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Lauro Quadros aposenta-se da RBS 

Após mais de 50 anos dedicados ao jornalismo no Rio Grande do Sul – 31 deles no Grupo RBS –, o apresentador e comentarista Lauro Quadros despediu-se da Rádio Gaúcha nesta 2a.feira (17/11), em edição especial do programa Polêmica, que ele comandava há 15 anos.  Quadros começou sua trajetória profissional como repórter esportivo em 1959, na Gaúcha. Também integrava a bancada do Sala de Redação desde 1985. Ao longo da carreira passou por Rádio Guaíba, Folha da Manhã, TV Difusora, Zero Hora, RBS TV e TVCOM. Em 1985 voltou à rádio Gaúcha, em sua terceira passagem pela emissora, onde permaneceu até agora. Acompanhou dez Copas do Mundo, inúmeros títulos brasileiros, Libertadores da América, excursões da Seleção Brasileira e dos times de Grêmio e Internacional, além de cobrir outros eventos fora do esporte.   Com coletiva.net

Vaivém das Redações!

Veja o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias redações de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul: São Paulo Ex-editor-chefe do Metrô News, Luís Alberto Alves, o Caju, está disponível para novas oportunidades. Atualmente ele escreve para os blogs blackmusicworld.blogspot.com.br (música), shalomgospelmusic.blogspot.com.br (música gospel), salcompimenta.blogspot.com.br (crônicas), yorahautomotors.blogspot.com.br (veículos) e hourpress.blogspot.com.br (noticiário geral), além de manter a coluna semanal Cajuísticas no Metrô News. Seus contatos são [email protected] e 11-999-644-434. Distrito Federal Mariângela Gallucci deixou na última semana a sucursal do Estadão, onde cobria Judiciário. Na vaga dela entrará em dezembro Talita Fernandes, vinda da Veja.com, em São Paulo. Ela dividirá o trabalho com Beatriz Bulla. Mariângela, vale lembrar, é casada com Fernando Rodrigues, que saiu da Folha de S.Paulo também na semana passada.   Minas Gerais Celso Martins, ex-Hoje em Dia e TV Record, é agora editor-chefe do Tudo Viagem, blog que ajuda os leitores com dicas de economia na compra das passagens de avião, ônibus e trens, além de roteiros e promoção de milhas. Ele é também responsável pelo Folha Vitória, do Espirito Santo, em que mantém a mesma linha de dicas de viagens, porém com conteúdos mais regionais. O Folha Vitória foi o primeiro a divulgar o fim dos voos diretos da TAM de Vitória para o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Outras informações no [email protected] ou pelo 31-9709.7548. A página de Opinião do Hoje em Dia volta às mãos de Ruy Pales, que vinha editando Mundo e Brasil. Artigos opinativos com aproximadamente três mil caracteres podem ser enviados ao [email protected] ou [email protected]. Rio Grande do Sul Integrante do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, Kenny Braga foi demitido da emissora nesta 2ª.feira (10/11) após xingar seu colega Paulo Sant’Anna no ar. O episódio aconteceu após discussão sobre o resultado do clássico Gre-Nal do final de semana, que terminou 4 a 1 para o Grêmio. Kenny, identificado como torcedor do Internacional, ia começar a falar quando foi interrompido por Paulo, gremista apaixonado. Braga não admitiu o ato e a partir daí começou a discussão. Sant’Anna está afastado por tempo indeterminado. Procurado por Coletiva.net, ele disse que não tem nada para falar sobre o assunto. Kenny Braga ainda não foi localizado. Em comunicado à imprensa distribuído na tarde de 2ª, o Grupo RBS pediu “desculpas ao público, aos anunciantes e aos seus profissionais” pelo incidente. A Gaúcha também confirmou o nome de Fernando Carvalho (ex-presidente do Internacional) para substituir Braga. Por compromissos pessoais, inicialmente, Fernando não participará de todas as edições do Sala de Redação.   A partir de 1º/12, o Bom Dia Rio Grande e o RBS Notícias terão novidades para os telespectadores. Carla Fachim, que comanda o Bom Dia atualmente, passará a apresentar o RBS Notícias ao lado de Elói Zorzetto. No comando do Bom Dia, Simone Lazzari e Léo Saballa Jr. serão os novos âncoras. O programa matinal também passará a ter duração maior e começará mais cedo, indo ao ar de 2ª a 6ª.feira, das 6h às 7h30

