Os sindicatos dos Jornalistas e dos Administrativos de São Paulo conquistaram uma vitória para os funcionários da Editora Abril: o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho – 2ª Região, incluiu na liminar que concedeu às duas entidades em 29/7 uma cláusula que proíbe demissão em massa na empresa. Fernandes já havia determinado multa de R$ 15 mil por trabalhador demitido. Agora, embora não esteja impedida de demitir, a Abril tem um limite mensal de dispensas. “Ficam alterados os termos da liminar anteriormente concedida para estabelecer que até a próxima audiência as demissões por iniciativa da Empresa fiquem limitadas a 12 jornalistas e 22 funcionários com prazo determinado”, estabelece o novo texto. A decisão, segundo o Sindicato dos Jornalistas, foi tomada em meio a fortes rumores de que a editora preparava uma nova onda de demissões.
Carne, em inglês
* Por Carlos Maglio
Olimpíada de Atlanta, 1996.
Lá fui eu cobrir pelas rádios Globo e CBN a participação brasileira. O meu inglês dava pro gasto e aceitei o desafio porque, afinal, os boletins que eu passaria seriam todos em português para nossos ouvintes no Brasil. Foram 40 dias nas terras do Tio Sam que guardam episódios bem engraçados.
Em um deles estava eu no subsolo do centro de imprensa quando alguns colegas apareceram saboreando belas empanadas de carne. Já estava sem comer a nossa velha e boa carne havia 30 dias e confesso que o cheiro da danada me deixou com água na boca.
Perguntei aos colegas: onde acharam essa delícia??? A resposta veio rápida: “Aqui em cima, logo na entrada do centro de imprensa. Vai lá, Carlão!!!”.
Logo subi a escada rolante e me deparei com uma vitrine com duas moças de uniforme com lacinho no cabelo e várias empanadas colocadas lado a lado. Eram muitas. Logo a atendente utilizou a palavra que mais ouvi por lá, “sorry”, acompanhada de um largo sorriso.
Aí o caldo começou a ficar grosso. Queria pedir a empanada de carne e não me lembrava como se falava carne em inglês. Puxei pela memória e nada!!! Elas então começaram a sugerir os sabores que estavam à disposição. Elencaram várias opções de frutas: orange, lemon, etc. etc. Nada de falarem algo parecido com carne.
Então o jeitinho brasileiro aflorou. Olhei bem nos olhos da bela atendente e bradei: MÚ!! Ela imediatamente respondeu colocando os dois dedos indicadores acima das orelhas, imitando chifres e falou: “MÚ MÚ?? Logo notei que ela havia entendido perfeitamente que eu tentava pedir algo parecido com boi ou vaca!!!! Caímos na risada e ela, muito simpática, além de bela, lançou a mão lá na ponta da vitrine e trouxe aquela suculenta empanada.
Não tive dúvida e mordi a danada. Foi um dos melhores sabores de carne que já provei. Vitória e muitos risos depois disso. Comi uma e levei mais três para comer mais tarde. O mais legal é que toda hora que passava em frente à vitrine as duas meninas logo soltavam MÚ MÚ!! OH, MÚ MÚ!!! e eu respondia na mesma moeda, MÚ MÚ, e completava com um sonoro “Bye, bye, have a nice day!!!!”.
Histórias de uma carreira da qual me orgulho muito. Só pra completar: meu inglês ainda continua o mesmo, na base do velho e bom MÚ MÚ!!!!
* Carlos Maglio é editor-chefe na Rádio Câmara de São Paulo, onde também é âncora e apresentador da Web-Rádio Câmara.
Anita Leocádia lança em outubro biografia do pai, Luiz Carlos Prestes
A editora Boitempo lança em outubro a biografia de Luiz Carlos Prestes, escrita por Anita Leocadia Prestes, filha do líder comunista com Olga Benário, alemã de origem judaica que foi deportada pela ditadura getulista e morreu executada no campo de extermínio de Bernburg, na Alemanha nazista. Anita conta a vida do pai desde a juventude, narrando fatos como sua participação no movimento tenentista, o começo do levante no Rio Grande do Sul, a Marcha da Coluna Prestes, a Campanha Prestes de 1936 e 1945, entre outros detalhes de sua trajetória. No livro estão também algumas das correspondências extensas de Prestes, dirigidas à filha e a outros parentes, nunca antes publicadas. A obra tem edição de texto de Ivan Marsiglia, que deixou em abril o cargo de editor-assistente do caderno Aliás, do Estadão. Ele é autor da coletânea de reportagens A poeira dos outros (Arquipélago Editorial).
