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Conselho Consultivo

Saiba quem são os 11 integrantes do Conselho Consultivo Criado para debater, orientar e dar seu aval aos critérios e à metodologia aplicados, o Conselho Consultivo do Ranking dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros é integrado por alguns dos mais experientes jornalistas brasileiros.

São profissionais com atuação em múltiplas áreas, como televisão, rádio, jornal, revista, mídia digital, imprensa regional, academia, crítica, comunicação corporativa etc. A esse grupo Jornalistas&Cia submete suas sugestões e pareceres, sempre com o objetivo de aprimorar o projeto. A maior preocupação é que o ranking seja justo, transparente, coerente e relevante para os próprios profissionais. Ao compartilhar com o Conselho toda a metodologia e critérios adotados, J&Cia busca diminuir o grau de subjetividade das decisões e dar a elas maior precisão e representatividade.

Integrantes Ari Schneider tem longa história no jornalismo brasileiro, admirado por dez entre dez profissionais. Esteve à frente de projetos editoriais do target jornalístico, dirigindo as revistas Imprensa e Jornal dos Jornais. Em seu retorno à grande imprensa, no Estadão, foi coordenador da editoria de Economia, de onde saiu para atuar na coordenação de Projetos Especiais do próprio Grupo Estado, onde está há vários anos.

Audálio Dantas Decano do Conselho, é um dos mais celebrados e respeitados profissionais da história do jornalismo brasileiro, vencedor, em 2013, do Troféu Juca Pato, como Intelectual do Ano, e do Jabuti, em que levou o prêmio de Livro Reportagem e também o de Livro do Ano de Não Ficção, com As duas guerras de Vlado Herzog. Audálio integra atualmente a Comissão da Memória e Verdade do Município de São Paulo e dedica-se à organização de projetos culturais, como curador e organizador de debates, exposições, projetos editoriais, literários etc. Paralelamente, percorre o Brasil com suas palestras sobre imprensa, jornalismo, literatura, democracia e o Caso Vladimir Herzog. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 17º lugar.

Carlos Chaparro, português de nascimento e detentor de três prêmios Esso, conquistados nos anos 1960, quando ainda morava em Recife, é o representante da Academia no Conselho. Foi por muitos anos professor da ECA/USP, onde se aposentou anos atrás e na qual, profissional já experiente, voltou aos bancos escolares para um curso de graduação. Mentor do blog O xis da questão, é um dos mais respeitados e admirados pensadores do jornalismo brasileiro, condição conquistada por seus escritos e análises que fogem da crítica e do elogio fáceis e mergulham na gênese das transformações que atingem o Jornalismo e os jornalistas. Inquieto e realizador, acaba de criar seu próprio selo editorial, Edições Chaparro, pelo qual relançou, em versão atualizada e ampliada, Jornalismo – Linguagem dos conflitos.

Celso Kinjô Atual editor-chefe da revista Negócios da Comunicação, tem uma rica trajetória profissional em diferentes plataformas informativas, como a revista Placar, do qual foi chefe de Redação, TV Globo, onde também ocupou cargos de chefia, Jornal da Tarde, em que esteve até um ano antes de ser extinto, e TV Cultura, onde dirigiu o Jornalismo até o final de 2013. Coordenou, para este Jornalistas&Cia, um especial sobre a celebração do centenário da imigração japonesa para o Brasil.

Fátima Turci Titular há mais de uma década do programa Economia e Negócios, atualmente na Record News, participou de um dos mais importantes momentos da Agência Estado, nos anos 1980, com o lançamento de vários projetos de vanguarda, como FaxPaper e News Paper, entre outros. Passou pelas redações de Estadão e Jornal do Brasil, foi assessora de imprensa de Sindipeças (Sindicato Nacional das Indústrias de Autopeças) e Pão de Açúcar e também sócia da CDI – Casa da Imprensa, uma das mais importantes agências de comunicação do País. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 40º lugar.

