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segunda-feira, abril 13, 2026

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Rede Globo altera estrutura a partir deste mês

No final de agosto, a Rede Globo anunciou mudanças que vão concentrar o funcionamento da emissora em três grandes áreas – Negócios, Gestão e Conteúdo – e integrar as plataformas de tevê aberta, tevê a cabo, na internet e no cinema. Aparentemente, foram atribuídos pesos diferentes às atividades-fim e às atividades-meio na nova administração de Carlos Henrique Schroder. Como finalidade principal da empresa, Conteúdo deve ser a única área ainda descentralizada a responder diretamente ao diretor geral. Jornalismo e Esporte, segmento encabeçado por Ali Kamel, atende a TV Globo, GloboNews e SporTV também na internet, integrando a produção jornalística. Sérgio Valente, que responde pela comunicação da marca, agora lidera Globo Rio e Globo São Paulo. Entretenimento, a cargo de Manoel Martins, responde também por Globosat, Globo.com e Globo Filmes. Esta última vai usar mais a estrutura da emissora, como os estúdios do Projac, o elenco e equipe técnica. As áreas de Programação e Controle de Qualidade foram reunidas sob Amauri Soares. A direção de Negócios passa a ser liderada por Willy Haas e reúne áreas que geram receita para a emissora, a serem administradas de maneira unificada. Entre elas, Negócios Internacionais e Relacionamento com Afiliadas. O mercado considera Haas o segundo de Schroder. Também sob Haas estão agora as regionais de Brasília, Belo Horizonte e Recife. Rossana Fontenelle, de Planejamento e Gestão, reúne as diretorias de Capital Humano, Financeira, Patrimônio e Serviços, e Tecnologia – esta resultante da fusão de Engenharia e TI.

Mauri König ganha o Maria Moors Cabot

O repórter especial da Gazeta do Povo Mauri König foi homenageado na última semana, nos Estados Unidos, com o prêmio Maria Moors Cabot, um dos mais cobiçados do mundo jornalístico, pelo conjunto de reportagens produzidas ao longo de sua carreira. Junta-se, assim, a um seleto grupo de profissionais, que no Brasil tem como representantes Miriam Leitão, Merval Pereira, João Antônio Barros, Clovis Rossi e José Hamilton Ribeiro. Repórter investigativo há mais de uma década, König é um dos profissionais mais premiados da imprensa brasileira, ocupando a sétima posição no último Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros, divulgado em dezembro do ano passado. Por ser uma das premiações mais importantes, que rende 100 pontos ao vencedor, ele deverá saltar algumas posições na próxima atualização do ranking. Promovido pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Columbia, o Maria Moors Cabot é a mais antiga premiação jornalística de que se tem notícia, tendo sido criada em 1938. A cerimônia de premiação será em 21/10, no campus da universidade, em Nova York, e os vencedores receberão medalhas e US$ 5 mil dólares cada um. Além de Mauri, foram homenageados nesta edição o repórter Jon Lee Anderson, da revista The New Yorker, a fotógrafa documentarista e repórter freelancer Donna DeCesare e o editor-chefe da revista Colombian Alejandro Rubino Santos. Leia mais: 20/02/2013 – Após ameaças, Mauri König volta ao Brasil e à Gazeta do Povo 20/12/2013 – José Hamilton Ribeiro e Eliane Brum são os mais premiados jornalistas brasileiros 18/12/2012 – Ameaçado de morte, Mauri König pode ter que deixar o País

Placar e Mundo Estranho faturam Melhor Capa do Ano 2013

A Aner anunciou nesta 3ª.feira (10/9), durante o VII Fórum ANER de Revistas, evento que está sendo realizado em São Paulo, os vencedores do concurso Melhor Capa do Ano 2013. Nesta edição o predomínio entre os primeiros colocados foi da Editora Abril, com capas de Mundo Estranho e Placar. A primeira destacou A Disney que ninguém vê, faturando o prêmio pelo voto popular. O trabalho, assinado por Bárbara Brasileiro, Elias Silveiro, Patrícia Hargreaves e Marcel Nadale, veiculado na edição de abril da publicação, recebeu 977 votos, desbancando na 2ª e 3ª posições, respectivamente, as revistas Menu (331 votos) e Car and Driver (179). Na eleição do Júri, comandado por Thomaz Souto Corrêa, a edição de Placar de outubro de 2012, com a polêmica A crucificação de Neymar, foi escolhida vencedora. Os responsáveis pelo projeto foram Maurício Barros e Rogério Andrade. Durante a cerimônia de premiação, a organização apresentou um vídeo com algumas capas exclusivamente digitais, que devem entrar na competição em 2014 com uma categoria própria. Dentre os finalistas desta edição também estavam trabalhos das revistas Bazar, Women’s Health, GQ, Rolling Stone, Veja, Elle, Minha Novela, Monet, Marie Claire, RG, VIP e Veja São Paulo. Os trabalhos finalistas estão disponíveis em www.concursocapas.org.br.

