Alessandro Giannini está de volta ao Estadão. Ele assumiu nesta 3ª.feira (18/3) o posto de editor-assistente de Internacional na equipe do editor Roberto Lameirinhas. Esta será sua quarta passagem pelo Grupo Estado, onde ingressou pela primeira vez em 1988 como repórter de Variedades do Jornal da Tarde. Após dez anos na casa, foi para Veja São Paulo, retornando no ano seguinte, desta vez ao Estadão, como repórter do Caderno 2. Entre 2000 e 2001 integrou a equipe de reportagem da IstoÉ Gente, e em 2002 voltou novamente ao Grupo Estado, onde nos quatro anos seguintes foi tradutor de Internacional para o Estadão e crítico de Cinema para o JT. De 2006 para cá foi editor de Cinema e repórter na revista Set, editor de Cinema do UOL e até recentemente vinha colaborando com a equipe do jornal Metro. “Depois de seis meses em que reencontrei o prazer de trabalhar ao lado de gente que sabe fazer jornalismo responsável sem ser careta ou abrir completamente as pernas, chegou a hora de seguir adiante. O Metro Jornal é um projeto muito legal, feito por profissionais competentes e que trabalham no limite para fazer um produto diferenciado”, destacou Alessandro em carta de despedida que publicou no facebook. “Vou integrar a equipe do Roberto Lameirinhas, com quem havia trabalhado no início do século e de quem sou amigo há mais de 20 anos. É o início de uma nova etapa, agora cuidando de geopolítica e outros assuntos mais sensíveis”.
Vaivém das Redações!
Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: São Paulo No Estadao, a TV será integrada à Fotografia, com Eduardo Nicolau chefiando a nova editoria de Imagem, reportando-se à editora-chefe Cida Damasco. O repórter fotográfico Felipe Araújo assume a coordenação da TV Estadão. Na Broadcast, Elizabeth Lopes deixou a coordenação e foi para a reportagem, e Nivaldo Souza (ex-iG e Brasil Econômico) seguiu para a Agência Estado no DF. O escritor e especialista em educação infantil Ilan Brenman estreou 9/3 na CBN o quadro semanal Conversa de pai. A atração vai ao ar durante o Revista CBN, com apresentação de Tania Morales, a partir das 14h20. Rio de Janeiro Orivaldo Perin deixa O Globo no bojo das mudanças anunciadas em 10/3 e volta ao Rio na próxima semana, depois de chefiar a sucursal paulista do jornal no último ano. No diário desde 2000, participou de projetos importantes, como a integração das redações online e papel, o redesenho gráfico e a implantação da plataforma NewsGate. Antes disso, foi de Jornal do Brasil, Valor Econômico e Diário de S.Paulo. Minas Gerais O colunista Mário Fontana retoma suas atividades no Estado de Minas a partir da próxima 2ª.feira (17/3). Helvécio Figueiredo o substituiu durante sua ausência. Rio Grande do Sul Leitor assíduo e comentarista constante do noticiário de Coletiva.net, Júlio Sortica passa a assinar a partir desta semana uma coluna às 3ª.feiras no portal. No espaço, o profissional, que teve passagens por Zero Hora, Folha da Tarde, Jornal do Comércio e O Sul, entre outros, irá refletir sobre a qualidade do jornalismo atual. Seu primeiro texto já está disponível em http://bit.ly/1lTDtRV. A repórter de rede Luci Jorge deixou a Band TV na semana passada, após cerca de 20 anos na emissora. Ganhadora de prêmios como ARI, Direitos Humanos, Ministério Público, Setcergs, Sebrae de Jornalismo e Vladimir Herzog, ela iniciou na reportagem local. Pelo facebook, Luci confirmou a saída e se referiu ao momento como “o fim de um ciclo na empresa onde construí minha carreira”. Leia mais + Vaivém das Redações! + Vaivém das Redações! + Vaivém das Redações!
PUM
* Por Sandro Villar
Presumo que corro o risco de ser tachado de chulo por causa do título da crônica, mas Deus é testemunha ocular de que não serei nem de longe chulo nessa narrativa. Aliás, este Baixíssimo pede ajuda ao Altíssimo para sair dessa encrenca que é a tentativa de explicar que o título não tem nada a ver com, digamos, ventosidade, traque, gases e flatulências com ou sem odor. Encurtando conversa: nenhuma relação com a “usina de gases” que temos no abdômen. Poxa, dei uma enrolada boa, não expliquei patavina, como certos comentaristas (chamem a Luiza Trajano), e, descaradamente, sigo em frente empurrando com o abdômen, já que a palavra foi citada e merece repeteco.