Francisco Ornellas Mentor e condutor por décadas do Curso Estado de Jornalismo, mais conhecido como Curso de Focas do Estadão, sempre dividiu seu tempo entre a grande imprensa, particularmente no Grupo Estado, e a imprensa regional, em que atua desde 1965 como diretor Editorial do Diário de Mogi, de Mogi das Cruzes. Também foi professor da Cásper Líbero, dirigiu os cursos de Jornalismo da Universidade Braz Cubas (UBC/SP) e das Faculdades Integradas Rio Branco (SP), além de ter uma passagem pela comunicação corporativa, na Salles Interamericana.

Junia Nogueira de Sá Ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, passou por Exame, Veja e Folha da Tarde, migrando posteriormente para a Comunicação Corporativa, dirigindo as áreas de comunicação de Editora Abril, Volkswagen e Telefônica, de onde saiu para coordenar a Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, na gestão de José Serra. Coordenou por um período a Comunicação da Fiesp e em outubro deste ano foi confirmada à frente das operações da filial brasileira da FleishmanHillard, agência de relações públicas do Grupo Omnicom que chega ao País em sociedade com a In Press.

Leão Serva Passou pelos principais diários de São Paulo, como Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, Diário de S.Paulo e Lance, em que participou da elaboração de um ranking de clubes de futebol. Esteve também nas redações da revista Placar e do portal iG e atuou por um período como assessor de imprensa do prefeito Gilberto Kassab, em São Paulo. Escritor, dedica-se atualmente a estudar questões urbanas das grandes metrópoles, tema sobre o qual escreve para a Folha de S.Paulo, como colunista. Foi premiado com o Esso de Criação Gráfica 1995 e o Jabuti 1997. Consultor de jornalismo e de projetos editoriais diversos, fundou e dirige a Santa Clara Ideias.

Luciano Martins Costa Âncora há anos dos programas de rádio do Observatório da Imprensa e um dos editores do site, foi pioneiro no Brasil na implantação da mídia digital, pelo Grupo Estado, onde atuou por largo período. Entre as suas áreas de interesse, além da crítica da mídia, está a Sustentabilidade, sobre a qual pesquisa e escreve com frequência e que também lhe valeu o convite para ser o curador, por quatro anos seguidos, do Prêmio Jornalistas&Cia de Imprensa e Sustentabilidade. Na eleição dos Cem+Admirados Jornalistas Brasileiros, realizada por este J&Cia em parceria com a Maxpress, ocupou o 69º lugar.

Roseli Tardelli Incansável ativista de causas sociais, em especial da Aids, fundou e dirige há mais de uma década a Agência Aids, que se dedica à prevenção e ao combate da doença. Ela passou grande parte de sua carreira na mídia eletrônica, entre o rádio, particularmente na Eldorado, e a televisão, tendo sido âncora do Roda Viva, um dos mais tradicionais e prestigiados programas de entrevistas do País. Aonde vai, leva uma flor, para presentear seus amigos e levar sorte aos ambientes que frequenta. Wilson Marini Um dos mais experientes profissionais do País em jornalismo regional, esteve no Estadão no início de carreira e depois seguiu para diversas experiências editoriais em cidades como Campinas, onde dirigiu o Correio Popular, Bauru (Jornal da Cidade), Araçatuba (Diário da Região), Santos (A Tribuna), entre outros. Atualmente, atua como coordenador de Comunicação da APJ – Associação Paulista de Jornais, que reúne alguns dos mais importantes diários do interior paulista.

