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Domingos Fraga assume editoria-executiva do R7

Domingos Fraga deixou a Chefia de Redação da RecordNews e assumiu, ao lado de Celso Fonseca, a editoria-executiva do portal R7. Aos 54 anos, 34 dos quais na profissão, Fraga teve carreira diversificada: foi repórter policial, comandou revista de celebridades (Quem), escreveu de economia a astronomia e foi redator-chefe da revista IstoÉ e do Jornal da Record. Mantém um blog no R7, o Pense nisso, sobre temas gerais.

Diário de S.Paulo muda de endereço após o Natal

Como previsto desde que a Cereja Comunicação assumiu o Diário de S.Paulo e a rede Bom Dia há cerca de dois meses, a sede dos jornais deixa Osasco, onde ocupa instalações próximas do km 16,5 da rodovia Anhanguera, e volta para São Paulo no próximo dia 26 de dezembro. Vai se mudar para a rua Ricardo Cavatton, 251, na Lapa, bem perto do prédio da Polícia Federal. Segundo Portal dos Jornalistas apurou, a mudança impõe alguns transtornos, até por ocorrer próximo aos feriados e folgas de fim de ano e porque a gráfica está se mudando para Jarinu. O início da desmontagem das impressoras levou a alterações no horário de fechamento do jornal, que foi antecipado. Desde a venda dos jornais, têm chegado ao Portal dos Jornalistas algumas queixas de que a política da empresa de reduzir gastos chega a quase inviabilizar o trabalho. Um profissional da redação, que prefere não se identificar, cita como exemplo o cancelamento do contrato com a terceirizada que tinha os carros e os motoristas para a reportagem; agora, só usam táxis, ainda evitando grandes gastos, muitas saídas etc.. Ele informa também que os ônibus fretados, que faziam o transporte dos funcionários da Barra Funda à Anhanguera, foram cortados em 5/12, ou seja, mais de 20 dias antes da mudança, “o que obrigou os funcionários sem carro a irem com ônibus de linha, descer num local ermo da Anhanguera e chegar a pé ao jornal. No primeiro dia, duas funcionárias foram assaltadas por motoqueiros armados. Depois disso, foram montados esquemas de carona, gambiarras e soluções caseiras para tentar evitar mais problemas”. Há também uma preocupação, compartilhada pelo Sindicato, de que a empresa acirre uma política de pejotização, demitindo todos (ou quase todos) na redação e (re)contratando como PJs. Esse boato circula na redação, indicando inclusive que a Cereja gostaria de já ter feito isso e só teria adiado por um tempo porque o Sindicato ficou em cima do que ela fez nas cidades em que circulam os jornais da Rede Bom Dia. Carlos Frey de Alencar, editor-chefe do Diário de S.Paulo, aceitou falar ao Portal dos Jornalistas sobre essas informações e preocupações. Sobre a mudança de endereço, disse tratar-se de uma medida fundamental para tornar a empresa competitiva: “Com o movimento, seguimos na direção de equilibrar receita com despesa. De nada adiantava ficar num elefante branco em Osasco, com custos altíssimos de infraestrutura (locação, IPTU, restaurante, fretado, segurança, limpeza), sem ter uma receita que fizesse frente a ela. Logo, precisávamos sair da atual sede e mudar para um prédio mais alinhado às nossas necessidades e orçamento”. Com relação às medidas de contenção de custos, afirmou que “até para tomar pé da situação, o presidente Mário Cuesta teve de cortar algumas despesas, mas sem que isso interferisse nas atividades. Como estamos de mudança, os contratos com fornecedores tiveram de ser rescindidos. Natural. O importante é colocar em prática um diagnóstico que apontava a necessidade de racionalizar custos. Como era desejo da redação, estamos voltando para São Paulo após três anos, um retorno valioso para um jornal de vocação metropolitana como é o nosso, facilitando os nossos deslocamentos na realização de reportagens”. Sobre as preocupações dos profissionais, garantiu que o cenário não é sombrio como se pinta: “Apesar dos contratempos da mudança, teremos um ganho inclusive na qualidade do produto. Com as transferências das nossas rotativas para a gráfica GMA, de propriedade de Mário Cuesta, em Jarinu, os jornais estão sendo rodados a quente, em sistema heatset, com visível qualidade gráfica. Vale lembrar ainda que o Mário cumpriu outra promessa (além do retorno do jornal para São Paulo), a de ampliação da Rede Bom Dia, com o lançamento da edição Campinas há dois meses. Estamos também com a reformulação do site em curso. E não existe nada dessa história de pejotização. Tanto que todos os companheiros recontratados pela Cereja foram no sistema CLT de 5 horas home-office, como aliás havia sido recomendado pelo Sindicato dos Jornalistas. O fato é que o jornal vai arrancar em 2014 em nova sede, com orçamento equilibrado, estrutura enxuta e com mais condições até de investir”.

