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Correio Braziliense pede desculpas por crônica machista

Última atualização: 13/09/2017, às 17h05

 

Teve ampla repercussão e muitas críticas nas redes sociais a crônica O primeiro dia de trabalho de Melissinha (versão digital) /A estagiária (impressa) que o Correio Braziliense publicou nessa segunda-feira (11/9).

O texto, assinado por Guilherme Goulart, trata de forma desrespeitosa, machista e ofensiva a passagem de uma estagiária de 19 anos pela redação do jornal brasiliense. Abusa de termos de baixo calão ao referir-se também a outras estagiárias que passam pelo Correio, e como elas são vistas pelo que ele chama de “machalhada” na redação.

Em nota de repúdio, disse o Sindicato dos Jornalistas do DF: “(…) A maneira como trata o assédio de forma corriqueira escancara o machismo e o sexismo ainda tão presentes nas redações, além de potencializar a ideia, incrustada no imaginário da nossa sociedade patriarcal, da mulher como objeto e de disputa entre colegas no ambiente de trabalho. (…) O Correio Braziliense errou feio ao publicar um texto que naturaliza o desrespeito contra a mulher em seu ambiente de trabalho. (…) É inacreditável, conforme escreveram diversos leitores e jornalistas, que o texto, sem qualquer relevância e interesse público, conforme preconizam as teorias do jornalismo, tenha passado pela chefia do setor em que fora publicado (…).”

Na manhã desta terça-feira (12), o CB publicou nota de capa, no qual diz: “O Correio errou ao publicar, em sua edição impressa e no site, a crônica A estagiária… O texto foi retirado do ar poucas horas após sua publicação na internet porque não reflete os valores nem a opinião do jornal. Pedimos desculpas às leitoras, aos leitores e aos nossos seguidores.

O autor também se desculpou pelo texto por meio da coluna Crônica da Cidade: Um erro sem perdão, no qual escreveu: “Poucos conhecem tanto o poder da palavra quanto um jornalista. E, mesmo assim, até ele, muitas vezes, esquece o tamanho dessa força. E eu, como tal, esqueci. A reação provocada pelos seis parágrafos que publiquei aconteceu de uma forma que eu jamais poderia prever. E, se a crônica repercutiu assim, é porque falhei. Por isso, entendo, percebo, admito e reconheço a minha falta. Aceito a revolta e a indignação de todas as mensagens que recebi ontem por e-mail, por WhatsApp, pelo Facebook etc. Fiz questão de ler todas, do início ao fim. E peço as mais sinceras desculpas. Pois acredito que esse seja o melhor caminho da transformação necessária para que as minhas filhas cresçam em um mundo em que não haja espaço para situações como a narrada por mim, nem textos equivocados como o meu”.

Goulart também disse que o intuito da crônica era alertar para uma situação de abuso que ocorre dentro das redações, mas que não conseguiu passar essa mensagem.

Nesta quarta-feira (13), foi a vez da editora-chefe Ana Dubeux se pronunciar sobre o caso. No editorial Hora de mudar, ela destacou momentos em que o jornal se posicionou pelo empoderamento feminino, e avaliou que a aprovação do texto, mesmo após revisão por dois profissionais do jornal (um homem e uma mulher), demonstra uma “naturalização do machismo no nosso cotidiano”. “São situações, comentários, frases soltas que consideramos normais, naturais, mas que crescem no terreno do preconceito… do machismo”, concluiu.

Ela também destacou que, como editora-chefe, assume a responsabilidade no processo de mudança no jornal: “Promoveremos políticas de conduta, rodas de discussões e, principalmente, investiremos na criação de um ambiente de aprendizado coletivo. É coexistindo que aprendemos o respeito ao próximo e às suas escolhas. Sim, isso se aprende. Peço desculpas a todas as mulheres, leitoras, funcionárias, ex-funcionárias e também aos homens que se sentiram incomodados durante a leitura. Esse inaceitável acontecimento será um marco para uma mudança mais profunda”.