Grade de pontos

Consolidada, a grade de pontos não sofreu mudanças para esta edição. Vale lembrar que apenas conquistas individuais rendem ao vencedor 100% da pontuação; as conquistas em equipe (dois ou mais integrantes) rendem metade (50%) dos pontos a cada um deles. 100 pontos – Pontuação atribuída ao Esso de Jornalismo e aos internacionais Maria Moors Cabot, Grande Prêmio Iberoamericano de Jornalismo Rei de Espanha, Grande Prêmio SIP de Liberdade de Imprensa, e à homenagem especial do Prêmio Gabriel Garcia Marquez (antigo Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano). 85 pontos – Recebem os vencedores dos prêmios: Esso de Telejornalismo, Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho do Embratel/Claro, e as demais categorias dos prêmios Rei de Espanha, Gabriel Garcia Marquez e SIP. 75 pontos – Pontuação exclusiva do Esso de Reportagem. 65 pontos – Atribuídos às demais categorias nacionais do Esso, às categorias nacionais de temática livre do Embratel/Claro, ao Jabuti de Livro do Ano – Não Ficção (quando já tiver ganhado a categoria de Livro-Reportagem), e aos Grandes Prêmios de iniciativas nacionais e internacionais sem tema específico, como nos casos do Lorenzo Natali, Claudio Abramo e Líbero Badaró. 55 pontos – Pontuação atribuída aos Grandes Prêmios Específicos Nacionais: ABCR, ABP, Abrelpe, AMB, Caixa, CNT, Estácio, Jornalistas&Cia/HSBC, Sebrae, CNI, Cbic, Alexandre Adler/Sindhrio, Senai, Setcergs e Fundação Feac. 50 pontos – Pontuação atribuída exclusivamente ao Esso Regional. 45 pontos – Pontuação atribuída a Outros Prêmios Nacionais: Claudio Abramo, Líbero Badaró, Vladimir Herzog, Personalidade da Comunicação, Telesp de Jornalismo e Jabuti – Livro-Reportagem; Prêmios Específicos Internacionais: Citi Journalistic Excellence Award, José Hamilton Ribeiro – Países da Língua Portuguesa, L.A. em Saúde Cardiovascular, New Holland de Fotojornalismo, Câmara Espanhola, Lorenzo Natali – Latin America and the Caribbe, Econômico Iberoamericano, CPJ Internacional Press Freedom e L.A. Jornalismo Investigativo; e Outros Grandes Prêmios Regionais: Braskem – exclusivo para a imprensa alagoana. 30 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Nacionais por Votação Direta: Comunique-se e Troféu Mulher Imprensa. 25 pontos – Pontuação atribuída a Outros Prêmios Regionais: ARI, Engenho, Délio Rocha, Sangue Bom, Braskem e Cristina Tavares; e Prêmios de Votação Direta Regionais: Press. 20 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Específicos/Segmentados Nacionais: 3M, ABCR, Abdias Nascimento, Abecip, Abimilho, ABP, Abraciclo, Abramge, Abrelpe, Allianz, AMB, Andifes, Ayrton Senna, Biodiversidade da Mata Atlântica, BM&F/Bovespa, BNB, Bracelpa de Desenvolvimento Sustentável, Caixa, CET, CNH, CNT, Ecopet de Educação Ambiental, Embrapa, Estácio de Sá, Ethos, Jornalistas&Cia/HSBC, IBGC Itaú, Imprensa de Educação ao Investidor, Itaú de Finanças Sustentáveis, João Valiante, Massey Ferguson, Mongeral, SAE Brasil, Santos Dumont, SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes, SBIM, Sebrae, Tim Lopes – Internet, Top Etanol, Unisys, Volvo de Segurança no Trânsito, CNA, Microcamp, Octávio Brandão, Onip, José Reis, CNI, Pecuária Sustentável, Medtronic, Fraterno Vieira, Abracopel, Anamatra. 15 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Específicos/Segmentados Regionais: AMB, BM&F/Bovespa, BNB, CREA-MG, CRO-SC, Jornalistas&Cia/HSBC, Sefin, MP-RS, SETCERGS, CNI e Abag/RP. 10 pontos – Pontuação atribuída a Prêmios Internos de Veículos: Abril, Editora Globo, Folha, Jayme Sirotsky, Zero Hora, Estadão e Agência Estado.