Mais premiados de todos os tempos e de 2013 serão conhecidos nesta 6ª.feira

Serão anunciados nesta 6ª.feira (20/12) os resultados de 2013 do Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros. A edição especial de Jornalistas&Cia, a última do ano, trará os profissionais mais premiados de 2013, e em todos os tempos. Para chegar a esses resultados, foram analisadas 116 premiações (22 a mais do que no ano passado), entre concursos nacionais, internacionais, regionais ou internos de veículos. São mais de seis mil jornalistas premiados em todos os tempos no Brasil, sendo que, desse total, 945 obtiveram pelo menos um reconhecimento em 2013. Dentre as novas premiações que passam a integrar a base de dados do Centro de Memória J&Cia destaque para Cbic, Direitos Humanos do MPRS, Abraji, Acie e Troféu Aceesp/SP, além dos prêmios internos de Zero Hora e Estadão, e do internacional Every Human Has Rights Media Awards, premiação especial promovida em 2008 com apoio da Unesco para celebrar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Apoio – Empresas interessadas em apoiar a iniciativa têm até esta 5ª.feira (19/12) para enviar material. Com a divulgação dos resultados dividida em quatro edições, que circularão entre 20 de dezembro de 2013 e 22 de janeiro de 2014, cada empresa participante terá sua marca exposta em quatro edições de J&Cia. Mais informações com Silvio Ribeiro ([email protected]).

O adeus a Sérgio Martins

Faleceu em 12/12, em São Paulo, de edema pulmonar provocado por insuficiência renal, o repórter Sérgio Martins, que publicou na revista Placar nº 648, em 22/10/1982, uma reportagem que durante um ano apurou sobre a manipulação de resultados da Loteria Esportiva. Além de Placar, Sérgio trabalhou na Folha de S.Paulo, em revistas do meio náutico e por seis anos, até abril passado, cobria folgas de final de semana no Estadão, além de fazer frilas. A viúva, Sofia, ex-secretária em Placar, casada com ele havia 37 anos, diz que foi tudo muito rápido: “Sérgio estava bem, mas no último ano passou de 72 para 90 kg. Recentemente começou a ter falta de ar, fomos ao médico e aí constatamos que o problema do aumento de peso era provocado por retenção de líquido, pois os rins não estavam funcionando direito. Começou a tomar medicação, mas a pressão baixou muito e precisou ser suspendida. De uma semana para cá piorou, na 4ª (11) sofreu um ataque cardíaco em casa, consegui levá-lo ao hospital e estava se recuperando quando o coração parou de vez”. Além de Sofia, deixa três filhos e uma neta. Juca Kfouri, que era diretor de Placar e o incumbiu de fazer a reportagem sobre a máfia da Loteria Esportiva, publicou no dia 12 em seu blog um texto sobre ele que nos autorizou a reproduzir: Sérgio Martins, o repórter Morreu, aos 67 anos, de insuficiência renal, o autor da célebre reportagem da revista Placar, Sérgio Martins. Morreu como viveu, discretamente. E provavelmente arrependido por ter apurado e escrito a matéria que, em 1982, abalou o futebol brasileiro e acabou com a credibilidade da Loteria Esportiva. Sérgio Martins, avesso aos holofotes, amargurou-se com a impunidade dos mafiosos e com a pusilanimidade de tantos que procuraram desmentir o resultado de seu meticuloso trabalho para desvendar a face sórdida de nosso futebol. Desde o silêncio cúmplice do comando da Caixa Econômica Federal à época, então ainda na ditadura, mas também depois, já no governo Sarney, sob o comando, na área de Jogos do banco, de Aécio Neves, até a recusa do Prêmio Esso de Jornalismo – com o fantasioso argumento de que a denúncia acontecera porque a revista iria fechar e queria desmoralizar o futebol nacional. Ironicamente, depois que Placar viveu sua maior crise, em 1990, descontinuada como semanal, foi sob seu comando direto que sobreviveu como mensal, até 1995, quando, relançada, mudou de formato e política editorial. Atormentado, Sérgio Martins atribuía ao seu extraordinário esforço durante um ano – desde o fio da meada que puxou na cidade de Santos, onde identificou a primeira das muitas quadrilhas espalhadas de norte a sul do País que manipulavam os jogos escolhidos para os testes da Loteria – o ostracismo a que foi relegado no mercado de trabalho nos últimos anos. Verdade ou fantasia de uma personalidade introspectiva, fato é que Sérgio Martins, que tinha problemas de audição, recolheu-se o quanto pôde, apesar do respeito que despertou e manteve intacto em todos os que privaram de seu convívio . É lamentável que tenha sido assim, mas assim foi. Tão lamentável como seu desaparecimento, embora seu exemplo vá permanecer para quem teve o privilégio de trabalhar ao seu lado. Morre um grande, colossal jornalista, corpo e alma de repórter, dos maiores de todos os tempos. Deixa três filhos e uma neta e era vascaíno de coração. Ainda hoje será cremado na Vila Alpina, onde seu corpo será velado a partir das 14h30 em cerimônia curta para evitar sofrimentos, como queria e pediu à sua Sofia, ex-secretária de Placar, agora, que pena, viúva.