Livio Oricchio despede-se do UOL

Durou pouco menos de um ano a parceria entre o repórter Livio Oricchio ([email protected]) e o UOL. Com mais de 25 anos na cobertura da Formula 1, sendo 20 deles pelo Grupo Estado, desde março ele vinha atuando como repórter de automobilismo para o portal, onde também mantinha hospedado seu blog. “Nesse período, me impressionou profundamente a forma de trabalhar do pessoal do UOL, com bastante liberdade e dinamismo, algo muito diferente do que eu estava acostumado depois de tantos anos atuando em veículo impresso”, comenta Livio.

Ele explica ainda que o fim da parceria foi uma decisão pessoal, motivada por novos rumos tomados pelo portal na cobertura da Formula 1: “Infelizmente as coisas não fluíram como poderiam e chegou a hora de eu pôr um ponto final na minha participação no UOL. As razões são basicamente nossas leituras profissionais distintas e a forma de se relacionar muito diferente da minha cultura”.

Em post de despedida publicado no começo do mês, durante o fim de semana do Grande Prêmio de Austin, no Estados Unidos, Livio agradeceu ao público que acompanha seu blog: “Estivemos juntos, este ano, em boa parte da temporada. E, acredite, foi um prazer compartilhar minhas emoções nesse espaço com vocês que, como eu, tanto apreciam esse ainda fantástico universo da Fórmula 1”.

Sobre o futuro ele garante que recebeu algumas propostas durante o Grande Prêmio do Brasil, mas ainda irá analisar quais serão seus próximos passos profissionais. “O que é certo é que continuarei na Formula 1 em 2015”, conclui

Começam as comemorações pelos 30 anos da Rede Minas

A Fundação TV Minas Cultural e Educativa (Rede Minas) inicia a comemoração dos 30 anos de atuação com uma nova grade de programação. Até 8/12, data da celebração, vários projetos serão apresentados. O Jornal Minas 2ª Edição, às 19h30, estreou novos formato e visual. O noticiário passou a contar com dois apresentadores: Raquel Capanema, que já comandava o telejornal, e Luciano Correia, também apresentador do Palavra Cruzada. O Minas 2ª vai adotar um tom mais descontraído e informal, ampliando a participação de repórteres, inclusive de emissoras afiliadas, além de receber até três especialistas para debaterem os temas noticiados. O Opinião Minas também tem nova apresentadora, Érica Toledo, em substituição a Luciano Correia. O programa redireciona a linha editorial, passando a tratar assuntos diretamente ligados às áreas de saúde, psicologia, educação e cidadania. Érica começou em 1995, como estagiária na própria Rede Minas, passando posteriormente por Rede Globo, SBT, TV Alterosa e Rede Record. A emissora estreou ainda o novo slogan, Rede Minas – ligada ao seu mundo, que está incluído na proposta de reformulação da identidade visual, reforçando as comemorações de aniversário de 30 anos. Foram desenvolvidos novos menus, chamadas, vinhetas e trilhas sonoras originais. A logomarca da emissora passou por revitalização, adotando um traço mais leve em sua tipologia. Ao mesmo tempo, foi criada a marca de 30 anos, com a própria silhueta do número trinta. Novos projetos serão apresentados até o final do ano.

