ação da ONU para a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, adotado em 13/4/2012. Em novembro passado a organização realizou sua segunda reunião interagências sobre o tema com o objetivo de formular uma estratégia concreta de implementação do plano, em níveis global e nacional, relacionando mais de cem áreas de trabalho a ser realizado por órgãos da ONU e grupos da sociedade civil, para garantir a segurança dos jornalistas. Esse trabalho abrangerá, entre outros aspectos, o auxílio a governos no desenvolvimento de leis sobre segurança e liberdade de expressão; aumento da conscientização dos cidadãos; treinamento em segurança e em segurança eletrônica; fornecimento de assistência médica; mecanismos de reação emergenciais; zonas de conflito; descriminalização da difamação; e remuneração dos jornalistas.

Rádio Gaúcha muda titulares de programas

A partir desta 2ª.feira (21/1), a Rádio Gaúcha muda alguns titulares de seus programas. Felipe Chemale substitui a Fernando Zanuzo no comando do Chamada Geral – 3ª edição. Felipe, que era repórter e apresentador do Faixa Especial, tem agora o seu primeiro desafio como âncora de um programa diário. Zanuzo assume o Brasil na Madrugada, em substituição a Sara Bodowsky. Ele começou a carreira na empresa como estagiário em 2005. Foi repórter e um dos âncoras do Gaúcha Hoje. Leandro Staudt e Sara passam a repórteres especiais. Sara, que também é apresentadora do Tudo+, na TVCOM, substitui Felipe no comando do Faixa Especial nas noites de domingo da Gaúcha. Staudt era um dos apresentadores do Correspondente Ipiranga. Seu retorno à reportagem já lhe rendeu menção honrosa no último Prêmio ARI. Ambos começaram as carreiras como estagiários da emissora. Sabrina Thomazi passa a apresentar o Chamada Geral 2ª Edição, no lugar de André Machado, que segue como âncora do Atualidade e editor-chefe da emissora. Sabrina começou a carreira como estagiária da Gaúcha em 2001 e passou ainda por TVCOM e RBS TV. Na rádio, esteve à frente de Faixa Especial e Plantão Gaúcha, e foi responsável pela implantação do Chamada Geral – 3ª Edição. Artur Chagas, há 17 anos na emissora, a partir de fevereiro apresentará o Correspondente Ipiranga ao lado de Rafael Colling.

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará:   São Paulo: Ana Carolina Amaral deixou a TV Brasil, onde atuava como repórter, e passa a integrar a equipe de Comunicação do vereador Ricardo Young. Em mensagem de despedida em sua página do facebook, ela agradece aos colegas de redação, em especial ao gerente executivo da emissora Florestan Fernandes Jr., “pela aposta e pelo espaço, além do diálogo aberto e franco sempre”. Otto Aquino deixou o cargo de editor da revista Náutica, onde estava havia oito anos, para assumir a direção das revistas Boat International Brasil e Boat Shopping. Ele começou na coluna de Amaury Jr. no extinto Diário Popular e depois atuou como repórter na revista Flash e nos programas de tevê na Record e Band, todos do colunista. Seu novo contato é [email protected].   Minas Gerais: Nairo Alméri deixou a Chefia de Redação do Hoje em Dia, em que também assinava a coluna econômica Negócios S/A, e enquanto não define seus próximos passos profissionais dedica-se a seu blog. Em busca de novas oportunidades no mercado, pode ser contatado pelos [email protected] e 31-9642-2424. Letícia Villas, ex-O Tempo, agora está no Diário do Comércio, onde pode ser contatada pelo [email protected]. Na Sempre Editora desde 2008, ela foi por alguns meses redatora da edição online de O Tempo e em 2009 passou a redatora de Economia e Negócios do jornal. Antes, esteve na Supra Comunicação e na TV Bandeirantes. Mayra Oliveira, diretora do Opinião Minas, da Rede Minas, assumiu a apresentação do programa durante as férias de Denize Alves. No Jornal Minas – 1ª Edição, Técia Garcia, editora-chefe do Emprego & Renda, faz o mesmo na ausência da âncora Raquel Capanema. Ainda na Rede Minas, a emissora estreou novo formato do BDMG em Rede, agora com apresentação de Luiz Felipe Ceribelli. O programa vai ao ar às 2as e 4as.feiras, às 20h55, com reapresentação 3as e 5as, às 12h55.   Rio Grande do Sul: Edgar Schmidt deixou nesta 2ª.feira (14/1) o Grupo Record RS, onde atuou como comentarista de futebol da Rádio Guaíba, e está de mudança para Curitiba, onde vai assumir a Direção Geral da Rádio CAP, a emissora web do Clube Atlético Paranaense. O clube está investindo na área porque não aceitou as condições propostas pela Rede Globo, que considerou muito inferiores às ofertas feitas para Grêmio, Inter e Cruzeiro, e não terá seus jogos transmitidos pela televisão. Edgar está há mais de 45 anos em rádio, iniciados na década de 1960, em Cachoeira do Sul (RS), sua terra natal, mas é conhecido no meio paranaense por sua atuação na TV Tarobá, de Cascavel. Ele teve passagens por Correio do Povo, Folha da Manhã, Folha da Tarde, Jornal do Povo, Rádio Difusora, Rádio Gaúcha e RBS TV.   Bahia: Daniela Castro está em sua última semana como repórter de A Tarde. Após cinco anos na casa, segue para o Conselho Estadual de Cultura da Bahia, onde assume um cargo junto à Presidência. O CEC-BA é um órgão colegiado da Secretaria de Cultura cujo objetivo é contribuir para a formulação de políticas culturais para o estado. O blog Pimenta e Cominho ([email protected]) continua entre as atividades dela. No Correio, quem saiu foi o repórter de esportes Alan Rodrigues. Fica apenas como repórter na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Administração do Estado da Bahia, cargo que já ocupava.   Ceará: André Capiberibe é o novo diretor da FM Fortaleza, em substituição a Evandro Nogueira, que deixou a emissora.