Flávia Gomes é a nova sócia da SantaFé Ideias

Agência contrata e comemora novas contas

 

A Santafé Ideias, agência com sede em Brasília liderada por Etevaldo Dias e Maurício Júnior, tem agora como sócia Flávia Gomes ([email protected]), que ocupa o cargo de diretora executiva e coordena os atendimentos da empresa.

A agência recentemente reforçou o time com a contratação de Isadora Grespan ([email protected]), que foi editora da EBC e assessora especial na Casa Civil da Presidência da República, e Luiz Ribeiro ([email protected]), com atuação em comunicação pública e entidades do Terceiro Setor.

Ainda por lá, registro para as novas contas da agência: Umanizzare Gestão Prisional Privada e PMDB Mulher, para o qual a empresa está trabalhando no site Mulheres Transformadoras (mulherestransformadoras.com.br), um projeto de mobilização social para incentivar a participação feminina na política. Em Infraestrutura, a Santafé faz a comunicação com os povos indígenas Kayabi, Apiaká e Munduruku, na área de influência da Usina Hidrelétrica São Manoel, na divisa do Pará com Mato Grosso.

Domingos Fraga estreia coluna no R7

Domingos Fraga - Divulgação/R7
Domingos Fraga – Divulgação/R7

Com entrevistas exclusivas do prefeito de São Paulo João Doria e do ministro do STF Marco Aurélio Mello, Domingos Fraga, gerente de Opinião do R7, estreou no portal em 4/9 sua Coluna do Fraga. O espaço trará diariamente notícias de bastidores de política e economia, além de informações sobre cultura, esportes, entretenimento e comportamento.

“Vamos publicar textos fáceis de ler, com notícias rápidas, humor e contextualização”, diz o colunista, que conta também com uma equipe baseada em São Paulo e Brasília. Mariana Londres, Fabio Mazitelli e os jornalistas do Núcleo de Investigações Jornalística da Record TV – Lumi Zúnica, Diego Costa, Álvaro Saraiva, Henrique Beirangê e Tarcísio Badaró – compõem o time do colunista.Ao tratar de política, por exemplo, o objetivo da coluna é popularizar o tema e facilitar a compreensão do público. “A política é um assunto árido, mas necessita de um certo humor para se tornar mais palatável”, diz Fraga.

Com 58 anos de idade, ele começou a carreira no Rio de Janeiro, sua cidade natal, como repórter em Última Hora e Jornal do Commercio. Desde 1989 em São Paulo, foi redator no DCI, diretor no Diário do Comércio, fundador e diretor de Redação da revista Quem, além de redator-chefe de IstoÉ. Também foi professor de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero.  Desde 2006 na Record TV, foi redator-chefe do Jornal da Record e há três anos integra a equipe do R7, do qual já foi diretor de Redação.

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Setembro amarelo: nova/sb vai fundo no tema suicídio

Trinta e duas pessoas se suicidam por dia no Brasil. Na conta, uma a cada 45 minutos, dado que faz do País o oitavo com mais suicídios do planeta, e os números só crescem.

Essa foi uma das razões para que a agência nova/sb, por meio do Comunica Que Muda (CQM), fosse a fundo no assunto, a partir do que se fala nas redes sociais. Foram capturadas 1.230.197 menções sobre suicídio entre abril e maio nas principais redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube).

Nesse período, os destaques foram os expressivos números de comentários sobre o crime virtual da Baleia Azul e a série 13 Reasons Why (Netflix), o que fez o tema alcançar seu ápice de buscas no Google dos últimos cinco anos. Setembro é o Mês Internacional da Prevenção ao Suicídio.

Confira a íntegra do dossiê.

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Projeto multiplataforma foca novo ciclo político na América do Sul

Roberto Lameirinhas, ex-editor de Internacional do Estadão, e seu filho Lucas, que é profissional de rádio e TV, partem no próximo dia 21/9 para um projeto multiplataforma que deve levá-los a visitar todos os países sul-americanos. A primeira etapa inclui visitas a Colômbia, Equador e Peru, que durarão quase um mês. Segundo Roberto, a ideia é mostrar como os países da região, que nos últimos 20 anos estiveram sob a influência de governos de esquerda, estão se adaptando agora a um novo ciclo, precipitado principalmente pela crise política venezuelana.