Que o Brasil é o País das siglas todo mundo está careca de saber ou, no mínimo, calvo de saber. Taí: o PUM lá de cima não sai embaixo, é só uma sigla, mas apresso-me em esclarecer que não se trata, por exemplo, de partido político, tipo Partido Unido Municipal, PUM para os íntimos, quer dizer, filiados. Calma, Zeza Loureiro, não se apoquente, pois vou desembuchar: o PUM em questão nada mais é do que o nome popular de um recinto público de Presidente Prudente, cidade onde carcará costuma voar na vertical. O PUM (desculpem-me: sou compelido a repetir o nome) é muito frequentado, pois lá é local de feiras e exposições. Claro, dona Clara, que citarei por extenso a sigla: PUM quer dizer Parque de Uso Múltiplo, mas o povo resolveu simplificar para PUM e ninguém tem nada com isso, muito menos certos cronistas metidos a besta. O recinto tem um nome oficial, homenagem a um ilustre morador, cujos parentes detestam a sigla.
Até há pouco tempo, a mídia prudentina só se referia ao centro de exposições mencionando a sigla, hoje em dia pouco usada pelos jornalistas. Vai ver alguém deu um toque e a abreviatura já não é tão citada pela reportaiada, como diria o grande Juarez Soares. Convenhamos: pega mal uma repórter de televisão, ao vivo, falando sobre uma festa no PUM. Algumas repórteres ficavam constrangidas.
Mudando de Alexandre Pato para Paulo Henrique Ganso, todos estão convidados a visitar o Parque de Uso Múltiplo, mas atenção pessoal dos rolezinhos: estão proibidos eventos exóticos, como, por exemplo, campeonato de soltar pum no PUM só para fazer jus ao nome fantasia do recinto. Se isso acontecer, aconselho os participantes a colocarem as máscaras que o atores Bryan Cranston e Aaron Paul usaram na série de televisão Breaking Bad. Acho que não será difícil convencer o produtor Vince Gilligan a liberar as máscaras aos interessados.
* Sandro Villar é correspondente do Estadão em Presidente Prudente (SP).
GT recomenda criação de Observatório de Violência contra Comunicadores
O Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos dos Profissionais de Comunicação (GT Comunicadores) encerrou suas atividades em 11/3 recomendando diversas medidas que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem tomar para combater a violência contra jornalistas e outros profissionais da comunicação, entre elas a criação do Observatório de Violência contra Comunicadores, pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, uma das propostas apresentadas pela Fenaj. O relatório do GT faz outras recomendações importantes para atender especificamente aos profissionais da comunicação, em casos de ameaças, como a federalização das investigações de crimes contra jornalistas; a ampliação dos programas de proteção da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência; a definição de um protocolo-padrão de atuação das forças de segurança pública em manifestações, com base no princípio da não violência; e o estabelecimento de um Termo de Ajustamento de Conduta com as empresas de comunicação, prevendo o oferecimento de treinamento de segurança aos profissionais, empregados ou colaboradores eventuais, em situação cotidiana e em coberturas de eventos específicos como protestos sociais, bem como equipamentos de proteção. O escritório da Unesco no Brasil e a universidade UNIC-Rio manifestaram interesse em colaborar com a criação do Observatório da Violência. O GT Comunicadores foi criado pelo CDDPH em outubro de 2012 e instalado em fevereiro de 2013.
