A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realizou live em 9/6 para apresentar as ações que tem feito com o objetivo de lutar pela vacinação dos profissionais de imprensa e garantir a proteção e segurança da categoria na cobertura da pandemia de Covid-19.

Maria José Braga, presidente da entidade, anunciou que a Federação e o Sindicato dos Jornalistas da Bahia entraram com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo a revisão do Plano Nacional de Imunização (PNI) para incluir os profissionais jornalistas.

A live apresentou também dados sobre jornalistas que morreram em decorrência do coronavírus. Norian Segatto, diretor do Departamento de Saúde e Segurança da Fenaj, divulga a cada trimestre novos dados do Dossiê de Jornalistas Vitimados pela Covid, elaborado a partir de informações de Sindicatos e veículos.

Em 2021, até 2 de junho, foram registradas 155 mortes de jornalistas por Covid num período de 153 dias, representando um aumento de 277% na média mensal de mortes no comparativo com o ano de 2020.

O mês com o maior número de casos foi março deste ano, com 51 mortes. Os estados com os maiores números de vítimas (ao todo 37,8% das ocorrências) são São Paulo (27), Rio de Janeiro (24), Pará (19) e Amazonas (17).

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT/MS) esteve presente no evento e apresentou o estágio da tramitação do Projeto de Lei de sua autoria que propõe a inclusão de profissionais da imprensa no Plano Nacional de Imunização (PNI). O PL está tramitando na Comissão de Seguridade Social. O político afirmou que diversos parlamentares assinaram pela coautoria ao PL e declarou que tem certeza que a proposta será aprovada quando chegar ao Plenário.

A vacinação de jornalistas já ocorre em Bahia, Maranhão, Mato Grosso e na cidade de Teresina.

Leilão da sede da Fenaj

A Fenaj informou que teve sua sede leiloada em 21/5, como desfecho de uma ação impetrada na Justiça do Trabalho, em 2016, por uma jornalista de Curitiba, para a obtenção da Carteira de Jornalista. Ela, formada em Relações Públicas, recebeu a carteira em 2017. A expedição, no entanto, por falha processual não foi juntada aos autos, o que resultou em multa para a Federação. Advogados da Fenaj vão recorrer da decisão.

Em nota, a entidade escreveu que “esse é mais um caso em que fica evidente que a Justiça nem sempre é justa e que existem profissionais sem absolutamente nenhuma consciência da importância da luta coletiva e da preservação das entidades representativas. A Fenaj vai ficar sem sua sede por causa de uma Carteira de Jornalista, que foi entregue à solicitante. Afirmamos, entretanto, que o leilão da sede não vai impedir que a Fenaj continue à frente do movimento sindical dos jornalistas brasileiros, constituído pelos Sindicatos de Jornalistas e pela Federação. A luta é permanente e busca a garantia de trabalho e vida digna para a categoria, de valorização do Jornalismo e de defesa das liberdades de expressão e de imprensa, do Estado de direito e da democracia”.

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