Depois de 25 anos como colunista na editoria de Esportes do Estadão, atividade que exercia em paralelo à de comentarista de automobilismo da TV Globo, Reginaldo Leme despediu-se da publicação ao final de 2015. O comunicado foi feito pelo próprio jornalista, em um texto de despedida assinado com o título “Tchau!”, publicado em 26 de dezembro. A decisão teria sido tomada pela própria empresa e comunicada pessoalmente pelo diretor do Grupo Estado Roberto Gazzi, três dias antes da veiculação do último texto. Apesar do fim da coluna no Estadão, Reginaldo seguirá escrevendo semanalmente para a Agência Estado, que comercializa e distribui seus textos para diversas outras publicações. Em uma das passagens de sua coluna de despedida, Reginaldo relembrou seu retorno ao jornal, em 1991, a convite do então recém-promovido editor de Esportes Guilherme Cunha Pinto, o Jovem Gui. Falecido em 15 de julho de 1996, aos 47 anos, Guilherme deixou esposa e dois filhos, entre eles Manuel, na época com apenas 12 anos. “Se o fim da coluna trouxe alguma consequência boa, foi o fato de eu ter feito uma citação homenageando o extraordinário Jovem Gui e, por conta disso, recebido um telefonema do filho dele, Manuel Cunha Pinto, que jamais conheci”, comentou Reginaldo em entrevista a Portal dos Jornalistas. “Conversamos longamente e ele se emocionou bastante ao dizer que tinha sido avisado por vários amigos, que o levaram a ver a coluna. Segundo o Manuel, aquelas poucas linhas da coluna ratificaram o conhecimento que ele tinha a respeito da carreira do pai”.
Jornal alemão contrata para cobertura dos Jogos Paralímpicos
O jornal alemão Der Tagesspiel, de Berlim, e o Seguro Social Alemão de Acidentes (DGUV) procuram jovens jornalistas brasileiros para atuarem como repórteres no Jornal Paralímpico, que circulará em cinco edições durante os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Duas serão encartadas em O Globo durante o evento. Duas versões em alemão entrarão como suplementos nos jornais Die Zeit, Der Tagesspiegel e Handelsblatt. E uma em inglês será distribuída para personalidades na Grã-Bretanha. Integrarão a equipe jornalistas de Brasil, Alemanha e Grã-Bretanha, que farão cobertura das competições para o jornal e entrevistas com atletas, personalidades do esporte e autoridades.
Para se inscrever, é preciso ter entre 18 e 23 anos e enviar para o e-mail [email protected] o formulário de inscrição preenchido, uma carta de motivação em inglês e um texto jornalístico em português sobre esportes paralímpicos. Despesas com viagens, acomodação e transporte são cobertas pelo programa. As inscrições se encerram nesta 6ª.feira, 15 de dezembro.
São Paulo terá Salão Latino-Americano de Humor
Estão abertas até 15/3 as inscrições para a primeira edição do Salão Latino-Americano de Humor, promovido em São Paulo pelo Memorial da América Latina, com o apoio da Associação dos Cartunistas do Brasil e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil. No evento, em 1º/4, os próprios finalistas da competição indicarão os vencedores. Podem participar desenhistas de humor gráfico (cartuns e caricaturas), profissionais ou não, com até três trabalhos cada um sobre o tema Sons da América Latina. Os desenhos não precisam ser inéditos, mas não podem já ter sido premiados em outro evento. No total, 150 trabalhos serão selecionados e ficarão expostos no Espaço Gabriel García Márquez do Memorial da América Latina.
Prêmio Petrobras de Jornalismo: inscrições seguem até 26/1
Últimos dias de inscrição para o Prêmio Petrobras de Jornalismo 2015, que contemplará as melhores reportagens regionais, nacionais e a melhor internacional nas áreas de Petróleo, Gás e Energia; Responsabilidade Socioambiental; Esporte e Cultura, além de Fotojornalismo. Podem concorrer matérias publicadas entre 10 de abril de 2014 e 9 de julho de 2015. A novidade desta edição fica é a categoria Especial – Transparência e Governança Corporativa, que premiará as melhores matérias sobre o processo de governança de empresas ou entidades para a obtenção de maior transparência e melhoria da gestão. Ao todo, o prêmio vai contemplar 34 trabalhos da imprensa, enquadrados naquelas áreas. Na categoria Internacional, será escolhida a melhor reportagem sobre o Brasil em qualquer um dos temas. Todas as matérias inscritas concorrem ainda ao Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo, que renderá R$ 31.800 brutos ao vencedor. O valor total dos prêmios ultrapassa R$ 450 mil brutos, a maior dotação do País. Mais informações e inscrições no www.premiopetrobras.com.br.