Sport Machine fecha exibição em mais dois canais de Santa Catarina
Produzido e apresentado por Renni Schoenberger, e entrando em sua 12ª temporada, o programa Sport Machine acaba de fechar parceria com mais duas emissoras, passando a ser exibido por 11 canais, todos em Santa Catarina. Os mais novos são a TV Cidade (canal 12/Transcabo TV), de Joaçaba, e a TV Box (canal 10/NET), de Chapecó. Outra novidade por lá foi a chegada de Ayrton Siqueira para a edição final da atração, que atualmente conta com 30 minutos de duração e apresenta as novidades de esporte a motor da região e da indústria automobilística. Leia mais + Webmotors assume o Compreauto, de São José do Rio Preto (SP) + Em reestruturação, Motosport passa a se chamar Moto Premium + Renyere Trovão é novo editor do caderno Automóveis, Motos & Cia
Renyere Trovão é novo editor do caderno Automóveis, Motos & Cia
Aposentado, Roberto Massignan segue como colaborador O jornal paranaense Gazeta do Povo promoveu importantes mudanças no comando do caderno Automóveis, Motos & Cia. Após 38 anos de casa, sendo 18 à frente da editoria de automóveis, Roberto Massignan Filho anunciou sua aposentadoria no final do ano passado. Para o lugar dele foi promovido o subeditor Renyere Trovão, que enquanto não define sua equipe vem contando com o apoio de João Fortes na reportagem. “O jornal me fez uma proposta irrecusável, com bonificação pelo período que estive na casa e ainda me contratou como frila para seguir como uma espécie de consultor para o caderno”, explica Roberto. “Foi bom porque, além de abrir uma oportunidade para o Renyere, que já estava comigo havia um bom tempo, mantive contato com o setor, viajando para lançamentos, e consegui diminuir o ritmo”. No período em que esteve no jornal, Roberto passou pelas editorias Geral, Policial, Turismo e Esporte antes de chegar ao caderno automotivo, em 1996. Sobre planos, ele explica: “Como é uma mudança ainda recente, por enquanto estou apenas descansando e dando uma força ao caderno, mas mais para a frente pretendo, sim, seguir com alguns frilas para outras publicações”. Leia mais + Webmotors assume o Compreauto, de São José do Rio Preto (SP) + Em reestruturação, Motosport passa a se chamar Moto Premium + Raul Machado lança site O Primeiro Carro
Webmotors assume o Compreauto, de São José do Rio Preto (SP)
O Webmotors confirmou nesta semana a aquisição do Compreauto, portal especializado em compra e venda de automóveis na região de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Criado em 2004, o site reúne atualmente mais de 700 lojistas e anunciantes e recebe, mensalmente, cerca de 800 mil visitas. Esta é a segunda aquisição que o Webmotors realiza em menos de um ano e faz parte da estratégia de consolidação de sua marca em regiões-chave. Em 2013 havia comprado o MeuCarango, um dos principais do segmento no Nordeste, com mais de 900 mil visitas por mês. “Somos líderes no segmento automotivo e temos como principal objetivo para 2014 consolidar ainda mais nossa posição”, comenta a country manager do portal Maria Regina Botter. “Estamos felizes com a aquisição do Compreauto, pois enxergamos nessa região do Estado de São Paulo um mercado bastante promissor”. “Editorialmente, poucas deverão ser as mudanças nesse primeiro momento”, explica o editor do Webmotors Rodrigo Ferreira. “A preocupação principal agora é traçar as estratégias de unificação das marcas e operação dos serviços, mas a ideia é que toda a parte editorial seja unificada mais adiante, como já fazemos com as notícias do MeuCarango”. Vale lembrar que a equipe do Compreauto não conta atualmente com nenhum jornalista contratado, e que sua produção editorial é baseada na divulgação de releases e notícias de agências. Leia mais + Em reestruturação, Motosport passa a se chamar Moto Premium + Raul Machado lança site O Primeiro Carro + Rodrigo Samy deixa o WebMotors e vai para o Jornal do Carro
?A morte dos jornais impressos está longe de ser um fato?
Por Cristina Panella, da Attitude | Marketing Institucional, Inovação e Qualidade, especial para Portal dos Jornalistas Quando se trata de pesquisa, analistas mais apressados, normalmente com interesse em ler o dado segundo sua perspectiva, sempre surgem. Outros, contrários aos resultados obtidos (e não às análises que pouco aparecem nessa hora), acabam por desqualificar a pesquisa e, em consequência, jogar o bebê com a água do banho. A Secom oferece à sociedade a oportunidade de refletir sobre informações muito valiosas – basta lembrar que nem em pesquisas eleitorais se trabalha com uma amostra tão grande, o que nos permite ter a certeza da cobertura regional poucas vezes praticada no Brasil pelo seu custo. Em seguida, a lisura da pesquisa conduzida pelo Ibope é incontestável. No entanto, observam-se algumas ausências que poderiam tornar os dados ainda mais interessantes, como, por exemplo, a inexistência de perguntas que separem informação de divertimento nos diversos meios ou o aprofundamento do comportamento dos brasileiros nos finais de semana. Enfim, no material publicado, uma leitura que tivesse