Cláudio Lessa, diretor executivo da Secretaria de Comunicação Social da Câmara dos Deputados, foi exonerado do cargo em 21 de junho. O substituto dele é o servidor de carreira Silvério Rios, que era diretor da TV Câmara. A despeito das informações que correram na web durante o dia – de que o presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão, teria demitido Lessa por este ter interrompido as sessões da Câmara para transmitir ao vivo, com equipe in loco, a entrevista coletiva do presidente afastado Eduardo Cunha, na manhã e parte da tarde –, o Portal dos Jornalistas apurou que ele havia sido informado da demissão antes de sair de férias, mas a medida só foi formalmente confirmada nesta terça-feira.
Abertas as inscrições para o 4º Prêmio ABEAR de Jornalismo
São R$ 48 mil para reportagens sobre o setor aéreo A Associação Brasileira das Empresas Aéreas – ABEAR, que reúne as empresas Avianca, Azul, Gol e Latam, abriu a quarta edição do seu prêmio de jornalismo no último dia 15. O propósito dele é estimular a elaboração e reconhecer o valor de matérias jornalísticas dedicadas ao setor, importante para a economia e a vida das pessoas, uma vez que as empresas aéreas brasileiras transportam mais de 100 milhões de passageiros todos os anos. O concurso contemplará quatro categorias temáticas – Cargas; Competitividade; Experiência de Voo; e Inovação e Sustentabilidade –, uma categoria para a imprensa setorizada e um prêmio especial destinado à mídia regional, de todas as plataformas (jornal, revista, internet, rádio ou televisão). Cada um dos vencedores receberá R$ 6 mil. Haverá ainda o Grande Prêmio ABEAR para a melhor entre todas as matérias finalistas, que receberá R$ 12 mil. O processo de avaliação será dividido em duas etapas: uma de seleção dos trabalhos, que indicará os finalistas, e outra de premiação, que escolherá os vencedores. Os trabalhos poderão ser enviados até 21 de setembro. Os detalhes do regulamento estão no site do prêmio.
Leonardo Attuch, do Brasil 247, depõe na Lava Jato
O diretor do site Brasil 247 Leonardo Attuch depôs na manhã desta quinta-feira (23/6) na sede da Polícia Federal, em São Paulo. Inicialmente, alguns veículos de comunicação chegaram a afirmar que ele teria sido levado em condução coercitiva, como parte da 31a fase da Operação Lava Jato, batizada de Custo Brasil.
A informação, no entanto, foi retificada pelo Brasil 247, que informou que seu diretor foi, na verdade, convidado a depor: “Na manhã desta quinta-feira 23, o jornalista Leonardo Attuch, editor responsável do Brasil 247, foi convidado a prestar depoimento no âmbito da Operação Custo Brasil, um desdobramento da Operação Lava Jato A Editora 247 considera esta uma boa oportunidade para esclarecer quaisquer dúvidas relacionadas a sua atividade empresarial e jornalística. Não procede a informação divulgada de que o jornalista é alvo de mandado de condução coercitiva. Ele foi convidado a prestar depoimento judicial, o que será atendido de forma voluntária e espontânea. As solicitações da Polícia Federal estão todas sendo atendidas de forma voluntária. No caso da Editora 247, a dúvida diz respeito a um contrato realizado com a empresa Jamp Engenheiros Associados, que será plenamente esclarecido”.
O nome de Attuch foi relacionado à operação pela delação premiada de Milton Pascowitch, que o acusava de receber dinheiro em troca de apoio editorial do Brasil 247 ao PT.
Abertas inscrições para Focas do Estadão
Começam nesta quinta-feira (23/6) as inscrições para seleção do 27º Curso Estado de Jornalismo, um dos mais tradicionais programas de treinamento para jovens talentos do setor. De 12 de setembro a 9 de dezembro, os 30 focas selecionados terão aulas e palestras especiais, além de atuarem nas redações do Grupo Estado. O curso é gratuito e ocorre em São Paulo. Podem candidatar-se às vagas alunos de último ano de todas as faculdades de Jornalismo do País e jornalistas recém-formados (2014 e 2015). A primeira fase, online, segue até 31 de julho, pelo site vagas.com. Para participar do processo é preciso incluir o currículo na página e fazer as provas de conhecimentos gerais, português e inglês. Até 90 aprovados serão convocados para a segunda etapa de seleção, presencial, entre 22 e 25 de agosto. O resultado final sai em 28 de agosto.
