A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) está com inscrições abertas até 11/12 para a bolsa Liberdade de Expressão Orlando Sierra. Os candidatos devem ser cidadãos de um Estado membro da OEA e falar espanhol e inglês. Outros requisitos e a documentação necessária estão disponíveis no site de inscrição. A bolsa tem início em 15 de fevereiro e duração de 11 meses, em Washington, nos Estados Unidos. O objetivo da entidade é que os bolsistas colaborem no monitoramento sobre liberdade de expressão nas Américas. Orlando Sierra Hernández, que dá nome à bolsa, foi diretor-adjunto do diário La Patria, em Manizales (Colômbia), e escrevia uma coluna dominical chamada Punto de Encuentro, na qual criticava a política e a corrupção. Ele foi baleado na frente do prédio do jornal em 30 de janeiro de 2002 quando chegava para trabalhar com sua filha. Vários de seus colegas criaram o Projeto Manizales para investigar sua morte.
Grupo RBS apresenta time de jornalismo investigativo
Inspirado no modelo consagrado pela equipe Spotlight, do jornal americano Boston Globe, cuja história venceu o Oscar de Melhor Filme de 2016, o Grupo RBS lançou em 2/12 o Grupo de Investigação (GDI). A estruturação do GDI sinaliza o reforço do investimento do Grupo RBS no jornalismo investigativo, que demanda longos períodos de apuração e recursos para revelar informações que tenham alto impacto econômico, político e social. “O jornalismo investigativo é fundamental para a sociedade, especialmente em uma era em que as desinformações circulam em larga escala pelas redes sociais”, observa o vice-presidente Editorial do Grupo RBS Marcelo Rech. “O Grupo RBS tem uma tradição de décadas em reportagem investigativa e agora, com a criação do GDI, reafirma, em mais um grande passo, seu propósito de informar para transformar positivamente a sociedade”. O time é formado por nove repórteres e um editor, todos profissionais com experiência em investigação jornalística: os repórteres de Zero Hora Adriana Irion, Carlos Rollsing, Humberto Trezzi e José Luís Costa; Jeniffer Gularte, do Diário Gaúcho; Cid Martins, da Rádio Gaúcha; e Giovani Grizotti, Jonas Campos e Fábio Almeida, da RBS TV. O grupo mescla perfis complementares, unindo repórteres com larga experiência em jornalismo de dados, outros que dominam as técnicas da infiltração jornalística, outros focados em fontes na área política e profissionais com maior trânsito na área policial. “A ideia é que, desse grupo diversificado, nasçam grandes investigações jornalísticas, com apurações minuciosas sobre assuntos relevantes para o nosso público, sempre pautados pela ética e voltados para o nosso papel de cobrar soluções e respostas”, diz o editor do GDI Carlos Etchichury. A primeira série de reportagens produzida pelo grupo foi publicada nesta segunda-feira (5/12), sobre o descontrole no uso de agrotóxicos em frutas e hortaliças comercializados na Centrais de Abastecimento do Estado do Rio Grande do Sul. Denúncias e sugestões de pauta podem ser enviadas para a equipe pelo [email protected].
Levantamento inédito identifica 1.061 agências de comunicação no Brasil
A Mega Brasil acaba de concluir o mais completo levantamento do segmento das agências de comunicação já realizado no Brasil. Ele identificou um total de 1.061 empresas em todo o País, de micro a grandes agências, além de 76 filiais, totalizando 1.137 endereços. Segundo Eduardo Ribeiro, coordenador do levantamento, o trabalho servirá de base para a Pesquisa com Agências de Comunicação que a Mega Brasil realizará em janeiro e fevereiro com vistas à montagem do Ranking das Agências de Comunicação e dos indicadores econômicos da atividade, ambos publicados no Anuário da Comunicação Corporativa, versões impressa e digital: “Vamos dirigir mensagens e apelos a todas essas agências para que consigamos, com o apoio delas, produzir a mais completa radiografia já feita dessa atividade no País. Nunca se havia conseguido identificar uma base tão significativa de empresas, o que nos anima a empenhar todos os esforços na produção de um levantamento tão completo quanto inédito desse segmento”. O trabalho também tem um desdobramento, como explica Eduardo: “Ele vem sendo preparado desde janeiro de 2016 e com isso foi possível também produzir o mais completo Guia de