Memórias da Redação ? Atestado de óbito

A história a seguir, de Vital Battaglia ([email protected]), é a que dá título ao livro Ah! – Atestado de óbito do Jornal da Tarde e outras histórias do jornalismo, que acaba de lançar pela Detalhe Editora (www.detalheeditora.com.br). Nele, Vital reúne cerca de cem histórias de sua carreira de 45 anos como jornalista, em especial no Jornal da Tarde, onde trabalhou por 25 anos como repórter especial, editor de Esportes e editor de Projetos Especiais. Vital aproveita para informar que está concluindo um livro só de futebol, que completa 150 anos. Segundo ele, “é uma grande critica na base do ‘Quero meu futebol de volta’”.   Atestado de óbito E lá se foi o JT, Jornal da Tarde. Ia completar 47 anos no próximo 4 de janeiro. Morreu antes. Comecei a trabalhar no JT antes de ele nascer, em outubro de 1965. Estávamos treinando para fazer um novo jornal, fazendo matérias para a Edição de Esportes do Estadão, que havia sido criada por Mino Carta para ser o embrião do JT. O filho tão esperado. Nessa época, eu já havia passado pela Última Hora e ido para o jornal Notícias Populares. Fiz a mesma trajetória do meu amigo Percival de Souza. E, juntos, também fomos para o JT. Minha cabeça ainda estava na Última Hora. Lá havia aprendido com meu editor, Celso Eduardo Brandão, que estávamos vivendo novos tempos. Tempos de contar a verdade. Isso foi em fins de 1962, mas parecia que os ventos da ditadura já estavam soprando. Foi uma grande escola a Última Hora. Foi lá que conheci grandes jornalistas – ou melhor, conseguia ficar perto deles. Uma ou outra vez apareciam na redação – na Avenida Prestes Maia, em São Paulo – figuras como Nelson Rodrigues, João Saldanha, Sérgio Porto, entre outros, que trabalhavam na Última Hora do Rio de Janeiro. Na redação paulista, bem ao lado da editoria de Esportes, estavam Jô Soares, Ignácio de Loyola Brandão – primo do nosso editor de Esportes, Celso Eduardo Brandão –, Ricardo Amaral, Arapuã, Álvaro Paes Leme. A Última Hora sofreu o impacto da revolução, pois era um jornal de esquerda. Notícias Populares, embora tenha sido criado para alicerçar a candidatura de Carlos Lacerda à Presidência da República, como jornal popular de direita, também perdeu seu rumo depois que a ditadura se estabeleceu. Afinal, para que um jornal de base política? Não haveria eleições! Por isso, no dia 4 de janeiro de 1966, todo caminho estava aberto para um jornal que estava nascendo apenas para fazer jornalismo. Quem me contratou para trabalhar no Jornal da Tarde foi Hamilton de Almeida Filho, na época um dos melhores editores de Esportes, jornalista consagrado na redação e no Brasil. Comecei a conhecer companheiros que chegavam de todo o País, em especial de Minas, de onde veio o gênio Murilo Felisberto, secretário de Redação. Com eles vieram os outros rapazes de Minas, que não ouso nomear aqui para evitar injustiça. Eram todos excelentes, como jornalistas e como pessoas. Murilo era o secretário de Redação, Mino Carta o redator-chefe. Como diz o mestre Rubem Alves, Murilo era a alma, Mino, o corpo; Murilo era a música, Mino Carta, o instrumento. Fiquei no JT por quase 25 anos. Foi com essas pessoas que aprendi a ser melhor. Até que, um dia, o jornal perdeu a alma, e já havia perdido o corpo. Perdeu a música, e já havia perdido o instrumento. Novos tempos. Quem tinha mais de 45 anos havia envelhecido com o jornal. E o jornal era feito por jovens, para jovens. Havia terminado a revolução, não havia mais ditadura, não havia mais por quê e por quem lutar. Os donos do jornal resolveram assumir o comando, tocar o instrumento e fazer a música. Trocaram todos os instrumentos e músicos que fundaram o JT. Sabiam que seria impossível substituir as lideranças que foram criadas na época da revolução, mas, como vocês devem saber, jornalismo no Brasil é como capitanias hereditárias. Todo mundo é jornalista: pais, filhos, netos… Mas os leitores sabem quem são os verdadeiros jornalistas. Por isso, o JT disse adeus. Quando? Não sei dizer, mas tenham a certeza de que foi muito antes de 31 de outubro de 2012.