Três concursos federais oferecem vagas para a área de Comunicação
Embora o Ministério do Planejamento tenha sinalizado que cancelaria os concursos públicos federais para este ano, para diminuir as despesas públicas, há três seleções com vagas para a área de Comunicação Social em IBGE, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh e Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal – Funpresp. A maior oferta e o melhor salário são do IBGE, com um total de dez vagas, distribuídas nas áreas de Design Institucional, Redes Sociais e Programação Visual. Todos os profissionais atuarão na sede da empresa no Rio de Janeiro e terão nível funcional de analista. Dependendo da formação acadêmica, a remuneração total pode variar de R$ 7.000,49, para quem tem apenas a graduação, a R$ 8.734,88, para quem tem doutorado. As inscrições estão abertas até 28 de janeiro. Para a Funpresp, há seis vagas para graduados em Jornalismo ou Marketing. A remuneração é de R$ 5.543,00, mais R$ 615,25 referentes a auxílio-alimentação e R$ 200,00 referentes ao auxílio-cesta básica, totalizando R$ 6.358,25. As inscrições podem ser feitas no portal do Cespe-UnB até 15 de janeiro. As provas serão em 28 de fevereiro. E a recém-criada Ebserh oferece quatro vagas para jornalistas e três para RPs. A empresa atua no ramo da gestão dos hospitais universitários federais e os jornalistas selecionados serão lotados nos estados de Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Sul, e Mato Grosso do Sul. Já os RPs irão para Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Vale do São Francisco (Petrolina/PE). Os salários para jornalistas são de R$ 3.381,12, com jornada semanal de 25 horas; e de R$ 5.409,79 para os RPs, com jornada de 40 horas semanais. Mais informações nos sites www.institutoaocp.org.br e www.ibfc.org.br.
Portal dos Jornalistas faz petição para incluir Landell no Ensino Básico
O Portal dos Jornalistas deu início nesta 2ª.feira (11/1) a uma petição online na plataforma Change para solicitar a Manuel Palacios da Cunha e Melo, secretário de Ensino Básico do Ministério da Educação, que inclua a vida e a obra de Roberto Landell de Moura na grade curricular do Ensino Básico. Diferentemente do que costumam nos ensinar, não foi o italiano Guglielmo Marconi quem inventou o rádio. Marconi inventou a telegrafia sem fio em 1895 e o seu aparelho não transmitia a voz humana. Mas, em 1899 e 1900, o padre-cientista gaúcho Roberto Landell de Moura (1861-1928) foi o primeiro no mundo a transmitir a voz humana à distância por meio de ondas de rádio – experiências públicas realizadas na capital paulista e fartamente comprovadas por documentos e notícias de jornais da época. Entretanto, Landell ainda é um desses ilustres brasileiros quase desconhecidos da maioria da população. Foi pioneiro das telecomunicações. Patenteou o rádio no Brasil (1901) e nos Estados Unidos (1904), desenvolveu um projeto de televisão (1904) décadas antes da invenção oficial (1926)… Apesar de todos esses méritos, não recebeu apoio e nem patrocínio de ninguém e acabou no ostracismo em sua época. É hora de o Brasil reconhecer a sua obra científica, pondo fim a uma injustiça histórica. Daí a petição, feita também para marcar o transcurso, em 21/1, do 155º aniversário de nascimento do padre-cientista. Assine!
Rudolfo Lago deixa o cargo de editor-chefe do Fato Online
Rudolfo Lago, editor-chefe do portal Fato Online, deixou o cargo em 4/1 e ainda não há indicação de quem assumirá a função, mas ele segue assinando a coluna Pra entender essa tal de política. Com a mudança, acumula interinamente o cargo a editora de Economia Sheila D’Amorim. Há menos de um ano de estreia, a crise parece ter chegado ao portal no final de 2015. O Sindicato dos Jornalistas do DF chegou a oficiar a empresa em dezembro para checar a veracidade de informações sobre problemas no pagamento do pessoal. Denúncias encaminhadas de forma anônima à Ouvidoria da entidade relatavam atrasos nos salários dos profissionais desde novembro, além do não pagamento do 13º salário. Segundo o Sindicato, há informações de que os salários já foram pagos, mas o 13º só deverá ser quitado na 6ª.feira (8/1). Pelo que apurou o Portal dos Jornalistas, integrantes da equipe têm se queixado de que precisaram fazer empréstimos para pagar as contas do mês e não há garantia de que os salários não sigam atrasando. Procurada, a empresa não quis se manifestar.