Agências de Comunicação do País, que já está disponível na versão digital do Anuário da Mega Brasil”. Para ele, esse número é ainda maior, pois há muitas agências que continuam invisíveis ao radar do mercado: “Temos pesquisado muito, seja acompanhando o noticiário da área, entrando no Google, estabelecendo contatos com entidades do setor, usando nossos próprios canais de relacionamento (publicações, eventos, trocas de mensagens etc.). Mas a verdade é que há muitas empresas à margem desse universo institucional e chegar a elas é o próximo desafio. Creio que com a continuidade desse levantamento chegaremos a pelo menos 1.500 agências em atividade no País. Importante frisar que nesse universo não estão incluídos os profissionais PJ, que atuam como pessoa física embora mantenham empresas abertas. Distribuição geográfica – São Paulo lidera o levantamento, com 682 agências de comunicação, 552 delas na capital e outras 130 no restante do Estado (litoral, região do ABCD e interior). Nesse total estão incluídas 32 filiais (18 na capital). Vêm a seguir os estados do Rio de Janeiro, com 118 agências (20 filiais) e Minas Gerais, com 61 agências (duas filiais). O quadro completo de agências de comunicação no Brasil, segundo o levantamento da Mega Brasil, é o seguinte: 1º) São Paulo – 682 agências (32 filiais), 2º) Rio de Janeiro – 118 (20 filiais), 3º) Minas Gerais – 61 (duas filiais) 4º) Rio Grande do Sul – 48 (três filiais), 5º) Paraná – 37 (uma filial), 6º) Distrito Federal – 30 (11 filiais), 6º) Santa Catarina – 29 (uma filial), 7º) Bahia – 28 (uma filial), 8º) Pernambuco – 20 (uma filial), 9º) Espírito Santo – 13, 10º Goiás – 11 (duas filiais), 11º Ceará (uma filial) e Pará – 10, 12º) Rio Grande do Norte – 8, 13º Mato Grosso – 7, 14º) Amazonas – 5, 15º) Maranhão – 4, 16º) Mato Grosso do Sul, Paraíba e Sergipe (uma filial) – 3, 17º) Alagoas e Roraima – 2, e 18º) Acre, Amapá e Piauí – 1. Por região, a distribuição é a seguinte: Sudeste – 874 agências (54 filiais), Sul – 114 (cinco filiais), Nordeste – 75 (quatro filiais), Centro-Oeste – 51 (13 filiais) e Norte – 23. Outras Informações com Eduardo Ribeiro ([email protected]).
Miriam Leitão lança seu quarto livro infantil em São Paulo
Miriam Leitão lança na tarde domingo (4/12), em São Paulo, seu quarto livro infantil O estranho caso do sono perdido. A história, que começou a ser escrita há três anos, surgiu durante um diálogo de Miriam com a neta Mariana, filha de seu filho e também jornalista Matheus Leitão. Cansada por conta de uma intensa agenda de viagens e reuniões, e com dificuldades para pegar no sono, a jornalista procurava um remédio para dormir, quando ouviu da menina: “Vovó, por que você não consegue dormir com seu próprio sono?” “Achei a pergunta genial, sabia que já tinha o gancho para uma história. Então comecei a criar todo o contexto”, disse Miriam a O Globo. “É o livro mais ficcional que escrevi e acho que a falta de sono acomete muita gente. É o mal do século”. O lançamento na capital paulista será na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena), das 16h às 19 horas.
Pela sobrevivência do Jornal Pessoal, de Lúcio Flávio Pinto
Paraense de Santarém, sociólogo pela USP, vencedor de dezenas de prêmios, incluindo Internacional Press Freedom Award, Colombe d’Oro per la Pace, Esso e Herzog. Desde 1987, o dono dessas credenciais – Lúcio Flávio Pinto – edita seu Jornal Pessoal, em Belém (PA), que agora busca ajuda para sobreviver. Na publicação conta apenas com a ajuda do irmão, Luiz Pinto, com ilustrações e edição; e de seu público, que compra o pequeno gigante jornal quinzenalmente nas bancas. Mas esse dinheiro há muito não suporta os (ainda que módicos) custos da operação do Jornal Pessoal: em torno de R$ 6 mil por edição. Com isso, o mais longevo veículo alternativo da imprensa contemporânea do Brasil provoca também um imenso sacrifício pessoal a Lúcio – de empréstimos a vários processos judiciais (quatro deles ainda em curso), passando por ameaças e agressões. Uma conta que não fecha. Na tentativa de equilibrá-la, ele lançou uma campanha de financiamento coletivo, via Kickante. A meta de R$ 160 mil garante por dois anos um sopro de vida ao guerreiro da Amazônia. Do contrário, o Jornal Pessoal encerrará suas atividades no início de 2017. E aí, vamos ajudar?