Mario Cuesta devolve gestão do iG a Nuno Vasconcellos
Segundo fonte do Portal dos Jornalistas, ao contrário do que ele afirma, empresa não está saneada Mario Cuesta, gestor do iG, teve uma reunião com os funcionários nessa segunda-feira (20/6) e disse que estava deixando a empresa e passando o comando novamente para Nuno Vasconcellos, o proprietário. Segundo ele, a consultoria para a qual foi contratado havia acabado e a empresa estava saneada, com geração de caixa para pagar as contas e pronta para ser levada ao mercado pela equipe de publicidade. Segundo fonte do Portal dos Jornalistas que há anos acompanha de perto o dia a dia do portal, não é verdade que ele deixa a empresa saneada: “Funcionários demitidos no corte de outubro, que tiveram suas rescisões e os depósitos atrasados no FGTS parcelados em até dez meses, estão sem receber as parcelas desde dezembro. Fornecedores também têm recorrido à Justiça para tentar receber. Funcionários que deixaram a empresa nos últimos meses chegaram a ter o parcelamento em até 24 meses”. Cuesta conseguiu nos seus sete meses de iG dois contratos publicitários com o Governo de Geraldo Alckmin (um sobre o Aedes aegyti e outro sobre segurança no trânsito, ambos abarcados na editoria iG Vigilante). Mas, segundo a fonte do Portal dos Jornalistas, “os anúncios tradicionais não decolaram. Além disso, passou a cobrar pelos e-mails, que nos 16 anos de história do iG foram gratuitos. A estratégia impactou na audiência, que tem encolhido rapidamente desde fevereiro”. O problema mais recente, informa ainda, “é que ele saiu três dias depois de autorizar a demissão da estagiária de Entretenimento que foi assediada sexualmente pelo cantor Biel. Quando o portal publicou a denúncia, duas semanas antes, uma das editoras executivas garantiu que a estudante teria todo o suporte. Não só foi demitida como está arcando com a assistência jurídica contra o cantor. Ao mercado, a empresa diz que demitiu a estagiária porque optou por profissionais mais experientes. No entanto, o iG está contratando neste momento mais quatro estagiários, que recebem uma ajuda de custo de R$ 1 mil. Atualmente, a redação do iG tem 24 jornalistas formados e 17 estagiários (sendo que duas vagas estão em fase de seleção)”. Desde 17/6, quando a estagiária de Entretenimento foi demitida, houve uma determinação interna de Cuesta para que não sejam mais publicadas matérias sobre o caso Biel. “Tudo isso”, conclui a fonte do Portal dos Jornalistas, “desmonta a tese de que o iG aposta em profissionais mais experientes e por isso teria cortado a estudante do caso Biel (que durante as denúncias foi tratada pelo portal como jornalista já formada)”. Confira a seguir mais informações sobre esse caso. Mulheres jornalistas protestam contra demissão de repórter do iG vítima de assédio sexual… Apenas duas semanas após ter denunciado o cantor Biel por assédio sexual durante entrevista, a repórter estagiária do iG foi dispensada da empresa. O motivo, de acordo com comunicado interno que ganhou a rede, seria uma “seniorização” da redação. Deborah Bresser – ex-editora de Moda do portal – desabafou em seu blog: “Estão achando que a gente é imbecil? Fazfavô né? É inacreditável que o iG tenha feito isso. É um tiro no pé. Tudo o que a reputação do portal moribundo melhorou ao se declarar a favor do processo contra o cantorzinho caiu por terra. De quem partiu a ordem da demissão nunca saberemos. Veio do RH. Aham… me engana que eu gosto…”. Espontaneamente, jornalistas mulheres se uniram via redes sociais, criaram um canal no Youtube e lançaram a campanha #JornalistasContraoAssédio. Em vídeos curtos, assinados por dezenas de profissionais, manifestam seu apoio à jovem de 21 anos e resumem suas experiências de assédio no exercício da profissão. O mote é: “Mexeu com uma, mexeu com todas”.
Jornalistas do Correio Braziliense ameaçam parar novamente
Preocupados com o futuro do jornal, eles divulgam carta à sociedade Jornalistas do Correio Braziliense voltaram a se reunir em assembleia em 17/6 e aprovaram a possibilidade de nova paralisação em 1°/7 se o jornal não cumprir os compromissos firmados com os empregados. Nesse sentido, esperam que o Correio deposite mil reais referentes ao reajuste salarial retroativo da CCT 2015/2016 e que faça o pagamento dos freelances conforme cronograma acertado. A empresa comprometeu-se a repassar R$ 1 mil até 30/6 e R$ 2 mil até 18/7, referentes aos retroativos, e a pagar os frilas em datas determinadas até as faturas de maio. Nesta sexta-feira (24/6), haverá nova reunião entre a comissão de jornalistas e a direção da empresa, com a presença do Sindicato. O Correio afirma que é possível ter novidades quanto ao plano de recuperação, que passa pela venda de debêntures a investidores. Depois de fazerem duas paralisações na semana passada, os profissionais divulgaram carta à sociedade, em 16/6. No documento público, eles reforçam que não têm a menor intenção de prejudicar o jornal mantido pelos Diários Associados, mas que precisam encontrar formas de lutar pelos direitos trabalhistas. E complementam: “Esperamos ter deixado claro com o atual movimento que a disposição em colaborar não significa que tudo é aceitável. Nós, jornalistas, continuamos unidos”.