Memórias da redação ? Efeito colateral

A história desta semana é uma nova colaboração de Ubirajara (Moreira da Silva) Júnior ([email protected]), que teve passagens por Folha de S.Paulo, Diário Popular, TV Globo, SBT, TV e Rádio Gazeta, Assessoria de Comunicação da Autolatina e Secretaria de Esportes e Turismo de São Paulo; também foi professor da Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. Atua no jornalismo científico em Brasília há 17 anos; hoje, é coordenador de Comunicação Social da Agência Espacial Brasileira (AEB). Efeito colateral Nos anos 80 do milênio passado estava na TV Globo de São Paulo, funcionando à época num carcomido sobrado cinza na praça Marechal Deodoro, bem em frente da atual estação do metrô, cujo nome não poderia ser outro que não o do velho marechal republicano. Era um local insalubre, situação infausta, que a reunião de uma boa quantidade de pessoas sangue bom ajudava a suportar. Entre elas estava o Herivelto, um caboclão que trabalhava no setor de reprografia. Muito prestativo, praticamente desconhecia a palavra não. Sempre que sobrava um tempinho ia até seu setor para jogar um pouco de conversa fora. Gostava de conversar com ele, que sempre tinha interesse em absorver o conhecimento e a experiência de vida dos mais velhos. Ele também tinha curiosidade de saber dos colegas, principalmente dos casados, de quais estratégias lançavam mão para driblar suas companheiras para puladas de cerca. Era pura curiosidade, pois confessava ser incapaz de adotar qualquer dos estratagemas apresentados, não por santa fidelidade, mas por “puro medo da patroa”. Segundo ele, sua mulher era uma fera. Tal qual um inquisidor do Santo Ofício, tinha tolerância zero diante da menor desconfiança de infidelidade. Por mais banal que fosse a suspeita, apresentava uma coleção de ameaças, começando pela famosa “coloco você no olho da rua com a mala de roupa e aqui você não entra nunca mais”. Levava tão a sério as advertências que as via como a Espada de Dâmocles, que morria de preocupação em se meter em qualquer situação que pudesse suscitar o mais leve malentendido por parte da esposa. Assim, não adiantava convidá-lo para uma simples amenidade que significasse chegar em casa fora do horário habitual. Se surgia um imprevisto que exigisse esticar o trabalho além do horário, sua primeira preocupação era ligar para casa. Além de informar sobre o fato ainda fornecia o telefone do superior ou de quem estivesse na Chefia de Redação para que a esposa checasse a informação caso quisesse. Que me lembre, a mulher nunca checou, aceitando os contatos como garantia e confiando em suas reiteradas advertências. Mas, algumas vezes, ligou para conferir se ele ainda estava no trabalho, ou apareceu sem avisar para se certificar da tal necessidade da hora extra. Na época eu tinha amizade com um dos sócios do Motel Fantasy, que ficava na região de Interlagos, Zona Sul da cidade. Certo dia o amigo me perguntou se poderia levar sua mulher para conhecer as dependências da Globo, pois ela tinha curiosidade em conhecer as instalações de uma emissora de televisão e ver o estúdio do programa TV Mulher. No dia combinado o casal compareceu e lhes mostrei praticamente o prédio todo. Como cortesia, meu amigo deixou uma dúzia de kits que eram dados aos clientes do motel contendo aquelas coisas que praticamente são as mesmas até hoje: pente, escova de dente, creme dental, toca de banho, sampo, condicionador etc.. Um dos kits ofereci para o Herivelto, que recusou com a mesma ênfase que Drácula recusaria um crucifixo de presente. Insisti, alegando não ter nada de mais e que poderia usar em casa, além de aproveitar o estojo para carregar pequenos acessórios, uma vez que era feito de material resistente e sem identificação do estabelecimento. Não consegui convencê-lo, mas resolvi guardar um exemplar do brinde. Dias depois voltei a insistir para que ficasse com o kit, pois percebi que, apesar da ferrenha recusa, ele ficara interessado. Foram necessárias mais do que as duas investidas para que finalmente aceitasse o kit, pois o convenci a repassá-lo para outra pessoa. Durante um bom tempo ele guardou o kit em sua gaveta de trabalho até que um dia me contou que já tinha para quem dar. Era um amigo que trabalhava em outra emissora com quem tinha conseguido junto à esposa um alvará-permissão para participar de uma pelada de fim de semana. Foi ai que a Lei de Murphy se fez valer mais uma vez. Empolgados com a conquista do time deles no minitorneio disputado, que rendeu uma boa cervejada aos atletas, Herivelto e o amigo se esqueceram do kit, que ficou no porta-luvas do carro até que foi encontrado pela esposa dias depois. “Quando dobrei a esquina de casa avistei minha mulher no portão com a cara mais fechada que já tinha visto desde que a conhecera”, contou ele. Tinha tanta fúria nos olhos que, “mesmo distante dava para sentir a agulhada das chispas que soltava”. Sabia que tinha ocorrido alguma merda, que a situação era gravíssima, sendo o único consolo não ver sua mala na calçada. Naquele tempo não existiam computadores, mas Herivelto passou a rodar o disco rígido do cérebro em busca de qualquer vestígio de informação que pudesse ajudar a identificar qual deslize tinha cometido. A barafunda de pensamentos a serem esmiuçados era muito superior ao espaço que tinha entre a esquina e sua casa. “Meu coração quase saiu pela boca quando cheguei perto e ela retirou as mãos das costas segurando o kit do motel”. A mulher estava possessa, contou ele. “Estava com tanta raiva que fazia duas, três perguntas de uma vez e não aceitava nem a introdução das respostas”, me contou relembrando a situação de pânico. Segundo sua mulher, sua mala só não estava prontinha ali no portão porque a descoberta fatídica havia ocorrido havia menos de meia hora, quando ela retornava de carro de uma pequena compra no supermercado. Quando finalmente Herivelto conseguiu emitir um argumento com princípio, meio e fim, disse que o kit fora um presente meu, que por sua vez havia recebido de um dos donos do motel em visita à tevê. Herivelto me disse que não obteve permissão para entrar em casa e teve que voltar ao trabalho para que a mulher tirasse a limpo aquela história. “Pelo caminho”, me disse ele, “rezava para que você não tivesse ido embora, caso contrário teria que procurá-lo em casa, pois só o seu testemunho garantiria que eu voltaria a dormir na minha cama”. Quando o casal entrou em minha sala de trabalho com a mulher segurando o pomo de discórdia só não cai na gargalhada em consideração ao colega, ainda lívido e com expressão de socorro no olhar. Esclareci a situação detalhadamente e para dissipar totalmente a menor sobra de dúvida e chancelar a argumentação mostrei uns dois kits que ainda tinha guardado. Para afastar todo e qualquer resquício de um cartão vermelho ainda reforcei que o Herivelto havia recusado veementemente o brinde e que só estava com ele porque eu havia pedido que o repassasse ao colega em comum, que eu só conhecia por telefone. Pensei que perderia a amizade do Herivelto, afinal tinha parte da culpa no quase rompimento de seu casamento. Mas para minha surpresa, no dia seguinte me chamou para conversar e segredou que o ocorrido tivera até um efeito colateral. “Voltei para casa falando mais grosso e dizendo que não aceitaria mais a situação de viver sob eterna desconfiança, afinal tinha comprovado minha total fidelidade”. Como diz o surrado adágio popular: há males que vêm para o bem.

