O Valor Econômico demitiu em 23/5 cerca de 50 funcionários da redação, num corte que se estendeu a Rio de Janeiro e Brasília. A empresa não emitiu nenhum comunicado oficial, interno ou externo, razão pela qual as informações apuradas podem ter algumas imprecisões. O porta-voz da empresa é o seu presidente Alexandre Caldini, com quem ainda este Portal não conseguiu contato. Teriam ocorrido também demissões dez a 15 pessoas nas áreas administrativa e de circulação. O corte foi decidido em conjunto com as Organizações Globo e o Grupo Folha, acionistas do jornal, em função da necessidade de reduzir despesas para não prejudicar os investimentos da ordem de U$ 100 milhões feitos na nova plataforma Valor-PRO, lançada em novembro, e que ainda não começaram a gerar as receitas esperadas. Como a folha de pagamento aumentou demais, em função das contratações para o novo projeto, e as receitas não acompanharam esse movimento, a empresa teria optado por cortar custos de modo a não prejudicar sua nova aposta de mercado. Tristeza e perplexidade – Na redação, afora a tristeza generalizada, com abraços e choros que se estenderam por toda a tarde e a praticamente todas as editorias, ao ponto de não se saber ao certo quem estava ficando e quem estava saindo, o clima era de perplexidade. “Sabemos que qualquer empresa, quando lança um novo produto, leva em conta a necessidade um tempo de maturação até que o retorno venha. E aqui aconteceu o contrário. Em pouquíssimos meses, como os resultados não vieram, decidiu-se pelo corte”, comentou um integrante da redação ouvido pelo Portal dos Jornalistas. Outro profissional lembrou que a redação cumpriu rigorosamente as metas definidas em relação aos novos investimentos realizados, devendo-se a questões tecnológicas o atraso no lançamento. De todo modo, culpada ou não, ela viu-se sacrificada de forma substantiva no corte anunciado. Lógica das demissões – Na lógica das demissões, segundo conjecturas da equipe, estaria a premissa de que as editorias e profissionais que mais tenham proximidade com o Valor-PRO foram os mais preservados, demonstrando a aposta da empresa nesse seu novo projeto. Essa seria, por exemplo, uma das explicações para a demissão dos quatro repórteres especiais (Cristine Prestes e Paulo Totti, de São Paulo, Vera Durão, do Rio de Janeiro, e Sérgio Leo, de Brasília), que produziam muito para a plataforma em papel – embora fossem também destaques com seus furos no Valor-PRO – e tinham salários mais elevados. Praticamente todas as editorias foram atingidas, exceção a uma ou outra já muito enxuta ou que desempenhe papel estratégico também para o Valor-PRO. Até onde este Portal apurou, Legislação e Agronegócios foram as editorias sem baixas. Fim da publicidade legal – Outra razão que parece ter sido decisiva para o corte, segundo fonte ouvida por este Portal, seria a perspectiva do fim da Publicidade Legal, hoje uma das mais importantes fontes de receita do Valor. Com o fim da obrigatoriedade de empresas e instituições publicarem seus editais e balanços em jornais, a queda na receita será inevitável e relevante. E haveria necessidade de ajuste de qualquer modo. Neste movimento, de certo modo, antecipou-se a isso. Conversando um a um – Em São Paulo, o anúncio das demissões foi feito diretamente pelo RH, que chegou a montar uma operação especial nas instalações da própria redação, mas a diretora de Redação, Vera Brandimarte, pelo que informou fonte ouvida pelo Portal, conversou um a um com todos os colegas que foram demitidos. Dois deles, que planejavam deixar o jornal, pediram para ser incluídos e foram atendidos. Foi o caso do repórter de Consumo Alberto Komatsu, que acabou figurando na lista. No Rio de Janeiro, em função do vazamento de informações, a redação ficou sabendo das demissões pelo mercado, antes mesmo de ser notificada, o que provocou um grande desconforto na equipe e sobretudo nos demitidos. Benefícios oferecidos – A empresa, que deverá nas próximas horas ter um encontro com a diretoria do Sindicato dos Jornalistas para negociar os termos dessas demissões, já sinalizou que estenderá por seis meses o seguro-saúde e pagará um adicional que vai variar de acordo com o tempo de serviço de cada um. Na redação, há a expectativa de que Vera Brandimarte faça uma reunião geral com a equipe que ficou, para dar explicações e também sobre como serão as coisas a partir de agora. Outras baixas – Também estão confirmadas as saídas de Maria Christina Carvalho (editora de Opinião), Carlos Motta (editor-assistente de Nacional), Rodrigo Uchoa (editor da Blue Chip, página que deverá ser descontinuada), Moacir Drska (da editoria de Tecnologia), Renato Brandão (editor de Arte), Ana Fernandes (repórter trainée de Indústria) e Nádia Rodrigues (revisora e que cuidava também do controle de qualidade dos textos do jornal), além do economista Edgar Kanamaru e dos fotógrafos Daniel e Régis. Do Rio, saiu também Chico Santos, repórter de Empresas. E de Brasília, Azelma Rodrigues. Última atualização: 24/5, às 10h27.
