A partir da ideia de que é preciso conhecer a História para entender o presente, Era uma vez… Brasil reconstituirá os caminhos da corte portuguesa antes de sua fuga para o Rio Publicado em 2008 e narrado em linguagem acessível, 1808, livro de Laurentino Gomes que aborda a chegada da família de dom João VI ao Rio de Janeiro, tornou-se um fenômeno editorial e, este ano, ganha nova dimensão ao pautar um programa cultural. O projeto Era uma Vez… Brasil, idealizado pela Origem Produções, envolverá dez mil alunos dos oitavo e nono anos da rede pública municipal das cidades de São Paulo, Novo Horizonte (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro e Belo Jardim (PE) para discutir e realizar diversas ações relacionadas àquele turbulento período da história brasileira. Lançado em 15/3, o programa terá duração de nove meses e trará atividades de capacitação do corpo docente, oficinas de pesquisa, leitura, produção de histórias em quadrinhos e vídeos. Além disso, os melhores colocados durante o processo terão a oportunidade de realizar um intercâmbio cultural em Lisboa, Portugal. Por dez dias, 100 estudantes percorrerão os lugares frequentados pela corte portuguesa com a curadoria do próprio Laurentino. Para ele, será um momento valioso para os estudantes entenderem a atual conjuntura política e social do País: “Para entender a sociedade brasileira que temos hoje é preciso observar o momento da fundação nacional, o nosso DNA, o nosso código genético. São características que permanecem, apesar de todas as transformações pelas quais o Brasil passou”. Segundo Laurentino, a escolha da obra como tema do intercâmbio é oportuna, já que 1808 pode ser considerado o momento da invenção do Brasil como nação independente. Durante 300 anos, diz, o Brasil foi uma grande fazenda extrativista de Portugal, um lugar dominado pelo latifúndio, pelo analfabetismo e pela escravidão. As inscrições para participar do projeto em São Paulo estarão abertas até o dia 15 de abril, para estudantes das escolas parceiras indicadas pelas secretarias de Educação de cada cidade. O regulamento está disponível no site oficial.
Mauro Beting é o novo blogueiro do UOL
Mauro Beting é o novo blogueiro do UOL. Na plataforma, Mauro também apresenta conteúdo em diferentes formatos, como vídeos e podcasts. Um dos mais conceituados jornalistas esportivos do Brasil, com 25 anos de carreira, Beting também é comentarista da Fox Sports e da Rádio Jovem Pan, e assina uma coluna na revista Playboy.
Valor Econômico muda caderno EU&
Num comunicado aos leitores publicado na página A3 da edição de 14/3, o Valor Econômico informou mudanças no caderno EU&. O tabloide continua às sextas-feiras, incorporando a parte de Cultura. De lá saíram dois profissionais, entre eles Cyro Franklin de Andrade. Parte do que era dado em Investimentos passou para Finanças, para onde seguiram a editora Alessandra Belotto e a repórter Luciana Seabra; outro repórter foi deslocado para a área de internacional do Mesão do Valor PRO. A editoria de Carreiras passou a ser publicada, nos mesmos dias (quinta e segunda-feira), no caderno Empresas; ali, uma pessoa foi demitida. O Portal dos Jornalistas apurou que os cortes na Redação, e na área de Arte, no mesão do Valor PRO, devem somar meia dúzia de profissionais. E que nessa terça-feira (22/3) saiu a correspondente de São José dos Campos, Virginia Silveira.
O dia em que a PF bateu à porta de Luciana Amaral, do Estadão
Gerou rebuliço nas redes sociais relato da repórter Luciana Amaral publicado nessa terça-feira (22/3) na versão online do Estadão. No texto, ela conta da visita que recebera naquela manhã: três agentes da PF (e “nenhum japonês”) com mandado de busca e apreensão para o endereço da repórter. “Sem saber como agir ou se aquilo era realidade, interfonei para o porteiro. Em resposta, ouvi: ‘É verdade. É a PF. Você vai ter que abrir’”, diz Luciana. Leia na íntegra.