GRPCom abre inscrições para o Talento Jornalismo 2014

Estão abertas as inscrições para o Talento Jornalismo, programa de capacitação promovido pelo Grupo Paranaense de Comunicação, em parceria com o Instituto Internacional de Ciências Sociais, voltado para profissionais graduados em Jornalismo e estudantes que vão se formar em 2013. O programa é gratuito e oferece os cursos de Jornalismo Multimídia, Jornalismo Televisivo e Reportagem Cinematográfica. Em 15 anos de curso, o programa já formou cerca de 360 profissionais, sendo que destes, mais de 180 foram contratados pelos veículos do GRPCOM. As inscrições ficam abertas até 6/10 pelo http://talentojornalismo.grpcom.com.br. O resultado será divulgado até o 20/12 e as aulas estão previstas para começar em 27/1/2014.

Marcos Pereira assume a bancada do RBS Notícias

Marcos Aurélio Pereira, que há algumas semanas tem apresentado o RBS Notícias, em Joinville, assume oficialmente o posto de âncora do telejornal no lugar de Adriano Gomes. Na RBS TV desde 2008, Marcos está familiarizado com a bancada, já que apresentou o RBS Notícias de Joinville em 2010 e o Jornal do Almoço, em Blumenau, por quase dois anos. Com a responsabilidade de editar e apresentar um dos programas mais tradicionais da emissora, Marcos comenta: “É mais um desafio na minha carreira. O primeiro passo nesta nova função será manter a qualidade do RBS Noticias. Vamos priorizar a informação completa ao telespectador que está em casa, no trabalho ou mesmo na faculdade. Para mim será um orgulho informar a população da nossa região todos os dias”. O RBS Notícias vai ao ar de 2ª a sábado, logo após a novela das seis.

Pedro Luiz Ronco completa 40 anos de Grupo Bandeirantes

No ar há 25 anos com A Hora do Ronco, pela Band FM, Pedro Luiz Ronco completa este mês 40 anos de Grupo Bandeirantes. Quarto funcionário mais antigo da casa, Ronco estreou como jornalista na mesma emissora, e nunca mais a deixou. Ao longo desses anos foi redator, repórter de trânsito e realizou coberturas jornalísticas para as editorias de Política, Economia, Cidades, entre outras. Em entrevista ao Portal dos Jornalistas, ele falou sobre o seus 40 anos ininterruptos no veículo, como foi a escolha de tornar-se jornalista, seu início de carreira, rotina atual e suas motivações: Portal dos Jornalistas – Como e quando decidiu ser jornalista? Pedro Luiz Ronco – No começo da década de 1970. Eu estava fazendo cursinho para medicina, mas não servia para isso, porque não estudava muito e não tinha condições de concorrer em escola pública. Então, abriu o vestibular para a primeira turma da Faculdade Objetivo, que tinha iniciado o jornalismo, e resolvi prestar. E entrei.   Portal dos Jornalistas – Seu primeiro trabalho já foi no Grupo Bandeirantes? Pedro Luiz Ronco – Sim. Meu pai fazia alguns serviços na casa do João Jorge Saad, que era o presidente do Grupo Bandeirantes, e ele me deu um emprego. Eu precisava trabalhar para pagar a faculdade, e foi assim que comecei, em 1973. Nunca saí, são 40 anos ininterruptos. Até trabalhei para a Folha de S.Paulo um tempo, mas nunca deixei a Bandeirantes. Portal dos Jornalistas – Qual foi a cobertura mais marcante desses 40 anos de carreira? Pedro Luiz Ronco – Olha, já viajei com presidente da República, já fui para diversos países, já cobri Copa do Mundo, mas acho que a mais importante foi em um congresso da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) em Caxias do Sul, em que estava lá o então ministro das Comunicações, comandante Euclides Quandt de Oliveira. Em entrevista eu perguntei a ele até quando os jornalistas, as emissoras de rádio e de televisão, jornais e revistas teriam censura prévia, e ele respondeu que o presidente Figueiredo disse que o Brasil viveria uma democracia e a partir daquele momento não haveria mais censura. Isso saiu em tudo quanto é mídia, pois foi a primeira vez que uma autoridade disse claramente que não existia mais censura prévia. Esse foi um momento muito importante. Portal dos Jornalistas – Como é sua rotina hoje? Pedro Luiz Ronco – Uma maravilha! Houve um tempo em que eu fazia A Hora do Ronco e reportagens em AM também, então entrava às 6h e saía às 22 horas. A partir de 1991 fiquei só com A Hora do Ronco, mas eu era chefe de Jornalismo da Band FM. Isso foi até 1995, quando tive um infarto e disse que queria só fazer o programa, das 6h às 9 horas. E desde então é isso que faço. As 9h01 já não tenho mais compromisso, mas trabalhei muito para conseguir isso. Portal dos Jornalistas – O que o motiva a continuar na rádio, mantendo um programa diário que já dura 25 anos? Pedro Luiz Ronco – Eu adoro fazer o programa, me divirto, é como uma terapia. Lamentaria muito se o programa acabasse. Portal dos Jornalistas – Quais são suas expectativas para os próximos anos? Pedro Luiz Ronco – Já estou com 62 anos, não tenho ambição de ficar rico e nem tenho mais saúde, condições físicas e emocionais para enfrentar reportagens; então quero continuar com o programa e espero que a Bandeirantes me ature por um bom tempo ainda. Quero ficar gagá fazendo A Hora do Ronco. Apesar de que muitos dizem que já estou. E assim gostaria de terminar a entrevista dizendo apenas duas palavras: Vai Corinthians!