Assessor de imprensa da Escola de Papai Noel lança livro sobre o bom velhinho

Aproveitando a temporada de festas, Hélio Araújo lança, pela editora Litteris, Histórias do Papai Noel – Aquelas que só o bom velhinho conhece. O autor é assessor de imprensa da Escola de Papai Noel do Brasil, e colheu relatos emocionados e curiosos, alegres ou tristes, dos profissionais que aparecem em shoppings e eventos particulares, passam horas ouvindo pedidos e posando para fotos. Suas experiências incluem um assaltante que entrou no carro em que estava o Papai Noel para fugir da polícia; o que foi contratado para entregar um presente na noite de Natal no endereço de um motel; o que chegou a uma festa de família e, em vez de crianças, encontrou travestis; e a do menino que derrubou o Papai Noel, o trono e a árvore de Natal em um shopping. 

Rede Globo unifica os sites de emissoras próprias e afiliadas

Está concluído o projeto Rede Globo de Internet, que alinhou o design e a linha editorial dos sites de cinco emissoras regionais com o G1 e GloboEsporte.com. Além de Rio de Janeiro e São Paulo, também Brasília, Belo Horizonte e o estado de Pernambuco – Petrolina e outras cidades do Vale do São Francisco e do Sertão de Pernambuco – estão agora integrados na web. Para tanto, foram criadas 119 páginas, sendo 50 para o G1, 38 para o GloboEsporte.com e 31 de tevê. O objetivo é regionalizar a produção de conteúdo geral e de esportes sob a mesma identidade visual. Iniciado em fevereiro de 2011, o projeto abrange mais de 30 afiliadas, incluindo todas as capitais do Brasil. Dele participam as cinco emissoras Globo e os grupos de afiliadas: Rede Amazônica (AC, RR, AP e TO), Rede Liberal (PA), TV Tapajós (Santarém e região, PA), Rede Mirante (MA), TV Verdes Mares (CE), TV Asa Branca (Caruaru, CE e região), TV Diário (CE), Rede Paraíba, TV Grande Rio (interior PE), TV Gazeta (AL), TV Sergipe, Rede Bahia, TV Centro América (MT), Rede Anhanguera (GO), TV Morena (MS), TV Gazeta (ES), Rede Integração (Triângulo Mineiro), EPTV (Interior SP e Sul de Minas), Inter TV (RN, interior RJ e MG), TV TEM (interior SP), Rede Vanguarda (Vale do Paraíba e região), TV Fronteira (Presidente Prudente/SP e região), TV Tribuna (Santos/SP e região), RPC TV (PR) e RBS TV (RS e SC). No desenrolar do projeto, estiveram presentes mais de 500 profissionais dedicados à internet nas diferentes praças. Ao lado de Jornalismo e Esporte, foram também mobilizadas as áreas de Tecnologia, Comunicação e Comercial. .  

Vaivém das Redações! 

Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: São Paulo Karina Sergio Gomes deixou o jornal A Notícia, de Joinville, onde era editora-assistente Variedades, para integrar em São Paulo a equipe da revista Fotografe Melhor, dirigida por Sérgio Branco. Ela substitui à editora-assistente Natália Manczik, que foi para o time de Karen Abreu na revista Viaje Mais, também da Editora Europa. Karina formou-se na Cásper Líbero e teve passagem pelo Guia Quatro Rodas, da Abril.   Claudia Tozetto deixou o iG, onde havia três anos e meio era repórter de Tecnologia, e começou como editora-assistente de Vida Digital na Veja.com. Seus novos contatos são 11-3037-4474 e [email protected]. Antes, ela havia trabalhado na revista Informática Hoje, da Plano Editorial, e na Editora Saber.   Edi Luiza Bacco deixa nesta 4ª.feira (11/12) a Gerência de Eventos da Aberje. Professora da Universidade Metodista, vai assumir compromissos acadêmicos. No lugar dela fica Emiliana Pomarico ([email protected] e 11-3662-3990, ramal 4), que soma cinco anos de casa, em que começou como estagiária. Formada em Relações Públicas pela ECA/USP e em Audiovisual pela Unip, a primeira atribuição de Emiliana na entidade foi justamente em vídeo, cobrindo eventos, cursos e palestras, além de organizar eventos no Rio e em São Paulo. É mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, também pela ECA-USP, orientada por Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje Minas Gerais Na Rede Minas houve algumas mudanças em função de férias. Tércia Garcia substitui a Raquel Capanema, apresentadora do Jornal Minas 1, até 18 de dezembro. Nathália Lacerda, produtora de Jornalismo, está ausente até 26/12, mas sem substituição; as demandas estão sendo remanejadas na Redação. Com o recesso do programa Brasil das Gerais, durante o mês de janeiro serão veiculadas apenas reapresentações. E com a licença-maternidade de Marcela Gonzaga, quem responde pela coordenação de jornalismo até fevereiro é Adriana Valadares.   Na Rádio Globo, com as férias da produtora Andreza Borgo até 29/12, os contatos com a produção devem ser feitos pelos e-mails [email protected], [email protected] e [email protected].   No Estado de Minas, Marina Souza ([email protected] e 31-3263-5123) assumiu a coluna Agenda.   Jader Kalid ([email protected]), proprietário da revista Exclusive, passou a assinar a coluna social do Metro. Rio Grande do Sul Com a saída de Jurema Josefa do Correio do Povo, o jornal promoveu uma mudança em sua estrutura de trabalho. Luciamen Winck, que dividia com ela a Chefia de Reportagem, passa chefe de Produção do diário. No comando da Reportagem, Carmem Ziebell, que vem de Rio Grande, tem longo histórico como correspondente do jornal.   Jurema, a propósito, é a nova presidente da Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo do Rio Grande do Sul (Abrajet-RS). Na cerimônia de posse, dia 4/12, em Porto Alegre, assumiram também a vice-presidente Neneca Campos, o diretor-secretário Juarez Aguiar, o diretor financeiro Ivanio Morales e o diretor de marketing e comunicações Miguel Luiz Medeiros. O Conselho Fiscal e de Ética é composto por José Carlos Mello D’Ávila, Ivone Ferraz e Marisa B. Krás Borges. A associação ainda tem Wilson B. Sierra como diretor para o Mercosul.   A colunista de Zero Hora Fernanda Pandolfi estreou em 5/12 no TVCOM Tudo+, apresentando boletins semanais sobre cultura e sociedade de Porto Alegre. O programa é exibido de 2ª a 6ª.feira, a partir das 20h30, com apresentação de Sara Bodowsky, reportagens de Maysa Bonissoni e Paloma Poeta, produção de Fernando Muniz e Bárbara Souza, e edição de Luna Eskenazi, Marília Macedo e Lúcio Brancato. Vivian Cunha é a editora-chefe.