Anik Suzuki assume Diretoria de Comunicação Corporativa do Grupo RBS
Anik Suzuki acaba de assumir a recém-criada Diretoria de Comunicação Corporativa do Grupo RBS. Na empresa há dez anos, ela começou como coordenadora de Produção em Zero Hora e depois migrou para as áreas de assessoria de imprensa e marketing. Antes, atuou como assessora de imprensa, repórter e editora de jornais e revista. Formada pela PUC-RS, com MBA Empresarial pela Fundação Dom Cabral e pós-MBA pela Kellogg School of Management (EUA), também é vice-presidente de Projetos Especiais e Comunicação da ADVB e Conselheira da ONG Canta Brasil. Em seu novo posto, responde por gestão da marca, imagem e reputação da empresa, atuando com branding, assessoria de imprensa, publicidade institucional, comunicação interna, eventos, redes sociais e investimento social privado.
World Press Photo abre exposição com imagem polêmica
A exposição de fotojornalismo World Press Photo 2012, que teve abertura em 20/5, este ano veio cercada de polêmica. O sueco Paul Hansen, do jornal Dagens Nyheter, grande vencedor do concurso com a fotografia do funeral de crianças mortas durante um ataque à Faixa de Gaza, foi acusado de manipulação dessa imagem, que seria a sobreposição de três diferentes flagrantes. A organização contratou uma perícia e, com base nesse parecer, o júri decidiu manter o prêmio. Na categoria Vida cotidiana, o que surgiu foi um retrato realista da crise por que passa a União Europeia. O ganhador, o português Daniel Rodrigues, estava desempregado e vendendo o equipamento para pagar as contas. Com a notoriedade, logo conseguiu trabalho na Câmara de Lisboa. Além dessas e outras fotos, O Globo apresenta, pelo quinto ano, o salão Sem legendas, com a projeção das melhores fotos publicadas no jornal em 2012, e três documentários em full HD produzidos por fotógrafos da casa. A mostra fica até 23/6 na livraria da Caixa Cultural (av. Almirante Barroso, 25). No dia 2/6 haverá um debate no Oi Futuro (rua Visconde de Pirajá, 54, 3º), com a presença do brasileiro Felipe Dana, da Associated Press, e do belga Frederik Buyckx, da National Geographic, ambos recebedores de menção honrosa por fotos sobre segurança pública no Rio, já na edição 2013. O encontro será mediado por Ricardo Mello, editor de imagens multiplataforma de O Globo, com a participação de Alexandre Sassaki, editor de Fotografia do jornal.
ESPN prepara ampla cobertura da final da UEFA Champions League
Pelo 19º ano consecutivo os canais ESPN farão uma cobertura completa da final da UEFA Champions League. O jogo entre Borussia Dortmund e Bayern de Munique, no próximo sábado (25/5), terá equipe in loco, exibição em 3D em mais de 50 salas de cinema espalhadas por 26 cidades do País e transmissão também pela Rádio ESPN (www.espn.com.br/radio), no Watch ESPN e no portal ESPN.com.br. A narração será de Paulo Andrade, com comentários de José Trajano, Paulo Vinicius Coelho e Mauro Cezar Pereira. João Castelo Branco acompanha dos treinos do Borussia em Dortmund e Mendel Bydlowski cobre o Bayern direto de Munique.