Flavio Gomes deixa ESPN após discussão com torcedores via twitter

Matéria publicada na tarde desta 2ª.feira (9/9) pelo UOL dá conta da demissão do comentarista Flavio Gomes da ESPN, após as duras críticas que publicou em sua conta no twitter contra torcedores do Grêmio. A confusão começou logo após a partida entre Portuguesa – time de coração do comentarista – e Grêmio, realizada no último sábado (7/9), que foi marcada por lances polêmicos com a arbitragem do jogo. O anúncio teria sido feito internamente aos funcionários da empresa, segundo apurou o UOL Esporte. Também por sua conta no twitter, na tarde desta 2ª.feira o diretor de Jornalismo da ESPN Brasil João Palomino pediu desculpas pelos comentários ofensivos, não apenas de Flávio Gomes, mas também de outro profissional da casa, o gerente de Programação dos canais ESPN Arnaldo Ribeiro. A íntegra da reportagem está disponível em http://bit.ly/1cZvOuv.

Câmara Municipal de SP homenageará J&Cia por seus 18 anos

A Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa de seu presidente, o também jornalista José Américo Dias, fará uma Sessão Solene no próximo dia 23 de setembro, às 19h30, no Salão Nobre, em celebração aos 18 anos de vida de Jornalistas&Cia. Constará da programação o seminário Olhares mutantes – Horizontes da Comunicação Corporativa, com participações já confirmadas de Audálio Dantas (revista Negócios da Comunicação), Carlos Carvalho (Abracom), Carlos Chaparro (USP), Decio Paes Manso (Maxpress), Eduardo Ribeiro (Jornalistas&Cia), Marco Rossi (Mega Brasil), Paulo Nassar (Aberje e USP) e José Américo Dias (Câmara dos Vereadores de São Paulo). Nos próximos dias, convite para a homenagem será enviado pela equipe de Jornalistas&Cia a todos os leitores. Edição de Aniversário – E no dia 25 de setembro vai circular a edição de aniversário de Jornalistas&Cia com as notícias da semana e a síntese das discussões do seminário da Câmara Municipal. A equipe comercial de Jornalistas&Cia preparou um pacote especial de anúncios para a edição, que pode ser conferido com Silvio Ribeiro ([email protected]) ou Vinícius Ribeiro ([email protected]) pelo 11-3861-5280.

