CPJ mostra aumento dos riscos às jornalistas nos EUA e Canadá

Lucy Westcott

Recente pesquisa promovida pela jornalista norte-americana Lucy Westcott para o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) apontou um aumento na insegurança das profissionais de redação nos Estados Unidos e Canadá. Segundo o levantamento, 85% das entrevistadas acreditam que a atividade ficou menos segura para as mulheres nos últimos cinco anos.

Dentre os principais problemas relatados, o assédio online foi o mais preocupante, sendo citado por 90% das entrevistadas nos Estados Unidos e 71% no Canadá. Os casos mais comuns envolvem mensagens de leitores com ameaças de estupro ou violência física contra as profissionais e seus familiares.

Com base nas conclusões da pesquisa, o CPJ está publicando guias com orientações de segurança sobre como se proteger no ambiente digital, incluindo maneiras de remover informações pessoais da internet, informações para jornalistas que trabalham sozinhas e conselhos sobre como proteger sua saúde mental em caso de ataque online.

“Muitas entrevistadas disseram que queriam que seus colegas e gestores entendessem o impacto do assédio”, explica Lucy. Ela destaca que, entre as declarações enviadas pelas entrevistadas, estão relatos como “as ameaças nos seguem até em casa” ou “gostaria que meus colegas de trabalho soubessem o quão predominante é esse problema — que apenas ser mulher na internet faz de você um alvo”.

A pesquisa ouviu 115 mulheres com experiência profissional que varia entre seis meses e 37 anos de carreira. Confira a íntegra, em inglês.

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