Memórias da Redação ? Tinoco, repórter atrevido do século XIX

Hamilton Almeida, incansável pesquisador da vida do padre-cientista Roberto Landell de Moura, inventor brasileiro do rádio, fez numa dessas suas últimas incursões “arquivistas” uma descoberta interessante, que pedimos a ele para registrar neste espaço. Hamilton conta: “Em 1899, o Correio Paulistano publicou um artigo sobre os primeiros repórteres… Tempo em que os jornais cariocas tinham UM repórter e eles faziam estripulias para passar a perna na concorrência. Algumas das estrepolias foram contadas e são engraçadas”. Tinoco, repórter atrevido do século XIX             Como nasceu a reportagem no Brasil? Quando foram a campo os primeiros repórteres? O que eles faziam?             Essas indagações podem começar a ser respondidas a partir de um antigo artigo publicado no primeiro jornal diário do Estado de São Paulo, o Correio Paulistano. Na edição de 30 de abril de 1899, o cronista Alfredo Camarate – um múltiplo e singular personagem daqueles tempos, como se verá mais adiante – escreveu que “a profissão e o nome de repórter começaram a ser conhecidos no Brasil pelos anos de 1871-1872”.             Antes disso, assegurou Camarate, “a notícia – esse ponto mais importante do jornalismo moderno – não tinha a menor importância”. E não tinha mesmo. O argumento é convincente: “Quem folhear a coleção de jornais anteriores àquelas datas encontrará, quando muito, uma ou duas notícias em cada jornal!”.             A partir de 1875, a realidade mudou. O lançamento da Gazeta de Notícias, na então Capital Federal, foi seguido do aparecimento de outros jornais. O aumento da concorrência estimulou, naturalmente, a busca de notícias. Estava aberta a porta para os repórteres de raça.             Foi então que “a administração do Jornal do Commercio viu-se na necessidade de ter também o seu repórter e empregou, para esse fim, um empregado da redação chamado Tinoco, moço muito vivo, bem relacionado e que tinha uma vantagem sobre os `reporters` do seu tempo: redigia uma notícia com toda a elegância e correção”. Fundado em 1827, o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro circula até hoje.             O JC “tinha apenas um empregado encarregado de apanhar notícias”. E esse serviço tinha um viés bem oficial. Limitava-se, quase que exclusivamente, a ir buscá-las nas diversas secretarias de Governo e nas “repartições” de Polícia.             Repórter forjado na prática, ou na marra, já que não havia experiência anterior do gênero, Tinoco foi desenvolvendo os seus próprios métodos de colher notícias… A sua base de operações era a porta do Jornal do Commercio. Por volta das 9h e, sobretudo, às 16h, lá estava ele. Ficava esperando os funcionários públicos que entravam e saiam das repartições. Sem a menor cerimônia, ele chamava qualquer empregado público para conversar.             Logo, os repórteres de outros jornais começaram a fazer algo que lembrava o estilo de jornalismo norte-americano: procurar os ministros e demais funcionários nas repartições e em suas casas. Quando Tinoco começou a perceber que todos os seus companheiros de classe estavam lhe passando a perna, resolveu fazer a mesma coisa.             Estava nascendo o jornalismo das notícias comuns? Sim e não. O “furo” já exercia fascínio na categoria. Foi assim, conta Camarate, que “um repórter teve acesso a um banquete político secreto metido dentro de uma grande cesta de pão”. Tinoco não deixou por menos: assistiu a uma sessão do conselho de Estado escondido atrás de uma cortina!             De ousadia em ousadia, Tinoco chegou ao ponto de roubar os telegramas que recebia o Globo, “que eram muito mais importantes que os que recebia o Jornal do Commercio. Durante muito tempo, Tinoco conseguiu obter os telegramas do Globo para os publicar na sua folha”. Atenção leitor: não confundir esse antigo Globo com o atual jornal O Globo, da família Marinho, que circula “apenas” desde 1925.             A redação de o Globo tentou “por todos os meios” descobrir o que estava acontecendo. Quem era o traidor? Todas as investigações “foram infrutíferas”. Parecia um crime perfeito. Até que, cansados da roubalheira, alguém teve a ideia de forjar um telegrama internacional. E “o Jornal do Commercio caiu na ratoeira…”. No dia seguinte, “o Globo desmascarou a patifaria”. Para desgosto de Tinoco, um dos primeiros repórteres; o repórter a qualquer preço. Sem pudor!             Alfredo Camarate teve a iniciativa de registrar a história de Tinoco, que se confunde com o início da reportagem no País. Camarate nasceu em Lisboa, em 1840, e estudou no Reino Unido. Foi engenheiro-arquiteto, jornalista e músico. Chegou ao Brasil em 1872. Morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou como inspetor de ensino do Imperial Conservatório de Música. Compunha peças para piano, tocava flauta e era crítico musical do Jornal do Commercio.             O professor de história Pedro de Castro Lüscher, autor de Alfredo Camarate: República, civilização e patrimônio – As crônicas jornalísticas de uma Belo Horizonte em construção, apurou que, como jornalista, Camarate colaborou com vários jornais do Rio de Janeiro, São Paulo, Ouro Preto, Sabará e Buenos Aires, sob os mais diversos pseudônimos.             Como engenheiro, integrou a Comissão Construtora da nova capital do Estado de Minas Gerais. Paralelamente, escreveu e publicou a série de crônicas Por montes e vales, relatando as mudanças que ocorriam no pequeno arraial de Belo Horizonte. Foi um dos primeiros cronistas da imprensa brasileira. Faleceu em São Paulo, em janeiro de 1904.