Com mais 12 iniciativas, base de prêmios sobe para 128

Ranking praticamente dobra o número de concursos analisados desde sua primeira edição, em 2011 Desde o lançamento em 2011, o Ranking J&Cia dos Mais Premiados Jornalistas Brasileiros viu crescer consideravelmente a cada edição o número de iniciativas analisadas. Foram 65 em 2011, 94 em 2012, 116 em 2013 e em 2014 chega a 128 premiações, o que faz dele uma referência para o jornalismo brasileiro, por organizar, sistematizar e jogar luzes sobre um universo fragmentado que hoje faz parte do cotidiano jornalístico. Desde então, dezenas de profissionais atentos e interessados nas respectivas classificações, passaram a abastecer a coordenação do prêmio com suas conquistas, o que facilitou muito o trabalho de consolidação das informações. Graças a essas intervenções, por exemplo, foi possível identificar inúmeros prêmios que estavam fora do radar do ranking, beneficiando não só os próprios interessados, como também dezenas de outros jornalistas que haviam conquistado premiações sem que os pontos tivessem sido computados. Com essa ampliação da base de dados, o ranking ganhou consistência e seus resultados, maior representatividade. É compromisso de J&Cia continuar a vasculhar o passado, na busca de premiações ausentes, mas elas agora mostram-se cada vez mais raras. Em compensação, os novos prêmios e as novas edições de prêmios já existentes vão garantindo, ano a ano, uma imensa corrida por melhores posições, seja no ranking de todos os tempos, seja no do ano em curso.   Prêmio Petrobras continua fora Embora tenha nascido em 2013 como o maior prêmio de jornalismo do País em valor, com seus mais de R$ 400 mil distribuídos a diversas categorias, o Prêmio Petrobras de Jornalismo ainda não foi agregado ao Ranking J&Cia. Em decisão unânime, o Conselho Consultivo decidiu mantê-lo de fora, seguindo o regulamento que determina que para ser incluído um prêmio novo precisa completar uma segunda edição. Como a Petrobras não realizou a segunda edição em 2014, postergando-a para 2015, sua inclusão se dará apenas no ranking do próximo ano.   Iniciativas regionais, nacionais e internacionais estão entre os novos prêmios Entre os prêmios que chegaram em 2014 à sua segunda edição, ou iniciativas mais antigas sugeridas por leitores deste J&Cia, 12 foram incluídos no ranking. Há prêmios internacionais, como Roche de Jornalismo em Saúde e Wash Media Awards; nacionais como ABCZ, Abear, IGE, Abrapp e Mobilidade Urbana Sustentável; e regionais como Fiesc, Fenabrave-SC, Mobilidade Urbana, Águas Guariroba de Jornalismo Ambiental-MS e CDL/BH de Jornalismo. Confira a seguir, a lista dos 128 prêmios que integraram o Ranking 2014: 3M ABAG/RP ABCR ABCZ ABDIAS NASCIMENTO ABEAR ABECIP ABIMILHO ABP ABRACICLO ABRACOPEL ABRAJI ABRAMGE ABRAPP ABRELPE ABRIL ACEESP ACIE ADPERGS AGÊNCIA ESTADO ÁGUAS GUARIROBA DE JORNALISMO AMBIENTAL-MS AIMEX/DANILO REMOR ALEXANDRE ADLER/SINDHRIO ALLIANZ SEGUROS AMB AMRIGS/TROFÉU MOACYR SCLIAR ANAMATRA DE DIREITOS HUMANOS ANDIFES ANTF ARI AUTOMAÇÃO IMPRENSA AYRTON SENNA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA BM&FBOVESPA BNB BRACELPA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL BRASIL AMBIENTAL BRASKEM CAIXA CBIC CDL/BH CET CITIGROUP JOURNALISTIC EXCELENCE AWARDS CLÁUDIO ABRAMO CNA CNH CNI CNT COMUNIQUE-SE CORECON-MG CORECON-RJ CPJ – INTERNACIONAL PRESS FREEDOM CREA-MG CRISTINA TAVARES CRO-SC DE JORNALISMO DA CÂMARA ESPANHOLA DE JORNALISMO DO MINISTÉRIO PÚBLICO-RS DÉLIO ROCHA DIREITOS HUMANOS/MJDH ECONÔMICO IBERO AMERICANO ECOPET EDITORA GLOBO EMBRAPA EMBRATEL ENGENHO ESSO ESTÁCIO DE SÁ ESTADÃO ETHOS DE JORNALISMO EVERY HUMAN HAS RIGHTS MEDIA AWARDS FAPEAM DE JORNALISMO CIENTÍFICO FENABRAVE-SC FIESC FIRJAN FOLHA FRATERNO VIEIRA FUNDAÇÃO FEAC GABRIEL GARCIA MARQUEZ (ANTIGO FNPI) IBEROAMERICANO REI DA ESPANHA IBGC ITAÚ IMPRENSA IGE IMPRENSA DE EDUCAÇÃO AO INVESTIDOR ITAÚ DE FINANÇAS SUSTENTÁVEIS JABUTI JOÃO VALIANTE JORNALISTAS&CIA / HSBC DE IMPRENSA E SUSTENTABILIDADE JOSÉ HAMILTON RIBEIRO JOSÉ REIS DE JORNALISMO CIENTÍFICO LATINOAMERICANO EM SAÚDE VASCULAR LATINOAMERICANO DE JORNALISMO INVESTIGATIVO LÍBERO BADARÓ LORENZO NATALI MARIA MOORS CABOT MASSEY FERGUSON MEDTRONIC MICROCAMP MOBILIDADE URBANA (FETRANSPOR) MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL (ITDP) MONGERAL IMPRENSA MULHER IMPRENSA NEW HOLLAND DE FOTOJORNALISMO OAB-GO OCTÁVIO BRANDÃO DE JORNALISMO AMBIENTAL ONIP PECUÁRIA SUSTENTÁVEL PERSONALIDADE DA COMUNICAÇÃO PRESS RBS ROCHE DE JORNALISMO EM SAÚDE SAE BRASIL SANGUE BOM NO JORNALISMO PARANAENSE SANTOS DUMONT SBD/SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES SBIM SEBRAE SEFIN SENAI SETCERGS DE JORNALISMO SIP TELESP TIM LOPES TOP ETANOL TRANSPARÊNCIA UNISYS VLADIMIR HERZOG VOLVO WASH MEDIA AWARDS ZERO HORA