Prêmio CNH de Jornalismo Econômico divulga finalistas

Foram divulgados os finalistas da 22ª edição do Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico, que distribuirá um total de R$ 52 mil aos vencedores das categorias Jornal, Revista, Online e Excelência Jornalística. Os ganhadores serão conhecidos em 1º/12, durante cerimônia de premiação, em Belo Horizonte. Na categoria Jornal, as matérias finalistas são: Diretor da Alstom diz que propina em SP foi de 15% (Folha de S.Paulo); Pobre contribuinte (Correio Braziliense), Aqui não é 0800. É 0300. Não faço nada de graça (O Estado de S. Paulo); O calvário da indústria (Folha de S.Paulo); A nova ocupação da Amazônia (O Estado de S. Paulo); Especial Balbina (Valor Econômico); Real 20 anos (O Globo); O impacto da Copa (Folha de S.Paulo); 20 anos do Real (Jornal do Commercio); A receita da indústria que ainda cresce (Gazeta do Povo). Em Revista: A meia-noite multarei sua empresa (Época Negócios); O chefe (piauí); Dez passos para um futuro promissor (Valor Investe); Um mundo mais ético (Exame CEO); Múltipla escolha (Conjuntura Econômica); Profissão: catador (National Geographic); Acorda, Brasil (Viagens S/A); Caminhos da safra (Globo Rural); A bolha estourou (Exame); Conselheiros acreditam demais (Capital Aberto). E em Jornal: Crise na Cantareira atrasa investimento da indústria em SP (iG); 20 histórias reais (Diário de Pernambuco); A periferia travada (Jornal do Commercio); Resíduos Sólidos: Onde está a logística reversa? (Economia SC); Da infância no ‘orfanato’ para a Bolsa: como a educação mudou a vida de um pequeno investidor (Infomoney); Eólica – Nova indústria, novas oportunidades: para quem? (Tribuna do Norte); 20 anos do Plano Real (Época Negócios); As vantagens de investir nas ações mais odiadas do mercado (Exame); Mais que a seca, cana-de-açúcar enfrenta falta de incentivo para mercado crescer (Diário de Pernambuco); Um mineroduto que passou em minha vida (O Tempo).