Segunda edição do Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas recebe inscrições
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas 2015, realização do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes que pretende estimular o debate público sobre políticas e legislação relacionadas às drogas. Podem ser inscritas até 16/10 reportagens para mídia impressa ou digital, publicadas entre 24/10/2014 e 16/10/2015. A comissão julgadora elegerá três reportagens, premiando o primeiro colocado com R$ 7 mil, o segundo com R$ 3 mil e o terceiro com menção honrosa. Mais informações em inscriçã[email protected].
Sindicato do DF abre inscrições para curso de Planejamento Estratégico em Comunicação
Estão abertas as inscrições para o curso Planejamento Estratégico em Comunicação, em 29 e 30/8, na sede do Sindicato dos Jornalistas. Com carga horária de 8 horas, será ministrado por Jamila Gontijo, que apresentará os elementos fundamentais no planejamento em comunicação com base em um modelo abrangente e atual, usado internacionalmente e aplicado na implementação de campanhas institucionais. O método foi desenvolvido com base nos padrões adotados pelas universidades britânicas. Com mais de dez anos de atuação na produção de conteúdos e em assessoria de comunicação nas áreas de política, cultura e diplomacia pública, Jamila trabalhou nos ministérios das Comunicações, da Educação e da Cultura. Entre 2012 e 2014 atuou na missão diplomática do governo britânico no Brasil, quando coordenou as campanhas de comunicação e RP nas áreas de Infraestrutura, Energia e Indústrias Criativas. Nesse período, participou do planejamento de visitas oficiais como a do primeiro ministro David Cameron e do príncipe Harry. Em 2010, fez em Londres o curso de TV Presentation na London Academy e dois anos depois o Internacional Communications Course. Atualmente é consultora em produção de conteúdo e planejamento estratégico.
O Globo é o grande campeão do Prêmio CNI de Jornalismo 2015
O Prêmio CNI de Jornalismo 2015 divulgou nesta 5ª.feira (30/1) os 11 trabalhos premiados, que abordaram temas ligados ao setor industrial, incluindo os especiais de Educação e Inovação. O vencedor do Grande Prêmio José Alencar de Jornalismo foi a série de reportagens Quando o mar vira estrada, de Henrique Gomes Batista, de O Globo.
A série mostrou as vantagens e gargalos do transporte de mercadorias pelo mar, e levou o prêmio também na categoria Impresso Jornal. Os demais vencedores foram TV Globo, com a série Start Ups (Especial – Inovação e Televisão); Revista Muito / Jornal A Tarde, com Revolução Silenciosa (Especial – Educação); Revista Exame, com Chefe, sou gay (Impresso Revistas); Folha de S. Paulo Online, com Líquido e Incerto: O futuro dos recursos hídricos no Brasil (Internet); Jovem Pan, com a série Indústria em marcha lenta (Radiojornalismo); Correio Braziliense, com a série Um país sem ressaca (Destaque Regional – Centro-Oeste); TV Cabo Branco, com Os fios que vencem a seca (Destaque Regional – Nordeste); TV Liberal, com Apanhador de Açaí (Destaque Regional – Norte); Folha de S. Paulo, com a série O Brasil que trabalha (Destaque Regional – Sudeste); e Revista Amanhã, com A vida depois da crise (Destaque Regional – Sul).
Os vencedores das categorias Impresso Jornal, Impresso Revista, Telejornalismo , Radiojornalismo e Internet, levaram R$ 25 mil cada. Para os destaques de cada região, o prêmio é de R$ 15 mil para cada. Nas modalidades especiais de Educação e Inovação, o valor foi de R$ 30 mil, e para o Grande Prêmio, R$ 50 mil.
Festival oferece workshops gratuitos sobre produção de conteúdo para crianças
A sétima edição do Festival Comkids Prix Jeunesse Iberoamericano está com inscrições abertas para workshops com especialistas internacionais em produção de conteúdos audiovisuais para crianças. O evento, gratuito, terá tradução simultânea. Os interessados devem inscrever-se no site www.comkids.com.br. Haverá análise para a aprovação da vaga. Marcado para 15 a 23 de agosto na capital paulista, o festival é um evento internacional que debate a produção eletrônica voltada ao público infanto-juvenil. O encontro terá espaço de exibição de conteúdos audiovisuais e interativos produzidos na América Latina e workshops e debates, com entrada franca, mediante inscrição prévia.