Prêmio Sangue Bom divulga vencedores

Em cerimônia ocorrida nesta 5ª.feira (12/12), no Senac Curitiba, o Sindicato dos Jornalistas do Paraná reconheceu os trabalhos vencedores da oitava edição do Prêmio Sangue Bom do Jornalismo Paranaense. Foram 70 trabalhos inscritos em oito categorias, dos quais 24 seguiram para a disputa final. Os vencedores foram: Impresso Mauri König (jornal Gazeta do Povo), com Polícia fora da lei Rádio Mauricio Freire de Oliveira (CBN Foz do Iguaçu), com Biblioteca de Foz do iguaçu, meio século de história Televisão Fábio Raphael Stella, James Alberti, Leonardo silva Alves e Carolina Wolf (RPC TV), com Série de reportagem tribunal de contas Internet Daniel Gonçalves dos Santos Costa (Jornal de Londrina), com Especial 78 anos – uma londrina, várias cidades Reportagem para impressos Sindicais Davi Silvestre Macedo (Jornal Sindipetro PR e SC), com Vender ilusões, a sanha neoliberal – possível parceria entre a petrobrás e um conglemerado canadense gera preocupação Fotojornalismo Alan Douglas Costa Pinto (Jornal Tribuna do Paraná), com Nota zero Página Diagramada (jornal/revista) Rodrigo Augusto Romani (Jornal Folha do Cabral), com Jornal folha do cabral Assessoria de Imprensa e Comunicação Lorena Nogaroli (Centra Press), com Unibrasil – planejamento em assessoria de imprensa.

Record e Globo aderem a plataformas de streaming no Japão

Portal dos Jornalistas teve acesso às novas plataformas de transmissão da TV Globo Internacional/IPCTV e da Record Internacional Japão.

 

A Globo, que no Japão tem toda a sua programação gerada a partir da TV Globo Internacional dos Estados Unidos, é a televisão brasileira pioneira no país na utilização da plataforma de streaming. Desde 2012, qualquer assinante do canal via SkyPerfecTV que pague ¥ 4.320 (R$ 98,26) pelo sistema Smartpit (pagamentos instantâneos) em lojas de conveniência ou ¥ 3.700 (R$ 86,44) via débito bancário pode assistir à programação em iPad, iPad Mini, iPhone ou PC em qualquer lugar do território japonês, com direito a vídeos on demand de programas já exibidos.

Os assinantes da TV Globo Internacional Japão/IPCTV pela plataforma IPTV da FiberTV não têm direito ao acesso de streaming. Já a Record Internacional Japão, que tem sua programação gerada pela Record Internacional Europa, aderiu à plataforma de streaming em 2013, oferecendo cartões pré-pagos com código para que o assinante insira na página de streaming.

O serviço da Record Streaming não necessita de antena, contrato ou taxa de adesão. O cartão de um mês custa ¥ 2.000 (R$ 45,49) e o de três meses, ¥ 5.000 (R$ 116,81). A plataforma chamada Record Japan Streaming para iPad, iPhone, iPod, Mac & Windows da Record também oferece vídeos on demand, porém com mais precisão e organização do que os da concorrente, além de ter um visual mais moderno e intuitivo. E os assinantes da Record pela plataforma da IPTV da FiberTV pagam ¥ 500 (R$ 11,69) mensais para acessar a plataforma móvel de qualquer lugar do território japonês.

Atualmente, apenas a TV Globo Internacional/IPCTV é compatível com a Apple TV, via AirPlay; a Record Japão está em negociações com a Apple. A diretoria da Record Internacional Japão promete novidades na programação para 2014.  No entanto, nada foi divulgado. Os programas de maior audiência são os de Roberto Justus. Vale lembrar que nenhuma das duas emissoras transmite em alta definição.

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