Dimmi Amora, da Folha de S.Paulo, é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014

Domingos Peixoto, de O Globo, e Cristiane Segatto, de Época, ficaram respectivamente em 2º e 3º lugares

 

O repórter da Folha de S.Paulo no Distrito Federal Dimmi Amora é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014. Com oito prêmios conquistados, que juntos lhe renderam 205 pontos, ele terminou o levantamento deste ano com 35 pontos de vantagem para o segundo colocado, o repórter fotográfico Domingos Peixoto (O Globo), e 55 para Cristiane Segatto (Época), terceira colocada, com 150 pontos.

Três reportagens de impacto garantiram a Dimmi essa primeira posição, que pela primeira vez desde a criação do ranking  é ocupada por um profissional do Centro-Oeste. Foram elas a reportagem Fora dos trilhos: As revelações do cartel ferroviário no Brasil, vencedora em 2014 dos prêmios Folha de Jornalismo (categoria Reportagem) e SIP (Cobertura Noticiosa); o caderno Entupiu, mas pode melhorar, vencedor do Grande Prêmio CNT; e o especial A batalha de Belo Monte, série que levou dez meses para ser produzida, envolveu 19 profissionais e foi a reportagem mais premiada do Brasil neste ano, com as conquistas dos Grandes Prêmios Folha, Líbero Badaró e CNI, e de iniciativas internacionais como a da SIP (Cobertura Multimídia) e Wash Media Awards (Água e Energia).

O especial rendeu 130 pontos a cada um dos envolvidos, garantindo a todos uma posição entre os 10 mais premiados de 2014. Grata surpresa no topo da edição 2014 do ranking foi a presença, pela primeira vez, de um repórter fotográfico.

Com a triste sequência intitulada Crime à liberdade de imprensa, que registrou o momento em que o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido por um rojão durante manifestações no Rio de Janeiro e que culminou com sua morte, Domingos Peixoto termina o ano na segunda posição após conquistar os prêmios Esso e CNT de Fotografia e o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, do Embratel/Claro.

Completando o pódio, a repórter de Época Cristiane Segatto mostrou como a medicina privada pode prolongar a vida de um paciente, e ao mesmo tempo decretar a morte financeira de famílias abandonadas pelos planos de saúde. A reportagem O lado oculto das contas de hospital foi vencedora dos prêmios Allianz, Embratel/Claro (Revista) e Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ambiental.

Na 4ª posição, com 145 pontos, vem Leonêncio Nossa (Estadão), que venceu o Esso de Jornalismo. Além de faturar a categoria principal do mais tradicional prêmio de jornalismo brasileiro, com a reportagem Sangue Político, ele conquistou este ano o Vladimir Herzog, na categoria Jornal.