152 anos atrás nascia o brasileiro que inventou o rádio

Nesta 2ª.feira, 21 de janeiro, transcorre o 152º aniversário de nascimento de Roberto Landell de Moura, o padre-cientista brasileiro que inventou o rádio e foi um dos precursores da televisão e que, em 2012, após decreto sancionado pela presidente Dilma Rousseff, transformou-se no mais novo Herói da Pátria, com seu nome sendo incluído no Livro de Aço depositado no Panteão Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Graças a uma intensa campanha pública, o padre-cientista também virou Cidadão Paulistano post mortem, por iniciativa do vereador (e atual secretário do governo Haddad, na Prefeitura de São Paulo) Eliseu Gabriel; ganhou selo oficial dos Correios por ocasião do sesquicentenário de seu nascimento; e inúmeros eventos organizados pela Prefeitura de Porto Alegre, sua cidade natal. O maior de todos os desafios, no entanto, ainda não foi vencido: a inclusão da sua saga no currículo obrigatório do Ensino Fundamental, pleito que já foi levado ao Ministério da Educação, com o aval da senadora Ana Amélia, do Rio Grande do Sul. As articulações nessa direção, que começaram com o então ministro Fernando Haddad, prosseguem agora sob a tutela de Aloizio Mercadante. Landell de Moura fez as primeiras transmissões públicas da voz pelo ar, sem fio, no final do século XIX, entre a Avenida Paulista e o alto do bairro de Santana, na capital de São Paulo, em evento documentado pela imprensa e presenciado por autoridades brasileiras e estrangeiras. Nascido em 21 de janeiro de 1861, ordenou-se padre, completando seus estudos de teologia, física e química na Itália. Seus experimentos no campo das transmissões de voz começaram nos tempos de adolescência e evoluíram com os estudos, as pesquisas e as diversas experiências que fez ao longo da vida. Contava com pouco mais de 30 anos de idade quando realizou as experiências na Avenida Paulista. As proezas que conquistou na área da ciência, Landell não alcançou nos campos comercial e empresarial, embora tivesse se esforçado muito para viabilizar seus inventos,  patenteados no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto por aqui colhia fracassos em todas as tentativas de viabilizar economicamente os seus inventos, Guglielmo Marconi brilhava como cientista e empresário, a ponto de, inventor do telégrafo sem fio, ser também confundido como inventor do rádio, inclusive no Brasil, onde comprovadamente a experiência de Landell de Moura foi pioneira, como aponta a documentação existente no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande Sul. Homenagens O aniversário de nascimento de Landell de Moura será lembrado na festa de seis anos do RBN Notícias, radiojornal local da Rádio Boa Nova 1450 AM, de Guarulhos (SP), na próxima 4ª.feira (23/1), das 14h às 20h, com a entrega de troféus da 3ª edição da Láurea Landell de Moura e a palestra de Hamilton Almeida Padre Landell de Moura: as façanhas e desventuras de um pioneiro das telecomunicações, às 17h, no Colégio Carbonell (av. presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, 2.687) também em Guarulhos. Livro de Hamilton Almeida sobre Landell fará 30 anos em 2013 Completam-se em 2013 os 30 anos do lançamento do primeiro livro escrito por Hamilton Almeida sobre o padre-cientista: O outro lado das telecomunicações. A saga do Padre Landell (Sulina, 1983). O livro de Hamilton resgatou e deu continuidade à obra pioneira lançada em 1960 pelo primeiro biógrafo do padre-cientista, Ernani Fornari, autor de O incrível Pe. Landell de Moura (Ed. Globo), que chegou a conviver com padre-cientista e, com essa obra, assegurou condições para que a saga do inventor não caísse definitivamente no esquecimento. A livro de Hamilton inspirou Rogério Garcia, profissional de televisão que dirige a produtora Videográfica, a desenvolver o projeto do filme Landell de Moura, o brasileiro que inventou o rádio, já aprovado no ProAC e na Lei do Audiovisual. Outra obra importante, esta lançada em 2012, que valoriza a biografia do padre-cientista é o e-book dos professores gaúchos Luciano Klöckner e Manolo Silveiro Cachafeiro, que reúne textos, artigos, crônicas, charges e multimídia de 40 autores sobre a vida e obra de Landell.  