Os dois repórteres seguem para Londres nesta 5ª (23/5) com as duas delegações. A equipe vem fazendo entradas ao vivo nos principais programas do canal, que também exibe até 6ª.feira edições especiais do Fora de Jogo, às 15h, e, na sequência, reapresenta jogos históricos em O melhor da UEFA Champions League. No sábado (25/5), a programação começa às 13h com mais um Fora de Jogo, dessa vez com a análise do confronto decisivo, seguida do Abre Jogo. A partida começará às 16h45, com transmissão de ESPN, ESPN HD e ESPN+, direto de Wembley. Logo após o final do jogo outro Fora de Jogo especial trará análises e repercussões da decisão, com a participação dos profissionais que estarão na Europa.
Luiz Sérgio Guimarães terá coluna de Finanças no Brasil Econômico
Luiz Sérgio Guimarães estreia na próxima 2ª.feira (27/5) uma coluna diária no Brasil Econômico. Integrante da primeira equipe do Valor Econômico, onde manteve por oito anos uma coluna sobre juros e câmbio, ultimamente era colunista da CartaCapital. Luiz Sérgio entrará na equipe de Finanças da editora Josette Goulart, também ex-Valor, que chegou recentemente ao jornal e ao Rio de Janeiro, para onde foi transferida a sede do periódico. “Estamos em nova fase e estreamos o novo projeto gráfico há duas semanas”, diz ela. “O publisher Ramiro Alves está apostando em uma equipe renovada, sob a liderança da editora-chefe Sonia Soares (ex-editora-executiva de O Globo)”. Apesar da mudança do jornal para o Rio de Janeiro, Luiz Sérgio Guimarães continuará publicando seus textos a partir de São Paulo.
Site do Estadão fora do ar no dia do enterro de Ruy Mesquita
Não bastasse a situação gerada pelo falecimento de seu diretor Ruy Mesquita nesta 2ª.feira (21/5), o site do Estadão vem apresentando uma série de problemas funcionais nos últimos dias chegando a ficar totalmente fora do ar por algumas horas entre ontem e hoje (22/5). Na madrugada de domingo para 2ª.feira, a home principal saiu do ar por volta das 3h e só voltou depois das 7h da manhã, enquanto a página de Economia & Negócios só voltou a funcionar após às 21 horas, ficando o dia inteiro desconectada. A certa altura, quem clicava em Economia era direcionado para o portal de Política e os blogs ficaram todos desconfigurados. Por pouco, o site do próprio jornal não foi furado pela concorrência na notícia da morte de seu diretor e quem quis saber o horário do enterro de Ruy Mesquita, por exemplo, (marcado para as 15h, no Cemitério da Consolação), tinha o consolo de encontrar a informação na concorrência, no UOL, em manchete de home. Os problemas refletem, segundo funcionários, a política de falta de investimentos em tecnologia.
O adeus a Ruy Mesquita
Foi enterrado nesta 4ª.feira (22/5), no Cemitério da Consolação, o corpo de Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S.Paulo que faleceu na noite de ontem no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele estava internado desde 25/4 para tratamento de um câncer detectado em estado avançado na base de sua língua. Dr. Ruy, como o chamavam, era o principal nome da família Mesquita no comando do Grupo Estado desde a morte de seu irmão Júlio de Mesquita Neto, em 1996, e o único representante ainda vivo e na ativa da terceira geração dos Mesquita. Com 60 anos de atuação no Grupo Estado, seu primeiro trabalho no jornal O Estado de S.Paulo deu-se na editoria de Internacional, ao lado de Giannino Carta (pai de Mino Carta), nos anos 1950. Nessa época, durante a revolução cubana, foi o único jornalista brasileiro a entrevistar Fidel Castro, por quem chegou a ser homenageado no ano seguinte e de quem mais tarde se tornaria um crítico contumaz, por discordar dos caminhos trilhados pela revolução do “comandante”. Um dos momentos mais fulgurantes de sua carreira foi a criação do Jornal da Tarde, em 1966, com Mino e companhia, que acabou marcando a história do jornalismo brasileiro pela ousadia da proposta editorial, combinando pautas brilhantes, visual refinado e um aprimorado e requintado texto, muitas vezes fazendo fronteira com a literatura. Enquanto teve forças, conseguiu manter o JT como um dos mais importantes jornais brasileiros, mas com os prejuízos financeiros se acumulando e as mudanças ocorridas na gestão da empresa, viu seu projeto perder espaço, desfigurar-se e se esvair progressiva e continuamente, até fechar em definitivo, de forma melancólica, no final do ano passado. As informações de que ele havia sido submetido a uma delicada cirurgia de garganta, para a retirada do tumor, correram