Em 5º, mais um repórter fotográfico. Com os 130 pontos garantidos por integrar a equipe de Belo Monte e outros dez pelo ensaio fotográfico Infância às margens do São Francisco, publicada pela revista Crescer e que lhe rendeu o Editora Globo de Jornalismo na categoria Fotografia Original, Lalo de Almeida terminou o ano com 140 pontos.

Apenas cinco pontos atrás, na 6ª posição, Miriam Leitão conquistou exatamente os 135 pontos que faltavam para alcançar José Hamilton Ribeiro na liderança entre os mais premiados jornalistas de todos os tempos. Quatro prêmios lhe garantiram essa pontuação, sendo dois Comunique-se (Jornalista de Economia/Mídia Impressa e Jornalista de Economia/Mídia Eletrônica), um Troféu Mulher Imprensa (Comentarista/Colunista de Televisão) e um Personalidade da Comunicação, pelo conjunto da obra.

Na 7ª posição, empatados, estão os outros 17 profissionais que participaram da produção do especial A batalha de Belo Monte. Além de Dimmi e Lalo, foram enviados ao Pará os repórteres Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado; e para finalização do trabalho multimídia a reportagem envolveu outros 14 profissionais: Demetrius Daffara, Douglas Lambert, Eduardo Knapp, Fábio Marra, Giuliana Miranda, Lucas Zimmermann, Marcelo Soares, Mario Kanno, Melina Cardoso, Michel Keep, Pilker, Rony Maltz, Rubens Alencar e Simon Ducroquet.

Três deixam a Repórter Brasil

Após três anos à frente da agência de notícias da ONG Repórter Brasil, Daniel Santini deixa o cargo de coordenador de jornalismo para assumir a vaga de coordenador de projetos na Fundação Rosa Luxemburg. Simultaneamente sai também do site de jornalismo ambiental O Eco, em que escreve desde 2010, para participar em 2015 de um novo projeto que combina dados públicos, jornalismo de dados e geojornalismo, iniciativa cujos detalhes serão anunciados em breve.  Não é a única mudança na Repórter Brasil, organização sem fins lucrativos considerada referência em informações sobre combate ao trabalho escravo e defesa de direitos humanos. O editor-assistente Igor Ojeda e o repórter Stefano Wrobleski também estão de saída da organização. Este último vai atuar com Santini do novo projeto e paralelamente trabalhar em uma reportagem investigativa sobre energia, iniciativa para a qual recebeu financiamento por meio do concurso de microbolsas da Pública e do Greenpeace. Na Repórter Brasil, os nomes dos eventuais substitutos ainda não foram anunciados. 

Decio Trujilo deixa o Diário da Região

Decio Trujilo deixou o cargo de diretor de Redação do Diário da Região, de São José do Rio Preto, após um ano e três meses no cargo. Decio, que foi o último editor-chefe do Jornal da Tarde, havia sido convidado a dirigir o jornal com a proposta de modernizar a plataforma digital e reestruturar o impresso. Já havia uma combinação de que passaria um período na empresa, até concluir esse processo. O segundo semestre difícil vivido por grande parte da mídia brasileira e o olhar mais conservador da empresa em relação ao cenário para 2015 levaram-na, no entanto, a fazer alguns ajustes no orçamento, entre eles o de extinguir o cargo de diretor de Redação, que havia sido criado com a chegada de Decio. Com a saída dele, fica no comando do jornal o editor-chefe Fabrício Carareto, que ali já estava quando ele chegou. Decio passa o final de ano em São Paulo e depois regressa a São José do Rio Preto para os acertos finais com o Diário. Só aí deverá definir os próximos passos profissionais. 