Agência de Niterói lança jornal na Flórida
A agência Goldoni, com sede em Niterói, lançou na Flórida, Estados Unidos, o jornal Imprensa News. As versões impressa e online, em português, são dirigidas à comunidade brasileira que vive na região. Além de notícias locais, o conteúdo é composto por colunas de especialistas sobre imigração, turismo, política internacional, contabilidade, tecnologia e mercado imobiliário. Os 15 mil exemplares da primeira edição impressa começaram a ser distribuídos gratuitamente na semana passada (23/7), em pontos de grande circulação da Flórida. O site entra na rede em agosto. Tem fanpage no facebook. Kelly Goldoni, diretora da agência e editora do jornal, comenta o empreendimento: “A ideia surgiu depois de uma visita a Orlando. Eu observei que os jornais locais eram muito comerciais e pouco informativos. Decidi, então, que ofereceria aos brasileiros que moram lá um jornal de verdade, ético, isento e feito por jornalistas. A ideia logo foi bem recebida por empresas locais, que se tornaram nossos anunciantes”. Escrevem para o Imprensa News as jornalistas Patrícia Vivas, Hellen Couto, Fernanda Pereira, Fernanda Thomaz, Iris Marini e Iara Pinheiro. Os colunistas são Cláudia Cataldi (política internacional), Paulo Paternes (variedades), Dênio Abreu (mercado imobiliário), Carol Larson (contabilidade), Renata Castro (direito), Mac Corr (tecnologia), e Luís Sombra (turismo). Com diagramação de Bruna Falcão, tem edição de Lene Costa.
MVL agora é Attitude RP e Grupo prepara lançamento de rede social
Marca tradicional do mercado de relações públicas, com 24 anos de vida e desde o começo de 2012 integrando o Grupo Attitude, ao lado da MZ, a MVL passa a se chamar Attitude RP, concluindo processo de transição iniciado em maio, com a saída de seu fundador Mauro Lopes para se dedicar a um novo projeto pessoal ao lado da esposa. “Essa mudança significará a implantação de uma nova mentalidade em nossas atividades, reforçando atributos que nos definiram bem ao longo de quase 25 anos de mercado”, explica Eduardo Cordeiro, que divide com Bia Fovitzky (ex-CDN) a direção da agência. “Passaremos a trabalhar sobre três eixos: propósito, relacionamento e engajamento, deixando de ser apenas uma agência de relações públicas para ser uma empresa focada em relações com as pessoas”. Com as mudanças, site e e-mails dos profissionais da agência passarão a ser direcionados para o domínio @attituderp.com. Aposta em nova plataforma social Outra novidade que está sendo anunciada esta semana pelo Grupo Attitude é o Engage-x, plataforma que funcionará como uma rede social focada nos stakeholders e que deverá ganhar versão comercial até 2016. Na prática, como explica Rodolfo Zabisky, CEO do Grupo Attitude, ela será semelhante ao facebook em alguns pontos, mas permitirá às marcas diferentes possibilidades de relacionamento com clientes, investidores, funcionários, imprensa etc.: “E como o próprio nome da plataforma diz, ela servirá para engajar os públicos de interesse, contribuindo para a construção de uma imagem forte e de uma reputação sólida”. Os testes iniciais serão realizados até novembro por três empresas com três diferentes públicos predefinidos: investidores, funcionários e imprensa. “É muito comum ver companhias reagindo às situações. Acreditamos que com essa nova ferramenta elas ficarão mais por dentro do que acontece com seus públicos, podendo antecipar suas ações”, diz Rodolfo. Ele explica que a ideia do novo serviço surgiu a partir da análise dos resultados do The 2015 Brazil Reputation Dividend Report, pesquisa desenvolvida pelo instituto britânico Reputation Dividend, que calcula o valor da reputação de empresas de capital aberto nos Estados Unidos e no Reino Unido, e que pela primeira vez está sendo feito no Brasil. A divulgação do resultado será nesta 5ª.feira (30/7), durante o Seminário Aberje de Reputação. Mais informações sobre a pesquisa e uma entrevista exclusiva com Simon Cole, CEO e fundador do instituto, podem ser conferidas a seguir. O valor da reputação O estudo detalha o valor da reputação no balanço financeiro, levando em consideração aspectos como tendências de mercado, histórico da companhia, comparações