Fátima Turci é a Personalidade da Comunicação 2016
Iniciativa da Mega Brasil, premiação está marcada para 19 de maio, no Maksoud Plaza, em São Paulo, no encerramento do 19º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa Pelo terceiro ano consecutivo, o Prêmio Personalidade da Comunicação vai para uma mulher, Fátima Turci, que recentemente completou 40 anos de Jornalismo e em maio celebrará 15 anos à frente do programa de entrevistas Economia & Negócios, nascido na Rede Mulher e que depois ganhou a tela da Record News, onde está até hoje. Só ali, foram mais de quatro mil entrevistas com empresários e os mais diversos atores da cena econômica brasileira e internacional. Fátima sucede a Vera Brandimarte, do Valor Econômico, que recebeu o prêmio em 2015; e a Miriam Leitão, do Grupo Globo (O Globo, TV Globo, Globo News e CBN), vencedora de 2014. Antes delas, uma única mulher havia sido premiada, Vera Giangrande, em 2000. Nos demais anos, os vencedores foram todos homens: José Hamilton Ribeiro (1999), Miguel Jorge (2001), Paulo Nassar e Alberto Dines (2002), Gaudêncio Torquato e Mino Carta (2003), Ruy Mesquita Filho (2004), Roberto Civita (2005), Octavio Frias de Oliveira (2006), Johnny Saad (2007), Audálio Dantas e Maurício Azêdo (2008), Nelson Sirotsky (2009) José Marques de Melo (2010), J. Hawilla (2011), Antonio Augusto Amaral de Carvalho, Tuta (2012) e Caco Alzugaray e Domingo Alzugaray (2013). Segundo Eduardo Ribeiro e Marco Rossi, diretores da Mega Brasil e idealizadores do prêmio, esse é um reconhecimento pelo conjunto do trabalho que Fátima realizou nos três períodos que marcaram sua carreira: primeiro como repórter, editora e gestora de veículos de comunicação; depois como executiva de comunicação corporativa e dona de agência de comunicação; e finalmente como apresentadora e entrevistadora de um dos mais longevos e tradicionais programas de economia e negócios da televisão brasileira. “Nesses três ciclos”, diz Eduardo, que também é diretor deste Portal dos Jornalistas, “Fátima sempre manteve uma estreita ligação com o jornalismo e com o universo da comunicação corporativa, inovando, criando novos produtos e projetos, assessorando alguns dos mais importantes empresários brasileiros. Por onde passou deixou sua marca e portas abertas e não é sem razão que seu nome é quase uma unanimidade entre os profissionais da comunicação corporativa, tal o respeito e a abertura que sempre manteve com todos”. De foca a âncora, uma trajetória de sucesso Fátima Turci começou no Jornalismo em 1975, como foca do Última Hora, em São Paulo, quando ainda estava no segundo ano da faculdade. Mesmo antes de se formar, assumiu um segundo emprego, no DCI/Shopping News, e durante muitos anos a dupla – e mesmo tripla – jornada seria sua marca registrada. Sobre a ida para o jornalismo de economia, ela mesma conta: “No penúltimo ano da faculdade, meu então professor Miguel Jorge saía do Jornal da Tarde para assumir O Estado de S. Paulo. A conversa foi simples: eu faria cadernos especiais comandados por Moacyr Castro, desde aniversário do jornal até comemoração de imigrações, e se desse certo ficaria. Deu. Eu pedi para fazer qualquer coisa menos polícia e economia. E ele selou o meu destino: fui para uma editoria absolutamente masculina, ouvindo frases desencorajadoras dos colegas. Dois amigos já falecidos me ajudaram muito (Everton Capri Freire, revendo meus textos, e o chefe da seção Robert Appy, designando pautas com personalidades importantes, como Mario Henrique Simonsen, Delfim Netto, presidentes de entidades de classe). Foram oito anos: de 1978 a 1986, de total mergulho na cena econômica do País, cobrindo basicamente o mundo empresarial, com grandes líderes que influenciavam diretamente o cenário político”. Em paralelo a atividade de repórter, a primeira experiência que teve em assessoria de imprensa foi em 1984, no Sindipeças, com o empresário Pedro Eberhardt, o que implicou abandonar a cobertura do setor automobilístico no Estadão e iniciar a primeira coluna de propaganda e marketing no jornal. “Essa exposição”, diz ela, “abriu caminho para a mudança para o Jornal do Brasil, em março de 1986, exatamente no dia do anúncio do Plano Cruzado: fechei dois cadernos de economia praticamente ao mesmo tempo – no final de semana no Estadão e na segunda-feira no JB”. Fátima passou depois por Hill & Knowlton e Pão de Açúcar, voltou ao JB por alguns meses e em seguida foi convidada a regressar ao Grupo Estado, para ajudar na reestruturação da Agência Estado. São desse período a criação de produtos revolucionários para os padrões jornalísticos de então, como Newspaper, Faxpaper e Broadcast. Em 1993, iniciando um novo ciclo profissional, entrou na Casa da Notícia, como sócia de Nereu Leme e Antonio Salvador Silva, tendo então o apoio direto de empresários como Pedro Ebehardt, Sergio Reze, Mario Adler e Eugenio Staub. Dois anos depois, ao lado de Salvador, montou a Casa da Imprensa, em que ficou até 2001. Saiu para cumprir uma sina que lhe fora cantada em 1996, por Marco Antonio Coelho: “Você é bicho de tevê”, disse ele, ao vê-la no piloto do que viria a ser o programa Mercado Capital, na CNT/Gazeta, que então contava também com Ricardo Kotscho, como diretor de Jornalismo. Ainda experimentou temporariamente no mesmo veículo uma participação como comentarista de Economia do Business. Em 2001, ao aceitar o convite da então Rede Mulher, iria de fato virar bicho de tevê. Está lá – na verdade na sucessora, a Record News – até hoje.