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Ceará: São Paulo: Rodrigo Levino aceitou o convite de Ricardo Lombardi e assumirá ainda este mês na Abril o cargo de editor da VIP. Com passagens por Playboy e Veja, ele está deixando o posto de editor-assistente da Ilustrada, na Folha de S.Paulo. Na VIP, será responsável pela editoria de Boa Vida (que trata de bebidas, gastronomia e viagens, entre outros assuntos) e pela produção de reportagens especiais. Brasília: O repórter Paulo Justus, que estava em IstoÉ Dinheiro havia quatro meses, na vaga Guilherme Queiroz, deixou a revista em 30/8 e seu posto ainda não foi ocupado. Ganhador de uma das bolsas Jornalista de Visão, ele viaja para uma temporada de estudos na Espanha. Minas Gerais: Gabriel Gama ([email protected] e 31-3503-8663) passou a responder pelas notas de cultura da Viver Brasil, antes a cargo de Celso Filho, que saiu para frequentar o curso de focas do Estadão. Fernando Lana ([email protected]) substitui a Victor de Almeida, responsável pelo espaço de artigos de O Tempo, nas férias deste. Em Economia, o repórter Pedro Grossi também está de férias, até 3/10, e na ausência dele as sugestões de pauta podem ser enviadas para [email protected]. Gustavo Paulus é o novo diretor-executivo da Record Minas. Anteriormente, ele ocupava o cargo de presidente do Grupo Record do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul: Cléber Grabauska iniciou em 28/8 como comentarista durante o Futebol na Gaúcha, deixando o plantão de estúdio para ir aos estádios. Em seu lugar no estúdio, retorna à casa Carlos Guimarães, que começou na emissora em 1999 e ultimamente estava na Coordenação de Esportes da Rádio Bandeirantes. Ele também participará dos programas Sala de Domingo e Placar Geral. Na emissora desde 1991, Grabauska é coordenador de Esportes desde 1995, e passa a colaborar também com Sala de Domingo e Show de Esportes. Com as novas atribuições, divide a coordenação da equipe com Rafael Cechin, que está na Gaúcha há 12 anos. Paraná: Após ter-se afastado da CBN Curitiba por causa de denúncias de assédio sexual, o comentarista esportivo e ex-deputado federal Airton Cordeiro decidiu deixar também a Gazeta do Povo, onde escrevia todas as 2as.feiras. Ele nega as acusações e afirmou ao G1 que vai processar a estagiária Mariana Ceccon, que o denunciou. A tentativa de acobertamento do fato pela direção local da emissora provocou uma crise interna que levou a uma greve dos funcionários e três jornalistas a se demitirem em protesto. Bahia: Ive Deonisio, produtora do Brasil Urgente, deixou o Grupo Bandeirantes e foi substituída por Ana Paula Bringel, que era produtora do Band Cidade. No lugar de Ana, assumiu Camila Tissia, que estava na BandNews. Ainda por lá. Juliana Cavalcante apresenta o Band Cidade no lugar de Carolina Rosa, que está de férias. Filipe Costa, repórter da BandNews, também cobre as férias de Carolina Rosa na tevê, só que na reportagem. Vitor Villar, que estagiava na BandNews, foi contratado como repórter. Ana Carolina Araújo (ex-Correio e Metrópole) deixa a assessoria de imprensa do Instituto Social e Faculdade Social da Bahia e permanece como colaboradora do Terra e da Rede RBS (Zero Hora, Rádio Gaúcha e Rádio Galácticos) em Salvador. Quem também passa a fazer parte da equipe do Terra é Nelson Oliveira, que fica responsável pelas matérias esportivas. Lucas Esteves, repórter do Bocão News, agora também é correspondente da Rede Brasil. Ceará: Ariane Cajazeiras substitui a Katiúsia Rios no Tribuna BandNews, agora ao lado de Nonato Albuquerque. Rodrigo Maia entra no lugar de Elvis Marlon na Rádio Verdes Mares AM. Marlon foi apresentar o Despertador na Rádio 100 FM, que tem nova programação a partir deste mês. Rádio Universitária FM, TV Jangadeiro, Diário do Nordeste e O Povo foram os vencedores do Prêmio Luiz Cruz, da Ordem dos Advogados do Brasil-CE. O ex-jogador Bechara agora é comentarista esportivo da Ceará Rádio Clube AM.