Justiça determina quebra do sigilo telefônico de repórter do Diário da Região

Abraji considera a decisão um precedente perigoso O juiz Dasser Lattiere Júnior, da 4ª Vara Federal em São José do Rio Preto (SP), determinou em 27/11 a quebra dos sigilos telefônicos do repórter Allan de Abreu e do jornal Diário da Região. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, cujo objetivo é identificar a fonte de Abreu em reportagens sobre a Operação Tamburutaca, deflagrada pela PF em 2011. Allan de Abreu foi contatado logo após a publicação da reportagem pelo procurador da República Álvaro Stipp, que solicitou ao jornalista que revelasse sua fonte. Com a negativa, pediu a abertura de inquérito contra Allan por coautoria em quebra de sigilo das investigações. No texto de sua decisão, o juiz Lattiere afirma haver “indícios de fatos graves a serem apurados” e “se imprescindível, como sustenta a autoridade policial, a obtenção de informações para apuração dos fatos, é de se deferir a ruptura do sigilo”. O Grupo Diário informou que vai recorrer da decisão. Em nota publicada nesta 5ª.feira (18/12), a ABI, por seu presidente Domingos Meirelles, condenou a decisão, por entender que “viola os princípios que regem a Liberdade de Imprensa consagrados pela Constituição”. Também Abraji, ANJ, Abert e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo se manifestaram contra a decisão. Transcrevemos abaixo a íntegra da nota da ABI: “A Associação Brasileira de Imprensa condena o indiciamento do repórter Allan de Abreu e do jornal Diário da Região, pela Justiça Federal  de São Paulo, por entender que a quebra do seu sigilo telefônico e do jornal onde trabalha ofende o Estado de Direito e viola os princípios que regem a Liberdade de Imprensa consagrados pela Constituição. A Justiça Federal não pode entrar em litígio com o texto da nossa Carta Maior que considera inviolável o sigilo profissional do jornalista. A legislação em vigor protege o sigilo da fonte  como forma de assegurar o livre exercício da informação, uma das cláusulas pétreas do regime Democrático. A argumentação em que se escudou o juiz da 4ª Vara Federal de São José do Rio Preto, Dassier Lettiere Junior, não tem qualquer amparo legal. Ao sustentar que  divulgação de notícas sobre o esquema de corrupção que envolvia a Regional do Ministério do Trabalho comprometeu o trabalho de investigação da Polícia Federal afronta a realidade dos fatos. A fase mais importante da Operação Tamburutaca, que resultou na prisão dos principais suspeitos, havia ocorrido três anos atrás, em maio de 2011, quando o Diário da Região publicou a notícia. Na época, o então Procurador do Ministério Público Federal Álvaro Stipp, que acompanhava o caso, submeteu o repórter Allan Abreu a toda sorte de constrangimentos para que revelasse sua fonte. Como se recusou a fornecer o nome do seu informante, foi indiciado no processo que acabou sendo arquivado no início deste ano. Com a chegada de um novo procurador, o processo contra Allan e o jornal foi reaberto. O  jornalista teve então seu sigilo telefônico quebrado, a pedido do Ministério Público Federal, cuja função é justamente conter os excessos e desarmar os espíritos, além de fiscalizar e zelar pela boa aplicação da Lei.”

Corte no Correio Braziliense atinge todas as áreas. Cinco deixam a Redação

O Correio Braziliense efetivou um corte de pessoal na última semana, que se estendeu por toda a empresa, incluindo a Redação, de onde saíram cinco profissionais: o sub de Opinião Adriano Lafetá, o editor de Suplementos Renato Ferraz, o correspondente em São Paulo Felipe Sefrin, o fotógrafo Gilberto Alves e a diagramadora Suely Carvalho. Grande parte dos demitidos foi de outras áreas, como comercial, administrativa e de transporte. Conforme o Portal dos Jornalistas apurou, o corte na Redação foi até pequeno, da ordem de 6%, já que a previsão é de que seria mais forte, como aconteceu em outras áreas. O corte total de despesas deve ter chegado a 15%, ajuste que, segundo fonte da empresa, ainda não coloca as despesas do jornal no limite necessário para a operação, devido à queda de faturamento. Renato Ferraz, com 22 anos de casa, vinha negociando sua saída desde meados do ano. Comenta-se que não estava feliz com o jornalismo impresso, que ele considerava cheio de limitações e impedimentos. Ao Portal dos Jornalistas, preferiu não entrar nesses detalhes, mas contou que pretende criar uma empresa para auxiliar na montagem de projetos em Brasília – impressos, sites etc., principalmente na área de veículos e sustentabilidade. No comando de Suplementos, produziu matérias para praticamente todos os cadernos, desde conteúdo de viagens que realizou do Iraque ao Japão, e da Europa ao sul do Chile, até assuntos sobre religião, política, educação, saúde e ciência, área em que também atuou como editor. Foi ainda subeditor executivo – uma espécie de secretário de Redação –, na passagem de Ricardo Noblat pelo Correio, além de professor no UniCeub por oito anos.