“Vamos, por exemplo, à fronteira da Colômbia com a Venezuela, em Cúcuta, para registrar a chegada de refugiados venezuelanos a uma nova Colômbia, com guerrilhas pacificadas e depositária da esperança de tempos menos violentos e mais prósperos – algo como o Brasil era considerado na primeira década deste século”, diz ele. “Estamos negociando a venda desse material para todas as mídias: TV, rádio, internet, agências de notícia, jornais de vários estados e revistas. Espero aproveitar minha experiência de mais de 30 anos como repórter e editor de internacional para fazer esse projeto vingar”.

Roberto ([email protected]), que deixou o Estadão em outubro de 2016 depois de 30 anos de casa, participou de grandes coberturas internacionais, inclusive dos mais importantes processos políticos da América Latina. Foi enviado especial para cobrir os conflitos no Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2005. Entrevistou, na Colômbia, em 2004, líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em um acampamento clandestino da guerrilha nas selvas do país. Esteve duas vezes em Israel, a convite da Federação Israelita do Estado de São Paulo e da Universidade Hebraica de Jerusalém.

 

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Renata Agostini começa no Estadão

Renata Agostini deixou a Folha de S.Paulo e começou no Estadão em 4/9 como repórter especial de Economia e Negócios. Entra no lugar de Alexa Salomão, que fez o caminho inverso.

Carioca, formada pela UFRJ, ela estava há cinco anos na Folha, onde entrou na sucursal de Brasília, vindo depois para São Paulo, como repórter da editoria de Mercado e da coluna Painel.Antes, passou por Exame, Veja e GloboNews.

Ainda por lá, saiu Felipe Corazza, chefe de Reportagem da editoria Internacional e que no Estadão.com assinava o China ETC., blog dedicado a assuntos chineses e ao tabuleiro militar, econômico e social da região. E chegou Renato Onofre ([email protected]), ex-Veja e ex-Globo, como sub de Política.

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Ana Paula Padrão anuncia reposicionamento da Claudia

Ao assumir em 30/8 o posto de diretora de Redação de Claudia, em evento na capital paulista, Ana Paula Padrão anunciou o reposicionamento da marca. Ela apresentou #EuTenhoDireito, campanha que vai permear todas as plataformas, incluindo revista, site, redes sociais e grandes eventos: “Não precisamos mais dizer para a mulher ‘faça o que você quiser’, porque ela já fez. O que a gente tem que dizer hoje é que ela tem direito de viver a escolha dela e ser respeitada por isso. E Claudia, como nenhuma outra marca, tem condições de reverberar esse conceito”.

De acordo com a Abril, o movimento chega para dar mais visibilidade e repercussão às causas femininas já conquistadas. “Eu não preciso inventar nada. Nosso trabalho é trazer Claudia para um lugar que ela já tem, como maior revista feminina do País. Vamos integrar todas as plataformas e posicionar embaixo do guarda-chuva da hashtag, dando voz a todos os clusters”, completou.

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Ctrl+X registra novos casos de censura

O projeto CTRL+X da Abraji, coordenado por Tiago Mali, mapeou dois novos casos de censura a veículos nos últimos dias.

Em 25/8, a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, estabeleceu censura prévia ao site Diário do Centro do Mundo e aos jornalistas Kiko Nogueira e Joaquim de Carvalho. A decisão atendeu a pedido do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

A juíza não só manteve decisão liminar proferida em janeiro deste ano, assinada pela magistrada Fernanda Almeida Coelho de Bem, que obriga o site a remover textos que usem o termo “helicoca” como nome ou sobrenome do senador, como foi além: proibiu a publicação de novas notícias com o apelido – uma referência à apreensão, em novembro de 2013, de um helicóptero de sua propriedade carregado com cocaína.

No Piauí, o portal de notícias 180 Graus também foi alvo de censura judicial após a juíza Lygia Carvalho Parentes Sampaio atender a pedido da Construtora Caxé. A empresa havia sido mencionada em reportagens como investigada pelo Tribunal de Contas do Estado. Na decisão, assinada em 23/8, a juíza argumentou que as reportagens “atingiam a honra dos autores” e que a liberdade de expressão poderia ser censurada quando “exercida sem consciência e responsabilidade”.