Blue Bus sai temporariamente da rede

Júlio Hungria suspendeu temporariamente a atualização de seu site de notícias Blue Bus – de publicidade e áreas relacionadas a negócios de mídia e comportamento – enquanto faz tratamento de saúde. Houve gestões de seus colaboradores com outros portais, para algum tipo de acordo, mas nada ainda foi concretizado.

SJSP negocia compensações aos demitidos do Diário do Comércio

Em 10/11, diretores do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo voltaram a se reunir com representantes do Diário do Comércio para negociar a indenização dos jornalistas demitidos pelo jornal sem aviso prévio, em 31/10, em decorrência do fim da publicação impressa e manutenção da versão online com um número menor de trabalhadores. A proposta do Sindicato é que sejam garantidos quatro meses de vale-alimentação, plano de saúde e odontológico. Apesar de as negociações ainda estarem em curso, o prazo para o desligamento dos funcionários, que venceria nesta 5ª.feira (13/11), foi prorrogado para a próxima 2ª.feira (17/11), e já está garantido um salário nominal para os desligados. O Sindicato visa a obter também um segundo salário para quem atuou por mais de sete anos no jornal, mesmo valor que será estendido aos PJs. “O mínimo que se pode exigir da empresa é que reconheça o valor dos serviços prestados pelos trabalhadores e propiciem algo mais do que a simples indenização legal”, afirmou o presidente entidade José Augusto Camargo (Guto). Ainda não está definida a data de nova assembleia com os jornalistas.

Repórter do G1 sofre violência ao fazer reportagem

Henrique Soares, repórter do G1 Rio, foi sequestrado e espancado no Complexo do Alemão, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, na tarde de 2ª.feira (10/11). Ele fazia uma reportagem sobre falta de moradia e invasão de terrenos abandonados na região. Um representante da associação de moradores local avisou-o de que estava prevista uma operação policial e não seria conveniente fazer entrevistas naquele momento. Soares ia embora, quando dois homens o confundiram com um policial, levaram-no para um galpão, agrediram-no com um pedaço de pau e coronhada, e tiraram seu relógio e o celular. Depois de 40 minutos, foi solto pelos criminosos, com a chegada da polícia e o testemunho de moradores de que era de fato jornalista. Com ferimentos leves na cabeça e nos braços, ele foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Nova Brasília e, acompanhado de advogados, registrou sua queixa na 45ª Delegacia de Polícia, no Alemão. Um suspeito foi preso em flagrante, e prosseguem as investigações para identificar outras três pessoas. Em notas públicas, entidades representativas da categoria exigiram a apuração do fato e punição dos responsáveis, e se solidarizaram com a vítima. A Abraji ofereceu apoio para o que for necessário; o Sindicato dos Jornalistas do Município solicitou à família uma cópia do Registro de Ocorrência e colocou o Departamento Jurídico à disposição do profissional; a ABI considera que “o episódio se reveste de uma significação ainda mais grave por se tratar de uma área urbana sob rígido controle das autoridades policiais”.