Hoje em Dia (MG) divulga relação de colunistas

O Hoje em Dia apresentou os nomes de seus novos colunistas, que integram o projeto lançado em 12 de dezembro. Boris Feldman, um dos mais conhecidos profissionais do jornalismo automotivo brasileiro, dará dicas e informações sobre o mundo dos automóveis com uma coluna diária, de 2ª a 6ª, e com o caderno Auto Papo, aos sábados. O caderno de Gastronomia, que circula aos domingos, passa a ser assinado pelo chef e pesquisador Eduardo Avelar. E o caderno Bela focará também em moda e estilo, com a edição de Cris Carneiro. Os demais são: Em Primeiro Plano, que concentra os noticiários de política, economia, finanças e negócios – Carlos Moreira / Paulo Haddad (2ª), Orion Teixeira (3ª a domingo), José Antônio Bicalho (3ª, 5ª e domingo) e Stefan Salej / Ricardo Galuppo / Luis Flávio Sapori (domingo). Opinião – Leida Reis (2ª), Malco Camargos (3ª), Mauro Santayana (4ª), Antônio Álvares (5ª), Paulo Paiva (6ª/quinzenal), Aristóteles Atheniense (sábado/semanal), Aristóteles Drummond (sábado/quinzenal) e Minas pela Paz / Benedito Sérgio Rezende (domingo). Horizontes, que reúne notícias e reportagens sobre Belo Horizonte, as cidades do entorno e as mais relevantes do interior do Estado, além de reportagens de comportamento – Eduardo Costa (2ª, 4ª e 6ª), Luiz Fernando Rocha (5ª), Manoela Higyno (sábado) e Chico Mendonça (domingo). Esportes – Cadu Doné (3ª e 5ª), Alexandre Simões (6ª) e Paulo Henrique Silva (sábado). Almanaque, que abrange a cobertura da área cultural, com reportagens e dicas sobre a vida noturna na cidade, entretenimento e lazer – Afonso Borges (2ª), Luiz Hippert / João Carlos Martins (3ª/quinzenal), Circuito Praça da Liberdade (3ª a 6ª e domingo), Mario Gilberto Xavier Alcântara / Buzelin (4ª), Simone Demolinari (5ª), Luciano Luppi (6ª), Taquinho (sábado) e Frei Betto / Eduardo Avelar (domingo). Outros projetos do jornal em andamento são a reestruturação do Clube de Assinantes, o Portal Hoje em Dia, aplicativos, a TV Hoje em Dia e a Casa Hoje em Dia, que será um centro de convivência. Ocupará um edifício de três andares, em área nobre do bairro Savassi, que acomodará os estúdios de rádio e tevê, cafeteria, lojas, terraço gourmet e minipalco para intervenções culturais.

Câmara Municipal de São Paulo amplia participação com novo Portal

A Câmara Municipal de São Paulo apresentou seu novo portal, reformulado com o objetivo de trazer mais agilidade na navegação. Com ele, o órgão pretende ampliar as opções de participação dos paulistanos nas decisões do Legislativo Municipal, facilitando o acompanhamento dos vereadores e todas as atividades realizadas na Casa. Duas novidades se destacam: a criação de uma Rede Social própria e a Visita Virtual – por meio da qual, com apenas um clique, o cidadão poderá conhecer as principais dependências da Câmara. A Supervisão Geral da elaboração do novo portal coube à Diretoria de Comunicação Externa, sob responsabilidade dos jornalistas Antônio Assiz (diretor) e Eugênio Araújo (subdiretor). A implantação do portal contou com os trabalhos técnicos da Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino, Tecnologia e Cultura (Fapetec) e a coordenação de sua operação é feita por Flávio Munhoz.

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