Leone Farias morre em acidente de bicicleta
Faleceu na manhã desta 6ª.feira (8/1), aos 48 anos, o repórter do Diário do Grande ABC Leone Farias. Ele andava de bicicleta pela cidade de São Caetano do Sul quando foi atingido por um caminhão-tanque na avenida Goiás, próximo à Universidade Municipal. Ainda não há informações sobre as circunstâncias do acidente. Formado em Jornalismo e Sociologia pela PUC-SP, Farias atuou por 17 anos como profissional do Diário. Apesar de atuar na editoria de Economia do jornal, era figura bastante presente no segmento automotivo, principalmente na cobertura dos desdobramentos econômicos do setor. Deixa esposa e dois filhos. Seu velório está marcado para a noite desta 6ª.feira, na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (rua Peri, 254), em São Caetano do Sul.
O Dia e Meia Hora aguardam definições
Com a ida de Ramiro Alves para assessorar Nelson Barbosa, ministro da Fazenda que assumiu o cargo em 18/12, fica vago o posto de publisher de O Dia e Meia Hora, jornais do Grupo Ejesa, que ele ocupava desde 2012. A situação dos impressos da Ejesa é séria. As rescisões dos demitidos em julho do ano passado, após a extinção do Brasil Econômico, continuam atrasadas, assim como os salários e benefícios dos que permanecem em O Dia e Meia Hora. Foram suspensas as edições nos dias de Natal e Ano Novo, por não haver caixa para antecipar o pagamento do papel, comprado à vista semanalmente e na medida certa. A saída de Ramiro agravou a boataria de fechamento dos jornais. À frente da empresa está Raul Mascarenhas, irmão da presidente do Conselho Maria Alexandra Mascarenhas. Ele reuniu todos os editores na 2ª.feira (4/1) para comunicar que o diretor de Redação Aziz Filho passa a acumular a função de Ramiro, para garantir que os jornais não vão fechar. Mas disse que não há previsibilidade de pagamento. Explicou que a empresa – que já vinha em dificuldade por causa da situação do sócio investidor Nuno Vasconcellos, que teve os bens penhorados pelo fisco em Portugal por causa de dívidas do Diário Econômico – reduziu sua receita devido à crise econômica e tem faturas atrasadas dos governos em todas as instâncias. Circula a informação de que haveria a possibilidade de o espanhol Mario Cuesta, do grupo Cereja, que comprou o Diário de S.Paulo e mais recentemente o iG, vir para o cargo de publisher. Isto pode significar que a Cereja poderia estar negociando a compra da Ejesa, mas possivelmente sem assumir as dívidas do grupo. A Redação está intranquila, pois Ramiro entrou de férias antes de ir para a Fazenda e Aziz começou as dele esta semana. Uma comissão interna reuniu-se com a direção e foi informada de que o pagamento da segunda parte do salário de novembro dos PJs e o salário de dezembro dos celetistas começaria a ser feito a partir de 6/1. Quanto ao 13º, será proposto um parcelamento. Para esses profissionais, já é um alívio.
Brasil fecha 2015 como terceiro país mais violento para jornalistas
O ano de 2015 registrou o maior número de jornalistas assassinados dos últimos 23 anos. É o que aponta levantamento do Comitê para Proteção de Jornalistas, que somou 69 casos de violência fatal contra profissionais de imprensa, sendo seis deles no Brasil. Ainda segundo o CPJ, o Brasil ficou atrás apenas de Síria (com 13 casos) e França (com nove) – contando, claro, os jornalistas mortos no atentado contra o Charlie Hebdo, em janeiro passado. De acordo com Jamil Chade, do Estadão, o número de jornalistas assassinados no Brasil se equipara ao de países que vivem em estado de guerra, como Iraque, Iêmen e Sudão do Sul, com a ressalva de que a maioria dos brasileiros assassinados não atuava na cobertura de conflitos armados ou mesmo de criminalidade urbana, e sim em apurações sobre casos de corrupção envolvendo políticos locais.