discretamente o mercado desde sua internação. Pela idade avançada, já se anteviam as dificuldades de sobrevida. Segundo informa o próprio Estadão, Dr Ruy manteve até a véspera de sua internação uma rotina constante de trabalho no jornal, reunindo-se diariamente com os editorialistas para traçar as linhas gerais dos artigos do dia seguinte. Sua biografia, a consagrada história de vida que construiu por quase nove décadas, nunca foi registrada em livro. Não por falta de oportunidades, mas por decisão dele próprio, que sempre se mostrou avesso às incursões a respeito. Em 2007, Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, num encontro com ele, em que esteve na companhia de Audálio Dantas, Dr. Ruy agradeceu o interesse da Mega Brasil em fazer um livro com a sua biografia, descartou a hipótese por não cogitar que isso acontecesse em vida e adiantou que, se um dia cedesse, daria esse privilégio ao Carmo Chagas, ex-profissional da casa com quem há anos já havia se comprometido. Nem a família o demovia dessa decisão, como revelou o filho Ruyzito também num encontro com Eduardo. “Tenho aqui em casa pilhas de documentos sobre o meu pai e sua história de vida. E cederei com a maior alegria para um livro com a sua biografia. O problema é que ele não quer e não há o que o demova dessa decisão. Se vocês conseguirem, terão o meu apoio”, disse então. Com a morte do Dr. Ruy, os olhares dos colaboradores e do mercado voltam-se para os próximos passos da família Mesquita, que, dividida e com dezenas de herdeiros, tem em mãos uma empresa que enfrenta um momento difícil e delicado e que, pela revolução em curso na atividade jornalística, também tem pela frente um futuro repleto de complexos desafios e muitas incertezas. Casado com Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, Dr. Ruy deixa os filhos Ruyzito, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto. Ironia do destino, no mesmo Hospital Sírio Libanês, onde Ruy Mesquita esteve internado por quase um mês, outro ilustre paciente da imprensa brasileira, capitão da mídia como ele, está sob cuidados médicos há semanas: Roberto Civita, presidente executivo do Grupo Abril, por coincidência um fã declarado dos editoriais do Estadão, como declarou a Jornalistas&Cia, em 2007, numa extensa entrevista para a série Protagonistas da Imprensa Brasileira (www.jornalistasecia.com.br/protagonista09.htm). Civita sofreu um aneurisma abdominal e foi internado para uma cirurgia de implantação de stent na veia aorta. Uma hemorragia de graves proporções, no entanto, tornou o quadro de saúde dele grave, prolongando por prazo indeterminado sua internação e os cuidados médicos a que vem sendo submetido. Isso levou a empresa, inclusive, a comunicar ao mercado seu afastamento temporário e a nomeação interina de seu filho Giancarlo Civita, o Gianca, para a Presidência Executiva do Grupo. Influentes formadores de opinião e dirigentes de dois dos mais importantes grupos de comunicação do País, Civita e Mesquita são personagens relevantes da imprensa brasileira desde a segunda metade do Século XX. Com a ausência de Ruy, perde a imprensa brasileira um dos mais notáveis protagonistas de sua história, herdeiro das tradições de seus antepassados. Homenageado pela Mega Brasil em abril de 2004 com o Prêmio Personalidade da Comunicação, em concorrida solenidade no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, Ruy Mesquita fez um dos mais duros discursos contra o que chamou de murdochização da mídia, em alusão ao megaempresário Rupert Murdoch, então acusado de adotar uma postura mercantilista e negocial nas empresas jornalísticas que adquiriu e que comandava. No ano seguinte, o mesmo prêmio foi concedido a Roberto Civita. Confira na edição de Jornalistas&Cia que circulou no final da tarde desta 4ª.feira (22/5) a íntegra desse discurso e mais detalhes da morte do Dr. Ruy.
Banco de dados de Zero Hora mostra radiografia do Legislativo Brasileiro
O jornal Zero Hora acaba de lançar em seu site uma radiografia do Poder Legislativo Brasileiro, onde é possível comparar e avaliar o grau de transparência, dados funcionais e financeiros das 26 assembleias dos estados brasileiros e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Dentre os itens avaliados pelo serviço, que está disponível em http://bit.ly/14JZUh2, estão informações como valor do orçamento, número de servidores ativos e inativos, cargos de confiança e concursados, gasto anual com pessoal, diárias e publicidade, subsídios, benefícios e verba de gabinete.