Prêmio Imprensa Embratel prorroga prazo de inscrições

A organização do Prêmio Imprensa Embratel anunciou nesta 6ª.feira (18/1) a prorrogação do prazo para concorrer à premiação. Os interessados terão até 14/2 para inscrever seus trabalhos pelo www.premioimprensaembratel.com.br. O concurso, que este ano foi reformulado e teve seus processos informatizados, distribuirá R$ 194 mil, distribuídos entre o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho (R$ 32 mil), os prêmios nacionais (entre R$ 10 mil e R$ 13 mil cada) e os regionais (R$ 6 mil cada). Há três categorias com Tema livre: em jornais/revistas/internet; em emissora de tevê; e em emissora de rádio. As categorias de reportagem temática, em qualquer mídia, são: Investigativa (Troféu Tim Lopes); Esportiva; Cultural; Econômica; Responsabilidade Socioambiental (Troféu Instituto Embratel); Fotográfica; Cinematográfica (melhor imagem); e Tecnologia da informação; Educação. Quem precisar de mais informações pode acionar Luiz Freitas (21-2292-9480), da Comissão Organizadora, ou a Planin ([email protected] e 11-2138-8900), agência que responde pela assessoria de imprensa da empresa.

De papo pro ar ? Briga de reis

Manezinho Araújo era uma figura tranquila, pacata, educada, um doce de pessoa. Bebia socialmente, compunha e cantava embolada como ninguém, tanto que ficou para a história como o Rei da Embolada. Mas que não lhe pegassem no pé. Em 1945, o Rei do Baião Luiz Gonzaga estreara como cantor na extinta Victor, depois de gravar 49 músicas instrumentais. Manezinho prometeu gravar nesse ano Cortando o pano, no original uma rancheira de Gonzaga, Miguel Lima e J. Portella. Muito ansioso, Gonzaga achou de ensinar a Manezinho a cantar a sua música. Irritado, o Rei da Embolada respondeu, virando as costas: – Não vou gravar porcaria nenhuma sua. E vá à merda!   Anos depois ele acabou gravando de Gonzaga as músicas Dezessete e setecentos e O chamego da Guiomar, enquanto Gonzaga gravaria dele Adeus Pernambuco e Beata Mocinha. Cortando o pano foi gravada pelo próprio Gonzaga como mazurca, no mesmo ano de 1945.

TV Globo anuncia mudanças no comando de suas centrais

A Rede Globo anunciou em comunicado oficial nesta 5ª.feira (17/1), assinado pelo diretor geral Carlos Henrique Schroder, diversas mudanças no comando de algumas de suas centrais. As movimentações resultaram em danças de cadeiras na cúpula de alguns departamentos, além da chegada e saída de alguns profissionais.

Dentre as principais mudanças, está a contratação do publicitário Sergio Valente, que assume como diretor da Central Globo de Comunicação, na vaga de Luis Erlanger, que passará a ocupar a Central Globo de Análise e Controle de Qualidade. Atual diretor de Projetos Especiais, Amauri Soares assumirá a Central Globo de Programação, e Renato Ribeiro, diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, responderá pela Central Globo de Esportes, com a saída de Luiz Fernando Lima, que iniciará carreira solo na área de marketing esportivo.