Marcus Lauria reforça equipe de CarPoint News e Revista Torque
Novidade na redação do site CarPoint News e da Revista Torque, ambos editados por Marcus Lauria. As publicações passaram a contar a partir de 1º/12 com reportagens de Priscila Alves, que chegou para cobrir prioritariamente eventos do setor. “Como a demanda de textos, fechamentos e testes está alta, além de alguns trabalhos paralelos, eu e o editor de testes Marcelo Silva estamos sem muito tempo para viajar, então resolvemos contar com o apoio da Priscila”, destacou Marcus. Já nos dois primeiros dias de trabalho ela cobriu um evento da MAN Latin America, em São Paulo. “Sempre me interessei por carros e grande parte desse interesse, é claro, deve-se ao fato de ter convivido com alguns aficionados que me passaram um pouco dessa paixão; já o restante foi pela própria direção em si”, explica Priscila. “Se há uma sensação de que não me esqueço é a da primeira vez que dirigi. Agora, por algumas coincidências da vida, deparei-me com a oportunidade de conhecer melhor o mundo automotivo. Espero que possa contribuir e me encantar ainda mais”. Além dela e de Marcelo, a equipe conta com o apoio do estagiário Yuri Ravitz. Os contatos para eventos e empréstimos de veículos continuam sendo [email protected] e [email protected].
Justiça determina quebra de sigilo telefônico da jornalista Andreza Matais
O juiz Rubens Pedreiro Lopes, do Departamento de Inquéritos Policiais de São Paulo, determinou a quebra do sigilo de dados telefônicos da jornalista Andreza Matais, editora da Coluna do Estadão. De acordo com o jornal, a decisão foi tomada em 8/11 e mantida em sigilo. A determinação autoriza o acesso da Polícia Civil aos registros de três linhas de celular, um deles em nome da Folha de S.Paulo. “A jornalista não é suspeita de crime. O objetivo é identificar a fonte de uma série de reportagens de sua autoria, publicada em 2012 pelo jornal Folha de S.Paulo”, diz o Estadão. Ainda segundo o jornal, a investigação que originou a quebra do sigilo foi aberta a pedido do ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Simões Toledo, citado em reportagem que revelou uma sindicância para investigar movimentação atípica de R$ 1 milhão identificada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No processo, Andreza alegou que não iria se manifestar para preservar o sigilo da fonte. A Abraji condenou a decisão em nota publicada nessa quarta-feira (30/11): “É com indignação que a Abraji vem, mais uma vez, lembrar a membros da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional (Art. 5º, inciso XIV) e não pode ser violado. A Abraji repudia a decisão de Lopes e roga à Justiça que a reverta, cumprindo a Constituição Federal e observando o Estado democrático de direito em que o País ainda vive”. Em nota assinada pelo presidente Domingos Meirelles, também a ABI repudiou a decisão do juiz: “Não se pode tolerar a vivificação de velhos mecanismos de controle da expressão do pensamento adotados durante a ditadura militar. A carta de 1988 assegura que o sigilo da fonte não pode ser violado sob qualquer pretexto”.
Melhora o estado de saúde de Rafael Henzel
É boa a recuperação de Rafael Henzel, único jornalista sobrevivente à tragédia com voo da Chapecoense, em Medellín (Colômbia). Henzel segue internado e ainda hoje deve receber a visita de parentes. Repórter da Rádio Oeste de Chapecó, ele viajava com o time da Chapecoense para cobrir a primeira final internacional do clube. O acidente aéreo resultou em 71 vítimas fatais, sendo 22 jornalistas.
Aos Fatos publica diretrizes para checagem em redes sociais
Africa Check, Agência Lupa, Agência Pública – Truco, Aos Fatos, Colombiacheck, Chequeado, Dogruluk Payi, FactCheck.org, FactCheckNI, Full Fact, Istinomer, Istinomjer, Observador, OjoPúblico, Pagella Politica, PolitiFact, South Asia Check, TheJournal.ie FactCheck, The Washington Post Fact Checker e Turkey and Facts são as agências de checagem que assinaram carta endereçada a Mark Zuckerbeg, CEO do Facebook, em defesa da adoção de critérios claros para identificar notícias falsas na rede social. Baseado nas premissas do documento assinado em conjunto, o site Aos Fatos publicou seis diretrizes básicas para auxiliar “quem duvida e, sobretudo, quem não questiona o que é distribuído nas redes”. Na lista estão buscar fontes confiáveis, questionar, certificar-se de que no texto há referências, prestar atenção à linguagem, ver se o texto é assinado e se é possível contatar o veículo e observar que redes sociais são um começo, mas não a melhor fonte. Veja a íntegra.






