Trabalhadores da área técnica da Rádio e TV da Cultura estão em greve desde 19/6 contra o não pagamento de parte do reajuste e da totalidade do abono salarial acertado no acordo coletivo 2014/2015 dos radialistas. “Vínhamos tentando negociar isso desde março, mas até já firmamos um novo acordo coletivo (para 2015/2016) e ainda não há perspectiva sobre o acerto desses valores”, afirmou o diretor-coordenador do Sindicato dos Radialistas de São Paulo, Sérgio Ipoldo, ao site Rede Brasil Atual. De acordo com Ipoldo, a Fundação Padre Anchieta repassou apenas 5,2% de um reajuste acordado em 5,85% e não efetuou o pagamento do abono no valor de 50% do salário-base de cada trabalhador, que deveria ter sido pago no mês passado. Na 4ª.feira (17/6), foi fechado o acordo para 2015/2016 entre o sindicato dos trabalhadores e o patronal. O reajuste dos salários ficou em 7,21%, o reajuste do piso salarial foi de 8,34% e ficou acertado um novo abono de 50% dos salários a ser pago em maio do ano que vem. “Tememos que estes valores também não sejam integralmente pagos. É um desrespeito muito grande à categoria”, disse Ipoldo ao RBA. Segundo os trabalhadores, a justificativa da empresa é que o Conselho de Defesa dos Capitais do Estado (Codec), órgão da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, vetou os pagamentos sob a alegação de que o governo estadual está com problemas financeiros e queda de arrecadação. A categoria vai ficar em assembleia permanente, podendo a qualquer momento realizar reuniões para decidir os rumos do movimento. Por meio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os jornalistas da RTV Cultura manifestaram apoio aos colegas radialistas: “Os jornalistas da RTV Cultura, em assembleia realizada com seu Sindicato na porta da empresa nesta sexta-feira, 19 de junho, saúdam o movimento de greve dos colegas radialistas e expressam seu mais firme apoio à luta da categoria-irmã. Nossos problemas são os mesmos. Tanto jornalistas quanto radialistas veem – após o final de suas campanhas salariais, e o fechamento de convenções coletivas entre as categorias e as empresas de rádio e televisão – a Fundação Padre Anchieta se negar a aplicar plenamente os termos acordados, sob a orientação do governo estadual”.
Marcia Neder aborda chegada à maturidade em A revolução das mulheres
Marcia Neder lança A revolução das mulheres – Os sete perfis que representam a geração dos 50+, 60+ que está reinventando a maturidade. Na obra, a autora aborda a revolução demográfica que está em curso com o envelhecimento e a chegada à terceira idade da geração chamada de baby boomers. Para desenvolver a obra, lançada pela Editora Senac São Paulo, Marcia fez mais de 50 entrevistas, acumulou mais de 100 horas de gravação e teve mais de 500 perguntas respondidas por e-mail, em quatro regiões do Brasil. Além disso, realizou, em parceria com o Club de Pesquisa, uma qualitativa para definir os sete perfis dessa nova geração de mulheres quinquagenárias e sexagenárias. Marcia deixou há dois anos as redações da Abril, onde atuou em diversas publicações, e montou a empresa Todas as Mulheres por Marcia Neder, para aprofundar nichos de comportamento feminino, área em que se especializou e à qual pretende dedicar-se exclusivamente, escrevendo, fazendo palestras e consultorias sobre o tema
Revista internacional China Hoje ganha versão brasileira
A revista China Hoje, com conteúdo especializado e exclusivo sobre investimentos, parcerias e oportunidades do mercado chinês, passa a ser publicada também no Brasil, pela Editora Segmento. Fundada em 1952, a revista já conta com edições em chinês, inglês, francês, espanhol, árabe, alemão, turco, e agora em português.