Com este último caso, o projeto Ctrl+X registra 452 pedidos na Justiça para impedir que alguém diga ou publique algum tipo de conteúdo. Desses, ao menos 134, quase um terço, foram aceitos pelos juízes.

 

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Votação em primeiro turno nos +Admirados vai até 14/9

Vai até quinta-feira (14/9) o primeiro turno, de livre indicação, que apontará os finalistas do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, organizado por este J&Cia em parceria com a Maxpress.

Integrado por cerca de 53 mil nomes, entre jornalistas de redações de todo o Brasil e profissionais de assessoria de imprensa e comunicação corporativa, o colégio eleitoral é convidado a indicar até cinco jornalistas da área, de qualquer plataforma ou região, e até três veículos, nas categorias Jornal, Revista, Rádio, TV, Internet e Agências.

Quem deseja participar e não recebeu a carta com o link de votação, basta solicitar o cadastro pelo [email protected]. O evento já tem confirmados Gerdau e BTG Pactual como patrocinadores máster e conta com o apoio da Latam e o apoio institucional de Abrasca e Ibri. O almoço de premiação será em 27/11, no Hotel Renaissance, em São Paulo, devendo reunir cerca de 120 convidados, entre premiados, familiares e personalidades da economia.

Abraji critica ataques de João Doria à imprensa

A Abraji distribuiu nota em 5/9 com críticas ao prefeito paulistano João Doria, que em 4/9 voltou a atacar a rádio CBN e a repórter Camila Olivo por esta ter denunciado que moradores de rua foram acordados em 19/7 por jatos de água de caminhões da Prefeitura. Confira a íntegra:

“O prefeito João Doria, do PSDB, voltou a atacar a reportagem da rádio CBN nesta segunda-feira (4.set.2017). O político tenta desqualificar o trabalho da repórter Camila Olivo, que em 19/7 noticiou que moradores de rua da Praça da Sé haviam sido acordados por jatos de água de caminhões da prefeitura.

A prefeitura sustentou que imagens de câmeras da região desmentiam a repórter. A equipe da CBN conseguiu os vídeos via Lei de Acesso à Informação, mas eles não mostram o local do incidente. Ao repercutir o assunto com Doria em 4/9, o repórter Pedro Durán foi hostilizado.

O prefeito questionou a experiência do repórter. Depois, referindo-se a Camila Olivo, afirmou que o procedimento esperado de uma jornalista durante a cobertura teria sido filmar os jatos d’água. Para Doria, a ausência de vídeos de celular seria prova de que a profissional mentia. Por fim, o político atacou a isenção de Camila Olivo, informando um suposto passado partidário que inabilitaria a jornalista para a cobertura.

Não é a primeira vez que Doria ataca a imprensa em lugar de responder aos questionamentos de reportagens. Em vídeo de 7/7, o prefeito desqualificou o trabalho de apuração do jornalista Artur Rodrigues, da Folha de S.Paulo, autor da manchete Doações empacam, e somente 8% do valor prometido por Doria é efetivado. Antes, em 9/6, atacou a reportagem da CBN que alertava para a doação à Prefeitura de medicamentos próximos de vencer. Em vídeo, Doria negou que estivesse distribuindo medicamentos vencidos – algo que a reportagem não afirma em nenhum momento.

Ao desqualificar o jornalismo em vez de responder aos questionamentos da imprensa, Doria nega à sociedade o direito intrinsecamente democrático de vigiar os atos dos administradores.

Para além disso, suas respostas são usadas por grupos com larga audiência na internet para desacreditar o trabalho da imprensa. É direito de todo cidadão contestar e criticar reportagens, assim como é dever da imprensa e dos jornalistas ouvir e publicar as críticas. Isso, entretanto, não justifica tentativas de intimidação virtual que podem se transformar em agressões verbais e físicas.”

A Prefeitura enviou em 6/9 nota em resposta ao texto da Abraji. No entanto, ao publicá-la, a diretoria da Abraji destacou “que a Secretaria de Comunicação, ao tergiversar, não aborda o principal: os ataques do prefeito a profissionais e a veículos de comunicação”.

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