FNDC lançará campanha em defesa da EBC
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) lançará nos próximos dias a campanha A EBC é sua. O objetivo é divulgar a comunicação pública como direito e incentivar a sociedade civil organizada a visitar as emissoras públicas levando suas pautas. A campanha será basicamente nas redes sociais. Renata Mielli, coordenadora geral do Fórum, explica que campanha nasce da necessidade de aprofundamento da compreensão do conceito de comunicação pública dentro da sociedade: “O povo brasileiro precisa compreender a estrutura de radiodifusão pública gerida pela EBC como uma conquista ainda em construção, mas seriamente ameaçada por esse governo provisório e ilegítimo. O discurso do ajuste fiscal não justifica o desmonte de uma rede de emissoras públicas. Temos consciência de que o processo de construção da comunicação pública teve falhas até aqui, mas isso não justifica o desmonte da EBC”. A campanha foi apresentada na semana passada ao presidente da empresa, Ricardo Melo, que agradeceu, reafirmando que comunicação pública precisa do apoio da sociedade. Durante o seminário O Futuro da Comunicação Pública, organizado pelas Universidades UnB e do Minho, de Portugal, na semana passada, Melo ressaltou que “a comunicação pública existe para dar voz aos que não têm voz, e é esse o lema da EBC. Temos uma rede de rádios que chega onde nenhuma outra quer chegar. Na nossa grade de programação há espaço para a diversidade LGBT, para as mulheres, negros, para os movimentos sociais. Estamos fazendo o que prevê a Constituição, nada mais!”. Além de publicações diárias nas redes sociais, os materiais da campanha ficarão disponíveis numa página exclusiva no site do FNDC.
Ricardo Gandour apresenta primeiro resultado de sua pesquisa na Universidade de Columbia
Desde janeiro licenciado do Grupo Estado e atuando como pesquisador visitante a convite da Universidade de Columbia, nos EUA, para desenvolver estudos sobre os riscos que a fragmentação da imprensa representa para a democracia, Ricardo Gandour apresentou na semana passada em Cartagena, na Colômbia, o primeiro resultado do seu trabalho: a animação de três minutos Why the news isn’t what it used do be, em que resume tudo, didaticamente, exibida no encontro anual do Fórum Mundial de Editores, no painel Rebirth of Truth, do qual participou como palestrante. O evento fez parte do congresso mundial de editores e empresas de notícias, mais conhecido como WAN-IFRA. Gandour diz que decidiu fazer o vídeo “para usar uma narrativa contemporânea e muito afeita aos dispositivos móveis (tanto que é também legendado, pois as pesquisas mostram que muitos preferem, quando não podem usar o som) e para falar de perto com os jovens. O roteiro é meu, design e animação do estúdio Datadot, de São Paulo (Flavia Marinho e Otávio Bruin). Ele resume o artigo integral, que será publicado em breve. É uma espécie de ‘abstract’ em vídeo. Tenho recebido feedbacks do mundo todo por tweeter e facebook. Logo sai uma versão em português”.
Vladimir Netto lança livro-reportagem sobre operação Lava Jato
Experiente na cobertura da Política em Brasília, o repórter da TV Globo Vladimir Netto lança o livro-reportagem Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil. Na obra, Netto – que acompanha a operação desde o seu início, em março de 2014 – vai pouco a pouco revelando os principais desdobramentos que expuseram o maior escândalo de corrupção do País. Aponta quem são os personagens-chave desse processo – doleiros, dirigentes da Petrobras, políticos e empreiteiros – e como se articularam para desviar bilhões dos cofres da estatal. O fio condutor da história é o juiz Sérgio Moro, sobre cujo trabalho o autor se debruça, com o objetivo de lhe desenhar o perfil: o vasto conhecimento técnico, as perguntas meticulosas, as sentenças fundamentadas e a coragem de enfrentar a pressão de advogados de renome. A obra será lançada esta noite em Curitiba, cidade onde se originou a operação, a partir das 19h30, nas Livrarias Curitiba do Shopping Barigui. Em São Paulo, o lançamento será nesta quarta-feira, às 19h, na Livraria Saraiva do Shopping Eldorado (av. Rebouças, 3.970). No DF, o evento será em 6/7, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi. Série no Netflix O livro, com ares de thriller policial, teve seus direitos comprados pelo cineasta José Padilha. “O livro do Vladimir, além de narrar de forma empolgante uma incrível operação policial, é também um documento histórico de valor imprescindível para o País”, disse Padilha ao Estadão. A previsão é de que a obra seja adaptada a uma série policial, para estrear em 2017 no Netflix.
Após 23 anos, Folha encerra coluna sobre automobilismo
Foi publicada em 17/6 a última edição da coluna semanal sobre automobilismo da Folha de S.Paulo. Lançada em 1993, na época sob o comando de Flavio Gomes, o espaço estava há 12 anos sob os cuidados de Fábio Seixas. ”Em abril do ano passado, a coluna deixou de ser publicada no papel e ficou apenas no online. Nesta semana, alegando reestruturação, o jornal sacrificou a coluna de vez”, explica Fábio, que segue como chefe de Reportagem do SporTV.