com concorrentes, perfil de risco da área em que atua e valores estratégicos. Das 61 empresas com capital aberto na BM&FBovespa, apenas 34 conseguiram cumprir as exigências necessárias para participar do levantamento. O resultado, que será divulgado durante o Seminário Aberje de Reputação, trará as 20 companhias com reputação mais valiosa no Brasil. Número ainda pequeno se comparado aos de Reino Unido, que divulga o resultado em 200 empresas, e Estados Unidos, que chega a 350. As 20 companhias brasileiras que mais se destacaram nesta primeira edição da pesquisa, em ordem alfabética, foram: Ambev, Bradesco, BB Seguridade, BRF, CCR, Cielo, CPFL Energia, Embraer, Fibria, Itaú Unibanco, Klabin, Lojas Americanas, Lojas Renner, Multiplan, Natura, Smiles, Souza Cruz, Telefonica Vivo, Tractebel Energia e Ultrapar. Juntas elas somam US$ 130 bilhões de faturamento. Vale lembrar que a ordem das companhias com maior destaque não obedece ao valor total em dólares de sua reputação, mas sim o quanto esta representa de fato no valor de mercado das companhias. Conversamos com Simon Cole, fundador e CEO do Reputation Dividend, que está no Brasil para apresentar os resultados da pesquisa. Ex-diretor da Interbrand, agência que desenvolve um trabalho parecido, porém analisando o valor das marcas, Simon falou a este Jornalistas&Cia sobre pontos de destaque de seu estudo, a reputação das empresas daqui e a diferença entre os mercados britânico e norte-americano e o brasileiro. Portal dos Jornalistas – Qual a diferença entre esse levantamento e o que é promovido pela Interbrand? Simon Cole – A Interbrand analisa basicamente quanto vale a marca das empresas, enquanto nós estudamos o valor de sua reputação. Enquanto marca é um atributo que está muito mais ligado ao sucesso do produto, a reputação está totalmente ligada à imagem que a empresa apresenta para seus diferentes stakeholders. Temos muitos casos inclusive em que empresas com marcas valiosas sofrem com baixíssimo valor de reputação. Um caso bastante claro e atual no Brasil é o da Petrobras, empresa que apesar de um grande valor de marca vem sofrendo com constantes denúncias de corrupção, rebaixando assim seu valor de reputação. Portal dos Jornalistas – Das 61 empresas brasileiras com ações em bolsa, apenas 34 mostraram-se aptas a participar do estudo. Não é um número baixo? Simon – Também encontramos esse tipo de problema no Reino Unido e nos Estados Unidos, porém em menor escala. Mas o fundamental é que aquelas que sabemos que de fato têm alto valor de reputação foram analisadas. Tanto que essas 34 empresas respondem juntas por quase 90% do total que é negociado pela Ibovespa. Portal dos Jornalistas – Pelos levantamentos de 2015, as empresas com maior valor de reputação no Reino Unido e EUA atingiram, respectivamente, 49,7% (Unilever) e 49,5% (Apple) na comparação do valor da reputação com o de mercado da empresa. Como é essa realidade no Brasil? Simon – A média das 34 empresas analisadas foi de ums contribuição de 32% do valor de reputação no ativo total das companhias. Se por um lado o número não é tão alto assim, por outro é possível perceber que ainda há muito espaço para essas empresas evoluírem e crescerem nesse sentido.
Paredes inspiradoras na Gazeta do Povo
Os corredores do edifício-sede da Gazeta do Povo, em Curitiba, têm novas cores. Na Redação, ilustrações representam o jornal multiplataforma na visão dos ilustradores. Já em outro prédio do GRPCOM, na praça Carlos Gomes, as paredes levam os visitantes a uma viagem no tempo, desde a era Gutenberg até a evolução tecnológica atual.
Marcos Tavares, editor executivo de Imagem, disse em nota que a partir de uma pesquisa tentou retratar a evolução do meio jornal utilizando imagens: “Começamos com a prensa dos tipos móveis de Gutenberg, a imagem de um mapa mundi com tipos de chumbo, passamos pela prensa carimbo que permitia a troca de letras, até a chegada da linotipo”.
A iniciativa de valorizar os talentos internos e dar vida a algumas paredes da empresa com as intervenções gráficas foi da conselheira do Grupo Elsa Lemanski. As paredes têm textos de José Carlos Fernandes e imagens de Paixão, Benett, Felipe Lima e Tiago Recchia.