Confira a íntegra do comunicado:

“Ao longo do ano passado, alguns antigos companheiros, com inestimável contribuição para o sucesso da TV Globo, procuraram a empresa para anunciar que, depois de muitos anos de colaboração, gostariam de se afastar, de forma programada, no início deste ano, alguns para diminuir o ritmo de trabalho, outros para mudar o estilo de vida.

Esse movimento, espontâneo e justo, me faz anunciar algumas mudanças. Durval Honório, diretor da Central Globo de Controle de Qualidade, funcionário desde 1967, ao longo desses 46 anos ajudou a Globo a construir a sua reputação. Desde 2008, desempenha a estratégica missão de zelar pelo nosso Padrão Globo de Qualidade, liderando a equipe que assessora a Direção Geral para que nossos programas estejam sempre em linha com os “Princípios e Valores TV Globo no Vídeo”.

Para o lugar de Durval, convidei Luis Erlanger, até aqui diretor da Central Globo de Comunicação. Erlanger é jornalista de valor reconhecido, foi editor-chefe do Jornal O Globo e, desde 1995, está conosco, primeiro como diretor executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo e, desde 2000, na CGCOM, onde fez um trabalho extraordinário.

Em sua nova função, agora ampliada, Erlanger terá também o papel de assessorar a Direção Geral na análise de propostas de novos projetos de programas, contribuindo, assim, para que as decisões sejam tomadas. Durval ajudará Erlanger para que a transição se faça da maneira mais efetiva.

A nova área passa a se chamar Central Globo de Análise e Controle de Qualidade (CGACQ). Para o lugar de Erlanger, tenho o prazer de anunciar o nome de Sergio Valente, um dos mais brilhantes e premiados publicitários brasileiros, cujo talento é reconhecido aqui e no exterior. Ele assumirá a Central Globo de Comunicação com a missão de traçar toda a nossa estratégia de relacionamento com o nosso público.

A CGCOM é a responsável pelos contatos com a imprensa, planeja as campanhas institucionais e as de lançamento de nossos programas, gerencia nossas campanhas de cunho social, em estreito relacionamento com o chamado terceiro setor, e organiza os diversos canais diretos de relacionamento com o público. Sergio Valente é o profissional talhado para essa missão e, com certeza, emprestará todo o seu brilho para que a Globo possa ter uma comunicação ainda mais efetiva com um público sempre em transformação, especialmente na era digital.

Roberto Buzzoni, nosso companheiro desde 1970, contribuiu nesses 43 anos de forma decisiva para os êxitos que tivemos ao longo de nossa história. Nos diversos cargos que ocupou, e em especial como diretor da Central Globo de Programação, sempre demonstrou competência, criatividade e capacidade de antecipação. É um raro homem de televisão, dono de sensibilidade ímpar e enorme talento para captar o gosto do público, e, assim, contribuir para a formação de uma grade de sucesso.

Para substituí-lo, convidei Amauri Soares, atual diretor de Projetos e Eventos Especiais. Amauri está na Globo desde 1989, primeiro na Central Globo de Jornalismo em São Paulo, onde ocupou diversos cargos, depois na Globo Internacional, baseado em Nova York e, mais recentemente, na Globo Rio, da qual se tornou coordenador. Sempre demonstrou capacidade de estreitar as relações da emissora com o público. Na CGJ, foi um dos primeiros a renovar o jornalismo local. Na Divisão Internacional, foi o responsável pela expansão do Brazilian Day, antes restrito a Nova York, e hoje já realizado em 8 cidades diferentes. E, como coordenador da Globo Rio, ajudou a criar eventos que acentuaram ainda mais os laços entre os cariocas e a Globo. Como diretor da CGPG, Amauri levará esse seu talento para assessorar a Direção Geral a montar a grade de programação que mais agrade ao público, como vem acontecendo há tantos anos. Buzzoni ajudará Amauri, num período de transição, transmitindo a ele o máximo de sua expertise na área.

Por fim, Luiz Fernando Lima, há 16 anos chefiando o Esporte na Globo, onde ingressou como repórter em 1983, depois de muitas conversas no último ano, também decidiu se afastar da rotina diária. Jornalista de mão cheia, inventivo, dedicado, comprometido e com uma visão estratégica que ajudou a Globo a ser a potência no Esporte que é hoje, Lima, depois de 30 anos conosco, decidiu se dar um semestre sabático durante o qual criará uma empresa de consultoria de marketing esportivo. Para o lugar dele, na Central Globo de Esporte, convidei Renato Ribeiro, atual diretor-executivo de jornalismo da CGJ. Ambas as Centrais compõem a Diretoria Geral de Jornalismo e Esporte (DGJE)”.

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