Estadão terá três novos colunistas em abril e retomará a tradicional Coluna do Estadão em maio
Ainda por lá, registro para a transferência da Rádio Estadão para o 6º andar da sede, concluindo a integração de todas as Redações do Grupo O Estadão estreia em abril três novos colunistas: Fábio Alves, do Broadcast, que escreverá sobre mercado financeiro; Fernando Dantas, do Broadcast Rio de Janeiro e que também integra os quadros da FGV e do Ibri; e a economista Mônica de Bolle, que escreverá diretamente de Washington. Semanais, as colunas sairão no caderno Economia&Negócios. O jornal também acertou com Eliane Cantanhêde que, a partir de abril, a coluna dela das quartas-feiras seja publicada às terças, mantendo inalteradas as de sexta e domingo. Em conversa com o Portal dos Jornalistas, o diretor de Jornalismo João Caminoto confirmou ainda que a Coluna do Estadão, que será pilotada em dobradinha por Marcelo Moraes, de São Paulo, e Andreza Matais, de Brasília, tem estreia marcada para o final de abril ou início de maio: “Voltaremos a ter um espaço especial para informações de bastidores, recuperando uma coluna que marcou época e que teve jornalistas excepcionais em seu comando. Como acontecerá agora, com Marcelo e Andreza”. Segundo ele, o jornal também quer ter algumas de suas grifes mais presentes na plataforma digital. São os casos de Celso Ming e Dora Kramer, que passarão a ter blogs, e de Sônia Racy, que já começou a postar várias notinhas de sua coluna ao longo do dia, quintuplicando a audiência no digital. Outra novidade é a recente mudança da equipe editorial da Rádio Estadão para o 6º andar do prédio do Bairro do Limão. Ela ocupa uma área ao lado da Agência Estado, com destaque para o estúdio, praticamente passagem obrigatória de todos os que circulam pelas Redações do Grupo Estado. “Com a mudança”, diz Caminoto, “passamos a ter todas as Redações do Grupo integradas, com um importante ganho de sinergia para as quatro (Estadão, Agência, Broadcast e rádio)”. Em Brasília, uma das novidades é a implantação da TV Estadão, já em montagem, que deverá estrear em maio. A ideia é produzir e gerar, com a própria equipe do jornal, entrevistas com políticos e autoridades do governo a partir dos estúdios da emissora.
Após correção nos pontos, Amaury Ribeiro Jr retorna à lista dos +Premiados da História
Um erro na somatória final dos pontos dos +Premiados Jornalistas da História acabou por deixar de fora da lista de 2015 o repórter investigativo Amaury Ribeiro Júnior. Dos 370 pontos que ele conquistou por prêmios em sua carreira, apenas 50 foram computados no levantamento. Com a correção, Amaury – detentor de três prêmios Esso, dois Embratel, Vladimir Herzog e Líbero Badaró, e um AMB – terminou 2015 na 29ª posição da História, ao lado de Fábio Almeida e Leonêncio Nossa.
Tatiana Vasconcellos estreia no comando do BandNews em Alta Frequência
Tatiana Vasconcellos estreou nessa segunda-feira (21/3) no comando do BandNews em Alta Frequência, que vai ao ar pela emissora FM de segunda a sexta-feira, das 16h às 19 horas. “Vamos aumentar bastante a interação com os ouvintes nas redes sociais com a hashtag #ToEmAlta”, disse ela. “Também transmitiremos trechos do programa pelo aplicativo Periscope”. Na rádio desde 2006, Tatiana ancorou por seis anos o noticiário matutino, ao lado de Ricardo Boechat e Eduardo Barão, e o programa de notícias BandNews no Meio do Dia, nos últimos três. Também esteve à frente do quadro Tem mulher na área, sobre futebol, e assinou por três anos uma coluna sobre cinema. Atualmente também é responsável pela coluna Toca BandNews, com o produtor musical João Marcelo Bôscoli.
