Demitidos protestam em frente da gráfica da Editora Abril

Com faixas e cartazes, demitidos e freelancers dispensados bloquearam os portões da gráfica para exigir o pagamento imediato da dívida trabalhista. Foto: Paulo Zocchi/SJSP

Jornalistas, administrativos, gráficos e distribuidores demitidos e freelances dispensados pela Abril em agosto fizeram manifestação em frente à gráfica da editora na última sexta-feira (23/11), contra o não pagamento das verbas rescisórias pela empresa. O protesto visa a manter a pressão para que a Abril pague o que deve. Após três meses de recuperação judicial, os demitidos continuam sem receber as verbas rescisórias e a multa de 40% do Fundo de Garantia, assim como os freelances dispensados sem o recebimento dos serviços prestados.

Apresentado no último 22 de outubro, o plano de recuperação judicial da empresa, que ainda depende de aprovação dos credores, gerou revolta nos trabalhadores e trabalhadoras demitidos, pois, dependendo do valor da dívida, a quitação do débito pode demorar até 18 anos, além do deságio no valor. Para debater as próximas ações para pressionar a editora, os demitidos e dispensados se reúnem em assembleia nesta terça-feira (27/11), no Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, Comunicação e Serviços Gráficos de São Paulo e Região-STIG (rua da Figueira, 233 – Brás). A assembleia está prevista para às 11h, mas o horário ainda será confirmado.

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