Segundo o diretor geral da revista Hu Baomin, a edição brasileira pretende ser “uma ponte para os intercâmbios dos dois países e uma janela para o mútuo conhecimento”. Além de abordar a economia, política, diplomacia, cultura e sociedade da China, a revista também terá conteúdo especializado sobre as relações bilaterais com o Brasil.
A equipe de redação da versão brasileira é composta por Edimilson Cardial (diretor-presidente), Alfredo Nastari (diretor de Projetos Especiais e editor-adjunto), Evandro Menezes de Carvalho (editor executivo-chefe), Renato Yakabe (editor de Arte), Luis Gil e Regina Cardeal (tradução), e Luiz Roberto Malta (revisão). A China Hoje também está no twitter, facebook e Google plus.
Nasce em Pernambuco novo coletivo de jornalismo investigativo
Lançado oficialmente em 16/6, em Pernambuco, o Marco Zero Conteúdo é um coletivo de jornalismo investigativo independente que visa a chamar a atenção para injustiças, cobrar de políticos e empresas promessas feitas, expor a corrupção, informar, elucidar temas complexos, entre outras coisas. A startup publica reportagens de qualquer veículo, desde que autorizadas, que reproduzam três pontos principais: semiárido nordestino, urbanismo e relações de poder. Porém, há também espaço para a narrativa. Histórias interessantes também serão publicadas. O Marco Zero mantém-se por meio de parcerias com fundações e organismos internacionais, prestação de serviços editoriais, consultorias, realização de cursos e palestras, além de doações de leitores. Integram o coletivo Carol Monteiro, Inácio França, Inês Campelo, Joel dos Santos Guimarães, Laercio Portela, Luiz Carlos Pinto, Samarone Lima, Sérgio Miguel Buarque e Taís Nascimento.
Auto Agora, de Edison Ragassi, estreia programa de 30 minutos na Transamérica Light, de Curitiba
Neste sábado (20/06), a partir das 11h, a rádio Transamérica Light (95,1), de Curitiba, levou ao ar o programa Auto Agora, que já integrava a grade da emissora desde outubro do ano passado na forma de boletins diários e agora ganhou novo formato, com 30 minutos de duração. Produzido e apresentado por Edison Ragassi ([email protected]), leva aos ouvintes notícias sobre o mundo automotivo, como lançamentos nacionais e internacionais, informações sobre peças, acessórios, serviços, dicas de manutenção preventiva, mercado de automóveis, legislação de trânsito, caminhões, comerciais leves, entre outros assuntos relevantes do setor automotivo. “A repercussão dos boletins foi muito boa”, comenta Sérgio Fialho, coordenador artístico da emissora. “Nosso ouvinte gostou das informações sobre o setor automotivo mescladas na programação e pediu mais. Assim, ampliamos o espaço do Auto Agora aos sábados, quando as informações podem ser mais trabalhadas e detalhadas”. Apesar do novo espaço, os boletins diários, com duração aproximada de dois minutos, continuam na programação semanal da emissora. “Com mais tempo será possível passar mais notícias, dar mais dicas de serviços, entrevistas com as pessoas relevantes do mercado, dar voz aos profissionais especializados e interagir com os ouvintes”, avalia Ragassi. A atração está dividida em três quadros: Tecnologia, Lançamentos e Manutenção preventiva. No programa de estreia, o quadro Tecnologia abordou o sistema SYNC da Ford; em Lançamentos, o Mercedes-Benz AMG e o Peugeot 208; e em dica de Manutenção, uma explicação sobre a importância de cuidar dos pneus. Criado em 2007 como blog, o Auto Agora ganhou sua primeira versão em rádio no ano passado na Transamérica Pop, de São Paulo, e na Light, de Curitiba; em 2015, estendeu sua atuação para a Transamérica Hits, de Belo Horizonte.