Prêmio principal do Esso vai para o Estadão e O Globo ganha dois prêmios

A reportagem Sangue político, de Leonêncio Nossa, publicada em O Estado de S.Paulo, venceu o Esso de Jornalismo, principal premiação do concurso. É resultado de mais de um ano de apuração em 35 cidades, e revela a extensão dos crimes com motivação política no Brasil. No Telejornalismo, a equipe do Jornal da Band, composta por Fábio Pannunzio, Victor Sá, Anísio Barros, Denis Romani, Alziro Oliveira, Fernanda Chamlian, André Pereira, Fábio Nikolaus, Raphael Cadamuro e Diego Costa, percorreu três países para compor o trabalho O avanço da maconha, contendo esclarecimentos sobre os diversos usos da substância. A categoria Reportagem coube a Vinicius Jorge Sassine, José Casado, Danielle Nogueira e Eduardo Bresciani, de O Globo. A série Farra de aditivos na refinaria Abreu e Lima reuniu documentos comprovando como o empreendimento se tornou um dos mais onerosos aos cofres públicos. Domingos Peixoto, na Fotografia, venceu o segundo prêmio para O Globo, pela série com o registro do momento em que Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, foi atingido pelo foguete que iria matá-lo, durante manifestação violenta no Centro do Rio de Janeiro. Além desses prêmios, foram contemplados outros dez trabalhos em categorias temáticas e regionais, inclusive distinções especiais à revista Piauí, como Melhor contribuição à imprensa, e à equipe da Rede Bandeirantes responsável pelo trabalho Vila Socó – A verdade apagada, classificada como Melhor contribuição ao telejornalismo. Os trabalhos foram examinados em três etapas, por três comissões distintas de julgamento, totalizando 85 jurados. A Comissão de Premiação que julgou os trabalhos de mídia impressa foi composta por Adriana Barsotti, Gilberto Menezes Côrtes, Oscar Pilagallo, Paulo Sotero e Thales Guaracy. Os de telejornalismo foram julgados por Geraldo Mainenti, Henrique Lago e Theresa Walcacer. A homenagem aos premiados será no dia 2/12, durante um jantar no Rio.   Segue a relação completa dos vencedores do Esso 2014: Prêmio principal: Esso de Jornalismo (R$ 30 mil) Leonêncio Nossa, com o trabalho Sangue político, publicado em O Estado de S.Paulo. Telejornalismo (R$ 20 mil) Fábio Pannunzio, Victor Sá, Anísio Barros, Denis Romani, Alziro Oliveira, Fernanda Chamlian, André Pereira, Fábio Nikolaus, Raphael Cadamuro e Diego Costa, com O avanço da maconha, veiculado na Rede Bandeirantes. Reportagem (R$ 10 mil) Vinicius Jorge Sassine, José Casado, Danielle Nogueira e Eduardo Bresciani, com A farra de aditivos na refinaria Abreu e Lima, publicado em O Globo. Fotografia (R$ 10 mil) Domingos Peixoto, com a sequência de fotos intitulada Crime à liberdade de imprensa, publicada em O Globo.   Informação Econômica (R$ 5 mil) Vicente Nunes, Antonio Temóteo, Celia Perrone, Deco Bancillon, Diego Amorim, Luiz Ribeiro (que também faturou o Regional Centro-Oeste, em equipe, pelo Estado de Minas), Nívea Ribeiro, Rodolfo Costa, Rosana Hessel, Paulo Silva Pinto, Simone Kafruni e Vera Batista, com 20 anos do Real, publicado no Correio Braziliense. Informação Científica, Tecnológica ou Ambiental (R$ 5 mil) Cristiane Segatto, com O lado oculto das contas de hospital, publicado na revista Época. Educação (R$ 5 mil) Daniel Barros, com A diferença começa na escola, publicado na revista Exame. Primeira Página (R$ 5 mil) Humberto Tziolas, Joana Ribeiro, Giselle Sant’Anna, Eduardo Pierre, André Hippertt e Sidinei Nunes, com Não vai ter capa, publicado no jornal Meia Hora (Rio de Janeiro). Criação Gráfica Jornal (R$ 5 mil) Gil Dicelli, Luciana Pimenta, Guabiras e Pedro Turano, com Sertão a ferro e fogo, publicado em O Povo (Fortaleza). Criação Gráfica Revista (R$ 5 mil) Rafaela Ranzani, Fernando Luna, Alex Cassalho, Bruna Sanches e Ian Herman, com De olhos fechados, publicado na Trip. Regional Norte/Nordeste (R$ 3 mil) Júlia Schiaffarino, com Vidas partidas, publicado no Diário de Pernambuco (Recife). Regional Centro-Oeste (R$ 3 mil) Mateus Parreiras e Luiz Ribeiro, com A nova fronteira da sede, publicado no Estado de Minas. Regional Sul (R$ 3 mil) Letícia Duarte e Félix Zucco, com o Lições da turma 11F, publicado na Zero Hora. Regional Sudeste (R$ 3 mil) Guilherme Amado, com Os embaixadores do Narcosul, publicado no jornal Extra (Rio de Janeiro). Melhor Contribuição à Imprensa Revista Piauí Melhor Contribuição ao Telejornalismo Equipe da Rede Bandeirantes formada por Rodrigo Hidalgo, Tony Chastinet, Camila Moraes, Alziro Oliveira, Eduardo Reis e Walter Colling, pelo trabalho Vila Socó – A verdade apagada.

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