TV Brasil critica TVE/RS por retirar telejornal do ar
Emissora gaúcha diz que alterou a grade por considerar que a federal atua como “chapa branca” A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) emitiu nota nessa segunda-feira (21/3) contestando a afirmação de Isara Marques, presidente da TVE do Rio Grande do Sul, que, em entrevista à Rádio Guaíba no último dia 17, explicou por que vetara a transmissão do telejornal Repórter Brasil Tarde, produzido pela TV Brasil (que pertence à EBC). Na entrevista, Isara afirmou que a TV Brasil deixou de atuar como tevê pública para ser “uma tevê do governo”. E explicou que optou pelo telejornal Jornal da Cultura Primeira Edição, da TV Cultura, de São Paulo, “porque está dando Jornalismo, a TV Brasil não. Eu resolvi equilibrar, senão viraríamos ‘chapa branca’ do Governo Federal”. No comunicado, a EBC reclamou que a TVE não enviou, em nenhum momento, qualquer consideração ou contestação sobre os assuntos pautados pela equipe de Jornalismo da empresa, nem em relação à forma de abordagem. A EBC alegou ainda que a TVE foi a única das 45 emissoras que retransmitem o conteúdo da TV Brasil a tirar o telejornal do ar na quinta-feira, 17. Nessa data, a imprensa repercutia a divulgação dos áudios do ex-presidente Lula. Na manhã dessa terça-feira (22/3), em reposta ao comunicado da EBC, Isara declarou que, “em respeito à boa informação e ao princípio do contraditório”, a TVE mantém uma boa relação de parceria com a Empresa Brasileira de Comunicação, “porém, preza pela defesa de sua autonomia e independência em relação à empresa e demais parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública”. Segundo ela, a TVE discorda da linha editorial adotada recentemente pelo Jornalismo da EBC e retirou o telejornal da grade de programação “em perfeita sintonia com os termos pactuados entre a TVE e EBC”. A emissora manteve a edição noturna do telejornal Repórter Brasil “em respeito ao contrato firmado em 2011, que condiciona o horário noturno para retransmissão da Rede TV Brasil”. “A Fundação Piratini, mantenedora da TVE/RS e da Rádio FM Cultura, pela outorga educativa que norteia sua programação, reserva a sua prerrogativa de retransmitir, ou não, conteúdos que, entende, se desassociam aos princípios norteadores das tevês educativas”, informou Isara. (Com informações do Coletiva.net)
Empiricus compra 50% do Antagonista
Consultoria também faz aporte para viabilizar O Financista
A Empiricus, consultoria de economia e finanças independente baseada em São Paulo, anunciou em 16/3 ter adquirido 50% do site Antagonista, de Diogo Mainardi e Mario Sabino.
Em mensagem na própria página da consultoria, os sócios Caio Mesquita, Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden informam ter sido ela a primeira anunciante do site, em janeiro de 2015, mas que, um ano depois, os cinco milhões de usuários únicos por mês e as 140 milhões de páginas visualizadas nos últimos 30 dias os obrigaram a refazer as contas: “Paramos de torcer, passamos a investir”.
Embora sem informar o valor da transação, eles dizem que o intuito é fazer o Antagonista crescer e que a independência editorial dele será preservada: “Diogo e Mario continuam a escrever tudo aquilo que apuram, pensam e indispensam. E nós, curiosos, continuamos a ler”.
Também anunciam contratações e novas tecnologias, além de uma parceria com o site O Financista, numa espécie de aposta no jornalismo alternativo à mídia tradicional: “O que ganharemos em troca? A Empiricus quer ampliar o número de assinantes por meio de anúncios no site. Simples, e com a vantagem de já sabermos que funciona”.
Segundo a consultoria, O Financista “é uma empresa de jornalismo tocada por 11 pessoas. Fornecerá conteúdo de economia, negócios e finanças pessoais, além de cotações de Bovespa e BM&F. Tanto o site quanto o aplicativo serão abertos ao público, sem nenhum tipo de cobrança. Diferentemente da Empiricus, O Financista não vai atuar no mercado de análises financeiras, nem venderá assinaturas de relatórios”.
Integram a equipe Conrado Mazzoni, Renato Santiago, Eduardo Guimarães, Gustavo Kahil, Marcelo Ribeiro, Marcio Juliboni, Renzo Fedri, Thais Folego e Weruska Goeking.