por base as diferenças entre as classes sociais seguramente colocaria em evidência o papel dos jornais como “formadores dos formadores de opinião” – posição essa fundada sobre a credibilidade, atributo exclusivo dos jornais, como já demonstrado em outras pesquisas que tive a ocasião de conduzir sobre esse mesmo tema. A morte dos jornais impressos, tida como tendência inelutável pela grande maioria das pessoas, ainda está longe de ser um fato. Em minha opinião, caminhamos para maior qualificação do público leitor, o que não impede a constatação de que o modelo de negócios do impresso deva ser remodelado. Leia mais + Brasileiro passa muito tempo na internet mas tem mais confiança nos jornais + StartupMediaBrasil na Campus Party Brasil: calor no ambiente e nos debates + Marcello Moraes: “Plataformas digitais acabaram com limitações geográficas”
Brasileiro passa muito tempo na internet mas tem mais confiança nos jornais
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Thomas Traumann, apresentou em 7/3 os resultados da primeira edição da Pesquisa Brasileira de Mídia, um retrato sobre o uso que os brasileiros declaram fazer, atualmente, dos meios de comunicação social. As principais conclusões são de que o brasileiro com acesso à internet passa em média 3h39m diárias na web, mais tempo do que em qualquer outro meio de comunicação. Entretanto, a tevê é o meio preferido da maioria da população (76,4%) e os jornais impressos são os mais confiáveis como fonte de informação – 53% dizem confiar neles sempre ou muitas vezes. Já blogs, redes sociais e notícias publicadas na internet têm a confiança de apenas 22% da população. A pesquisa, realizada em outubro e novembro de 2013, quando 200 pesquisadores do Ibope Inteligência aplicaram 75 perguntas a 18.312 brasileiros em 848 municípios, é, segundo a Secom, um passo muito importante no aperfeiçoamento das ações que já vêm sendo adotadas nos últimos anos. “Os parâmetros de atuação visam a garantir eficiência, maior visibilidade das ações e dos programas de governo e transparência na alocação dos recursos de publicidade”, registra a apresentação do estudo, que deverá ser repetido anualmente. Os principais resultados indicam que 97% dos entrevistados veem tevê, 61% ouvem rádio e 47% acessam a internet; a leitura de jornais e revistas impressos é de, respectivamente, 25% e 15%. A propósito dos jornais, os mais lembrados são Extra, em primeiro, Super Notícia, Meia Hora e O Globo. Luiz André Alzer, diretor da Unidade Populares da Infoglobo, disse ao Portal dos Jornalistas que “a pesquisa reconhece o jornalismo popular de qualidade que o Extra faz. Nós temos a preocupação permanente de traduzir numa linguagem simples e direta tudo aquilo que nosso leitor quer e precisa entender, com um olhar crítico, uma irreverência típica do Rio, mas sem cair na vulgaridade ou na informação rasteira. Ser popular e fazer bom jornalismo até pouco tempo era uma dicotomia. Agora, a pesquisa mostra que esse tabu caiu. Nós oferecemos um jornal completo, com diferentes cadernos, uma revista dominical e suplementos regionais diários, com notícias e serviços hiperlocais.” Não é a primeira iniciativa do Governo Federal com esse objetivo. Há menos de quatro anos, na gestão de Helena Chagas, a própria Secom já havia feito duas pesquisas seguidas, em 2009 e 2010, sobre hábitos de informação e formação de opinião da população brasileira. Elaboradas pela Meta Pesquisa de Opinião, elas abrangeram uma amostragem de 12 mil entrevistados, em todo o País. Ao mesmo tempo em que buscaram detalhar os hábitos de informação e de formação da população, também procuraram saber como a sociedade se informava das ações do Governo Federal. Foi uma primeira contribuição valiosa para o mercado, pois tão logo recebeu as pesquisas o governo abriu seu conteúdo para todos os interessados, como pode ser conferido no http://migre.me/ihiBG. Entre as várias conclusões trazidas por aqueles estudos, uma de certo modo contradiz o de 2013, quando relata que o veículo mais confiável é a televisão, ao contrário do atual, feito com mais de 18 mil pessoas, que assinala os jornais impressos como fonte mais confiável de informação. A pesquisa de 2010 diz que “em geral, a população brasileira se considera informada (52,6%) ou muito informada (10,3%), acompanha as notícias em geral (92,1%), acredita nos meios de comunicação (91%)”. O estudo avança concluindo que “há grande prestígio da tevê aberta entre a população, considerada o meio mais confiável e mais importante para buscar informações entre a população: 66,3% afirmaram que é o meio mais confiável e 64,4% consideram o meio mais importante também. A internet, apesar de seu crescente consumo, foi considerada o meio mais importante por 15,3% da população, embora apenas 5,8% a indicaram como o meio mais confiável para se obter informações”. Veja a íntegra do estudo Leia Mais + “A morte dos jornais impressos está longe de ser um fato” + Segue escalada de violência contra profissionais de jornalismo + Especial Dia do Jornalista: Com o Barcelona, onde o Barcelona estiver