Anik Suziki deixa RBS
Anik Suzuki não é mais diretora de Comunicação Corporativa do Grupo RBS. O anúncio foi feito em comunicado oficial distruibuído assinado pelo presidente da empresa, Eduardo Sirotsky Melzer, nesta 6a.feira (19/6). O anúncio revela, ainda, que a jornalista deixa a organização para abrir sua própria empresa, que terá a RBS como cliente. Com a mudança, a publicitária Vivian Mattuella assumirá como gerente Executiva de Comunicação Corporativa, e a jornalista Caroline Torma, que já atua na área como Assessora de Relações Corporativas, passará ao cargo de gerente, assumindo também a área de Comunicação Interna e Assessoria de Imprensa do grupo. Ambas responderão diretamente ao presidente do grupo. *Com Coletiva.net
Fernando Calmon leva coluna Alta Roda para a Auto Fácil, nova revista da Editora Escala
Primeira edição chegará às bancas em 2 de julho Em fase final de avaliação e prestes a circular sua primeira edição, a revista Auto Fácil, nova semanal da Editora Escala, confirmou mais um importante reforço editorial: a coluna Alta Roda, de Fernando Calmon, uma das mais distribuídas entre veículos especializados do segmento automotivo, também estará disponível nas páginas da revista, que chega às bancas em 2 de julho.
“Acredito que hoje o espaço esteja em cerca de cem diferentes veículos, mas desde fim da Gazeta Mercantil eu não publicava em um impresso de São Paulo. Estou feliz com o retorno”, comemora Calmon, que explica que o conteúdo será exatamente o mesmo das demais publicações, ocupando uma página da Auto Fácil.
Lançamento – Será no Wall Street Bar (rua Jerônimo da Veiga, 149), em São Paulo, a festa de lançamento da Auto Fácil. O coquetel está marcado para o dia 1º/7 (uma 4ª.feira), a partir das 19 horas. Confirmações de presença na Textofinal (11-3849-8633 ou [email protected]) ou na própria Editora Escala (11-3855-2171 ou [email protected]).
Portal de literatura São Paulo Review faz aniversário e ganha colunista de 11 anos
Para comemorar seu primeiro aniversário, o site de literatura São Paulo Review traz novidades no design, de Samira Cardoso; um canal no youtube, com vídeos de Maria Valéria Rezende, Raphael Montes, Jacques Fux e João Almino; uma seção de depoimentos; e ganha uma colunista de apenas 11 anos, Madu Dunker, que fará resenhas de livros juvenis. Apesar da pouca idade, Madu mantém o blog Love coffee and books, em que faz resenhas de romances e escreve cartas aos personagens de Harry Potter. O editor do São Paulo Review Alexandre Staut conheceu-a durante uma oficina de escrita criativa, que ele ministrou em Iguape (SP). Enxergando talento na escrita de Madu, entrou em contato com a mãe da jovem para fazer o convite, que foi aceito de imediato.
Memórias da Redação – Poucas meninas (3.286 a.C.)