Memórias da Redação ? Festival de bobagens

Ela é novamente uma colaboração de Sandro Villar ([email protected]), correspondente do Estadão em Presidente Prudente (SP). Festival de bobagens Tem coisas que a gente conta e as pessoas custam a acreditar na verossimilhança (desculpem o “palavrão”) de tais fatos, mas este filho de dona Ema (quando nasci eu era filhote de Ema) só conta a verdade nua e crua, sem mentira vestida e cozida. Mas deixemos de vã filosofia, pois isso não nos permite comprar uma van novinha em folha, e narremos os “acontecidos”. Não faz muito tempo, uma apresentadora de televisão em Presidente Prudente entusiasmou-se ao falar de um grupo musical que se apresentaria na cidade. Até aí tudo bem. O que ficou estranho foi quando a colega anunciou uma das músicas do repertório, o clássico bolero Besame Mucho, sucesso mundial, que está até em trilha sonora de filme russo e de filme chinês. “Eles vão apresentar Besame Mucho, de Carlos Gardel”, disse a prezada jornalista ao pedir uma palhinha aos músicos no jornal da hora do almoço. Como é que é? O francês Carlos Gardel, criado no Uruguai e radicado na Argentina, é o compositor do bolero mais famoso de todos os tempos? Ledo engano, dona Leda… Bem que Gardel gostaria de ter composto esse bolero, mas o autor é outro. Ou outra. Besame Mucho é de autoria da compositora mexicana Consuelo Velasquez. Tremenda desinformação da apresentadora. Ela não pagou mico, pagou um King Kong, mas deixa pra lá, pois, afinal, a mídia, principalmente o rádio, parece não ter o compromisso de divulgar o nome do compositor e, às vezes, nem o nome da música é divulgado. Também não faz muito tempo uma televisão de Araçatuba proporcionou momentos hilários em um de seus telejornais. O apresentador chamou um repórter para falar de futebol. Se não me engano, o rapaz estava em uma emissora de rádio e, do estúdio, ele fez um flash pro telejornal. De repente, não mais que de repente, como diz o verso de Vinicius de Moraes, o repórter começou a falar de um clube espanhol. Na verdade, um clube basco. A todo momento ele mencionava o “Atlético de Bilau”, motivo mais do que suficiente para o apresentador interrompê-lo e explicar que o nome correto é Atlético de Bilbao. Talvez com problema de surdez, o rapaz não ouviu direito a ponderação do colega e continuou falando do “Atlético de Bilau”. Com tanto bilau no ar, deram um drible no moço e o calaram de vez. Vai ver – e pensando bem, pode ser – que o repórter não seja um mentecapto completo. Ele apenas levou tudo ao pé da letra – ou à mão da letra, sei lá –, e foi o mais fiel possível em sua narrativa. O prezado colega deve ter levado em consideração que um time de futebol é formado por 11 marmanjos de Bilau, que dizer, bilau, sem contar os jogadores reservas. Se fosse o time feminino, será que ele causaria espanto – ou surpresa – se falasse do “Atlético de Perereca”? Ou “Atlético de Perseguida”? Melhor do que essas gafes só mesmo a campeoníssima, do século 20, protagonizada por $ílvio $antos. Há muito tempo, ainda na Globo, o apresentador quis saber a procedência de um calouro, e perguntou ao candidato a cantor: “De que cidade de João Pessoa você é?”. Vai ver, para $$, Paraíba era apenas a capital do Estado de João Pessoa. Deixando de lado a televisão, onde besteira pula mais do que pipoca e os preços, conto dois “causos” do rádio. Numa rádio paulistana, o locutor apresentava um programa musical, no melhor estilo “vamos ouvir e acabamos de ouvir”, quando ficou em dúvida sobre a pronúncia do nome da música que seria tocada em seguida. Era o Ray Conniff e sua versão do Tico-tico no Fubá, clássico choro (ou seria maxixe?) de Zequinha de Abreu, e que correu o mundo. Antes de prosseguir com esse papo, lembro que Zequinha nasceu em Santa Rita do Passa Cinco, quer dizer, Passa Quatro, terra natal do Salomão Ésper, que, como é óbvio, deu os primeiros passos em Santa Rita antes de se mandar de mala e cuia para São Paulo. Mas, dizíamos, o locutor teve uma baita dúvida e, por fim, optou por anunciar o Tico-tico no Fubá como se fosse música americana. Afinal, era a orquestra do Ray Conniff. Ele pronunciou o título, digamos, “em inglês”. E caprichou na pronúncia: “Nós ouvimos Ray Conniff e sua orquestra executando Taico-taico no Fiubei”. Jogou fubá no ventilador. E mais não disse nem lhe foi perguntado. A clássica marcha carnavalesca O teu cabelo não nega, de Lamartine Babo e dos irmãos Valença, também foi vítima de pronúncia errada em outra rádio paulistana. O apresentador tocou o disco e, na hora de dizer o nome, foi um deus nos acuda. Mais nervoso do que o mercado financeiro, o moço assim falou: “Ouvimos O teu cabelo não, nega”. Assim mesmo, com o “e” de nega fechado. Se naquela época já existisse o politicamente correto (essa frescura que castra o humor), esse rapaz, traído por uma vírgula (inconsciente?), estaria em maus edredons e poderia ir em cana acusado de racismo. Do lado de lá, Lamartine deve ter-lhe dado um puxão de orelhas por reprovar o penteado da mulata.  

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