Klester Cavalcanti começa na Fundação Renova

Klester Cavalcanti

Ele passa a coordenar a comunicação das ações sociais e ambientais nas áreas atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco

 

Klester Cavalcanti, que deixou em 18/8 a Direção de Redação do Diário do Pará, em que esteve por mais de dois anos, começou em 4/9 como coordenador de Comunicação na Fundação Renova, criada por Vale e BHP Billiton, acionistas da Samarco, para comandar as ações de reparação, restauração e reconstrução nas regiões atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 5 de novembro de 2015. Com passagens por Veja, Vip, Domingo (JB), Fut/A+ (Lance), IstoÉ Gente, Jornal da Tarde e Estadão, entre outras redações, é a primeira experiência dele na área de comunicação corporativa.

“É um desafio que me empolga, pois acredito em causas”, diz Klester. “Ainda que estivesse contratado por uma redação, meu trabalho autoral sempre foi majoritariamente focado em questões sociais e ambientais. Espero olhar para trás daqui a quatro ou cinco anos e ter orgulho do resultado dessa empreitada que estou iniciando”. Embora deva viajar com frequência, ele fica baseado na sede da Fundação, em Belo Horizonte, onde comanda uma equipe de perto de 30 profissionais. O contato dele é klester.cavalcanti@fundacaorenova.org.

Nascido em Recife e formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, Klester viveu e trabalhou em Belém entre 1998 e 2000, como correspondente da revista Veja para a Amazônia. A experiência resultou no livro Direto da selva: as aventuras de um repórter na Amazônia. Depois viriam Viúvas da terra (Jabuti de 2005), em que denuncia o extermínio de trabalhadores rurais no Brasil; O nome da morte (2006), que conta a história do assassino de aluguel Júlio Santana; Dias de inferno na Síria (2012), que narra a prisão dele na Síria, onde esteve para fazer uma reportagem sobre a guerra e foi detido pelo exército daquele país; e A dama da liberdade (2015), com a história da auditora fiscal do trabalho Marinalva Dantas, que libertou 2.354 trabalhadores escravos no Brasil em pleno século 21.

“Assinei contrato com a Paris Filmes e fiz o roteiro de cinema de A dama da liberdade”, conta Klester. “Fernando Meirelles, que assina o prefácio do livro, é o produtor executivo de O nome da morte, que vai participar do Festival de Cinema do Rio, agora em outubro, pela TV Zero; vou aproveitar para relançar o livro. E fechei um outro roteiro com essa produtora, sobre uma história real que apurei e eles gostaram. Estava me preparando para dedicar mais tempo a esse trabalho de roteirização, que tenho feito nos últimos anos, quando chegou a proposta da Renova”.

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