A história desta semana é de uma estreante no espaço, Célia Valente ([email protected]), que teve passagens por Pais&Filhos, Realidade, Intervalo, Exame (em duas ocasiões), Gazeta Mercantil e Folha de S.Paulo, e depois passou a desenvolver projetos editoriais, vários deles na área de memória empresarial e de pessoas. Um desses, O salto para a vida – A história de Léa Mamber (FTD), virou livro paradidático do Ensino Fundamental. Poucas meninas (3.286 a.C.) Aconteceu há muito tempo, tempo em que havia poucas meninas na imprensa econômica e a cobertura de empresas engatinhava. Business era palavra nova e a revista desbravava um setor ainda incipiente. Era o início dos anos 1970. Eu era repórter e a revista, a recém-lançada Exame. Tinha uma única colega do sexo feminino em meio a uma dúzia de marmanjos estrelados – vários deles Prêmio Esso. Sonia também trabalhava na reportagem, embora fosse economista de formação, um ponto a mais do que eu em termos de currículo naquele ambiente. Um dia, na pauta, uma entrevista com o presidente de uma multinacional que seria seguida por um almoço tête-à-tête: fui destacada pelo chefe de Reportagem para ouvir, indagar com propriedade e reproduzir o que me contaria o alto executivo sobre os planos da companhia no Brasil. A empresa já havia celebrado seu cinquentenário aqui, por isso tinha um bom portfólio de matérias à disposição; o presidente era um expatriado, como se dizia dos estrangeiros enviados da matriz para as filiais para ocupar altas funções. Alguns dias antes da data marcada para a entrevista, dei uma olhada no que havia de informações publicadas. Percebi que meu entrevistado me falaria de uma empresa sólida, muito atuante no mercado nacional, líder no seu segmento e que deveria ter grandes revelações. Estava orgulhosa de estar com pauta de tamanha importância, embora, é claro, um pouco intimidada. Devo dizer que eu tinha 20 e poucos anos e a experiência de uma repórter de 20 e poucos anos… Cheguei com um pouco de antecedência, como mandava a boa educação, trajada de acordo com a ocasião, segundo o modelo que eu mesma havia delineado para uma repórter de economia. O endereço era conhecido e o edifício, de mármore branco, imponente. Uma recepcionista me atende: digo com a boca cheia que tenho uma entrevista marcada com o sr. presidente. “Pois não, sim, senhora. Ele está aguardando. Por aqui, por favor”. Ela aperta o botão do elevador, sinal de deferência. O coração bate. Não levo pauta escrita, nem informações colhidas nos arquivos – estou um pouco intimidada, mas segura. Chego ao andar acarpetado da diretoria. Outra recepcionista me encaminha à sala de reuniões e me diz que sr. presidente me atenderá em instantes. “Água? Café?” “Não obrigada, mais tarde”. A sala é ampla, mesa grande, muitas poltronas em volta, vários aparelhos de telefone. Penso que deve ter linha direta para ligar para a matriz na Europa, linhas diretas para todas as filiais no mundo, linhas diretas para todos os departamentos e todos os diretores. Dois, três, cinco minutos, alguém abre a porta com determinação e põe a cabeça no vão. Vejo que é senhor de cabelos grisalhos. Ele me vê e balbucia desculpas com sotaque. “Ah! Não é nesta sala…” Ele sai, eu fico. Ele volta. Com a recepcionista. “Ah! É nesta sala…” Ela explica: “Desculpe, mas o sr. presidente não entendeu que a senhora era a pessoa que ele esperava… Não uma moça, e tão jovem…” A entrevista foi boa, o almoço que se seguiu foi agradável e sem tropeços. Não lembro se a matéria saiu e nem lembro dos planos da empresa para o País. Só lembro do susto que monsieur (*) levou quando viu uma menina falar de business. (*) Também não lembro do nome dele – era o presidente suiço (?) da filial da Nestlé.
Guia traz o melhor da China para brasileiros
Janaína Câmara da Silveira lança pela editora Pulp, com a colaboração de Fernanda Morena, o guia China: o melhor de Pequim e Xangai, o primeiro sobre cidades da China escrito por brasileiros. “Moramos na capital chinesa de 2007 a 2013, embora só tivéssemos nos conhecido em 2009. Na volta dediquei-me a escrever o guia”, disse Janaína. “Por lá, também mantive a empresa Radar China, especializada no intercâmbio sino-brasileiro no âmbito da comunicação e de relações públicas”. O leitor vai encontrar dicas de como se locomover, sobre a cultura local, livros e filmes para antes da viagem. “Há também um vocabulário básico que pode ajudar a evitar roubadas e até a matar a fome, com pratos traduzidos para o mandarim e que foram escolhidos justamente por serem os mais populares entre os estrangeiros”, afirmou. Hoje no Grupo In Press, Janaína está no comando do China Desk, iniciativa para atender a brasileiros na China e chineses no Brasil.