Segundo Juliana Bublitz, repórter da editoria de Política de ZH responsável pela captação do material, as informações foram solicitadas às assembleias estaduais com base na Lei de Acesso à Informação, mas o retorno nem sempre foi como esperado. “Foram mais de 40 ligações e 95 e-mails enviados nesses dois meses de elaboração, mas ainda assim onze dessas assembleias não responderam. Com isso fomos buscar nos sites, mas muitos deles são ruins e ainda deixam a desejar em termos de transparência, mas a agente vai seguir em busca dessas informações”, explica.
Além da base de dados e do serviço para os leitores o levantamento vem gerando, desde sua publicação, uma série de reportagens e artigos para o jornal sobre os custos do Poder Legislativo no país. A partir dos dados levantados, é possível cruzar informações e ver, por exemplo, que no Distrito Federal cada parlamentar custa em média R$ 16,5 milhões aos cofres públicos enquanto em São Paulo o valor cai para R$ 8,9 milhões.
As discrepâncias também aparecem quando o assunto é a média de funcionários por parlamentar, com 86 no Ceará, 39 em São Paulo, e 27 no Rio Grande do Sul. Implantado em 2012 em Zero Hora, o projeto de jornalismo de dados da publicação já possui hoje diversos números e análises sobre variados temas locais e nacionais, como o acompanhamento da situação dos suspeitos de ligação com a tragédia na boate Kiss, o mapa de furto e roubo de veículos em Porto Alegre, e as características urbanas das cidades gaúchas.
Esses e outros estudos também estão disponíveis na página de Zero Hora, em http://zerohora.clicrbs.com.br.
Defensoria Pública do RS divulga vencedores de seu Prêmio de Jornalismo
A Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul divulgou na última semana os vencedores da segunda edição de seu Prêmio Adpergs de Jornalismo. Distribuída em cinco categorias, a premiação reconheceu os trabalhos que se destacaram sobre os temas Defensoria Pública, Acesso à Justiça e Sistema Prisional. Na categoria TV, Roberta Salinet, da RBS TV/RS, foi a vencedora com a reportagem O Pior lugar do mundo; em Rádio, o primeiro lugar ficou com Wendell Rodrigues da Silva, da Jovem Pan/PB, com Anjos sem asas; na categoria Impresso, Nathalia Ziemkiewicz de Carvalho, da IstoÉ, foi a vencedora com o trabalho Histórias que assustam a ONU; em Fotojornalismo o primeiro colocado foi Mateus Bruxel, do Diário Gaúcho, com Preso por engano: A luta de uma mãe para libertar o filho; e em Novas Mídias, Paola Bello do Diário Catarinense Online, foi agraciada pelo trabalho Um mês sem Defensoria.
Procuram-se fotos antigas…
Barnabé Medeiros Filho, que está escrevendo 1964 – O golpe que marcou a ferro uma geração (Nova Alexandria), e a editora nVersos, que está produzindo Coisas que vivi, biografia da atriz Norma Bengell, estão à procura de imagens antigas para ilustrar essas obras. No caso da biografia da artista, célebre por gravar o primeiro nu frontal da televisão brasileira, a editora está em busca de fotografias tiradas por profissionais durante a carreira dela. Além de aumentar o número de imagens publicadas, a iniciativa visa a reconhecer e dar crédito a muitas outras que serão utilizadas mas que atualmente não têm identificação do autor. Interessados podem entrar em contato com Camila Caldas pelo [email protected]. Já a obra de Medeiros, que foi militante trotskista e preso político durante a ditadura, e passou pelas redações de Folha de S.Paulo, Editora Abril e O Globo, traz um retrato da geração que cresceu e se tornou adulta no período que vai de 1961 (renúncia de Jânio Quadros) a 1981 (atentado do Riocentro). “É um livro ‘com’ memórias, mas não é um livro ‘de’ memórias e sim um grande painel de época, que fala de política, economia, música, moda, televisão, cinema, teatro”, explica o autor. “Estou à cata de fotos que possam ajudar na ilustração do meu livro, que tenham a ver com aquele período”. Interessados podem entrar em contato com Medeiros pelo [email protected].






